sexta-feira, 8 de julho de 2011

MORREU BILLY BLANCO, MÚSICO PRECURSOR DA BOSSA NOVA



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Menos uma referência da grande música brasileira está entre nós. O compositor Billy Blanco, que fez parte da geração pré-Bossa Nova (como Dick Farney, Lúcio Alves e Johnny Alf), morreu hoje de manhã. Seguem as informações abaixo e uma biografia do artista.

Uma nota Da família de Billy Blanco, pelo menos temos a bela Lua Blanco, que inicia sua carreira como cantora e atriz. Nossos pêsames a ela pela perda do ilustre avô, figura ímpar de nossa cultura.

Cantor e compositor Billy Blanco morre no Rio de Janeiro

Do Portal Terra

O cantor e compositor Billy Blanco morreu na manhã de sexta-feira (8), no Rio de Janeiro, aos 87 anos. De acordo com informações do hospital Panamericano, na Tijuca, o óbito foi confirmado às 8h10.

Blanco morreu em decorrência de complicações de um AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico sofrido em outubro de 2010, quando ele foi internado no centro hospitalar.

Ainda não está confirmado, mas deve ter um velório na Câmara Municipal do Rio de Janeiro", informou Paulo, filho do músico. "Será feita também a cremação", disse com exclusividade ao Terra.


BIOGRAFIA DE BILLY BLANCO

Do portal Cliquemusic

Natural de Belém do Pará, começou a apresentar-se em cassinos e programas de rádio aos 18 anos, tocando violão. Mais tarde mudou-se para São Paulo, onde foi estudar arquitetura em 1946, mesmo ano em que surgem suas primeiras composições. Dois anos depois radicou-se no Rio de Janeiro e formou um grupo musical para tocar na noite. Por essa época conheceu Dolores Duran - uma das principais intérpretes de suas músicas - e os Anjos do Inferno, que gravaram seu samba "Pra Variar" em 1951. Nos anos 50 sua carreira de compositor deslanchou, e teve músicas gravadas por Dick Farney ("Grande Verdade"), Os Cariocas ("Não Vou pra Brasília"), Doris Monteiro ("Mocinho Bonito"), entre outros. Em 1954 acontece o lançamento da "Sinfonia do Rio de Janeiro", em parceria Tom Jobim, com quem havia composto "Tereza da Praia", primeiro sucesso da dupla, gravado pelos "rivais" Lúcio Alves e Dick Farney. A "Sinfonia" contou com arranjos de Radamés Gnattali e participação de Elizeth Cardoso, Emilinha Borba, Dick Farney, Doris Monteiro, Os Cariocas, Nora Ney, Jorge Goulart e outros. Em 1960 houve uma regravação, com outro elenco e arranjos do mesmo Radamés. Outros grandes sucessos foram "Pistom de Gafieira" e "Viva Meu Samba", gravados por Silvio Caldas; "Camelô", "Praça Mauá" e "Estatutos da Gafieira", por Dolores Duran; "Samba Triste" (com Baden Powell), por Lúcio Alves, "A Banca do Distinto", por Isaura Garcia. Nos anos 60 participou de festivais e espetáculos, em que começou a aparecer em público, com seus sambas em estilo de crítica sócio-comportamental. Wilson Simonal, que gravaria seu "Lágrima Flor" do LP de estréia, foi o intérprete de "Rio dos Meus Amores" no I Festival de Música Brasileira, em 1965. Três anos depois, obteve o 4º lugar da I Bienal do Samba com "Canto Chorado", defendida por Jair Rodrigues. Desde então passou a se apresentar com freqüência em espetáculos, shows e casas noturnas. Em 1993 lançou pela Warner o CD "Guajará: Suíte do Arco-íris".

Nenhum comentário: