quarta-feira, 29 de junho de 2011

O DRAMA DA MORADIA, SEGUNDO OS ANIMAIS



Foi triste uma cena que ocorreu na Rua Américo Oberlaender, em Niterói. Uma árvore foi podada numa manhã da semana passada, e o que parecia apenas um simples reparo acabou criando um desequilíbrio ecológico que, a nossos olhos, parece pequeno, mas que cria seus dramas no ecossistema.

Isso porque era uma árvore que abrigava muitos ninhos de passarinhos. Em muitas manhãs e tardes, havia muita animação entre os passarinhos, eram tantos pios que uma pessoa mal-humorada poderia se tornar alegre se prestasse atenção a essa animação escondida pelas folhas das árvores.

Era sempre assim até que técnicos da Prefeitura de Niterói foram cortar as folhas e galhos da referida árvore, num grande descuido ecológico. É lamentável que o prefeito Jorge Roberto Silveira ultimamente não tenha feito muita coisa, e, quando faz, é para errar.

Mas o que é destruir uma comunidade de passarinhos para quem ficou indiferente até com os moradores do Morro do Bumba?

Quando vi a árvore podada, muitos passarinhos voavam nervosos ao redor dela. Alguns pássaros estavam tristes. Outros brigavam entre si na disputa do pouco espaço que restava. Os pássaros estavam nervosos, agressivos.

Dá até para perceber o porquê de, em várias cidades do país, haja áreas onde certos pássaros agridem os transeuntes com bicadas e voos rasantes. É para proteger seus ninhos, diante de um ambiente ecologicamente caótico.

Os pássaros da árvore podada, inconsolados, decidiram voar para longe, em busca de outras moradias. Nem que seja nos espaços para aparelhos de ar condicionado nos prédios em volta do lugar. No fim de semana passado, ainda havia uns dois pássaros tristes verificando o estrago do local.

Esse episódio também diz muito a respeito da questão da moradia que as classes populares sofrem no dia-a-dia.

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