quinta-feira, 30 de junho de 2011

PESCADORES FICARAM À DERIVA DURANTE 22 DIAS



Seis tripulantes do barco Wiltamar III, que saiu de Cabo Frio e sofreu um naufrágio no litoral de Santa Catarina, depois de bater num navio após ser empurrado por uma onda, tiveram que ficar 22 dias à deriva, com o estoque de alimentos se esgotando nos primeiros 12 dias e eles sendo obrigados a matar suas sedes bebendo a própria urina.

Não houve esforço da Marinha e nem mesmo a imprensa se empenhou muito na busca dos desaparecidos. Foi preciso um navio mercante para resgatá-los. Todos foram socorridos com vida, mas já estavam enfraquecidos. No resgate, no cais da Praça 15, no Rio de Janeiro, os pescadores tiveram que estar envoltos por cobertores para evitar hipotermia.

Comparemos esse episódio ao acidente que vitimou amigos do governador fluminense Sérgio Cabral Filho e empreiteiros baianos. Que diferença faz. Infelizmente, quem é pobre sofre mais na vida, como os pobres mas corajosos pescadores de Cabo Frio.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O DRAMA DA MORADIA, SEGUNDO OS ANIMAIS



Foi triste uma cena que ocorreu na Rua Américo Oberlaender, em Niterói. Uma árvore foi podada numa manhã da semana passada, e o que parecia apenas um simples reparo acabou criando um desequilíbrio ecológico que, a nossos olhos, parece pequeno, mas que cria seus dramas no ecossistema.

Isso porque era uma árvore que abrigava muitos ninhos de passarinhos. Em muitas manhãs e tardes, havia muita animação entre os passarinhos, eram tantos pios que uma pessoa mal-humorada poderia se tornar alegre se prestasse atenção a essa animação escondida pelas folhas das árvores.

Era sempre assim até que técnicos da Prefeitura de Niterói foram cortar as folhas e galhos da referida árvore, num grande descuido ecológico. É lamentável que o prefeito Jorge Roberto Silveira ultimamente não tenha feito muita coisa, e, quando faz, é para errar.

Mas o que é destruir uma comunidade de passarinhos para quem ficou indiferente até com os moradores do Morro do Bumba?

Quando vi a árvore podada, muitos passarinhos voavam nervosos ao redor dela. Alguns pássaros estavam tristes. Outros brigavam entre si na disputa do pouco espaço que restava. Os pássaros estavam nervosos, agressivos.

Dá até para perceber o porquê de, em várias cidades do país, haja áreas onde certos pássaros agridem os transeuntes com bicadas e voos rasantes. É para proteger seus ninhos, diante de um ambiente ecologicamente caótico.

Os pássaros da árvore podada, inconsolados, decidiram voar para longe, em busca de outras moradias. Nem que seja nos espaços para aparelhos de ar condicionado nos prédios em volta do lugar. No fim de semana passado, ainda havia uns dois pássaros tristes verificando o estrago do local.

Esse episódio também diz muito a respeito da questão da moradia que as classes populares sofrem no dia-a-dia.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

BOA NOTÍCIA



Segundo informa a Revista da TV de O Globo de ontem, o marido de Renata Ceribelli, apresentadora suplente do Fantástico, o advogado Gustavo Brigagão, a acompanha na famosa dieta que ela faz junto com o colega Zeca Camargo. Segundo Renata, o marido chega a ser até mais rigoroso do que ela no regime.

É uma excelente notícia, afinal o casal tem que se acompanhar em muitas experiências de vida, até porque os dois cônjuges vivem juntos para isso. Nunca fica bem uma mulher se manter em boa forma enquanto o marido se desleixa, acreditando que basta disfarçar a barriga com um paletó para ser "esbelto".

Desejamos boa sorte a Renata e ao marido nessa verdadeira amostra de companheirismo conjugal.

sábado, 25 de junho de 2011

HÁ DOIS ANOS, UM ÍCONE DO ROCK SE FOI



Se você pensa que estamos falando de um cantor bem famoso, pode tirar o cavalinho da chuva. Estamos falando de ícone do rock, meu caro. Com todo o respeito ao tal "rei do pop", ele nunca foi, de fato, um roqueiro.

Pois o ícone do rock em questão foi Sky Saxon (batizado Richard Elvern Marsh), o vocalista e baixista do genial grupo de rock psicodélico The Seeds, um dos nomes do cenário californiano dos anos 60.



O mais curioso disso tudo é que, quando os Seeds gravaram seus primeiros discos, Sky já tinha idade para titio. Se for pelo tempo biológico, ele seria da geração de Buddy Holly (fontes mais seguras dizem que ele nasceu em 1937, ainda que outras atribuam seu nascimento em 1945 ou 1946).

Aliás, por sinal, em 1966 havia falecido um discípulo de Buddy chamado Bobby Fueller, outro roqueiro genial. Mas Bobby era da geração dos Doors e fazia um som da linha de Buddy Holly e Eddie Cochran.

Os Seeds faziam um som vibrante, e três músicas se destacam de seu repertório: a ultradançante "It's a Hard Life", com acordes de guitarra de arrepiar de Jan Savage, e o baixo ritmado de Saxon, é uma delas.

Há também "Pushin' Too Hard", o maior sucesso do grupo, que chegou a ter versão em português gravada por Wanderléia, "Vou lhe Contar" (letra feita por Rossini Pinto).

Já a terceira é "Can't Seem to Make You Mine", de uma levada sensual que fez um internauta colocá-la como fundo musical de um vídeo editado em homenagem à pin-up Betty Page, que havia falecido, idosa, no final de 2008.

Há também outras canções, só para citar uma, "Mr. Farmer", numa levada mais folk rock, mas nada que lembre Byrds, porque os Seeds fazem outro estilo. O que é muito bom. Afinal, o biênio 1966-1967 foi marcado por bandas e músicos que não queriam se parecer uns com os outros, gerando uma infinidade de álbuns geniais e impactuantes, puxados pelos Beatles mas incluindo Frank Zappa, Jimi Hendrix e muitos, muitos outros.

Sky Saxon estava em atividade no final de sua vida. Sua voz estava mais fraca e rouca, mas ele mantinha seu talento com serenidade. Ele iria excursar com os Seeds, junto a outros grupos como Electric Prunes, num evento em homenagem ao rock psicodélico, quando faleceu.

Fica aqui nossa lembrança ao grande músico dos Seeds. Uma grande banda que não fez grande sucesso, mas deixou sua marca expressiva na história do rock.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

ALI KAMEL E A DANÇA DAS CADEIRAS NA GLOBO



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Mudanças no telejornalismo das Organizações Globo. Renato Machado deixa o Bom Dia Brasil e entra Chico Pinheiro, que corre o risco de interagir com a ex-mulher Carla Vilhena, a não ser que ela também arrume outro lugar num telejornal. Enfim, as mudanças, que envolvem também a Globo News, têm como objetivo tornar o jornalismo das OG mais "populares".

Ali Kamel e a dança das cadeiras na Globo

Por Marco Aurélio Mello - Blogue DoLaDoDeLá

Alertado por Paulo Henrique Amorim fui checar a informação de quem é o primeiro e o segundo na hierarquia da TV Globo: No início do mês de julho de 2009, Ali Kamel foi promovido ao cargo de diretor da Central Globo de Jornalismo (CGJ), que era ocupado antes por Carlos Henrique Schroder.

Na ocasião, Schroeder passou para a Direção Geral de Jornalismo e Esporte (DGJE), ou seja, caiu para cima. Neste caso, sustento o primeiro e segundo lugares com o argumento de que nem sempre quem tem poder de fato o tem de direito. Mas numa coisa o PHA tem razão: no papel o Ali é segundo.

Chama atenção a dança das cadeiras na TV Globo por várias razões. Primeiro, quem fez o anúncio foi Carlos Henrique Schroder, o número dois, e não Ali Kamel, o número um. Corre pelos corredores da emissora a notícia de que Ali atualmente não apita mais tanto quanto antes. Contribuiram para sua derrocada o tipo de jornalismo que ele empreendeu, desde que assumiu, centralizando as decisões e condicionando a cobertura à sua vontade (ou seria à vontade expressa do patrão?). Outro episódio definitivo para a queda teria sido o "bolinhagate", a tentativa de comprovar que o então candidato à presidência José Serra tinha sofrido um traumatismo craniano, depois de atingido por uma bolinha de papel.

Até o perito Ricardo Molina foi convocado às pressas para dar legitimidade ao caso, que atingiu em cheio a credibilidade da emissora. Sabe-se que naquela noite o Jornal Nacional foi vaiado pelos próprios jornalistas e que, em Brasília, a exemplo do que aconteceu em São Paulo em 2006, a diretora de jornalismo Silvia Faria teria dito o mesmo que Mariano Boni em São Paulo, anos antes: "quem não estiver satisfeito procure a Record".

Quem frequenta a emissora conta que, agora, raramente Ali desce do quarto andar onde se refugiou para escrever seus artigos, comprar suas polêmicas e processar seus "detratores". Agora há dois subalternos que fazem o serviço para ele no Jornal Nacional: Renato Ribeiro (ex-editor chefe do Jornal Nacional) e Luis Claudio Latgé (ex-diretor de jornalismo de São Paulo). Ali só é consultado quando o assunto é muito cabeludo.

O sinal já havia sido dado no começo do ano, quando o diretor superintendente Octávio Florisbal anunciou em alto e bom som que o jornalismo da emissora ía mudar. Recente pesquisa mostra preocupação com os índices de audiência do jornalismo, sobretudo no periodo matutino onde, não raro, a emissora amarga o segundo lugar durante toda a manhã.

Não por acaso a dança das cadeiras começou por Renato Machado, que será uma espécie de embaixador em Londres. Para quem gosta de vinho e música clássica, como ele, é um prêmio e tanto para quem se dedicou 15 anos ao Bom Dia Brasil, acordando às 4 horas da manhã. Renato estará a um passo de Paris, Geneve, Roma e Frankfurt. É tudo o que ele sempre pediu a Dionísio.

Para o seu lugar assume Chico Pinheiro. O veterano jornalista e apresentador vai tentar popularizar o jornal. Está sendo reabilitado depois de amargar uma geladeira no SPTV. É sinal também de que a emissora está disposta a atrair os extratos mais à esquerda do espectro político de seu público. Chico - como antítese de Renato - é a MPB e a caipirinha no poder.

Outra veterana da apresentação, Mariana Godoy, segue agora para o Jornal das 10 da Globo News, reflexo do incômodo causado pela chegada de Heródoto Barbeiro à Record News. Para o seu lugar vai César Tralli, que realiza um sonho antigo, que é ocupar uma bancada de telejornal. Na reportagem ele se consagrou, mas pagou um preço muito alto: os colegas detestam seu estilo e seus modos, considerados por muitos bastante pragmáticos, se é que podemos dizer assim.

Se a volta de Schroder pode aplacar os ânimos? Só o tempo dirá. Minha aposta é que sim. Ele tem o apoio da família Marinho e uma capacidade de sobrevivência invejável. Ele pode ser reabilitado e quem sabe a emissora faça as pazes com a notícia. Talento dos colegas e recursos técnicos não faltam. Mas como na Globo tudo demora um pouco, as mudanças só virão quando entrar setembro. Portanto, o inverno tem tudo para ser quente.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

CONTINUA PETIÇÃO CONTRA PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ



A petição contra a padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro continua valendo, apesar da repintura dos ônibus estar em estágio avançado e do grupo político de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho praticamente ter "comprado" a adesão de alguns busólogos fluminenses.

Vale lembrar que não são todos os busólogos fluminenses, mesmo alguns que fotografam ônibus padronizados, que aderiram ao esquema. Até porque vários desses busólogos fotografam os ônibus de visual padronizado por uma simples questão de informação.
http://www.blogger.com/img/blank.gif
No entanto, há outros que passaram a ter uma conduta mais esnobe, arrogante, grosseira e até ofensiva, o que mostra o quanto estes estão do lado dos interesses anti-populares do grupo político de Paes e Cabral, e estão nervosos por verem que o que eles defendem não é do interesse da coletividade (ainda que tentem dizer o contrário).

Mas, em que pese essa situação, a petição continua valendo através do seguinte endereço:

http://www.petitiononline.com/alexfig2/petition.html

É preciso que os leitores participem dessa petição, mas procurem chamar seus amigos e familiares para fazer o mesmo. Essa campanha não conta com patrocinadores, é feita no mais puro interesse público.

Agora, o pessoal que ficar do lado da padronização visual, estará do lado de governantes que despejam moradores de casas populares, mandam prender bombeiros, estão de rabo preso com empreiteiros e dirigentes esportivos e pouco estão se lixando com o sofrimento das classes populares. Neste caso, ficam nossos pêsames.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

CULTURA É RESPONSABILIDADE SOCIAL


PLATEIAS LOTADAS NÃO SIGNIFICAM NECESSARIAMENTE RECONHECIMENTO DE VALOR ARTÍSTICO E CULTURAL

Ninguém é obrigado a deixar de gostar de alguma coisa. Se quiser gostar de brega-popularesco, esteja à vontade.

O problema é que o brega-popularesco, que tanto reclama de "falta de espaço" na mídia, é que se tornou a categoria hegemônica, num crescimento "cancerígeno", na música brasileira. E, junto com essa música, valores retrógrados disfarçados de "coisa moderna".

O fato de muita gente não suportar críticas que determinados blogues, como este, fazem a ídolos brega-popularescos mostra o quanto existe de equívocos e muito pretensiosismo nesses ídolos. E mostra o quanto o gosto musical é algo secundário até mesmo para quem é fã desses ídolos.

Isso porque eles até gostam desses ídolos e praticamente ignoram qualquer outra coisa que vá longe de funqueiros, breganejos, sambregas, axezeiros etc. Mas a preocupação deles em "patrulhar" quem não gosta, em ficar nervoso porque fulano escreveu algo desagradável sobre o ídolo tal, mostra a decadência que está por trás desses estilos musicais de mercado, pretensamente "populares".

E por que existe essa decadência? Porque o brega-popularesco nunca passou de uma forma mercadológica, diluída e deturpada da "cultura popular".

São valores e ídolos propagados durante contextos sociais e políticos conservadores, que na Era FHC passaram a exercer um pretensiosismo violento. De repente, na última hora, ídolos neo-bregas tardiamente descobriram a MPB, e quiseram fazer igualzinho àquela facção engomada e luxuosa da chamada "MPB burguesa" que rolou nas rádios nos anos 80.

De repente, aqueles sucessos "populares" que já haviam tomado as rádios, lotado plateias e conquistado seus espaços, passou a reclamar de "falta de espaço", de "preconceito" e tudo o mais. E aí a alegria que os ídolos brega-popularescos queriam transmitir para o público passou a dar lugar a um péssimo astral que hoje já começa a derrubar muitos ídolos, num efeito dominó.

A "trolagem" que desesperadamente tenta salvar a reputação dos ídolos neo-bregas, e que é definida pela ação revoltada de internautas fãs desses ídolos, só acaba derrubando os mesmos, diante da associação desses cantores, duplas e grupos a uma parte violenta e temperamental de seu público.

Só isso faz as coisas espalharem, e daí para o "povão" achar que os ídolos que rolam nas rádios FM possuem fãs truculentos é um pulo. Já não basta que, nos bares, rodeios e casas noturnas, o sambrega, breganejo, "funk carioca", axé-music e forró-brega já são suficientemente associados aos homens de aparência mais rude ou viril, mesmo os considerados "bonitões" das vaquejadas e das feiras de agropecuária?

PRETENSIOSISMO E FRUSTRAÇÃO

O pretensiosismo leva os ídolos brega-popularescos a não gostarem de seu sucesso. Acham que querem mais, que podem entrar no primeiro time da MPB sem esforço, apenas com um banho de loja, técnica, tecnologia e publicidade.

Por que eles não pensaram duas vezes antes de fazer brega ou neo-brega? Um breganejo que mal ia além de uma pálida fusão de Bee Gees com Waldick Soriano durante mais de dez anos de carreira, dificilmente irá se equiparar a um nome respeitável da música caipira ou ao lirismo dos artistas do Clube da Esquina.

Da mesma forma, um sambrega que mal conseguia fazer apáticos "sambas-canções" de apelo brega, numa pálida fusão de Lionel Richie com Waldick e Odair José com cavaquinhos muito mal tocados, não irá se equiparar aos grandes sambistas e nem a ídolos versáteis como Wilson Simonal.

A questão toda é a criatividade. Os "artistas" popularescos erram muito nos seus primeiros LPs, que tornam-se "sucesso estrondoso" mais pelo esquema de jabaculê nas rádios e na publicidade maciça na televisão. Passam o tempo todo fazendo isso, e então se sentem felizes em tal condição.

Só que, nos últimos anos, com a Internet oferecendo informações culturais que, antes, eram inacessíveis pelo natural bloqueio das rádios, os ídolos popularescos tiveram que correr e, às pressas, foram mudar cenários dos palcos, mudar o vestuário, contratar um time de assessores (que, por sua vez, contratam estagiários que compõem parte dos trollers que vemos na Internet) e encher de covers para tentar uma associação artificial à MPB.

O desespero dos ídolos brega-popularescos se converte em ingratidão. Passam a valorizar menos a popularidade que alcançaram, pelo pretensiosismo bobo de parecerem "sofisticados". Fazem mera música de mercado, dedicada ao consumo fácil do grande público, mas querem parecer que fazem "cultura de alto nível".

Mas com toda a campanha que fazem, da produção de cinebiografias ao reacionarismo dos trollers, nada disso adianta. No fim, eles não conseguem mais emplacar uma música marcante nas rádios, e passam a cansar quando o toca-CD desmente toda a "sofisticação" alardeada nas revistas, na TV, nos jornais ou mesmo em monografias universitárias tendenciosas.

CULTURA É RESPONSABILIDADE SOCIAL

A verdadeira cultura popular inclui em produção de conhecimento, de valores sociais, e é algo que é transmitido pelo convívio social das comunidades. Isso é o que os mais renomados intelectuais afirmam, há muito tempo.

O que se vê sob o rótulo de "cultura popular" - difundido pela grande mídia e por uma geração recente de intelectuais menos esclarecidos - é, na verdade, o que os estudiosos da Comunicação entendiam sob o controverso nome de "cultura de massa".

Sem levarmos em conta as discussões sobre a validade desse rótulo, reconhece-se que o brega-popularesco é, conforme descreve tanto Carmen Lúcia José em Do Brega ao Emergente quanto Umberto Eco em Apocalípticos e Integrados, uma "cultura" que o povo pobre trabalha a partir de referenciais transmitidos pela classe dominante através da mídia.

Só isso derruba toda uma linhagem de apologia do brega-popularesco feita pela intelectualidade pouco esclarecida (ainda que esforçada e dotada de muita visibilidade), a de que se trata de uma "verdadeira cultura popular".

Com alegações confusas e tendenciosas, essa intelectualidade chega ao ridículo de querer tirar o Oswald de Andrade da pátria espiritual para respaldar as teses engenhosas, mas discutíveis, dessa patota recente de antropólogos, sociólogos, historiadores, cineastas e críticos musicais.

Pois realmente o brega-popularesco, com seus valores conservadores travestidos de modernos, nada contribui para o progresso social das classes pobres - que, lembremos, não se limita a uma mera inclusão no mercado do consumo - e, como expressão de qualidade de vida, se mostra um desastre.

RECONHECER OS LIMITES DO BREGA-POPULARESCO

Certamente pedimos desculpas e compreensão para os ídolos brega-popularescos. Se eles são criticados, é porque algo está errado. Mas reconhecemos as implicações pessoais que um ídolo sambrega ou breganejo sofre quando não tem o mesmo reconhecimento artístico de um nome respeitável da MPB.

O problema é que o pretensiosismo faz, aqui, seu efeito decisivo. O ídolo popularesco não reconhece seus limites. Poderia ser um mero entertainer ou crooner, com uma reputação razoável. Mas a ignorância dos limites faz ídolos assim sofrer frustrações que nem a trolagem raivosa de seus fanáticos conseguem salvar (e, pelo contrário, agravam).

O pretensiosismo cria até condutas estranhas, como os cantores de sambrega e breganejo usando de toda a pompa e luxo para serem reconhecidos como "artistas populares" e gravando CDs e DVDs um atrás do outro, numa sequência que chega a três consecutivos (!), tudo para vender a imagem de "grandes criadores".

O avanço da transmissão de informações na Internet, que mostra artistas esquecidos da MPB autêntica, também não garante o êxito do oportunismo dos ídolos popularescos que, na última hora, "descobrem" Maysa, Wilson Simonal, Egberto Gismonti, Francis Hime, Antônio Adolfo e outros mestres. Porque, quando devia, os próprios ídolos popularescos desdenhavam a MPB autêntica.

Por isso mesmo, reconhecer os limites é a solução. O brega-popularesco de 1990, 1997 e 2002, tal como toda a linhagem de bregas e neo-bregas, não será MPB autêntica sequer em sonhos. Trata-se tão somente do nosso hit-parade, músicas que nada têm de populares, no sentido social do termo, mas tão somente "popularizados".

No brega-popularesco, as classes populares não são sujeitos, mas objetos do mercado de consumo. Por isso é que seu caráter de "cultura popular" é falso. Daí a necessidade de assumir o brega-popularesco como uma mera "cultura de mercado".

Até porque, se essa categoria musical é expressão cultural de alguém, é do empresariado da grande mídia, do entretenimento e das redes de atacado e varejo que investem nesses ídolos. O povo é somente um detalhe, por mais que muitos tentem dizer o contrário.

domingo, 19 de junho de 2011

PROCURA-SE DESESPERADAMENTE UM FAN SITE DA ROSANNA ARQUETTE



Cerca de dez anos antes de virem à moda os fan sites como conhecemos hoje, com seu conteúdo atualizado e abrangente, a fascinante atriz Rosanna Arquette, ícone dos anos 80, tinha seu fan site bastante substancial, o Desperately Seeking Rosanna.

Seu conteúdo de fotos sobre a maravilhosa atriz - que, aos 52 anos, mantem a beleza que inspirou até canções como "Rosanna" do Toto e "In Your Eyes" de Peter Gabriel - era muito, com fotos escaneadas de revistas, cenas de filmes e tudo mais. Era algo que hoje se vê muito em fan sites de ídolos teen, que, mesmo norte-americanos, conseguem publicar fotos até de revistas brasileiras.

Mas, alguns anos atrás, Desperately Seeking Rosanna saiu do ar. Não houve um outro sítio que o substituísse. Assim como o Copalipo, um grande portal de fotos de mulheres - inclusive brasileiras, apesar de ter sido editado em Portugal - , desapareceu sem deixar rastros nem herdeiros. O Copalipo tinha até fotos de Débora Rodrigues da fase pré-Fórmula Truck.

Voltando a Rosanna, é lamentável que hoje em dia não existem fotos dela de reportagens de revistas, photoshoots raros etc. O que se vê são fotos tiradas nos últimos anos com ela aparecendo em candids e eventos públicos. É ótimo, sim, mas falta aquele conteúdo que somente Desperately Seeking Rosanna havia publicado, com muitas fotos raras que nem uma busca cautelosa no Google consegue recuperar.

Até agora, uma página que mais se aproxima de um sítio especializado em Rosanna Arquette é muito pobre em fotos. E o que se vê em outros sítios são fotos de Rosanna publicadas em portais coletivos de celebridades.

Por isso, procura-se desesperadamente um fan site bastante abrangente da Rosanna Arquette. Ela merece, e muito. Ela é talentosa, continua em atividade, e continua desesperadamente belíssima, e em plena formosura. Uau!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A COPA DE 2014 E A LIMPEZA IMOBILIÁRIA DOS QUE ATRAVANCAM OS NEGÓCIOS



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: E ainda tem gente que quer canonizar Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho. Tudo para aparecer em fotos ao lado de Pelé, Bernardinho, Carlos Arthur Nuzman, quiçá João Havelange... Para esse pessoal, bombeiro tem mesmo é que ganhar só R$ 950 e se virar. Eles não fazem parte do "espetáculo" politiqueiro de 2014 e 2016, apesar do serviço valioso que desempenham na sociedade...

A Copa de 2014 e a limpeza imobiliária dos que atravancam os negócios

Por Carla Hirt, professora universitária

"Aqui no Rio de Janeiro estamos passando por um processo crítico de total desrespeito à legislação urbana, em função das obras para a Copa e Olimpíada. Coisas muito semelhantes estão acontecendo ai em Porto Alegre, como remoções de pessoas (exclusivamente de baixo poder aquisitivo), mandando-as para os confins mais afastados da cidade para deixar a paisagem das áreas centrais "limpas".

A pobreza está deixando de ser tratada como problema social e se tornando só uma questão paisagística a ser resolvida com remoções. Isso está documentado em consultorias que a prefeitura do Rio encomendou de planejadores urbanos de Barcelona (ou seja, é legitimado pelo Estado), e está acontecendo também em várias cidades por onde ocorrerão os megaeventos.

Segue anexa uma fotografia que uma aluna minha tirou, no Rio de Janeiro (da localidade de Campinho, entre Madureira e Cascadura), que ilustra um pouco dos conflitos urbanos que estão acontecendo em função do território de exceção que se instaurou por aqui.

Os movimentos organizados aqui no Rio (e aí em Porto Alegre também) estão preocupados e esperançosos em função da quase inexistente repercussão que estão tendo os despejos e os conflitos que estão acontecendo (pois são abafados pelo furor em função dos jogos e pela expectativa de investimentos que as cidades vão receber - esquecendo das dívidas que estas cidades estão contraindo com infraestrutura que só vai servir para os grandes investidores, à custa do erário público)".

quarta-feira, 15 de junho de 2011

SEM GRAVADORA, MORRISSEY LANÇA TRÊS NOVAS MÚSICAS



O cantor inglês Morrissey, que tem um novo disco de estudio pronto - o sucessor de Years of Refusal, de 2009 - , mas sem gravadora para lançá-lo, decidiu divulgar três novas músicas no programa da radialista Janice Long, da BBC 2, de Londres.

As músicas são "Action is my middle name", "The kid's looker" e "People are the same everywhere" e fazem parte do décimo álbum de estúdio do ex-vocalista dos Smiths.

As músicas podem ser ouvidas no endereço do Thejunderground.com.

A notícia foi divulgada no sítio da New Musical Express.

A CARTA DOS BLOGUEIROS DA BAHIA



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Enfim, começa-se a semear uma nova fase da sociedade baiana de superar o coronelismo midiático de décadas, representado não só pelos herdeiros de ACM, mas até mesmo por ex-aliados que se tornaram desafetos do falecido senador, mas que nem por isso deixaram de ser barões, ou melhor, coronéis do poder midiático local. E dessa corja incluem até mesmo políticos ou ex-políticos que brincam de "radiojornalismo", achando que o povo baiano é otário.

Agora quem pensa que a futura "ley de medios" baiana se dará sob a trilha sonora da axé-music, é bom tirar o jumento do temporal porreta. Porque o futuro da mídia baiana varrerá TODOS os valores ligados ao mercantilismo obsessivo e à manipulação social das massas.

A carta dos blogueiros da Bahia

Por Eliane Costa - Portal Vermelho - Reproduzido também no Blog do Miro

Depois de dois dias de intenso debate, blogueiros, tuiteiros, produtores de conteúdo para a rede mundial de computadores e ativistas pela democratização da mídia aprovaram, no início da noite desta sábado (11/6), a criação de uma comissão para encaminhar a fundação de uma Associação dos Blogueiros Progressistas da Bahia.

Além de aprovar a Carta dos Blogueiros Progressistas da Bahia, que traz as principais deliberações do Encontro Estadual dos Blogueiros Progressistas, foi decidido apoiar o texto “Plataforma livre para autonomia da blogosfera brasileira”, que será encaminhado ao Encontro Nacional.

No encontro, que também contou com transmissão online em tempo real, foram realizadas 248 inscrições pela internet, além das que ocorreram no local. No dia de abertura, sexta-feira (10/06), 142 pessoas estiveram presentes, e outras 342 acompanharam o evento online. No sábado (11/06), foram registrados 278 participantes online pela manhã e 149 pela tarde.

Confira a Carta dos Blogueiros Progressistas da Bahia na íntegra

“Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas – Carta da Bahia

Políticas Públicas para a Democratização da Mídia

A Bahia foi pioneira ao realizar em 2008 a Conferência Estadual de Comunicação, que apontou a necessidade de políticas públicas voltadas para a democratização da mídia e baseadas na comunicação como um direito humano. Avança com a criação do Conselho Estadual de Comunicação, recentemente aprovado na Assembléia Legislativa, com caráter deliberativo quanto às políticas públicas para o setor. A Secretaria de Comunicação do Governo da Bahia é outra conquista. Agora se realiza o 1º Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas, reforçando a luta pela democratização da mídia.

Os blogueiros progressistas da Bahia se unem em torno das seguintes bandeiras:

- Novo marco regulatório legal no país que contemple as transformações da comunicação no Brasil e no mundo.

- Regulamentação dos artigos da Constituição Federal que impedem a concentração dos meios de comunicação, estimulam a produção independente e regional, além de fortalecer o sistema público de comunicação.

- Não utilização de recursos públicos para o aprofundamento da concentração midiática no país.

- Defesa da neutralidade na rede e de plataformas livres de produção e distribuição de informação.

- Universalização da Banda Larga como um direito e um bem público. Apoio à “Campanha Banda Larga, um direito seu”. O Plano Nacional de Banda Larga é uma iniciativa positiva do Governo Federal e um instrumento de inclusão digital, mas necessita aprimoramento para explorar toda a potencialidade da rede mundial de computadores.

- Revisão dos critérios de distribuição das verbas publicitárias dos órgãos públicos. Além dos critérios mercadológicos devem ser considerados mecanismos visando fortalecer a diversidade e a pluralidade. A verba publicitária deve ser usada também para estimular a difusão dos veículos alternativos e dos movimentos sociais. Criação de uma linha de publicidade pública para blogs.

- Estímulo à rádiodifusão comunitária e simplificação de sua regularização.

- Implementação de políticas públicas de incentivo à blogosfera e à diversidade informativa no país.

- Indicação de um representante dos blogueiros progressistas para a representação da mídia digital no Conselho de Comunicação.

- Apoio aos fóruns populares e de movimentos sociais, em especial aos unitários, voltados para a defesa da democratização da mídia.

- Criação da Associação Estadual de Blogueiros Progressistas.

- Realização de Encontro Anual de Blogueiros Progressistas, produtores de conteúdo na internet e participantes de redes sociais.

- Criação de uma Central Nacional de Associações de Blogs Progressistas.

Os blogueiros progressistas da Bahia e sua associação utilizam, difundem e defendem o uso de plataformas abertas para o desenvolvimento de suas atividades e comunidades na rede mundial de computadores.

Salvador, 11 de junho de 2011.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

UMA MULTIDÃO NUMA SÓ PESSOA



Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Bernardo Soares e muitos, muitos outros, merecem ser lembrados hoje.

Pois essa multidão de intelectuais e poetas, na verdade, estiveram dentro de uma pessoa só, Fernando Pessoa.

O poeta português, um dos maiores do mundo, teria feito 123 anos hoje.

Partiu muito cedo, aos 47 anos. Mas sua obra, como "ele mesmo" e como seus heterônimos, vive até hoje.

sábado, 11 de junho de 2011

CLUBE DO ÔNIBUS LEGAL ANUNCIA SEU FIM


A politicagem que corrompe parte da busologia fluminense - que tendenciosamente aderiu ao projeto de Eduardo Paes para o transporte público - está provocando até baixas em fotologs busólogos interessantes.

Depois do fim da CIA de Ônibus, de Sydney Júnior, e do Clube do Trecho, é a vez do Clube do Ônibus Legal, de André Neves, anunciar seu fim para daqui a um mês.

A busologia fluminense passa por uma situação delicada, quando "panelinhas" de busólogos tentam prevalecer na sua visibilidade, em detrimento do interesse público. A adesão à padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro mostra o quanto essa elite de busólogos anda muito nervosa com o contraste entre sua grande visibilidade e boas relações com os poderosos e o desprezo ao interesse público.

Só essa sensação de contraste faz com que, a partir dessa elite de busólogos, venham as reações mais agressivas e abjetas que se pode ver na Internet. O fenômeno "Jair Bolsonaro" chega a contaminar alguns busólogos, que manifestam seu "nojo" por aqueles que não concordam com tais busólogos.

"O que mais desanima nisso tudo, é ver os comentários sem noção do Sr. Neves. Na boa, a cada dia que passa a busologia se torna mais desanimante e ficando um nojo.", diz um desses busólogos pelegos contra o fotolog de André Neves, numa clara demonstração de nervosismo ao saber que o que essa elite pensa não traduz a vontade popular, por mais que tentem argumentar o contrário.

A situação é bem clara: visando contatos mais influentes ligados à midia, à política e aos dirigentes esportivos nos eventos mundiais de 2014 e 2016, os busólogos pelegos partem para a agressão para desmoralizar quem não concorda com os interesses privados que apoiam.

O nervosismo chega a tal ponto que desperta nos busólogos pelegos um instinto de censura (que eles, cinicamente, não admitem como tal), de pedir que busólogos discordantes retirem as fotos daqueles, a pretexto de terem sido usadas "sem autorização".

Isso dá uma ideia do que tais busólogos poderiam fazer com o Creative Commons (o protocolo de uso livre mas responsável de imagens na Internet). O que faria a atitude polêmica de Ana de Hollanda no Ministério da Cultura parecer café pequeno.

Por isso, vemos o quanto busólogos com visão mais coerente e humilde, como Sydney Júnior e André Neves, abandonarem o hobby, enquanto vemos a desnecessária multiplicação de fotos com ônibus de visual padronizado. Afinal, que diferença faz o novo carro da Real Auto Ônibus com o novo carro da Tijuquinha? E que graça tem apresentar o novo carro da Pégaso diante do novo carro da Bangu?

André Neves chegou a criar um personagem humorístico, o Buzzolango, que narrava absurdos relacionados à busologia. Mas a reação furiosa de busólogos pelegos fez o COL seguir o mesmo caminho da CIA de Ônibus, que é de parar e manter apenas o acervo até então publicado.

A arrogância da busologia pelega pode até garantir visibilidade na grande mídia. Mas é bom que tais busólogos passem a ter mais paciência para aceitarem críticas, e que assumam que estão mais do lado das autoridades que do povo.

Afinal, não é fácil convencer a opinião pública estando do lado de um grupo político - Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho - que reprime vendedores ambulantes, manda prender bombeiros e quer destruir até um estádio de futebol em Niterói, porque esse grupo político já demonstrou ser contra o interesse público, a favor apenas do clientelismo, da especulação imobiliária e de outros conchavos.

Será que tenho que omitir tudo isso e não fazer críticas ao grupo político de Paes e Cabral Filho? E qual será o próximo que "sentirá nojo" das mesmas críticas?

Infelizmente, o golpe de 1964 chegou na busologia carioca. E, como no regime militar, os ônibus agora circulam fardados. A população está enlouquecida, no pior sentido.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

NATALIE PORTMAN



A linda beldade, a encantadora atriz Natalie Portman, faz hoje 30 anos, no explendor de sua beleza, com seu corpo a ser remoldado assim que seu primeiro filho nascer.

Também vamos apoiá-la sobretudo por ela ter se envolvido numa injusta polêmica quanto à sua participação nas cenas de dança de Cisne Negro. E tudo isso depois dela ter se dedicado há anos para o filme, e por ter até consumido suas energias psíquicas para seu papel.

Desejamos a ela parabéns, longa vida, saúde e tudo de bom na vida. Feliz aniversário, Natalie!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

WARNER LANÇA RETROSPECTIVA DO NEW ORDER DIANTE DE IMPASSE COM A BANDA



A gravadora Warner lançou uma coletânea reunindo canções do New Order e da banda antecessora, Joy Division - extinta quando Ian Curtis morreu enforcado em sua casa, em 1980, dias antes do grupo iniciar uma turnê nos EUA - , intitulada Total - From Joy Division to New Order, diante de um impasse entre os três rapazes que conduziram toda a trajetória do grupo, depois de haverem perdido seu parceiro do JD.

Recentemente, o (excelente) baixista Peter Hook havia brigado com os outros dois membros, o guitarrista-tecladista Bernard Sumner e o baterista Stephen Morris. Hook havia deixado o grupo no começo da fase de composições para um novo álbum. Dessa lavra, veio a inédita "Hellbent", presente na coletânea.

Houve rumores que a canção inédita do Joy Division, "Pictures in My Mind", remasterizada de uma demo inacabada de 1977, também estaria na coletânea, estaria na coletânea, mas o que foi revelado foi que a composição estava incluída no repertório do primeiro EP do grupo de Hook, The Light, com Rowetta Satchell, ex-cantora dos Happy Mondays, como vocalista.

Stephen Morris declarou que não costuma apreciar coletâneas, mas ainda assim aceitou o lançamento. Ele afirma que o New Order precisa de pelo menos oito nova canções para "fechar" o novo disco, ainda que a qualidade musical fosse prioridade sobre a quantidade de músicas. Mas a saída de Hook criou um impasse, porque as músicas, segundo o baterista, precisariam de novos elementos, o que seria impossível trabalhá-los sem que os três estejam reunidos para compor.

A relação de Hook com os dois ex-parceiros tornou-se conflituosa. Hook chegou a dizer que o New Order acabou. Sumner e Morris negam. Ambos continuam tocando juntos e houve até anúncio de novo grupo, Bad Lieutennant, que seria o atual New Order, já sem Gillian Gilbert (a tecladista e esposa de Morris, que foi cuidar da filha do casal), substituída por Phil Cunningham, mais alguns baixistas convidados para o lugar de Hook.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

OS INCOMODADOS QUE SE MUDEM



Não existe coisa mais chata que reacionário preferir ler o que não gosta e sair esculhambando quem escreveu. Existe uma grande diferença entre uma discordância sadia e uma discordância impositiva.

Esta, quase arbitrária, chantagista e arrogante, vinda sobretudo de internautas reacionários que ainda mandam o escritor discordante "para a m...", não quer o debate sadio, mas a imposição de uma "verdade" que o internauta reacionário e seus amiguinhos acreditam, geralmente relacionados ao establishment político, econômico e cultural.

Nota-se que o reaça em questão se sente incomodado quando seus valores e totens são questionados por um blogue que, certamente, não foi feito para ele. Ele tenta ser preciosista, usa a sociedade para "legitimar" valores que só ele e seus pares acreditam, e ele ainda tenta usar argumentos mais espalhafatosos possíveis.

Esses argumentos podem ser duvidosos, mas são verossímeis. Algo como tentar equiparar lata velha com barra de ouro. Ou dizer que as fezes, só porque são excrementos vindos da comida ingerida, têm o mesmo valor e sabor do caviar ("não precisa gostar, mas tem que reconhecer que as fezes são parte integrante de nossa culinária", diriam).

As alegações podem variar, mas podem até mesmo transformar valores conservadores em "progressistas", a depender dos contextos que permitem certos pretextos.

É como, por exemplo, chamar as "mulheres-frutas" de "feministas" pelo fato delas aparecerem na mídia sem namorados ou maridos, quando, na verdade, elas representam a exploração da imagem da mulher promovida pelo machismo.

O problema é quando a argumentação se esgota e o internauta incomodado passa a xingar, esculhambar etc. E fica viciado nisso. Manda mensagens nervosas, irritantes, chantagistas, como se fosse um "AI-5 de bolso", um censor de miniatura, uma espécie de mistura de Justin Bieber com Sérgio Paranhos Fleury, com ataques pseudo-esquerdistas de um Cabo Anselmo.

Só que um blogue não foi feito para o agrado desse internauta enfezado. Ele não pode bancar uma espécie de sub-editor frustrado do blogue. Não pode se enfezar se a pauta apresentada pelo blogueiro não é de seu agrado.

Também não adianta bancar o pseudo-democrático e estufar o peito dizendo "Claaaro! Você não é obrigado a escrever para me agradar" e depois sair disparando desaforos sob o pretexto da "saudável discordância". Porque adotar posturas é a coisa mais fácil do mundo, a prática é que mostra o lado "Mr. Hyde" de todo "Dr. Jeckyll" metido a "candidato ao Nobel da Paz".

INTERNAUTA ENFEZADO VIRA PÉ-FRIO DE SI MESMO

Por que esse internauta não esquece o blogue que o desagrada, e visita apenas aqueles de seu bel prazer? Tantas páginas boas na Internet, tantas páginas instrutivas, tanta coisa positiva para pesqusar, e o internauta achando que será o Herói da Pátria porque mandou o blogueiro do qual discorda para a "p... que p...".

Engana-se o internauta que pensa assim, porque suas bravatas reacionárias podem lhe trazer muitas desilusões na vida. Se seus colegas soubessem do quanto esse internauta escreve, vão chamá-lo de paranóico, e se afastarão até dele por causa de seu niilismo digital.

Além disso, há um ditado popular que diz: "quando a cabeça está quente demais, o pé fica demasiado frio". O internauta que se preocupa em disparar mensagens contra blogues com os quais não concorda, de maneira furiosa e desrespeitosa, pode ser contaminado com sua própria irritabilidade, podendo gritar com seus próprios amigos ou até com seus pais, além de atrair para si outros infortúnios na vida.

Quando eu critico os totens e valores do establishment do entretenimento brasileiro, nunca investi no desaforo ou na humilhação. Procurava fazer críticas, sim, e até enérgicas, mas isso é muito diferente do que fazer ataques gratuitos e ferozes.

Além disso, eu NUNCA fui para um blogue ligado a ídolos popularescos para xingar o blogueiro tal, o ídolo qual e mandar fulano e sicrano "para a m...". Sempre tolerei a ação deles e também nunca esculhambei tais blogues por adotar esta ou aquela postura.

No entanto, eu recebo ataques desses fãs, que por mais que falem em "democracia" - com a mesma fúria que vemos num Daniel Dantas, num Beto Richa, num Ali Kamel - , atuam de forma autoritária e arrogante, como se fossem dublês de editores de meu blogue. Se fosse nos tempos do regime militar, eles seriam os primeiros a se candidatarem para serem meus censores.

Mas não sou só eu que recebo esses ataques. Tantos blogueiros que criticam o estabelecido sofrem ataques desse tipo. Só que os internautas que fazem isso, a pretexto de algum suposto heroísmo pessoal, só estão se expondo negativamente, passam a ser vistos como pitboys ou bullies digitais, além de demonstrarem não passar de gente frustrada e de mau com a vida.

Só para se ter uma ideia, até mesmo blogueiros com maior visibilidade como Luiz Carlos Azenha, Rodrigo Vianna, Emir Sader, Raphael Tsavkko Garcia e Eduardo Guimarães sofrem esses ataques. Não se pode agradar a todos. O problema é que quem se sente incomodado com certas verdades perde o tempo pegando no nosso pé, mais preocupado em quem discorda dele do que em quem concorda.

Paulo Henrique Amorim, então, nem se fala. Além dele também receber ataques assim, ele têm que enfrentar dezenas de processos judiciais, o que mostra o quanto o reacionarismo muitas vezes acaba nos tribunais.

Isso em si traz muito azar. Porque o internauta, por mais que defenda algo que ele acredite ser apoiado pela maioria das pessoas, se isola completamente, porque se preocupa mais em reagir aqueles que discordam dele do que em se amparar com aqueles que com ele concordam. Esse isolamento pode trazer sérios danos sociais no futuro, e pode fazer o internauta ter fama de intolerante e antipático.

Se esses internautas enfezados não querem que blogues critiquem valores e totens "estabelecidos", simplesmente fujam desses blogues. Deixem de lê-los. Vão ler Caras, Contigo, Fuxico, Blogs pela Democracia, Instituto Millenium, e deixem os blogueiros que não concordam com eles em paz.

O tempo em que um internauta perde para defender popozudas, cantores de "pagode romântico", "sertanejos universitários" etc poderia servir para ele admirá-los pessoalmente, pouco importa quem não goste deles.

Por outro lado, atacar blogueiros que não apreciam tais ídolos não salva a reputação destes. De jeito nenhum. Pelo contrário, poderá transferir a má reputação dos internautas esquentadinhos para os próprios cantores, grupos, duplas e musas, que correrão risco maior de perder sua popularidade e pôr suas carreiras à deriva, na medida em que passam a ser associados a fãs agressivos, esquentadinhos e desumanos.

Imagine um cantor de "pagode romântico" associado à alegria, ou a dupla "sertaneja" associada ao romantismo, de repente serem famosos pelo reacionarismo de fãs que não toleram uma crítica sequer a seus ídolos? Isso contradiz seriamente o astral que eles gostariam de transmitir e tais ídolos acabam sendo destruídos, ainda que de forma indireta, pelos próprios fãs.

Portanto, os incomodados que se mudem.

domingo, 5 de junho de 2011

PADRONIZAÇÃO VISUAL DE ÔNIBUS CARIOCAS EM BAIXA NO GOOGLE


FOTO MONTAGENS COMO ESTA DEVOLVEM VISUAL PERSONALIZADO DE EMPRESAS DE ÔNIBUS CARIOCAS.

A padronização visual dos ônibus da cidade do Rio de Janeiro demonstrou-se uma medida anti-popular. Defendida por tecnocratas e políticos, mas nem sempre por empresários de ônibus - o amigo Leonardo Ivo, do blogue Fatos Gerais, nos lembra que há vários contra - , ela não é mais do que um artifício de propaganda política das secretarias de transporte, municipais ou metropolitanas.

Um dos reflexos dessa realidade - que muitos busólogos "pelegos" se recusam a admitir e insistem até em afirmar o contrário - é a indignação das classes populares, que têm que dobrar sua atenção na hora de pegar um ônibus.

Pouco importa se são office-boys ocupados demais para diferir um ônibus linha 232 de outro linha 277 (que agora contam com a mesma pintura), ou se são gestantes, idosos, deficientes físicos e analfabetos. A busologia "pelega", tão "amiga do povo" mas dotada de um "humanitarismo" da linha Pôncio Pilatos, acha que todos podem esquecer seus problemas cotidianos para o "maravilhoso" jogo de discernir um ônibus de outro, mesmo com a pintura padronizada.

Pois a impopularidade da medida - que envolve não apenas o Rio de Janeiro, mas São Paulo e até mesmo Curitiba - se reflete nas buscas de imagens do Google, quando as capitais paranaense e paulistas, através de palavras-chave como "São Paulo" + ônibus ou "Curitiba" + ônibus, praticamente mostravam seus ônibus com mais frequência da segunda página em diante.

No Rio de Janeiro, a coisa se repete e, além disso, quando se usa como palavra-chave o nome completo de uma empresa - "Transportes Estrela" ou "Auto Viação Alpha", por exemplo - , em certos casos as montagens despadronizadas que faço e publico em outros fotologs chegam a aparecer na primeira página, ou mesmo a concorrer na busca com as imagens originais com visual padronizado.

Isso é uma amostra de como a busologia carioca, salvo exceções de alguns busólogos - , anda muito deslumbrada com as autoridades e cada vez mais se isola no espetáculo dos gabinetes e escritórios. Depois se irritam quando seus pontos de vista são considerados contrários ao interesse público. Tenham autocrítica, rapazes!!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

ELLEN POMPEO PÕE A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA



Agora, entre as mulheres que põem a camisa pra dentro da calça, vemos a atriz de Grey's Anatomy, Ellen Pompeo, numa de suas aparições cotidianas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

TELEVISÃO BRASILEIRA TESTOU IMAGEM A CORES EM 1963



A televisão a cores foi implantada no Brasil em 1972. Mas sua transmissão colorida chegou a ser testada em 1963, não para o público espectador, mas para a gravação de programas. Afinal, a televisão experimentava sua recente popularidade e naquela época mesmo a TV preto-e-branco mal começava a se tornar rotina nos lares brasileiros.

A TV Excelsior, de Mário Wallace Simonsen (dono da empresa aérea Panair) e depois hostilizado pelo regime militar, foi a primeira a testar a tecnologia, em 1962, em suas transmissões experimentais (a emissora só foi inaugurada oficialmente no primeiro dia de setembro de 1963, um domingo). E no vídeo abaixo há trechos dos programas Times Square e Gira o Mundo Gira (humorístico com Chico Anysio, que aparece num fragmento ao lado de Jorge Loredo, no célebre papel de Zé Bonitinho).

O Times Square - ou Show Times Square - era um programa que alternava números musicais, incluindo coreografia, e números humorísticos. Era patrocinado pela rede de lojas Tele-Rio, que adotou o nome Times Square. A rede existe até hoje.

Segue o vídeo que contém as cenas, sem seu som original, dos dois programas da TV Excelsior, em imagens a cores.