segunda-feira, 30 de maio de 2011

TATIANA NASCIMENTO PÕE A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA



Sim, mais uma das gatas do telejornalismo brasileiro adere a esse traje, a bela repórter da Rede Globo, Tatiana Nascimento. Uau!

DANIELLA SARAHYBA PÕE A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA



Viva a mulher brasileira!! Viva a beleza morena da mulher brasileira!! Viva Daniella Sarahyba, estonteante e charmosa!!

sábado, 28 de maio de 2011

MORRE GIL SCOTT-HERON, O MÚSICO ATIVISTA PRECURSOR DO RAP



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Gil Scott-Heron era um músico de vanguarda que, também sendo poeta, fazia declamações ritmadas que anteciparam o recurso do rap. Não fazia necessariamente um proto-hip-hop, mas uma música folk mais experimental. Era um artista ímpar, e faleceu ontem aos 62 anos. Menos vida inteligente na tão sofrida (ou sofrível) música contemporânea.

Morre Gil Scott-Heron, o músico ativista precursor do rap

Por Carol Almeida - Portal Terra

"A revolução não será televisionada". O poema/música mais conhecido de Gil Scott-Heron consegue em uma síntese brilhante explicar as intenções e inteligência do artista que morreu nessa sexta-feira (27), por volta das 17h, aos 62 anos.

Lançado como single em 1971, The Revolution Will Not Be Televised era mais um trabalho político daquele que foi considerado mais tarde um dos grandes precursores do rap, o eixo musical do movimento hip hop. Falava de um crescente sentido de cidadania dos americanos que não chegaria às pessoas via publicidade ou grandes meios de comunicação. Como ele explicaria anos depois, "as coisas vão mudar dentro das pessoas e isso não é algo que possa ser capturado em vídeo".

Scott-Heron, que estava internado no hospital St Luke's-Roosevelt, em Nova York, e cuja causa da morte não foi divulgada, vai embora quatro décadas depois de ter se tornado um ícone da cultura negra americana, com músicas que eram, na verdade, poemas recitados, todos evocando uma postura política que criticava a sociedade do consumo, uma acusada ignorância da classe média e a homofobia. Ou, como diria o próprio poeta, "você pode ser tão bonito, quando você sabe quem você é."

O músico de Chicago gravou seu primeiro disco em 1970, Small Talk At 125th And Lenox, e um ano depois lançou seu trabalho mais conhecido, o disco Pieces of a Man. Ao longo dos anos 1970 teve uma carreira prolífica em músicas e poemas que, a cada lançamento, o faziam alvo de grupos mais conservadores nos Estados Unidos que o viam mais como ativista do que como músico. Quase todos os discos foram gravados em parceria com o pianista Brian Jackson.

Nos anos 1980, após gravar quatro álbuns, Scott-Heron passou um longo hiato sem entrar em estúdio após ter perdido contrato com sua gravadora. Ainda que tenha feito algumas turnês pelos Estados Unidos após meados desses anos 1980, o artista terminou se recolhendo durante os 90.

Sua vida pessoal se tornou mais complicada na década seguinte, quando foi preso duas vezes por porte de drogas ilícitas. Até que, no ano passado, ele voltou a gravar um disco inteiro com o trabalho I'm New Here, considerado pelo jornal inglês The Guardian como "um dos melhores álbuns da década". Pouco depois, foi divulgado que ele viria ao Brasil para participar da Mostra Sesc de Artes, em São Paulo, mas terminou cancelando a viagem graças a problemas de saúde.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

PEDRO ALEXANDRE SANCHES HOJE É A FOLHA DE SÃO PAULO DE 1991



A julgar pela repercussão e reputação que o crítico musical Pedro Alexandre Sanches possui atualmente, por mais que ele tente se desvincular do passado da Folha de São Paulo, ele não deixa de ter a cara do famigerado periódico paulistano, sendo ainda o pupilo de Otávio Frias Filho, se não na teoria, pelo menos na prática.

Hoje Pedro Alexandre Sanches é tido como "jornalista de esquerda", mas por debaixo dos panos insere visões bastante conservadoras sobre "cultura popular", com base em abordagens herdadas de uma geração de intelectuais formada pelo padrão ideológico dos mesmos artífices acadêmicos do PSDB, como o próprio Fernando Henrique Cardoso.

É uma visão de "cultura popular" que não assusta a grande mídia, ainda que se baseie em falsas alegações de "vítima de preconceito", de "sucessos discriminados pela sociedade" e por aí vai. E que se fundamenta numa visão domesticada e estereotipada do povo pobre, bem ao sabor do mercado midiático dominante.

Mas Pedro Sanches talvez seja o reflexo da própria reputação que a Folha de São Paulo teve há 20 anos atrás. Também o periódico paulistano era um totem inatingível, quase que uma "vaca sagrada" da imprensa brasileira, e visto pelos incautos como "mídia de esquerda", "bastião da intelectualidade brasileira" etc.

Foi preciso alguns dissidentes mostrarem o que havia por trás do "Projeto Folha" para ele ser contestado pela opinião pública. E vieram denúncias de que o esquerdismo atribuído à FSP era muito falso. Mas isso poderia ser notado numa observação mais atenta nos textos do jornal, já que mesmo em 1991, auge do "Projeto Folha", ideias de cunho neoliberal e neoconservador já eram propagadas.

Pedro Alexandre Sanches só "convive" formalmente ao lado de outros analistas de esquerda, pelo fato de escrever para as revistas Fórum, Caros Amigos e Carta Capital. Mas, numa análise bem mais atenciosa, seus textos destoam completamente do nível de abordagem de nomes como Emir Sader e Rodrigo Vianna, enquanto, por outro lado, se afinam totalmente com a visão de "cultura" veiculada em O Globo e Folha de São Paulo.

Caetano Veloso, por exemplo, assinaria embaixo em praticamente tudo que Sanches escreve em seus textos. E não se fala do Caetano de 1967, mas do "caetucano cardoso" dos dias de hoje. Chega um ponto que a coluna "Paçoca" de Caros Amigos e a coluna de Caê em O Globo tornam-se verdadeiras irmãs-gêmeas.

Mas enquanto virou tabu falar contra o brega-popularesco que movimenta bilhões de reais por ano - somadas todas suas tendências, do "funk carioca" ao "sertanejo", passando pelo tecnobrega, tchê-music e outros ritmos "regionais" - , Pedro Sanches pode viver seus dias de "divindade", tal qual Hermano Vianna em 2005 e Paulo César Araújo em 2002. Como mais uma "vaca sagrada" da intelectualidade brasileira.

Mas a cultura brasileira já começa a mostrar problemas relacionados às elites políticas, acadêmicas e empresariais que estão por trás, vide escândalos relacionados ao ECAD, à Lei Rouanet (criada pelo tucano-uspiano Sérgio Paulo Rouanet) e ao próprio Ministério da Cultura.

E, por outro lado, surge a Frente pela Democratização da Comunicação, que pedirá restrições ao poder da mesma mídia que investe em idolos brega-popularescos, cuja reputação já começa a ser posta em xeque em Estados como Pará, Bahia, Ceará, Pernambuco e Paraíba.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

SCHEILA CARVALHO REVELA ESTAR CASADA DESDE 2001



A ex-dançarina do É O Tchan, Scheila Carvalho, ao anunciar a comemoração de dez anos de seu casamento com o então colega e hoje cantor do grupo de "pagodão" Raghatoni, Toni Salles, fez uma revelação que certamente causou impacto nos bastidores das "musas populares" do Brasil.

Pois entre 2001 e 2006, por determinações contratuais relacionados ao É O Tchan, Scheila Carvalho teve que omitir sua relação amorosa para não afetar a carreira de musa, e isso nem de longe é invenção minha.

É só pesquisar qualquer revista publicada com reportagens do É O Tchan publicadas sobretudo entre 2002 e 2005 e nota-se o fato estarrecedor: Scheila teve que se definir como "solteira" e, numa revista "popular" de beleza e saúde de 2003, ela e sua então colega Sheila Mello - hoje casada com o ex-nadador Fernando Scherer - chegaram a afirmar que os homens têm medo de mulheres como elas, sugerindo uma falsa imagem de "encalhadas".

Uma das revistas publicadas em 2004 chegou a definir Scheila Carvalho como "solteiríssima" e a imagem de "solteira" chegava mesmo a repercutir até em Caras.

Essa fato mostra o que está por trás da "solteirice contratual" dessas musas, numa época em que Nicole Bahls e Mirella Santos têm que namorar "escondido" da mídia. E que pode revelar muitos namorados e maridos que estão por trás de funqueiras, paniquetes e outras "solteironas" do entretenimento popularesco.

Só peço para os reaças de plantão não mandarem mensagens revoltadas contra mim, porque o que escrevi aqui é fato. É perda de tempo despejar raiva contra mim por qualquer coisa. Muitas dessas revistas estão em sebos, para qualquer um conferir.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

NINGUÉM É OBRIGADO A SER NERD


ZACH GALIFIANAKIS - Paradigma do pretenso "nerd" brasileiro.

De repente certas pessoas tiveram a obsessão em ser nerd. Ontem, dia do Orgulho Nerd, faz essas pessoas não sentirem um orgulho nerd, mas sim uma pretensão obsessiva, paranóica, maníaca, em ser "nerd" de qualquer jeito, na marra.

Esses pretensos nerds acusam quem chama eles de pseudo-nerds de "ditar normas", de estabelecer um suposto regulamento sobre ser ou não ser nerd, como se fosse o maior barato encher a cara, ser fanático por futebol e, ao mesmo tempo, ser o "mais nerd da turma".

Não, o problema não é de regras ou procedimentos. Isso não existe. O que existe é uma ideia muito simples chamada ESTILO DE VIDA.

Cada pessoa tem uma identidade e caraterísticas básicas. Tem uma personalidade, suas particularidades. O estilo de vida pode envolver não só indivíduos isolados, mas grupos de pessoas que contenham caraterísticas comuns.

O problema é que essa obsessão em ser nerd tem o mesmo sentido de uma hipotética ideia de que alguém é considerado alemão pelo simples fato de falar inglês.

No Brasil, um país considerado o paraíso astral do pretensiosismo, vi gente pretensamente alternativa, pretensamente radical, pretensamente esquerdista, pretensamente roqueira, mas agora vem a patota pretensamente nerd.

Ora, ora, ninguém é obrigado a ser nerd. Sejamos sinceros. Se eu sou nerd é porque eu me identifiquei com os tipos que apareceram no filme Vingança dos Nerds. Mas isso não foi pretensão, e foi há muito tempo, num tempo em que ser nerd ainda não estava na moda.

Mas hoje muita gente, a pretexto de gostar de tecnologia ou, talvez, para ir na onda do momento, querendo impressionar amigos e possíveis pretendentes, quer se apropriar, na marra, do rótulo "nerd", sem se identificar com o estilo de vida próprio dessa "tribo".

Tem muita gente que vem com essa mania de "nerd à moda da casa", dizendo que não há regras para ser isso ou aquilo. Pelo contrário, acabam esses pretensos nerds impondo normas. Eles mais parecem uma mistura de Oger com Stan Gable, os personagens marombeiros que eram vilões em Vingança dos Nerds.

Tão afeitos à "liberdade de regras", eles é que impõem, por exemplo, que para ser nerd tem que beber um copázio de cerveja e não ficar tonto. Ou ser um carioca fanático por times paulistas. Essas pessoas é que ficam impondo normas, procedimentos, tudo em detrimento de um estilo de vida que eles, no fundo, odeiam.

Por isso, tantos pretensos nerds são, no fundo, anti-nerds. Querem se apropriar do rótulo, deter a patente, deter o copyright. Tudo pela "liberdade", pela "libertação das regras". Mas tudo pela criação de um tipo que nada tem a ver com o tradicional, que não tem estilo de vida próprio, que nada é mais do que aqueles fanfarrões de Se Beber Não Case ou dos idiotas dos comerciais brasileiros de cerveja. Nada menos nerd do que isso.

Espera-se que o Dia do Orgulho Nerd não se converta em Dia da Vergonha Nerd.

PIMENTA NEVES E A "PROTEÇÃO" DA IMPRENSA PAULISTA



Ontem à noite, o ex-diretor do jornal O Estado de São Paulo, Antônio Marcos Pimenta Neves, se rendeu ao mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal, para cumprir pena de 15 anos de prisão pelo assassinato da jornalista Sandra Gomide, ex-namorada do criminoso.

O crime havia ocorrido no dia 20 de agosto de 2000, num haras dentro de uma fazenda em Ibiúna, no interior paulista (mesma cidade onde o Congresso da UNE de 1968, presidido por José Dirceu, foi logo dissolvido pela repressão militar, com seus envolvidos presos). Pimenta, embriagado, baleou a ex-namorada duas vezes pelas costas, sem que ela tivesse chance de defesa.

Ironicamente, este que lhes escreve estava finalizando um zine com o mesmo nome deste blogue. Era irônico que, enquanto um jornalista saía de cena, entrasse outro, ainda que de forma amadora.

INTENSA VIOLÊNCIA MACHISTA

Ao longo desses 11 anos da ocorrência do crime, e que são parte dos últimos 35 anos de intensa violência machista, que dizimou milhares de mulheres - deixando lacunas irreparáveis em muitas gerações - , Pimenta Neves por muito pouco não havia herdado, junto com Guilherme de Pádua (assassino da atriz Daniella Perez), o estrelismo do franco atirador do famoso filme de Luiz Buñuel, O Fantasma da Liberdade (1974).

No filme, o franco atirador, que do alto de um prédio atirava aleatoriamente para qualquer transeunte com sua espingarda, como quem atirasse em passarinhos, foi teoricamente condenado à morte no seu julgamento. No entanto, um guarda abriu a chave da algema e soltou o criminoso, que passou a ser livre e ainda por cima deu autógrafos para duas fãs.

Depois que Doca Street matou a socialite mineira Ângela Diniz, no final de 1976, os assassinatos conjugais que vitimam mulheres tornaram-se um interminável drama na medida em que os assassinos ficavam impunes pelas brechas da lei.

E, o que é pior, os homens de bem teriam que competir com os próprios criminosos passionais em liberdade condicional no chamado "mercado" da vida amorosa, uma vez que estes homens, incapazes de aceitar um fim de namoro, no entanto são muito habilidosos na hora de conquistar novas mulheres.

O caso Pimenta Neves e outros dois criminosos passionais, de cargos relacionados ao zelo da Justiça, que "entraram em ação" naqueles idos de 1999-2000 - o promotor Igor Ferreira, em Atibaia, também interior paulista, e o promotor Reinaldo Pacífico (?!) em Belo Horizonte - , reativaram o pesadelo de homens ilustres cometendo crimes passionais, já que em 1994, aparentemente, as estatísticas de crimes passionais estavam declinando nas classes sócio-econômicas, diminuindo as incidências nas elites.

Afinal, quando o criminoso passional é de classe pobre, ele permanece preso. Não tem dinheiro para comprar um advogado, e seu crime, ainda que movido pela ignorância e pelo consumo de drogas e álcool, também não encontra "atenuantes sociais" para garantir a liberdade condicional, mesmo na condição de réu primário, tida como fator para essa liberdade.

Ja quando o criminoso é de elite, mesmo na classe média alta, a impunidade torna-se certa, tanto pela liberdade condicional no caso de réu primário quanto pelos sucessivos recursos jurídicos entre advogados de acusação e defesa, enquanto o acusado responde ao processo em liberdade. Pior, a liberdade é em tese condicional, mas muitas vezes o criminoso pode sair do país e pode circular aonde quiser, mas de preferência tendo que evitar estar no mesmo lugar de algum ente querido de sua vítima, para evitar qualquer constrangimento ou outro incômodo, mesmo grave.

Mas no caso de Pimenta Neves, o que surpreendeu foi a cumplicidade da imprensa paulista, ou mesmo da Associação Nacional dos Jornais, que influía até nas manobras editoriais. Em periódicos da grande imprensa em circulação em todo o país, que constam com seção específica para noticiários policiais, Pimenta Neves quase não aparecia nelas, sendo colocado cordialmente na seção de "País", normalmente relacionada a fatos políticos ou os sociais de grande repercussão.

"PROTEÇÃO" DA IMPRENSA

A imprensa paulista, então, do contrário que comentou Alexandre Garcia hoje, no Bom Dia Brasil, protegeu, sim, Pimenta Neves. Ele foi tratado como um "coitado que errou", levando a sério o próprio telefonema que Pimenta deu para a redação do Estadão, assim que cometeu o crime. "Cometi uma besteira", disse Pimenta na ligação.

Era a Folha de São Paulo, onde Pimenta também trabalhou, o próprio Estadão e a revista Veja, que até 2006 adotavam uma postura gentil com o "nobre colega", pois, mesmo sem aprovar o crime cometido por ele, minimizava sua gravidade dizendo que "foi um erro" e que "nosso colega Pimenta sente muito pelo que fez". Pimenta foi tratado pela imprensa paulista como se tivesse sido um moleque que, jogando bola no quintal, a chutou, sem querer, contra a vidraça da casa do vizinho.

Tanto que as primeiras reações enérgicas na grande imprensa, poucos dias após o crime, foi da parte do humorismo. A revista Exame VIP, numa divertida sacada, fez uma tabela comparando o mítico Abominável Homem das Neves e o "Abominável Pimenta das Neves", concluindo que o ex-editor do Estadão era bem mais perigoso.

Já na imprensa carioca, destaca-se a atuação de Agamenon Mendes Pedreira, colunista fictício criado pelos cassetas Hubert Aranha e Marcelo Madureira (este muito longe do atual tucano ranzinza a bater ponto no Instituto Millenium), que, fazendo um trocadilho com a expressão "furo", do jargão jornalístico (que quer dizer "notícia de primeira mão e grande impacto"), constatando que Pimenta deu dois "furos" contra a ex-namorada.

Fora isso, só mesmo a realidade buñueliana de Pimenta ser solto na proximidade da Semana Santa, em 2001 - depois de estar encarcerado com outros presos, como Mateus da Costa Meira (que cometeu uma chacina num cinema paulistano, na sessão do filme Clube da Luta) e o juiz corrupto Nicolau dos Santos Neto - , e ninguém ter se lembrado de Pimenta na "malhação de Judas" do sábado de Aleluia.

Foi a mesma omissão também em 2002, com o "colega" (de crime) de Pimenta Neves, o ex-ator Guilherme de Pádua, tambem "protegido" da imprensa paulista e que, ignorado pelas malhações de Judas, praticamente virou um personagem kafkiano, quando ameaçava processar a novelista Glória Perez, mãe da vítima, se ela dirigisse algum comentário contra o assassino de Daniella.

IMPRENSA CARIOCA

A imprensa carioca, por não conviver com Pimenta Neves, conduziu o caso de maneira menos corporativista. O Jornal do Brasil foi um dos que mais pegaram pesado contra o ex-editor, que oficialmente ainda carrega o título de "jornalista" depois de, pelas forças circunstanciais, ter sido aposentado.

Mas em 2006 - ano em que Doca Street lançou sua biografia (talvez, um testamento antecipado) para a sociedade, Mea Culpa, e atingia uma idade de alguém que, com um passado de muito cigarro, bebedeira e drogas, indicava fragilidade, os 72 anos - , quando Pimenta enfrentou um júri popular, a imprensa carioca pegou tão pesado que a paulista teve que seguir o ritmo para não ser acusada de impunidade.

Isso se via sobretudo na TV Bandeirantes, que havia inaugurado um "novo" jornalismo a partir de ex-astros globais - Ricardo Boechat e Joelmir Betting, ainda acompanhados de uma Mariana Ferrão que seguiu o caminho oposto - , e comandou a corneteira contra o réu. Mas a barulheira não impediu que Pimenta fosse mais uma vez sentenciado para a liberdade condicional, esperando o processo "em liberdade".

Hoje a prisão parece ser um marco de decadência do machismo. Mas a grande imprensa, ainda assim, divergia suas visões quanto ao modo de Pimenta viver sua impunidade. A imprensa paulista dramatiza, dizendo que o "nobre amigo" vivia sozinho, triste e tomando remédios antidepressivos. A imprensa carioca, no entanto, garantia que Pimenta vivia na gandaia, com arrogância e ainda exibindo um revólver, com pose de valentão.

Pimenta Neves nunca foi um jornalista marcante. Surgiu como crítico de cinema da Última Hora paulista, e profissionalmente não deixou grandes marcas. Apenas fazia o "dever de aula", dentro de um jornalismo morno, mais próximo do conservador.

Mas tão cedo voltou-se claramente para a imprensa direitista, através da extinta revista Visão e do cargo de consultor do Banco Interamericano para a Reconstrução e Desenvolvimento, conhecido também como Banco Mundial.

Aparentemente, não cabem mais, para a defesa de Pimenta Neves, novos recursos para evitar sua prisão. Ele terá que cumprir a sentença de 15 anos dentro da cela. Aparentemente, o ex-editor disse estar pronto para a nova rotina. Não se sabe ainda se é a decadência definitiva do machismo, mas a chamada "defesa da honra" sofreu uma enorme ferida moral. Isso é bom.

terça-feira, 24 de maio de 2011

BOB DYLAN FAZ 70 ANOS



Depois do rock dos anos 60 serem relembrados com a vinda de Paul McCartney ao Brasil, hoje é o dia de celebrarmos o aniversário de outro mestre musical, o cantor e compositor Bob Dylan.

Sim, Bob Dylan faz 70 anos e não é sempre que um nome histórico chega a essa idade e faz parte de nosso presente. Pois Bob Dylan foi muito mistificado, muito mitificado, mas sua contribuição à música é de tal relevância que mesmo muitos admiradores não conseguem compreender em sua totalidade.

Afinal, Bob Dylan recusava-se a ser conhecido como um cantor de protesto. Inicialmente tocando canções folk com instrumentos acústicos, irritou muita gente quando, em 1966, apareceu com guitarra elétrica e acompanhado de um grupo de rock. Bob Dylan nem esteve aí para tais reações.

Afinal, Dylan é uma personalidade complexa. Capaz de tocar para João Paulo II e de escrever letras mais complexas, de recusar a compor letras de protesto se houver pressão para isso.

Bob Dylan, por essas e outras, é Bob Dylan. Na vida íntima, um senhor de nome Robert Allen Zimmermann. Na vida artística, um compositor de talento bastante pessoal, que recentemente estava até próximo do blues, como aliás sempre esteve em um momento ou em outro. E, mesmo em discos menos inspirados, não deixava de ser um grande artista.

Aliás, algumas curiosidades envolvendo Bob Dylan e Beatles (já que Paul McCartney esteve por aqui).

Primeiro, ele teria sido o "Dr. Robert" da canção que o grupo inglês gravou no álbum Revolver, de 1966, composta por John Lennon (tendo McCartney no crédito de co-autoria).

Segundo, ele aparece entre os vários "vultos" na capa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band.

Terceiro, foi colega de banda do já ex-beatle George Harrison, no grupo de folk rock Travelling Wilburys.

Talvez tenha alguma outra curiosidade envolvendo esses grandes nomes da música que eu tenha esquecido. Mas tudo bem. O que interessa é que vamos festejar o aniversário de Bob Dylan. Sem pieguices, por favor, porque ele não gosta.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

UM NOVO VÍRUS DESCOBERTO: O PSEUDO-NERD


CERVEJÃO-ÃO-ÃO - O pseudo nerd ainda quer se achar o verdadeiro, como toda fraude social.

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Pretensão e água benta, todo mundo toma quem quer. Da segunda, poucos aderem, mas da primeira, a adesão é quase total. Tem pretensioso para tudo: esquerdistas com ideias de direita, egoístas que se dizem altruístas, retrógrados se passando por modernos. E agora temos o pseudo-nerd que vem com toda a arrogância, achando que é "mais democrático" o pretenso perfil do "nerd à moda da casa", que NADA tem a ver com o verdadeiro espírito nerd.

Vai ver que tem muito mauricinho que, só por passar mais de quatro horas direto diante de um computador, já está se achando, e, pior, se achando o "maior nerd". Pretensão-ão-ão.

Um novo vírus descoberto: o pseudo-nerd

Do blogue Universo Nerd

Já houve um tempo em que ser nerd era algo quase marginal. Já escrevi a respeito e acho que o assunto é tão batido que nem preciso me aprofundar nisso. Contudo as mudanças vieram, os nerds deixaram de ser losers e passaram a ser os donos do mundo, controlando as maiores empresas em atividade, se destacando em áreas como artes, economia e até mesmo política – Obama é fã do Homem-aranha, jogador de Wii e completamente dependente de seu Blackberry.

É, jovens gafanhotos, os novos tempos não trouxeram apenas uma violenta mudança de paradigma, trouxeram também algo que nunca pensei que veria antes: trouxeram os pseudo nerds, os nerds wannabe.

Em tempos onde ser nerd se tornou cool não demorou para que começássemos a ver surgir uma nova tribo, essa tribo dos nerds wannabe. O que motivou o surgimento desses seres? Eu diria que são muitos os fatores. Textos endeusando os nerds – Yes, guilty as charged , a grande cobertura que os veículos de comunicação de massa estão dando a alguns temas antes restritos a esfera nerd (como blogueiros em novelas, twitters e nerds em capas de grandes revistas semanais), a disseminação da cultura nerd no cinema (os filmes de maiores bilheterias como Senhor dos Anéis, Cavaleiro das Trevas, Homem-aranha, Homem de Ferro e muito outros são de temática nerd), e por ultimo, mas não menos importante, a dura e fria realidade.

"Legolas é a puta que lhe pariu!"

"Legolas é a puta que lhe pariu!"

Como assim, Eden? Dura e fria realidade? Sim, jovem padawan, a realidade que não pode ser negada. Cada dia que passa a famosa frase de nosso conhecido Severino Portões se torna mais e mais real: “Trate bem o nerd na escola. Mais tarde você acabará trabalhando para ele”. Há como negar isso? Há como negar que em uma geração a grande maioria dos postos de comando de nossa hierarquia capitalista estará sob o julgo de gente que sabe quem é Leonard Nimoy, que joga RPG, que usa Twitter e que acha Big Bang Theory uma das melhores séries de todos os tempos – ao lado de Battlestar Galactica e Star Trek? Não, não há.

E a não ser que você tenha acesso a tecnologia da Skynet ou a chave do Delorean de Doc Brown, não vejo muito que se fazer a respeito além de… aderir. Começa a fazer sentido? Se antes os nerds eram motivo de chacota hoje eles são um modelo a ser seguido. Ser nerd se tornou maneiro. Nerd é o novo preto. Vale, mais uma vez, a máxima: se não pode vencê-los, junte-se a eles.

Como muitos de vocês já sabem – estou certo que meus leitores, cientes de que vão dominar o mundo, são absurdamente bem informados – a matéria de capa da mais recente edição da revista Época fala justamente sobre a menina dos olhos da comunidade nerd: o Twitter (se você não sabe do que se trata, por favor volte para o Kibe Loco).

Mal as revistas chegaram às bancas começou o mimimi por todo canto. Mimimi, para quem ainda não sabe – vou dar um desconto – é o termo que descreve a choradeira digital, ou seja, a turma começou a “chiar di cum força”. A ferramenta, que é absurdamente útil, ágil e prática, pode, ao chegar à mídia de massa, sofrer o que o Orkut sofreu. Inclusive já discutimos sobre este assunto em um Podcast aqui do BQEG, o temor do processo de destruição virótico – como defendido pelo agente Smith em uma cena de Matrix – deflagrado pelos incluídos digitalmente. Eles chegam, se multiplicam, destroem e partem para outra. O Orkut foi simplesmente destruído. De rede social para prova cabal de inaptidão social. Sim, porque 80% daqueles que frequentam o Orkut atualmente não deviam ter direito nem de limpar a própria bunda, quanto mais ter acesso a uma rede social.
smith

"Eu te disse, eu te disse! Eu bem que te disse!"

Cruel? Não, real! Não vai demorar para vermos perfis no twitter soltando pérolas como “Show de Belo! Indo com a galera #pagoderox”, “Churrasco na laje no domingão é o que há! #prontofalei”, “Cobrei R$ 15 no bola gato e o boyzinho veio com mimimi! #prontofelei”, “Os mano tão na aera, se derruba é penalty! #periferia”. Não vai demorar para localizarmos @latino, @mgoldschmidt, @manotreta e coisas do mesmo nível. Você, amigo nerd, quer mesmo ver isso?

Lógico que tem gente acusando a nerdalhada de estar sendo protecionista – e estamos mesmo, alegando que não existe essa de “é nosso” no mundo digital e que o povão tem direito a isso, tem direito a se tornar nerd wannabe.
Direito? Sim, tem. Mas isso não significa que devamos achar bom ver ferramentas que até então são muito bem utilizadas serem floodadas por gente que está apenas seguindo uma hype.

Eu já defendi que está cada vez mais complicado definir quem é e quem não é nerd. A definição de nerd de 15 anos atrás (nerd é quem gosta de computador) simplesmente tornaria mais da metade da população nerd automaticamente. Eu acredito que a diferença de um nerd para um nerd wannabe está simplesmente no uso que se dá as tecnologias que vão surgindo, a forma como se interage com o novo, como trabalha para ao crescimento e não para o fim. O nerd de verdade reconhece a importância de tudo àquilo que pesa positivamente em seu modo de vida e zela por ele, procurando o crescimento sustentável, a melhoria.

Certo, posso até estar sendo um tanto ingênuo, às vezes acontece, mas acredito que vocês tenham entendido minha linha de raciocínio.
robocop

"Eu também detesto idiotas"

Sabe o que é pior? O pior é não termos como evitar. O pior é termos que curtir as coisas “enquanto é tempo” e esperar que as novas ferramentas sejam cada vez mais projetadas prevendo a ação de flooders, spammers e idiotas. O grande problema é que, como já disse Murphy – não o Alex, nosso herói biônico, mas o Murphy pessimista mesmo – “É muito difícil se criar algo à prova de idiotas, os idiotas são muito inventivos”.

Agora começo a entender porque os antigos nerds eram arredios, distantes e excluídos socialmente. Começo a acreditar que eram assim por opção, por saber que se misturar estraga. Medo, muito medo, né não Regina Duarte?

sábado, 21 de maio de 2011

NICOLE BAHLS E MIRELLA SANTOS OMITEM NAMORADOS PARA NÃO ATRAPALHAR A CARREIRA


MIRELLA E NICOLE - Menos livres e soltas do que se imagina.

Surgem fortes rumores de que Mirella Santos, ex-namorada de Latino, e Nicole Bahls, assistente de palco do Pânico na TV, estão tendo novos namorados.

No entanto, as duas aparentemente desmentem as novas relações, respectivamente com o comediante do Pânico, conhecido pelo codinome de Ceará, e um jogador do Santos, provavelmente o próprio Neymar.

De repente, não passa de cascata a solteirice de muitas das chamadas "boazudas", e que mesmo o mito de "loiraças encalhadas" relacionado ao grupo É O Tchan não passa de conversa para boi dormir, que aquela dançarina "solteiríssima" tem um namorado que é obrigado a "desaparecer" em benefício da carreira da moça.

Essas moças trabalham com o corpo, ou seja, sua profissão é ser objetos sexuais de um público que consome CDs e vê programas da TV aberta. Por isso, é interessante para o mercado que elas estejam "muito bem solteiras" para não decepcionar seus fãs, homens solitários das classes C, D e E, que leem jornais policialescos da imprensa jagunça e adoram humorismo grotesco. E, sobretudo, ouvem muita, muita música brega-popularesca.

Na verdade, essas moças nunca estão encalhadas, nem são tão solteiras quanto se pensa ou como elas dizem. Elas têm pretendentes, têm namorados, mas não podem assumir porque senão sua imagem pública diante de seus fãs se desfaz em decepção. Sabe-se o quanto os fãs de uma famosa ficam decepcionados quando ela anuncia que vai se casar...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O MESTRE SE RENDE AOS DISCÍPULOS



Pouca gente diz, mas os Foo Fighters são fortemente influenciados pelos Beatles, até mais do que o Oasis. E por pouco Paul McCartney não entra num dos projetos paralelos de Dave Grohl, que recusou o ex-beatle não por reprovação, mas porque já tinha se comprometido com outro baixista, o ex-Led Zeppelin John Paul Jones.

Pois recentemente Paul McCartney declarou que deseja gravar um álbum de sonoridade mais pesada, inspirado na banda do ex-Nirvana. Paul declara-se entusiasmado com a ideia, porque gostaria de voltar ao clima de banda de garagem.

Pois esse é um grande exemplo de um mestre, o grande baixista canhoto dos Fab Four, que se apresentará no Engenhão - próximo à casa do Marcelo Delfino, que irá ver o músico inglês ao vivo - nos próximos dias 22 e 23 de maio, que também se rende aos discípulos.

O que prova a grande virtude da jovialidade da cultura rock.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

NOVA CAMPANHA QUER TIRAR TRANSMIL DAS LINHAS PARA O CENTRO DO RIO



Uma nova campanha irá agitar completamente o Grande Rio. É a campanha para tirar a Turismo Trans1000 das linhas destinadas ao Centro do Rio de Janeiro (Praça Mauá, Central e Passeio).

Diante de tantas promessas, o que se vê é uma empresa decadente, com menos ônibus, todos eles muito velhos e constantemente enguiçando, fora as muitas irregularidades que causam vergonha aos passageiros que moram em Nilópolis e Mesquita e que usam suas linhas.

Afinal, já se está na terceira promessa e os passageiros não aguentam mais tanta espera. Já se foram seis meses que a primeira promessa de renovação de frota foi lançada, em novembro passado, e já estamos na terceira promessa, para o segundo semestre deste ano.

A segunda promessa, que seria para fevereiro e março, chegou a ser publicada em nota no jornal O Globo, mas mesmo assim nada aconteceu.

Diante de tanta demora, teme-se que a "tão esperada renovação" de cinquenta carros (quantidade insuficiente) seja de carros semi-novos, geralmente de terceira mão, que ultimamente eram o que a Transmil tinha condições de comprar.

A nova campanha admite que a Trasmil continue circulando, desde que seja em linhas curtas e dentro da Baixada Fluminense. A empresa demonstrou não ter quaisquer condições de operar em linhas longas, sobretudo para locais distantes como o Passeio, na vizinhança da Glória.

Portanto, pedimos para que todos participem, assinando o abaixo-assinado e divulgando para um maior número de pessoas. Porque ninguém aguenta mais esperar. Um acidente sério já aconteceu com um ônibus da Transmil. Vamos esperar que venham os mortos de um próximo acidente?

Vamos deixar as paixões de lado e pensar nisso.

terça-feira, 17 de maio de 2011

BREGA COMEÇA A DECAIR NAS REGIÕES DE ORIGEM


FORRÓ ESTOURADO - Grupo que usou uma música do Nirvana para fazer versão em forró-brega, costume muito comum no gênero que causa indignação entre os nordestinos.

Depois de mais de 45 anos tentando derrubar as raízes regionais da música nordestina, os ritmos da Música de Cabresto Brasileira, como o forró-brega e a axé-music, e seus respectivos derivados, como o tecnobrega e o paromba, do primeiro, e o arrocha e o "pagodão", do segundo, começam a sofrer decadência e causar indignação entre o público nordestino.

Desta vez a reação não pode mais ser creditada como "preconceito", "moralismo elitista" ou "saudosismo", já que é um processo a cada dia crescente e envolvendo não só intelectuais, mas mesmo populares que sentem falta das velhas raízes culturais nordestinas, e se sente incomodada com a hegemonia absoluta desses ritmos nas rádios.

Além disso, esses ritmos criaram uma indústria empresarial que está longe de representar "pequenas mídias". As agências de talentos, como a A3 Entretenimento, que domina o forró-brega no Nordeste, é uma das maiores empresas da região. Da mesma forma, a rede de rádios Som Zoom Sat, também dedicada ao gênero, já é um paradigma do poder da grande mídia regional.

A maior parte das emissoras de rádio que investem em forró-brega, axé-music e derivados é controlada por oligarquias regionais ou políticos locais, o que mostra o tom do tendenciosismo midiático que está por trás desses ritmos associados supostamente à "cultura das ruas".

Esse poder midiático, que não pode mais ser desmentido por monografias tendenciosas. A última delas, que resultou num livro sobre o tecnobrega, repercutiu tão mal que o próprio livro do tecnobrega já começa a ser jogado em sebos de livros, depois de tantos leitores se sentirem lesados com a falácia sobre o ritmo paraense.

Essa falácia sobre o tecnobrega tentou defini-lo como um ritmo que atuava "longe da grande mídia". A informação foi logo desmentida com a divulgação de que o ritmo recebeu apoio imediato do jornal O Liberal, logo nos seus primeiros momentos de sucesso.

O Liberal é propriedade das Organizações Maiorana, do empresário Rômulo Maiorana, patriarca de uma das poderosas oligarquias do Pará. As Organizações Maiorana, através da TV Liberal, representa a Rede Globo no Estado. Além disso, o tecnobrega - rebatizado de tecnomelody - é um dos ritmos mais tocados pela rádio Liberal FM, de perfil brega-popularesco.

Mas é no Ceará que a indignação se torna extrema. A hegemonia absoluta do forró-brega já foi comparada com o inferno pelo jornalista Dihelson Mendonça. O mercado torna-se tão voraz que mesmo outras tendências do brega-popularesco, como o breganejo, têm dificuldades de penetração. A MPB, então, sofre discriminação maior.

PAPEL DE RIDÍCULO - Ídolos como Carreta Furacão, Leva Nóiz, Saia Rodada, Forró Estourado, Viviane Batidão, Mike do Mosqueiro, Forró dos Plays, Stefany Absoluta, Layrton dos Teclados e Silvano Sales mostram o quanto a suposta "cultura popular" representada por esses ritmos é caricata, apátrida e estereotipada.

É o forró-brega que, mesmo "autoral", se baseia numa mistura fajuta de country music, disco music e ritmos caribenhos. Isso quando não faz regravação de sucessos estrangeiros, coisa que ocorre com frequência. É a axé-music que fala numa relação sexual entre o Super Homem e a Mulher Maravilha, ou então o "pagodão" que mostra integrantes fantasiados de personagens de histórias em quadrinhos. Entre outras coisas que se vê como altamente risíveis, mas que nós somos praticamente proibidos de achar ridículos, porque oficialmente tudo isso é "o grito de dor da periferia".

Enquanto isso, empresas poderosíssimas estão por trás dessa "cultura da periferia", com a maioria dos cantores, conjuntos e duplas sendo explorada num regime de trabalho fordista, além de muitas das músicas que eles gravam, não obstante, serem negociadas em escritórios, que decidem qual é a onda do momento e qual o discurso a ser trabalhado pela mídia dos grandes centros do país. A A3 Entretenimento é um exemplo que nenhum cientista social pode mais ignorar.

NEM É O TCHAN EMPLACA MAIS - A decadência da música brega-popularesca começa a atingir todas as suas tendências. A campanha intelectual ainda faz barulho, mas começam a repercutir mal as alegações que cientistas sociais tanto fizeram nos últimos dez anos para defender seus ídolos como se fossem "o novo folclore brasileiro".

Um dos símbolos da "cultura popular" da Era FHC - ou seja, o modelo de "cultura popular" defendido pelos intelectuais influenciados por um modelo de país ditado pela tecnocracia da USP (Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Sérgio Paulo Rouanet) - , grupo de "pagodão baiano" É O Tchan, não consegue emplacar na sua nova fase, que aproveita os cantores originais mas contém seis novas dançarinas.

Afinal, o espetáculo do grotesco representado pelo grupo baiano havia repercutido mal entre a intelectualidade nos anos de 1999 a 2001. Foi a partir de seus efeitos que a intelectualidade tecnocrática da USP teve que conceber uma "nova abordagem" da cultura popular que resultou nas campanhas de Paulo César Araújo, Hermano Vianna, Mônica Neves Leme, Rodrigo Faour, Ronaldo Lemos, Oona Castro, Pedro Alexandre Sanches, Eugênio Arantes Raggi, Milton Moura e outros, que, em várias regiões do país, seguiram a orientação uspiana que representou a última herança do legado ideológico do PSDB, que é a defesa da "cultura" brega-popularesca.

Mas a campanha, no caso do grupo É O Tchan, não conseguiu dar certo. O livro de Mônica Neves Leme sobre o grupo - uma "monografia" que defendia o conjunto baiano como se fosse uma modernização do lundu (?) - , simplesmente caiu no esquecimento. Hermano Vianna, acomodado na Rede Globo, também tentou salvar o grupo e não conseguiu. Tudo isso se deve pela vulgaridade explícita do grupo, por sua falsa sofisticação estética, pelo seu auto grau de pretensiosismo.

INTERNET - A Internet faz com que o público, aos poucos, comece a tomar conhecimento de que, antes do joio se passar pelo trigo, há o trigo verdadeiro.

Com isso, as gerações mais recentes começam a conhecer nomes como Maysa e Wilson Simonal, os artistas da Bossa Nova, o baião de Luiz Gonzaga, os sambas antigos dos anos 40, o funk autêntico de Gerson King Kombo, Cassiano e Tim Maia no seu "lado B".

Toda essa gama de informação faz diferença diante da indigência radiofônica-televisiva dos enganadores musicais, que acham que evolução artística é mascarar sua breguice pseudo-sambista, pseudo-caipira e pseudo-afrobaiana com covers de sucessos da MPB em discos ao vivo lançados um atrás do outro.

Isso causa tédio e desinteresse para um público que começa a se tornar mais exigente, cansado do mais-do-mesmo dos medalhões popularescos. Afinal, pouco importa se o pagodeiro-brega e o sertanejo-brega vestem roupas melhores, estão mais superproduzidos ou tornaram-se profissionalmente corretos. Até porque esses "artistas", quando muito, mais parecem crooners de churrascaria, por mais que tentem se vender como "cantores sérios".

O público quer ouvir música, quer saber quem são realmente os novos criadores de nossa música. Quer arte de verdade, valores culturais renovados, quer honestidade, integridade, competência.

Por isso, a mediocridade cultural dominante ainda detém o poder (que existe, ainda que enrustido), mas a cada dia surge mais pessoas que se recusam a legitimar esse poder. E o Norte-Nordeste que viu Waldick Soriano fazer sua "transamazônica" musical, iniciando o caminho de devastação da cultura popular, agora começa a reagir contra os "tataranetos" musicais do cantor de "Eu Não Sou Cachorro, Não".

segunda-feira, 16 de maio de 2011

VERUSKA DONATO PÕE A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA



A cada vez mais mulheres classudas mostram que podem ser sexy sem fazer muita apelação. A ultrafascinante jornalista Veruska Donato, numa reportagem sobre trânsito no Fantástico (Rede Globo) de ontem, já mostrou o discreto mas charmoso traje, que não impede as mulheres de serem descontraídas nem atraentes, e que pode seduzir sem fazer força, sem aquela coisa de "bancar a gostosa na marra".

Parabéns à Veruska, sempre bela e sempre gracinha, por nos brindar com essa roupa que mostra discretamente sua formosura e charme.

sábado, 14 de maio de 2011

RAFINHA BASTOS: PSEUDO-NERD E MACHISTA



Foi muito constrangedor para mim e meu irmão Marcelo, do blogue Planeta Laranja, ver a capa da revista Info Exame, que agora apelido de Desinfo Sem Exame. Nela aparece um barbudão que nada tem a ver com o tipo originalmente nerd que aprendemos nos filmes Vingança dos Nerds 1, 2 e 3.

Sei que visual não influi muito, mas no Brasil o tipo nerd passou a ser obrigatoriamente do rapagão barbudo e folgazão. Nada mais daquele rapaz de cara limpa e óculos. Só porque entende alguma coisa de computador - ou melhor, quando consegue montar e desmontar o drive de seu pen drive em poucos minutos - tem muito carinha valentão que está se achando e virou o "maior nerd".

Aí vem aquelas distorções do pseudo-nerd: gostar de futebol, valorizar mulher como mero objeto sexual, ser fanático por cerveja e achar que Buddy Holly é tão somente uma canção do Weezer. E olha que o nosso saudoso Charles Hardin Holley foi um roqueiro tão importante quanto Elvis Presley, era o "Elvis" de nós, nerds autênticos.

De repente o "paradigma" dos nerds brasileiros deixou de ser Vingança dos Nerds e passou a ser Se Beber Não Case. De uma hora para outra, Zach Galifianakis desbancou Robert Carradine da simbologia nerd, no Brasil.

Muitos dos nerds autênticos têm dificuldade de desenvolver uma barba razoável, sentem tédio de assistir a um jogo de futebol e passam mal se beberem mais de uma lata de cerveja, e ainda têm que aguentar a distorção gratuita que a grande mídia faz do nerd no Brasil.

E que irmandade esses "nerds" pertencem, se a tribo Tri-Lambs foi posta para escanteio? A irmandade Cervejão-ão-ão?

Vendo aliás como é a figura que a Desinfo Sem Exame ilustrou o tal "poder nerd", o comediante do CQC Rafinha Bastos, que mais parece uma versão emo do jornalista Carlos Monforte (Globo News), dá para perceber que ele nada tem a ver com os verdadeiros nerds.

Primeiro, porque ele também faz uma comédia teatral em pé - os stand up comedies - que se baseia em dizer insultos. Rafinha não é o ridicularizado, é quem ridiculariza os outros. Só isso já elimina de vez o rótulo de nerd desse rapaz.

Segundo, ele deu uma declaração infeliz numa entrevista, dizendo que as mulheres feias deveriam ser felizes quando forem estupradas. Além de pseudo-nerd, Rafinha é machista. E isso rendeu protesto de uma entidade feminista que, sabiamente, enviou logo um ofício para o Ministério Público Federal, acusando Rafinha de estar estimulando a prática de estupro no país.

Terceiro, quem faz insulto é "valentão". Os nerds de verdade foram vítimas de bullying na infância e adolescência. Ou seja, os nerds não fazem insultos, são vítimas deles. Portanto, faz mais sentido o Rafinha Bastos fazer parte da tribo dos pit-boys. He's a Bully, Charlie Brown (*)!!

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(*) Alusão ao último desenho animado inspirado na turma do Charlie Brown e do cachorro Snoopy. A frase é o título original da produção, feita em 2006 baseado num último projeto de animação de Charles M. Schulz, que morreu antes de sua realização. Charlie Brown foi um personagem-símbolo dos nerds autênticos. E o citado longa-metragem foi também o último do produtor Bill Melendez, que morreu em 2008. Só apenas uma curiosidade: o ator Taylor Lautner, criancinha, fez parte da equipe de dubladores.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

HAYDEN PANETTIERE ESTÁ SOLTEIRAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Sim, a deliciosa atriz Hayden Panettiere não está mais com aquele lutador muito mais alto do que ela. A atriz está solteira, ela está livre, leve e solta.

O detalhe é que a notícia veio da própria assessoria do ex-namorado dela, que confirmou a separação.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

PORTÕES QUE INSPIRARAM STRAWBERRY FIELDS SÃO REMOVIDOS



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Os fãs dos Beatles não precisam se assustar com a notícia. Os portões tiveram que ser substituídos, porque estavam em péssimo estado. Afinal, são mais de 40 anos. Os novos portões, no entanto, reproduzem a estética original.

Portões que inspiraram Strawberry Fields são removidos

Do Portal Terra

Os portões de ferro vermelhos que inspiraram a letra da clássica canção Strawberry Fields Forever, dos Beatles, foram removidos da porta do Exército da Salvação, localizado em Liverpool. A informação é do site Gigwise.

Não foi divulgado para onde os portões foram levados. A instituição Strawberry Fields Salvation Army, que cuida de crianças carentes em Liverpool, foi imortalizada pelos Beatles na música quando John Lennon a escreveu depois de se apresentar com a banda no local.

Maj Ray Irving, diretor da instituição, declarou que os portões se encontravam em péssimas condições de conservação e que a remoção foi inevitável.

Fãs que frequentemente visitam o local para ver os lendários portões vermelhos agora se depararão com uma réplica da estrutura original.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

BENVINDO SEQUEIRA CRITICA CRISE DE VALORES DOS JOVENS ATUAIS



No Encontro dos Blogueiros Progressistas do Rio de Janeiro, realizado no último fim de semana, Benvindo Sequeira, participando do dia dedicado ao humor no sábado passado, criticou a crise de valores que envolve a juventude atual no Brasil.

Ele lamentou que falta aos jovens atuais uma formação ética e estética, afirmando que esse é o motivo para que o humorismo que essa geração aprecia é de péssima qualidade, como foi no caso da esquete do Comédia MTV que humilhou os portadores de autismo (uma conhecida doença que atinge muitas pessoas).

O comentário de Benvindo serve para nós analisarmos não somente o humorismo - apesar de exemplos como o Pânico na TV serem mais típicos dessa decadência - , mas também a música, a televisão, o rádio e outras esferas do lazer dos brasileiros.

Que seja benvinda a posição de Benvindo, que nos traz lições de um tempo em tínhamos sólidos e ricos valores culturais, sem o império da mediocridade atual.

domingo, 8 de maio de 2011

JORGE FERNANDO ELOGIA MPB NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO



O ator e diretor Jorge Fernando, no ar com o seriado Macho Man, da Rede Globo, disse no Domingão do Faustão que agradece a uma vizinha da infância dele pela oportunidade de curtir a MPB autêntica.

Diante de milhares de telespectadores, Jorge Fernando citou nomes considerados sofisticados, diante da indigência musical dominante, como Cinara e Cibele, Edu Lobo, Wilson Simonal e Chico Buarque.

É uma boa chance para o grande público deixar de ver a MPB autêntica de forma secundária, seguindo a dica de um dos mais talentosos atores e diretores da televisão brasileira.

sábado, 7 de maio de 2011

WOODY ALLEN LÊ MACHADO DE ASSIS



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Um dos maiores cineastas do mundo gosta de ler uma obra de um dos maiores escritores do Brasil. Sim, Woody Allen declarou que um dos livros favoritos é Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Eu também li o livro e adorei, a história de fato é bem instigante e movimentada.

Woody Allen elege livro de Machado de Assis como um de seus favoritos

O diretor Woody Allen, que apresentou seu novo longa 'You Will Meet A Tall Dark Stranger' no 63º Festival de Cannes. Foto: Divulgação

Woody Allen declarou que o clássico da literatura brasileira Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é um de seus cinco livros favoritos. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian.

"É uma obra muito, muito original", afirmou o cineasta. Allen conta que ganhou o livro de presente de um brasileiro. "Eu recebi pelos correios. Alguém que eu não conhecia me mandou e escreveu 'Você vai gostar disso'. Eu li porque não era um livro grande. Se fosse maior, eu teria descartado. Mas fiquei chocado com como ele era charmoso e divertido. Não acreditava que ele tivesse vivido numa época tão distante. Você pensaria que foi escrito ontem. É tão moderno e prazeroso. É uma obra muito, muito original. O livro me despertou alguma coisa. Era um assunto de que eu gostava e que foi tratado com muita inteligência, uma originalidade tremenda e nenhum sentimentalismo", declarou.

O livro aparece ao lado de O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger; da coletânea de textos de humor The world of S. J. Perelman; e das biografias Really the blues, de Mezz Mezzrow e Bernard Wolfe, e Elia Kazan, de Richard Schickel.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

ELAINE BAST PÕE A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA



Sim, a maravilhosa jornalista Elaine Bast, fã de Sonic Youth, Pixies e Jesus And Mary Chain, também está no clube das mulheres que, combinando charme com sensualidade, usam a camisa abotoada para dentro da calça.

A cada dia se revaloriza esse traje que as mulheres comuns, mesmo as balzaquianas, ainda têm medo de adotar, preferindo mesmo usar roupas abotoadas de tamanho pequeno, que fazem muitas delas optarem pelo ridículo de baixar sempre suas camisas para esconder suas barrigas. Ou seja, deixam o charme de lado e ainda ganham um cacoete.

Qual será a próxima mulher classuda que usará camisa abotoada para dentro da calça? E quando as tão festejadas "solteiras" do Censo 2010 aparecerão vestidas assim nos bares? É outono e o uso de tops nesta estação soa ridículo e até suicida, ou mesmo cínico quando só os umbigos são "protegidos" por piercings, mas com a barriga pegando frio nas andanças nas ruas.

Pois é melhor um umbigo nu e bem protegido por uma camisa enfiada para dentro da calça do que um umbigo "tapado" por um piercing enorme e a barriga pegando frio, com sério risco de pneumonia.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

JENNIFER LOVE HEWITT ESTÁ SOLTEIRA NOVAMENTE!!



A ultracharmosa, fascinante, sexy, supergracinha e muito fofa atriz Jennifer Love Hewitt está solteira novamente. Terminou com seu mais recente namorado, e agora está soltinha.

Aqui vemos ela numa imagem do cotidiano, com um tipped knitted shirt (que conhecemos como suéter de manga curta) e um pouco mais gordinha, mas nem por isso menos gostosa ou bela. Pelo contrário, ela está cada vez mais deliciosa e fascinante. Uau!

terça-feira, 3 de maio de 2011

BIANCA RINALDI MOSTRA COMO OBTEVE BOA FORMA



Em entrevista à jornalista Patrícia Kogut, a atriz da novela Ribeirão do Tempo, Bianca Rinaldi, explica por que perdeu 14 quilos: fez uma dieta a base de arroz integral, proteínas magras, frutas e feijão. Além de, é claro, fazer seus exercícios diários.

Agora é a vez do marido dela, Eduardo Menga, fazer o mesmo. Ele tem perfeitas condições para isso, e até precisa mais ficar em forma do que ele mesmo imagina. Em seus tempos de tenista, ele tinha o porte físico do Marcelo Adnet.

Portanto, o diretor de elenco da Rede Record terá que iniciar seus exercícios. Um, dois, um dois!!

DADOS DO CENSO 2010: É BOM DEMAIS PARA SER VERDADE



A mídia alardeou, quanto aos dados do Censo 2010, sobre a "fartura" de mulheres na população brasileira, numa proporção média de 100 mulheres para 95 homens. A diferença dos sexos, sob todos os aspectos, acabou sendo superestimada, até ao ponto do exagero, o que fez os noticiários partirem para reportagens "engraçadinhas" sobre paqueras.

Em primeiro lugar, porque a tão festejada "diferença" não é mais do que um "empate técnico". Afinal, não existe uma mulher para 0,9 homem. A diferença acaba sendo mesmo de uma mulher para um homem, apenas causando uma relativa tendência de solteirice maior no sexo feminino.

Segundo, porque ninguém vá esperar que todas as 100 mulheres sejam brotinhos ou moças sedutoras e atraentes. Deixando o politicamente correto de lado, mulher atraente ainda é uma grande minoria na população, e disputada pela maioria dos homens.

O que pode pesar no número majoritário da população feminina é muito provavelmente a mortalidade de homens nas classes pobres, por conta da violência ou do vício de álcool, nicotina e entorpecentes, ou nas demais classes, por conta do descuido da saúde. No grosso, a mortalidade masculina torna-se maior depois dos 45 anos de idade.

Ou seja, que ninguém vá esperar que venham umas 100 Paolas Oliveiras dando sopa nas ruas, porque isso é uma grande mentira. Deixemos de ser infantis.

A "maioria feminina" na população, por constar também de crianças, idosas e de mulheres "pouco atrativas", quase nada influi na euforia amorosa dos homens. Até porque a cada dia mais homens se queixam de não conseguir conquistar as mulheres que desejam.

Além disso, ainda há quem duvide da maioria da população feminina nos dados do Censo 2010. Eu tenho meu pé atrás. Afinal, muitas favelas não são normalmente consultadas por recenseadores - até pela pressão do crime organizado - , vários mendigos não chegam a ser creditados e, por isso, um grande contingente de homens pode ter sido "ignorada" pelo Censo.

Por outro lado, há o critério esquisito do "domicílio" usado pelos recenseadores. "Domicílio" é o lugar onde a pessoa está em dado momento.

Se, por exemplo, eu estou numa panificadora, tomando meu cafezinho, e aparece um recenseador para me entrevistar, meu "domicílio" fica sendo esta panificadora. Por outro lado, se eu não estou em casa quando o recenseador fizer sua visita, a não ser que minha família declare e afirme minha existência, eu "não" sou morador de onde eu moro.

"SEU" ABNIR

Só isso faz "desaparecerem" muitos homens, muitos maridos trabalhadores e até mesmo homens de negócios. Se um homem de negócios está em seu jatinho voando no céu, ele "inexiste" para o Censo brasileiro.

Esse fenômeno até ganhou um apelido meu: ABNIR, Agente Biológico Não Identificável pelo Recenseador. Rende até personagem cômico, "seu" Abnir, o homem que ninguém vê mas está sempre por perto, exceto quando chega o recenseador.

Daí para evocarem mitologias é um pulo. De repente, morenas que existem apenas em obras de autores como José de Alencar e Jorge Amado, são associadas à realidade concreta. Marias-coitadas mais "bonitinhas" são chamadas às pressas para dizer aos repórteres que "está difícil arrumar homens".

Enquanto isso, o estranho tipo do caipira que gosta de viver no interior - quando sabemos que, no fundo, eles gostariam de viver em cidades litorâneas - , algo como um Jeca Tatu convertido num Ferdinando Buscapé brazuca (Lil' Abner, ou talvez LIL' ABNIR?) - , também volta à tona na exploração midiática dos dados do Censo 2010.

Mas o coitado do caipirão brasileiro, agora, ainda que expresse a maioria masculina nas regiões Norte e Centro-Oeste, também perde seu "terreno" na medida em que, apesar do maior número de homens, tornou-se "mais fácil" ver mulheres solteiras em Estados como Pará e Mato Grosso do Sul.

Mas isso tem um truque: a mídia popularesca, através da Música de Cabresto Brasileira - sobretudo breganejo e forró-brega, os ritmos dominantes nessas duas regiões - , faz uma verdadeira campanha contra a vida conjugal, através de músicas que só falam em traições amorosas, infidelidade, brigas de casal, uma música rolando atrás de outra nas rádios. E, para sobremesa, as reportagens da imprensa jagunça local sempre transformando possíveis "bons partidos" (homens solteiros) em arruaceiros, cafajestes, pilantras e criminosos.

Diante de tudo isso, prefiro ficar cético. Não vou comemorar. É bom demais para ser verdade. Afinal, como diz o ditado, esmola quando é muita, o santo desconfia.

Há muitas "solteiras" que não passam de "enroladas" (com pendências amorosas com ex-namorados ou ex-maridos), sobretudo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e nos subúrbios das demais regiões. Há outras que recusariam namorar até o Rodrigo Faro, se solteiro ele fosse. Das solteiras restantes, poucas são dotadas de perfil atrativo ou interessante para namoro.

E há, por outro lado, moças que eu gostaria de namorar mas que são casadas ou têm namorado, ou, na melhor das hipóteses, nunca estão a fim.

Portanto, o Censo 2010 foi apenas mais do mesmo do anterior. E não passou de conversa para boi dormir.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

OSAMA BIN LADEN ESTÁ MORTO



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O terrorista Osama Bin Laden morreu durante uma troca de tiros numa operação de captura feita por militares norte-americanos, no Paquistão.

Obama: Osama bin Laden está morto

Obama confirma morte de Bin Laden em pronunciamento

Da Agência France Press

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um pronunciamento na madrugada desta segunda-feira em que confirmou a morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden. Ele disse que “A justiça foi feita”, ao anunciar que as forças americanas mataram o terrorista em uma operação em Islamabad, no Paquistão. “Foi um trabalho muito duro, muitas famílias tiveram que pagar um preço alto, mas esta noite elas viram o resultado”, disse.

Obama disse que, antes de agir, comunicou o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, que bin Laden havia sido localizado em um complexo e que os EUA iriam agir. “Ligamos para o presidente paquistanês para deixar claro que não estávamos declarando guerra ao governo”, disse. “Os EUA não estão nem nunca estarão contra o Islã, mas contra a Al-Qaeda e seus líderes”, afirmou.

O presidente americano disse também que a operação esteve sob o seu comando. “Hoje, sob a minha direção, os militares lançaram operação contra esse complexo”, disse, enfatizando que todo cuidado foi tomado para se evitar a morte de civis. “Esses homens mataram Osama bin Laden”, declarou.

Obama disse que bin Laden foi um símbolo da Al-Qaeda e que sua morte marca o primeiro e maior passo para a derrota do grupo terrorista. Ele afirmou que os EUA permanecerão vigilantes interna e externamente contra possíveis ataques que possam ocorrer por conta da morte anunciada e conclamou os americanos a “voltar ao sentimento de união que prevaleceu depois dos ataques” de 11 de setembro de 2001.

domingo, 1 de maio de 2011

RITMOS POPULARESCOS ESTÃO ASSOCIADOS A HOMENS FORTES E VIRIS



Algo está muito errado. Garotas que curtem axé-music, "forró eletrônico", "pagode romântico", "sertanejo" e "funk carioca" chegam a recusar os galanteios de homens que são do agrado delas, sejam viris ou robustos, enquanto vão afoitas para o assédio a rapazes de aparência mais frágil e de personalidade mais pacata.

Medo ou atrevimento? Em todo caso, o gosto esquizofrênico e masoquista de marias-coitadas e marias-bobeiras mostra o quanto há de desinformação - e, preconceito - entre as moças que se dizem "sem preconceitos". Afinal, o gosto musical que elas apreciam tem mais a ver com os homens robustos ou galânticos que elas recusam nos festivais de música de suas cidades.

Os ritmos ditos "populares", que definimos como a Música de Cabresto Brasileira, são associados a um público masculino de status, sejam eles robustos ou mais velhos, ainda que rudes, ou então a homens de boa aparência mas de maior poder financeiro.

Portanto, isso nada tem a ver com nerds ou losers que, se moram no Norte e Nordeste, vão para eventos de agropecuária mais pelos ambientes em si do que pela trilha sonora (que eles abominam), e não estão lá para paqueras (porque as moças que estão lá não lhes são de sua afinidade).

Afinal, que interesse essas moças, que adoram ir às noites de sábados, domingos e feriados para as noitadas popularescas, sobretudo para apresentações ao vivo de seus ídolos, em se interessarem por rapazes que preferem, nessas ocasiões, ficarem em casa lendo livros de ficção científica ou ciências sociais, comendo biscoitos e tomando bebida láctea? Falta de coerência é o mínimo que se pode observar nessas mulheres.

Não é preciso fazer uma monografia sociológica para ver o perfil padrão dos homens que curtem os ritmos popularescos. Independente de serem ou não serem atraentes ou meramente robustos, são eles que deveriam ser os eleitos dessas moças, que, pelo menos, poderiam ser um pouco mais seletivas e ter autoestima suficiente para exigir para namoro homens que somente são de sua afinidade.

A maioria desses homens passa o dia inteiro em botequins ou em campos de várzea para jogarem bola com os amigos. Aliás, é para eles que os ritmos popularescos, todos, se dirigem: para um público que, na pior das hipóteses, é aquele bronco feioso afeito a a criar confusão (como no caso dos "proibidões" do "funk carioca"), ou o galã rico mas de personalidade provinciana (como no caso do "sertanejo universitário", derivado do breganejo).

Em nenhum desses ritmos, se encaixam os homens com personalidade mais diferenciada ainda que esteticamente menos atraentes e mais frágeis, que envolvem nerds (os autênticos, da linha Revenge Of The Nerds), losers e outros tipos.

Portanto, há algo de muito errado nessas mulheres. Ou elas se envolvem num universo sócio-cultural errado, ou elas não sabem o que querem dos homens.

Na boa, eu, pessoalmente, nunca gostaria de ser objeto de paquera ou de paixão de mulheres assim. Eu penso em afinidade pessoal acima de tudo.