domingo, 24 de abril de 2011

A EXPLORAÇÃO MIDIÁTICA DA MULHER SOLTEIRA


A TOP ALESSANDRA AMBRÓSIO FAZ POSE SUPERGRACINHA. MAS ELA TEM "NAMORIDO". JÁ A ATUAL LOIRA DO TCHAN...

Enumere a maior parte das belas atrizes de TV, modelos e jornalistas. Faça uma lista. Você concluirá que a maior parte delas está casada ou namorando, e, quando termina um namoro, engata outro em seguida. Quando muito, passa apenas, e no máximo, um ano sem ter qualquer namorado.

O que dizer, então, das modelos internacionais? Gisele Bündchen é esposa de um atleta do futebol americano. Alessandra Ambrósio também mora com o pai de sua filha, o noivo da modelo, Jamie Mazur. E o símbolo de beleza sofisticada Ana Paula Arósio, além de também ser casada, deu um tempo na carreira de atriz para tornar-se mãe, segundo apontam rumores recentes.

Enquanto isso, ver que as atuais "solteiríssimas" do Brasil se chamam Ariadna (ex-BBB que, dizem, é um travesti), Nicole Bahls, Mirella Santos, Karol Loren (do abominável É O Tchan) e, na melhor das hipóteses, a esforçada mas piegas Francine Piaia, faria qualquer budista trocar seu relaxante som new age por um metalzão tipo Cannibal Corpse.

Claro que ser homem legal é um grande fardo no Brasil. Principalmente se for um verdadeiro nerd (nada de "cervejão-ão-ão", "judão", Se Beber Não Case ou coisa parecida), desses que sabem que Buddy Holly foi muito mais do que um título de uma canção do Weezer.

Se um homem solteiro no Brasil não for dono de um restaurante da Zona Sul de sua cidade, ou não ter uma lojinha de informática num bairro de classe média alta, nem ter um porte físico de um jogador de vôlei ou não ser de família rica, ele não pode ter mulheres legais. Pode até ter mulheres bem bonitas, desde que elas estejam associadas a referenciais lamentáveis, como dançar em grupos brega-popularescos, ser futebolista doente, ir a apresentações de duplas "sertanejas" (não se fala aqui de música caipira autêntica, ok?) etc.

Não dá para entender o porquê de haver, na maioria das solteiras brasileiras, moças com péssimos referenciais, sejam elas boazudas ou coitadinhas. E, o que é pior, elas recusam qualquer pretendente de status, mesmo que sejam sósias do Rodrigo Faro ou do jogador de vôlei Giba.

Não adianta bancar o politicamente correto e dizer que elas são "inteligentes à sua maneira". Certas versões juvenis de Jair Bolsonaro, algumas femininas, já escreveram querendo que se considere as popozudas como "feministas" e a pseudo-cultura brega-popularesca como "cultura de verdade". Em suma, queriam que a gente considerasse a burrice e a estupidez sócio-midiáticas como se fossem "novas formas de inteligência e lucidez". Artifício mais politicamente correto que isso, impossível.

Aliás, o que faz as Nicole Bahls da vida recusarem tudo quanto é pretendente? O que faz a mídia empurrar as popozudas para os losers, numa espécie de bullying politicamente correto - como se nós, nerds autênticos, fôssemos meros "punheteiros" - , porque os losers são as últimas pessoas na vida que pensariam em sair com uma paniquete ou com uma loira do Tchan, por mais que qualquer uma delas curse faculdade, faça jornalismo ou design ou diga que "é muito diferente do que a imagem da TV sugere".

Não, não somos bobos. Ser homem legal, ou seja, que não vê a mulher de forma sexista, que deseja uma namorada não só para fazer sexo, mas para conversar e trocar ideias, é um grande pecado num país ainda marcado por um machismo agonizante, enrustido mas ainda triunfante nos círculos midiáticos e jurídicos do país.

Pior é que a mídia manobra muito os desejos sociais, estabelecendo um discurso hipócrita e politicamente correto que tente maquiar a mediocrização sócio-cultural como uma "modernidade" que só os "moralistas" (sic) não compreendem.

Dessa forma, para a mídia e seus mini-Bolsonaros - que podem se chamar Olavo, Adriano, Márcia, Eugênio, Francielly etc - , todos "somos inteligentes", "somos vanguardistas", "somos progressistas" e "somos tudo de bom". No fundo pensam como o "senhor das trevas", jornalista Ali Kamel: "não, não somos racistas". Afinal, na prática, tome preconceitos vindos dessa moçada "sem preconceitos".

A mídia tenta definir a "solteira" como uma semi-vadia que só vai para a praia, só abusa de mostrar o corpo, a ponto de "mostrar demais" até em missa de igreja, mas que em dado momento na carreira, "cursa faculdade" ou "vira repórter de TV" (claro, desses programas de entretenimento idiotizado).

Essa moça é quase que uma "faquir" da vida amorosa, rejeitando tudo quanto é pretendente, até um cantor de "pagodão", de "sertanejo" ou um ex-BBB, que são considerados os homens mais conceituados de seu meio. Mas tentam parecer "acessíveis" aos homens comuns, sem se dar conta que seus corpos exagerados pelas próteses de silicone contrastam com qualquer simplicidade dos homens comuns que adorariam namorar mulheres mais discretas, porém mais inteligentes.

Isso porque, no Brasil, o que mais se vê é mulher ficando comprometida. Até mesmo as popozudas e as marias-coitadas têm pretendentes, mas ficam fazendo beicinho e mentem quando dizem que os homens têm medo delas. Elas é que tem medo dos homens. O problema é que elas cismaram com os losers que as rejeitam de forma irreversível, mas fogem daqueles pretendentes do seu meio e de sua afinidade.

Nem as paniquetes e as dançarinas do Tchan são tão "desimpedidas" quanto se parece. Recentemente, se descobriu que o celibato delas é contratual. Muitas delas têm até que "abandonar" seus namorados porque eles "atrapalham" suas carreiras. É apenas um mero recurso para a mídia do entretenimento dizer que "é fácil encontrar mulher solteira no país".

Fácil? É até uma piada ver que a gente não pode ter nossas próprias ex-colegas de escola ou faculdade, porque elas se casaram com o empresário X, o advogado Y ou o engenheiro Z, e "podemos" ter a dançarina de "pagodão" que estuda faculdade. Uma piada contra nós. E que por isso não tem a menor graça.

A mídia, que estabelece padrões de "inconsciente coletivo" para uma sociedade ainda marcada por desigualdades (a mídia ainda pensa como se estivéssemos ainda na Era FHC), tenta argumentar que a mulher que é dotada de inteligência e opinião própria, no entanto, tem que correr para ter um marido, de preferência aquele que possui uma empresa, ainda que seja uma micro-empresa.

Dessa forma, a imagem de "mulher solteira" trabalhada pela mídia é de uma desocupada, ou de uma calipígia arrogante e narcisista que diz não para os homens, ou de uma maria-coitada infantilizada que não sabe o que quer dos homens.

A mídia trabalha uma imagem negativa da mulher solteira, para que as mulheres dotadas de caráter, inteligência e sensatez sejam desestimuladas o máximo a serem solteiras por opção. Estas podem ser independentes, na profissão, nas aparições públicas etc, mas têm que guardar algum cônjuge masculino em casa, um empresário, profissional liberal, ou até um cineasta diretor de TV, nem que seu posto de "marido" seja apenas um mero enfeite, um mero adorno social.

Se a mídia empurra para muitas jornalistas de TV peguem como maridos médicos, economistas e empresários que, mesmo profissionalmente exemplares, são uns "bananas" na hora do lazer, também impede que popozudas se envolvam com axézeiros e ex-BBB que aparentemente as tenham agradado. Em outras palavras, impede os passos de quem quer andar, e empurra ladeira abaixo quem deseja parar um pouco.

Por isso é que há um grande abismo entre as solteiras de países como França e Bélgica, que leem livros, se vestem discretamente, sabem opinar até sobre política, possuem gosto musical relevante e, quando gostam de esporte, não apelam para o fanatismo, e as solteiras do Brasil que, quando gostam de esporte, já têm no Orkut uma galeria só relacionada a seu time, e um quarto todo feito com as cores do mesmo.

Aqui, tem solteira que odeia ler livros e se acha inteligente. Pior, fica recusando pretendentes de sua vizinhança ou do seu meio social e ainda se envaidece por isso. Acha que vai ser independente por nada, e nós temos que ser politicamente corretos, achar que no Brasil não existe estupidez, o que "entendemos" como estupidez é apenas "uma nova forma de inteligência".

E nós, homens legais, não temos que ter preconceito contra coisa alguma, apenas contra nossos desejos e valores. Temos que ser politicamente corretos: "somos todos inteligentes", "somos todos progressistas", "somos tudo de bom". E, de preferência, teremos que indicar Jair Bolsonaro e Ali Kamel para o Nobel da Paz, ou ao menos para a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul.

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