terça-feira, 22 de março de 2011

SUPERMERCADOS DE NITERÓI PRECISAM MODERNIZAR-SE


SUPERMERCADOS EXTRA - Nenhuma mudança fundamental, em relação ao antigo Sendas, na Av. Sete de Setembro, em Niterói. Foto de Saulo Cunha, do jornal O Fluminense.

Os supermercados existentes em Niterói estão parados no tempo. Continuam presos nos anos 80, sem fazer uma modernização que seja digna de uma cidade grande.

É certo que Niterói não é mais capital do Estado do Rio de Janeiro, mas isso não significa que a cidade seja condenada a um provincianismo viciado. A falta de visão dos estabelecimentos comerciais é gritante, e se levarmos em conta que Niterói é oficialmente considerada um dos maiores índices de desenvolvimento humano segundo a ONU (uma posição que, cá para nós, é exagerada e altamente discutível, por mais que Niterói dê um banho de estrutura sócio-urbana em Salvador, por exemplo), isso é grave.

Aliás, citando Salvador, talvez a única coisa que a capital baiana supera a antiga capital fluminense é, além de uma empresa de energia elétrica eficaz, Coelba, sobre a precária Ampla, é a presença de supermercados que ofereçam uma permanente diversidade de produtos, repostos constantemente assim que esgotam seus estoques. Os supermercados Bompreço e G. Barbosa conseguem estar no padrão dos supermercados paulistanos, considerados os mais modernos do país.

Os espaços dos supermercados, então, precisam se modernizar. Há esforços, por conta do Carrefour, do Prezunic Fonseca, do Pão de Açúcar Ingá (antigo Sendas Ingá) e dos Supermercados Guanabara, mas ainda é pouco. Falta um banho de modernização, de saber, por exemplo, como se comportam os grandes supermercados de São Paulo, verificar sua lógica logística, suas instalações, sua iluminação etc, e aproveitar as boas lições.

Um exemplo lamentável é a filial dos Supermercados Extra na Av. Sete, entre Santa Rosa e Icaraí, uma zona de classe média niteroiense. Local que correspondeu, no passado, à antiga Casas da Banha, depois passou a ser filial da rede Sendas, que fez as instalações pararem no tempo, com iluminação fraca, assoalho velho, pouca diversidade de mercadorias e lentidão na reposição de estoques.

Pois, quando a filial foi transformada em Supermercados Extra, não houve mudanças essenciais. Apenas as paredes foram repintadas e as estantes e carrinhos foram trocados por novos. Mas de resto tudo ficou na mesma, até o assoalho velho, rasgado em alguns trechos do supermercado.

Em certos casos, até piorou, pois a seção de pães ficou distante do forno, e até nas bebidas lácteas a diversidade não existe (a única marca mais em conta, Macuco, decaiu em qualidade, com suas bebidas aguadas e com sabor de leite velho), e a coisa só melhorou um pouquinho no que diz à reposição de estoques.

Falta um banho de modernidade nos supermercados de Niterói. É preciso que seus gerentes adotem medidas mais criativas. Sugiro que eles viajem para São Paulo para conhecer os melhores supermercados de lá e adotem medidas para aumentar a eficácia, melhorar o atendimento e outras medidas a mais.

A freguesia (sim, essa palavra continua existindo) agradece.

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