quinta-feira, 17 de março de 2011

MULHERES LEGAIS COMPROMETIDAS


REESE WITHERSPOON JÁ MARCOU DATA DE CASAMENTO

Geralmente, de cada uma moça legal que se torna desimpedida, cerca de cinco se comprometem mais e mais. E com homens ligados geralmente a profissões de comando ou liderança. Gente cujo "carisma" se mede pelo sucesso nos negócios, nas finanças e na condução de subordinados, mas que, no fundo, sempre depende da sombra de uma mulher atraente para serem considerados os "maiorais".

Das famosas, vemos que Natalie Portman e Reese Witherspoon, por exemplo, dois símbolos do que chamamos de mulheres legais, estarem em vias de se tornarem mulheres casadas. Kelly Brook, outra moça legal, anunciou que está grávida, e certamente já arruma um lar para ela e o namorado, que, no mínimo, se transformará em "namorido".

É verdade que, no meio do caminho, aparece uma Jessica Biel ou Ashley Greene desimpedidas, e que mesmo no telejornalismo temos nossas single girls - como atestam, por exemplo, Carla Vilhena e Ana Luíza Guimarães, cada uma com seu dedo anelar da mão esquerda respirando livremente sem anel, num indício social de solteirice - , mas tudo isso ainda é pouco.

Afinal, nos EUA o que aparece mais fácil de solteiras são as obscuras celebridades de reality shows, e no Brasil as "marias-coitadas" continuam amargando uma solidão, enquanto têm medo de realizar seus desejos (elas sonham com Rodrigo Faro mas ficam dando fora a seus sósias em eventos de forró-brega e breganejo).

No entanto, as "boazudas", que pelo temperamento de pavio curto e pela personalidade superficial, são opostas às mulheres legais, também aos poucos se comprometem. Ex-BBB's e paniquetes não podem mais ficar recusando pretendentes, e há dançarinas de pagode e de "funk carioca" que, tidas como "solteiríssimas", na verdade andam escondendo noivos ou maridos, tudo "pela carreira".

Mas o problema mesmo é que as mulheres legais, com personalidade marcante, com beleza invulgar, delicadas e charmosas, essas, quando estão solteiríssimas e com tempo disponível, sempre arrumam pretendentes. É natural, e, por incrível que pareça, o mal não está nisso.

O mais grave é que, se elas se comprometem, quase não sobram outras similares no "mercado" afetivo. A "produção" de marias-coitadas que choramingam ao som de breganejo e sambrega, que se associam a comunidades bobas do Orkut (do tipo "conto os dedos quando rio", "se você é, eu também sou", "sou danado de bom" etc), foi muito grande. Tudo por conta de uma mídia conservadora e dominante.

Quem dera se não fosse problema uma Elaine Bast ser casada, e pudéssemos encontrar outra similar disponível pela rua. Se no Brasil os referenciais sócio-culturais fossem melhores, certamente nosso país seria outro. Até mesmo na vida amorosa.

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