terça-feira, 8 de março de 2011

JORNALISTA PARAIBANA FAZ CRÍTICAS AO CARNAVAL



Quem dera que a intelectualidade influente pensasse como Rachel Shererazade, jornalista paraibana.

Aliás, numa faixa do Nordeste que inclui Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, além do Ceará, surgem movimentos de repúdio ao brega-popularesco que o queridinho da imprensa paulista Pedro Alexandre Sanches ainda serve ao público de focas-de-circo que aplaudem com a passividade bovina mais constrangedora.

Afinal, não é uma rejeição "preconceituosa", até porque quem repudia o "forró eletrônico", a axé-music e o tecnobrega, entre outros ritmos da Música de Cabresto Brasileira, conhece bem seus conceitos e caraterísticas, até porque é obrigado a ouvir seus sucessos em todo lugar que vão, pelas cidades.

Vemos o repúdio dos cearenses ao "forró eletrônico" (ou forró-brega, forró-calcinha ou oxente-music), que chega à indignação mais explícita, creditando o ritmo como o "império do mal". O mesmo que Pedro Alexandre Sanches - que nunca vai deixar de ser o bobo-alegre de Otávio Frias Filho, por mais que tente se autopromover na imprensa esquerdista, como um Gilberto Kassab da crítica musical - , sob o rótulo de "neo-forró", credita sorridente à "criatividade do povo nordestino".

Agora é a vez de uma jornalista paraibana, de uma beleza estonteante, chamada Rachel Sheherazade, que faz duras críticas ao mercado carnavalesco. Pois o Carnaval brasileiro se submeteu, há anos, ao poderio mercadológico de seus empresários, e o Carnaval baiano, principal paradigma dessa lógica, é o maior símbolo da degradação cultural em prol do sucesso financeiro e midiático.

Rachel teve coragem de se manifestar, no seu programa, e o vídeo, ao ser divulgado no YouTube, evidentemente causou fúria dos reacionários de plantão, que adoram "beber até cair" e que, como uma direita dente-de-leite, tentam defender essa "cultura do cabresto" como se fosse "cultura da periferia".

Nossos parabéns à Rachel, que se expôs com sua franqueza, sem medo. Realmente é uma mulher com cara e coragem, como poucas. Dedicamos o Dia Internacional da Mulher a ela, que em sua missão de cidadã não teve medo de expressar seu pensamento coerente e nem sempre compreendido pela sociedade.

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