terça-feira, 15 de março de 2011

GILBERTO KASSAB E KÁTIA ABREU QUEREM DESAFIAR A MEMÓRIA CURTA



Um dos maiores desafios para a memória curta coletiva é a criação do Partido da Democracia Brasileira (PDB) pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, aparentemente rompido com o grupo de José Serra e Geraldo Alckmin.

Antigo afilhado político de Paulo Maluf, Kassab chamou a senadora e guardiã parlamentar dos latifundiários, Kátia Abreu, para integrar o partido. Outro nome que anunciou adesão foi o baiano Otto Alencar, antes ligado ao grupo carlista.

Há também a intenção de haver a fusão do PDB com o PSB, Partido Socialista Brasileiro, que de socialista só tem o nome, sendo apenas uma versão mais medrosa do PP (Partido Popular Socialista), hoje integrante da ciranda direitista.

O PDB pretende atrair políticos do DEM, PPS e PSDB que queiram adotar uma postura "governista" em relação à presidenta Dilma Rousseff. O caráter "fisiológico" do partido e seu claro oportunismo fazem o partido ganhar apelidos pejorativos como "partido-ônibus" (porque qualquer um pode entrar) e "partido da boquinha", porque vive a "devorar" os quadros de outros partidos.

A memória curta de muitas pessoas - e não se fala do "povão", mas da classe média medianamente informada, que no entanto esquece antigos algozes e os aplaude quando eles hoje vestem a máscara "progressista" - está diante de mais uma armadilha, o que pode mais uma vez mudar a reputação histórica de certas figuras políticas ligadas a um passado negativo promovido ao esquecimento público.

Foi assim, por exemplo, que o político baiano Mário Kertèsz largou a vida político-partidária para ser um pseudo-radiojornalista. O astro-rei da Rádio Metrópole já foi também dos mesmos truques de Kassab, um direitista conservador metido a "progressista" e cooptador de entidades sociais para tirar vantagem e depois traí-las na primeira oportunidade.

Mas até o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que a cada dia se mostra anti-popular, foi absolvido pela memória curta que escondeu seu passado de político do PSDB fluminense, em prol de uma autoridade "aliada" do governo petista.

Será que mais uma vez a memória curta vai absolver novos personagens? Será que Kátia Abreu se juntará a Fernando Collor, Mário Kertèsz, Pedro Alexandre Sanches, Ivete Sangalo, Paulo Maluf, Eduardo Paes, Jaime Lerner e outros direitistas que hoje se passam por "progressistas"?

Ver uma Kátia Abreu que defende os "coronéis" e um Gilberto Kassab que manda a polícia bater nos estudantes "inocentados" por blogueiros "líderes de opinião", de vontade débil, será mais um desastre.

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