terça-feira, 1 de março de 2011

ATRIZES E MODELOS OFUSCAM POPOZUDAS EM ENSAIOS DE CARNAVAL


PAOLA OLIVEIRA É UMA DAS VERDADEIRAS MUSAS DA FOLIA, PELA SUA NATURAL BELEZA E SENSUALIDADE.

Sheron Menezzes, Quitéria Chagas, Caroline Bittencourt, Leandra Leal, Cris Vianna, Luíza Brunet, Ellen Roche, Paola Oliveira, entre outras.

De repente, uma infinidade de modelos e atrizes belíssimas, moças notáveis pelo seu talento e charme, tornaram-se de uma forma ou de outra musas do Carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo, numa volta aos bons tempos de musas admiráveis.

Nos últimos meses, a situação ameaçava se alterar com o auge do mercado das chamadas "popozudas", pretensas musas que nada fazem na vida senão explorar o corpo, muitas vezes "turbinado" com mililitros de silicone nos seios e glúteos. São moças que nada fazem senão "mostrar a boa forma na praia", "mostrar demais em eventos sociais", "pagar calcinha", "pagar cofrinho", sem que possam mostrar algo de relevante para compensar a "sensualidade" abusiva.

A situação cresceu de tal forma que as "popozudas" mais veteranas, rompendo uma tendência de musas inexpressivas que vão e somem com o tempo, não se aposentavam, enquanto novas aspirantes apareciam e inchavam o mercadão dos glúteos avantajados, a alimentar a (falta de) imaginação de machistas enrustidos.

Tudo foi feito para defender o "mercadão das popozudas" - que envolvem também as chamadas "mulheres-frutas" do "funk carioca" e fez um grupo de porno-pagode baiano triplicar o número de dançarinas - como se fosse "algo inocente", "despretensioso" e até "anti-machista" (por conta do aparente celibato de quase todas elas).

Em argumentações politicamente corretas, as alegações de defesa das "popozudas", muitas delas surpreendentemente furiosas, falavam em "liberdade do corpo", e chegam mesmo a atribuir como "machismo" qualquer crítica que se faça contra elas, mesmo quando cometem gafes. Chegam a fazer argumentos hipócritas evocando a "cultura popular", a "alegria do povo", a "liberdade da mulher", enquanto suas "musas" aparecem fotografadas empinando os traseiros ou acorrentadas em árvores ou declarando que odeiam ler livros.

TRANSFORMAÇÃO DE VALORES - Mas esse reacionarismo travestido de "causas nobres" foi incapaz de evitar a transformação dos valores sociais. Afinal, o Brasil brega-popularesco está começando a se desgastar, e isso irrita muita gente, acostumada com uma letargia na dita "cultura popular" de mais de 20 anos (em certas regiões, de quase 40 ou 45 anos).

Vendo que a calmaria da cafonice dominante, da mediocridade popular, está caindo, e os ídolos e referenciais então vigentes não estão mais com o grande respaldo de antes, muitos internautas reagem furiosos ao caminho de volta de personalidades popularescas em geral, que quase tomariam por completo espaços mais intelectualizados.

Mas o processo é inevitável e tudo que a "nação reaça" tem que fazer é chorar, antes que xingue fulano ou sicrano de "preconceituoso" (a desculpa esfarrapada muito usada para quem quer ver a mediocridade social triunfar).

O mercado carnavalesco está reagindo, e aos poucos as temperamentais "popozudas" são deixadas para segundo e terceiro planos na folia, enquanto atrizes e modelos que pareciam virar quase figurantes do espetáculo momesco voltam a ter o destaque que merecem.

Isso porque elas possuem mais credibilidade e, quando chegar a Quarta-feira de Cinzas, essas musas não se tornarão reles pares de glúteos e seios sacolejando nas páginas dos jornais popularescos.

As verdadeiras musas têm linha, têm classe, e por isso prevalecem e se sobressaem às musas vulgares.

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