quinta-feira, 31 de março de 2011

BOLEIRA-COITADA: OUTRO TIPO DE SOLTEIRA ALIENADA



As marias-coitadas, ao que parece, estão trocando as "duplas sertanejas" e os grupos de "pagode romântico" pelo futebol.

É o que se vê na nova tendência do Orkut. As marias-coitadas "tradicionais" ainda não sumiram, mas já aparecem outras que adotam outro vício: são fanáticas por futebol.

Por isso são chamadas de boleiras-coitadas.

O gosto musical é o de menos, pode-se até dizer que é "correto", entre a MPB mais acessível que rola no rádio (Maria Gadu, Ana Carolina, Jorge Vercilo) e o "pop-rock" (Cidade Negra, Skank, Cássia Eller).

Mas o grave problema é que, além das boleiras-coitadas, como toda maria-coitada, costumam se associar a comunidades tolas no Orkut (do tipo "não saia que eu entro", "já ri quando cochilava", "sou phd em bobeira"), elas se associam a comunidades sobre futebol com um apetite voraz.

Só que o pior é que essas boleiras preferem cismar em assediar homens que não gostam de futebol, em vez de correrem atrás dos homens de sua afinidade futebolística.

Daí o nome de boleiras-coitadas.

Por que elas agem assim?

Será medo delas serem vistas como "marias-chuteiras"?

Será alguma mania estranha de inverter os papéis de um casal, quando a mulher é que tem preferência pelo futebol?

Ou será a mania politicamente correta de torcedoras de futebol aceitarem homens que torcem o nariz pelo esporte?

Só que muitas vezes essas moças tornam-se menos atrativas por isso. Como toda maria-coitada que não sabe que sofre desilusões amorosas por sua própria culpa, por uma personalidade piegas, fanática (religiosa ou esportiva) e cafona, que mostram claramente que mulheres assim são muito difíceis para conviver de forma harmoniosa. A não ser para os homens que tais mulheres justamente se recusam a namorar.

Afinal, o que leva uma fã de breganejo a recusar aquele "bom partido" com o perfil estético de um Rodrigo Faro e possuidor de boas fazendas, mas que cisma com aquele nerd que parece com um John Lydon ou Ian Curtis, e que não gosta de breganejo? Medo? Politicamente correto?

Da mesma forma, as boleiras-coitadas sofrem na solidão de seus lares. Buscam as multidões das arquibancadas. Mas cismam com homens que não gostam de futebol.

Assim essas mulheres nunca vão marcar ponto na vida amorosa. Seus desejos afetivos são sempre como um chute na bola que bate na trave e não faz gol.

quarta-feira, 30 de março de 2011

BIG BROTHER BRASIL TERMINA PERDENDO 20% DE PÚBLICO



O Big Brother Brasil se encerra com a pior média histórica de sua trajetória, já sinalizando uma decadência que, por enquanto, ainda não preocupa os executivos da Rede Globo.

A atração mostra-se cada vez mais repetitiva e já perdeu, nesta edição, 20% do público habitual do programa.

Não por acaso, a maior audiência do BBB foi na edição 5, quando em seu elenco de participantes havia pessoas com alguma experiência anterior ao "riélite", como o jornalista baiano Jean Wyllys, a Miss Paraná Grazi Mazzafera, hoje atriz, e a jornalista cearense Natália Ramos.

Fora essa edição, o que se viu, salvo raras exceções, foi um espetáculo de vazio em personalidade que refletiu até mesmo depois do fim de cada BBB, vide a rotina de noitadas, noitadas e mais noitadas.

Por isso a rotineira atração até acompanha a crise que atinge outros programas como Domingão do Faustão, Casseta & Planeta (que não entrará na grade deste semestre) e Fantástico, expressão da própria crise de hegemonia da Rede Globo de Televisão.

Por isso, o Big Brother Brasil começa a ter menos chances de ter um futuro garantido. Sua tendência é decair ainda mais. Ainda bem.

terça-feira, 29 de março de 2011

GABRIEL BRAGA NUNES E ERIBERTO LEÃO GOSTAM DE IRON MAIDEN



Iron Maiden é uma banda séria e nem seus representantes brasileiros iriam fazer como os grupos de axé-music, sambrega, breganejo e "funk carioca" que ficam comprando atores para desfilarem como "fãs".

Há até rumores de uma atriz de uma novela recém-extinta que está sendo usada para promover o currículo amoroso de um cantor de sambrega.

Mas o Iron Maiden é uma das bandas mais íntegras do mundo, um dos grandes nomes do rock pesado e do rock em geral. E, quando atores aparecem para prestigiar o Iron Maiden, não é por questões contratuais.

Até porque já foi superada a mania, comum nos anos 90, de playboyzinhos se autopromoverem como "fãs de metal", o que causava muita estranheza, sobretudo em locais como o Via Parque, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, quando havia muitos mauricinhos e patricinhas exagerando nos estereótipos metaleiros.

Gente mais preocupada em botar língua pra fora, usar camiseta preta, fazer sinal de belzebu com a mão e sacudir a cabeça, mas que só compra revistas Rock Brigade para impressionar os amigos, mas nem as tirinhas de Márcio Baraldi têm coragem de ler.

Ah, mas eram temos de Rádio Cidade, aquela rádio clubber metida a roqueira. E cujo pessoal, que tanto falava em "morte aos funkeiros", hoje está a serviço deles. Sinal dos tempos.

Mas hoje as coisas se evoluíram, felizmente, os reaças da Rádio Cidade foram desmascarados - nem as bajulações a Che Guevara conseguem disfarçar o jeitão CCC de ser dessa "nação rockêra" - e hoje a cultura rock virou coisa de roqueiro, o que não dá visibilidade, mas também não traz gente oportunista para as "tribos".

E por isso vemos que os atores de Insensato Coração realmente gostam de rock. Aliás Eriberto já foi músico de rock, tocando com Gastão Moreira na banda Rip Monsters, e a carreira é que impede ele de seguir essa atividade, ainda mais como protagonista de novela, ator do primeiro time da Globo e por aí vai.

Mas quando a folga permite, dá para Eriberto, assim como Gabriel, curtirem uma banda de rock de verdade, do contrário daqueles atores que vão ver sambregas, axés, "funks" e breganejos porque o contrato determina.

BOTA PROPRIEDADE CRUZADA NISSO!



Tudo muito lindo, tudo muito maravilhoso. Famosos fazendo propaganda da Rádio Globo como se ela fosse uma entidade filantrópica. Cantores interpretando o jingle da rádio - talvez numa gozação aos ouvintes de FM - , enquanto o crédito do vídeo mostra as duas frequências da emissora carioca, em AM e FM, acrescidas da expressão "a mesma programação".

É muita cara-de-pau. Duas rádios com a mesma programação e tudo isso tratado como se fosse coisa positiva. Enquanto isso, aspectos como superfaturamento de empréstimos, irregularidades trabalhistas, interesses políticos, manobras burocráticas, estão por trás dessa armação da dupla transmissão AM/FM, batizada com o eufemista sinal de "mais", como "rádios AM + FM".

Quem acompanha as discussões em torno dos meios de comunicação deve conhecer a luta que pessoas como Venício Artur de Lima e Fábio Konder Comparato fazem contra a propriedade cruzada dos meios de comunicação, processo no qual a dupla transmissão AM/FM é apenas um pequeno mas ilustrativo detalhe.

Propriedade cruzada é o processo de concentração dos meios de comunicação. É quando um poderoso grupo de mídia aumenta abusivamente seu patrimônio midiático, como forma de aumentar sua penetração e sua influência em determinada região, podendo ser uma simples região metropolitana ou um país, dependendo do caso.

A concentração de poder então se manifesta pela manipulação da opinião pública, pela imposição de uma visão dominante, ou até mesmo pela concentração de renda, daí as manobras de "economias de custos" como a dupla transmissão AM/FM, as reprises constantes de programas numa grade de "24 horas", as contratações de jornalistas em funções subalternas etc.

Enfim, são abusos, abusos e abusos. Tudo isso a pretexto de uma "moderna" corporação de mídia - como se autoproclama o grupo de comunicação dominante - querer aumentar seu poder. Ou criar pseudo-novidades, como a descarada retransmissão da Rádio Globo AM nos 89,3 da FM carioca (onde, em outros tempos, transmitia a Nova Brasil FM, rádio de MPB - ironicamente, a Rádio Globo prioriza o popularesco, no cardápio musical tocado pela metade).

Mas, mesmo na chamada "mídia boazinha", a coisa não é diferente. Outro caso de propriedade cruzada - que também pode se dar indiretamente, através de franquias de rede ou demais "parcerias" - é o do Grupo Bandeirantes de Comunicação, que chegou a acumular um domínio direto e indireto em 1/4 do dial FM de São Paulo.

Tido como o "grupo de mídia dos sonhos" por boa parte dos consumidores de notícias e entretenimento, o Grupo Bandeirantes andou decepcionando a opinião pública nos últimos anos, seja pelo caso de Bóris Casoy xingando os garis - o que fez seu passado de extremo-direitista vir à tona através da pesquisa de vários blogueiros - , seja pela concentração de poder do GBC no rádio paulista, seja pela recente censura a Luíza Erundina, que comanda um movimento parlamentar de redemocratização no rádio.

Isso sem falar da tendência de showrnalismo light, ou um "jornalismo de frivolidades", da Band News - tipo "pesquisas comprovam que, durante o sono, homens tossem mais do que mulheres" - , ou de notícias tendenciosamente favoráveis aos interesses dos latifundiários.

Na Bahia, um dos mais fortes redutos de mídia coronelista do país, a propriedade cruzada não se manifesta somente pela Rede Bahia. Políticos como Pedro Irujo e Mário Kertèsz também tentaram a propriedade cruzada, sendo este último através de um escandaloso esquema de corrupção.

Mas outros exemplos existem em todo o país, seja de expressão nacional, como as redes com escritórios comerciais em São Paulo, seja a mídia regional, que não deve ser subestimada.

Por isso, a grande mídia em geral cria muitas armadilhas para enganar o público. A dupla transmissão AM/FM do rádio é um bom exemplo disso, sob o eufemismo de "rádios AM + FM". Uma enganação que só prioriza a transmissão em FM, quando o poder tecnocrático ordenar a extinção das AMs, favorecendo os poderosos da comunicação.

Tudo é lindo de se ver numa publicidade que cinicamente fala em "Bota Amizade Nisso". As duas primeiras letras de "amizade", aliás, são traídas pela retransmissão em FM, processo que já influi na desqualificação da Rádio Globo (como já ocorre na Infra Rádio Tupi), que para adaptar-se à frequência tem que adotar elementos de linguagem do que há de pior porém mais rentável da TV aberta e do rádio FM jovem.

A Aemização das FMs, do contrário que certos fanáticos modulados dizem, está acabando até com a linguagem do rádio AM. Os grandes comunicadores são aos poucos substituídos por "comunicadores" que, para os radiófilos "panelinhas" (que dominam os debates nos fóruns e colunas de rádio), são "geniais" justamente porque imitam o estilo do "Pânico na TV".

Para eles, é divertido e engraçado que um locutor de terceiro escalão - paradigma do "novo comunicador" de "rádio AM em FM" - receber uma ligação de uma ouvinte, fazer uma piada imbecil e o locutor dar gargalhada acompanhado dos colegas ao lado dele no estúdio. E, claro, os radiófilos-panelinhas elogiando o locutor nos espaços de mensagens nos sítios sobre rádio na Internet.

Só que isso não tem a menor graça. Porque, neste caso, quem ri por último são os grandes proprietários dos meios de comunicação.

segunda-feira, 28 de março de 2011

OBRAS NO BRASIL PARA COPA DE 2014 ESTÃO ATRASADAS



Pelo jeito, o Brasil anda brincando com determinadas coisas. Acha que copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 são uma moleza.

Pois o presidente da Fifa, Joseph Blatter, reclamou que as obras do Brasil para a realização da copa do mundo de futebol em 2014 estão muito atrasadas. Segundo Blatter, nesse mesmo espaço de tempo, a três anos antes de sediar uma copa, a África do Sul estava bastante adiantada nas obras para 2010.

São Paulo e Natal estão entre as capitais com maior dificuldade de conclusão para as obras. Mas mesmo cidades como o Rio de Janeiro e Salvador ainda não estão em ritmo adequado para se prepararem para o evento.

Outro problema pendente é quanto aos aeroportos. Até agora, não houve uma política de reformulação, modernização e ampliação dos aeroportos, nem da preparação para a recepção de turistas estrangeiros. Para piorar, o Aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador, teve seu teto desabado e seu chão alagado durante um temporal que atingiu a capital baiana.

Blatter ameaçou transferir a sede da copa de 2014 para a Inglaterra, se as obras no Brasil não forem cumpridas com rapidez.

sábado, 26 de março de 2011

EDUARDO PAES OFENDE PORTUGUESES AO DEFENDER PADRONIZAÇÃO VISUAL



Se Eduardo Paes desejou provar ser um dos "melhores prefeitos do país", as últimas semanas mostraram que tal intenção foi um completo desastre.

Primeiro, o prefeito do Rio de Janeiro e seu mentor, o governador fluminense Sérgio Cabral Filho, ordenaram há uma semana a prisão de vários manifestantes - entre eles uma idosa e um menor - que faziam protesto contra o presidente dos EUA, Barack Obama, que passou dois dias no Brasil, um deles na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo, alguém relacionado, ainda que talvez como simples adepto, da dupla Eduardo Paes - Sérgio Cabral Filho, teria feito um atentado, na última quarta-feira, em plenas 11 horas, contra o blogueiro Ricardo Gama, que fez várias denúncias contra os dois políticos.


"EMBALAGEM DE AZEITE" - Alvo principal dos ataques de Eduardo Paes teria sido a Empresa de Transportes Braso Lisboa (foto).

Terceiro, foi a entrevista do próprio Eduardo Paes à Rádio Globo, quando ele declarou que o padrão tradicional dos ônibus cariocas era "feio" como "latas de azeite português". Provavelmente, um dos alvos teria sido a empresa Braso Lisboa, que tem uma das mais belas pinturas entre os ônibus cariocas, ainda vistas (por enquanto) em carros municipais ainda não repintados e em toda a frota intermunicipal para Niterói.

O comentário foi infeliz também se percebermos que a padronização visual dos ônibus cariocas lembra muito bem as embalagens de remédios, do tipo Berotec.

Com o comentário, Eduardo Paes irritou a comunidade portuguesa, que tem na produção de azeites uma de suas mais respeitosas e prestigiadas tradições culturais. O que mostra mais uma vez as trapalhadas do prefeito carioca, que nas vésperas de 2014 e 2016 só cometeu equívocos, que podem muito bem manchar sua imagem diante das autoridades e turistas estrangeiros.

sexta-feira, 25 de março de 2011

RACHEL BILSON ESTÁ SOLTEIRA!!!



Bom, se um ícone da beleza feminina como Liz Taylor se foi, a vida continua e temos outros ícones de beleza esbanjando charme.

E recentemente Rachel Bilson voltou a ficar solteiríssima e a atriz, espécie de tradução morena da Brigitte Bardot dos primórdios, é considerada uma das mais belas de sua geração. E uma das mulheres mais legais para se conviver.

Não é fácil encontrar mulheres assim livres, leves e soltas, principalmente no Brasil, quando é uma paniquete que diz que "não é aproveitadora" na vida amorosa. Será que só essas popozudas é que gostam de caras legais? Absurdo! O que os homens legais fazem para só serem desejados por mulheres NADA legais?

Mas o jeito é curtir as fotos da senhorita Bilson e sua beleza graciosa-sexy e suas formas corporais docemente deliciosas. E ela vai completar 30 anos daqui a uns meses, com esse jeitinho de gatinha manhosa. Que gata.

quarta-feira, 23 de março de 2011

MORREU A ATRIZ ELIZABETH TAYLOR



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Uma das atrizes mais famosas de todos os tempos, conhecida por sua beleza e pelos inúmeros casamentos, a inglesa Elizabeth Taylor, faleceu na manhã de hoje nos EUA.

Atriz Elizabeth Taylor morre aos 79 anos em Los Angeles

Do Terra Notícias

A atriz Elizabeth Taylor morreu vítima de insuficiência cardíaca aos 79 anos nesta quarta-feira (23) em Los Angeles, informou a imprensa internacional como ABC News e CNN.

Ela estava internada no hospital Cedars-Sinai Medical Center há dois meses.

Elizabeth Rosemond Taylor nasceu em 1932, em Londres, Inglaterra. Conhecida como Liz Taylor, iniciou a carreira artística aos dez anos, logo depois de se mudar para os Estados Unidos.

Liz participou de filmes infanto-juvenis e descobriu o amor pelos estúdios de filmagem, de onde não quis mais sair. Evoluindo como atriz talentosa e respeitada pela crítica, nos anos 50 filmou dramas, como Um lugar ao Sol, com o ator Montgomery Clift; Assim Caminha a Humanidade, com Rock Hudson. Nessa década fez ainda A Última Vez Que Vi Paris, ao lado de Van Johnson e Donna Reed.

Elizabeth foi reverenciada como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos. Sua marca registrada sempre foram os traços delicados e os olhos cor azul-violeta, que encantaram gerações.

A atriz também ficou famosa pelos inúmeros casamentos (oito ao todo), sendo o mais conhecido com o ator inglês Richard Burton, com quem se casou duas vezes e fez duplas em vários filmes nos anos 60, como o antológico Cleópatra e o dramático Quem tem medo de Virgínia Woolf?, em que ela ganhou o segundo Oscar. O primeiro prêmio veio em 1960 por O Número do Amor. Nessa época, Liz sagrou-se a atriz mais bem paga do mundo.

Em 1985, com a morte de seu grande amigo, o ator homossexual Rock Hudson, Elizabeth Taylor iniciou uma cruzada em favor dos portadores de aids. Em 2004, a diva passou vários meses de cama devido aos efeitos de uma grave escoliose, uma fratura na espinha, falência cardíaca congestiva, úlceras, além de episódios de bronquite aguda e pnemonia.

Em 1997, a atriz passou por uma delicada cirurgia para remover um tumor do cérebro. No passado, a estrela também já teve problemas com o vício em álcool e drogas.

Confira a filmografia:
Searching for Debra Winger (2002)
Get Bruce (1999)
The Flintstones - O Filme (1994)
Common Threads: Stories from the Quilt (1989)
Michael Jackson: The Legend Continues (1988)
Moonwalker (1988)
Genocide (1982)
A Little Night Music (1978)
Ana dos Mil Dias (1969)
A Megera Domada (1967)
O Pecado de Todos Nós (1967)
Os Farsantes (1967)
Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966)
Adeus às Ilusões (1965)
Cleópatra (1963)
Gente Muito Importante (1963)
Disque Butterfield 8 (1960)
De Repente no Último Verão (1959)
Gata em Teto de Zinco Quente (1958)
A Árvore da Vida (1957)
Assim Caminha a Humanidade (1956)
A Última Vez que Vi Paris (1954)
No Caminho dos Elefantes (1954)
O Belo Brummel (1954)
Ivanhoé - O Vingador do Rei (1952)
Quo Vadis (1951)
Um Lugar ao Sol (1951)
O Pai da Noiva (1950)
Quatro Destinos (1949)
Príncipe Encantado (1948)
As Delícias da Vida (1947)
Nossa Vida com Papai (1947)
A Mocidade é Assim Mesmo (1944)
Evocação (1944)
Jane Eyre (1944)
A Força do Coração (1943)

terça-feira, 22 de março de 2011

SUPERMERCADOS DE NITERÓI PRECISAM MODERNIZAR-SE


SUPERMERCADOS EXTRA - Nenhuma mudança fundamental, em relação ao antigo Sendas, na Av. Sete de Setembro, em Niterói. Foto de Saulo Cunha, do jornal O Fluminense.

Os supermercados existentes em Niterói estão parados no tempo. Continuam presos nos anos 80, sem fazer uma modernização que seja digna de uma cidade grande.

É certo que Niterói não é mais capital do Estado do Rio de Janeiro, mas isso não significa que a cidade seja condenada a um provincianismo viciado. A falta de visão dos estabelecimentos comerciais é gritante, e se levarmos em conta que Niterói é oficialmente considerada um dos maiores índices de desenvolvimento humano segundo a ONU (uma posição que, cá para nós, é exagerada e altamente discutível, por mais que Niterói dê um banho de estrutura sócio-urbana em Salvador, por exemplo), isso é grave.

Aliás, citando Salvador, talvez a única coisa que a capital baiana supera a antiga capital fluminense é, além de uma empresa de energia elétrica eficaz, Coelba, sobre a precária Ampla, é a presença de supermercados que ofereçam uma permanente diversidade de produtos, repostos constantemente assim que esgotam seus estoques. Os supermercados Bompreço e G. Barbosa conseguem estar no padrão dos supermercados paulistanos, considerados os mais modernos do país.

Os espaços dos supermercados, então, precisam se modernizar. Há esforços, por conta do Carrefour, do Prezunic Fonseca, do Pão de Açúcar Ingá (antigo Sendas Ingá) e dos Supermercados Guanabara, mas ainda é pouco. Falta um banho de modernização, de saber, por exemplo, como se comportam os grandes supermercados de São Paulo, verificar sua lógica logística, suas instalações, sua iluminação etc, e aproveitar as boas lições.

Um exemplo lamentável é a filial dos Supermercados Extra na Av. Sete, entre Santa Rosa e Icaraí, uma zona de classe média niteroiense. Local que correspondeu, no passado, à antiga Casas da Banha, depois passou a ser filial da rede Sendas, que fez as instalações pararem no tempo, com iluminação fraca, assoalho velho, pouca diversidade de mercadorias e lentidão na reposição de estoques.

Pois, quando a filial foi transformada em Supermercados Extra, não houve mudanças essenciais. Apenas as paredes foram repintadas e as estantes e carrinhos foram trocados por novos. Mas de resto tudo ficou na mesma, até o assoalho velho, rasgado em alguns trechos do supermercado.

Em certos casos, até piorou, pois a seção de pães ficou distante do forno, e até nas bebidas lácteas a diversidade não existe (a única marca mais em conta, Macuco, decaiu em qualidade, com suas bebidas aguadas e com sabor de leite velho), e a coisa só melhorou um pouquinho no que diz à reposição de estoques.

Falta um banho de modernidade nos supermercados de Niterói. É preciso que seus gerentes adotem medidas mais criativas. Sugiro que eles viajem para São Paulo para conhecer os melhores supermercados de lá e adotem medidas para aumentar a eficácia, melhorar o atendimento e outras medidas a mais.

A freguesia (sim, essa palavra continua existindo) agradece.

segunda-feira, 21 de março de 2011

REINVENTANDO OS 40



Hoje completo 40 anos de vida. Finalmente sou um quarentão. Mas, certamente, nunca serei o que durante muito tempo imaginei ser um homem de 40 anos.

Já vivi muito tempo, muitas desilusões, mas vivi também tempos de transformações profundas na sociedade, e que fazem com que reavaliemos os conceitos de meia-idade que tínhamos até pouco tempo atrás.

Afinal, já se foram tempos como no século XIX, quando já aos 12 anos o indivíduo era educado para não ser alegre, desenvolvendo uma personalidade sisuda que determinava seu preço na juventude, onde a pessoa, sobretudo do século masculino, tendia a ter uma aparência mais "madura" do que a de hoje.

Imagine se o vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, voltasse ao tempo de seu tataravô, o Visconde de Ouro Preto, nos idos do século XIX! Dinho, um "senhor de 47 anos", seria uma aberração com sua aparência de garotão bem jovial.

Mas eu mesmo seria uma aberração - e olha que eu tive uma encarnação no século XIX, num perfil bem diferente da encarnação atual - , se fosse para essa época remota com a aparência de hoje, quase de um menino de 22 anos.

No século XX, o "mundo adulto" foi golpeado nos anos 1950 pela rebelião do rock'n'roll. E, nos anos 1960, essa rebelião se radicalizaria ainda mais com a utopia do "poder jovem". Nos anos 1970 houve um retrocesso, com a nostálgica revalorização do "mundo adulto" - que deslumbrou os então meninos Roberto Justus, Eduardo Menga e companhia - , que não preparou os born in the 50's sequer para se casarem com mulheres mais jovens e ainda os fez sentir um grande preconceito, por exemplo, com os anos 80.

Sim, porque esses homens, entrando lá pelos 30 e tantos anos, só conheceram os anos 80 da sobrecarga profissional ou acadêmica, a mesma década que marcou a memória de suas jovens esposas. Graças a isso, eles sentem um preconceito muito grande aos anos 80 - só tardiamente rompido por um Roberto Justus ou Malcolm Montgomery, e ainda assim "nas coxas" - , uma silenciosa aversão, um mórbido desprezo.

Esse desprezo os faz esquecerem que um Evandro Mesquita e um Kid Vinil são da mesma geração de Roberto Justus e Eduardo Menga, e que Roger Rocha Moreira tem idade para ter feito parte das rodas de bolinhas de gude ou do câmbio de figurinhas da infância de Almir Ghiaroni. Sem necessidade, cria-se uma "distância de gerações" numa mesma geração born in the 50's.

Eu, particularmente, senti mais aversão aos anos 90, época dos meus "vinte e tantos anos" do que aos anos 00, época dos meus "trinta". Ou seja, não pude, felizmente, vivenciar o "aborrecimento" de Justus, Ghiaronis, Mengas etc com seus "trinta anos" sem curtição.

Tive desilusões, tristezas, empecilhos, mas pude manter minha jovialidade intata. Não foi uma tarefa fácil. A vida tem muitas pressões e cobranças. O problema não é enfrentar menos pressões ou cobranças depois dos 35 anos. O problema é saber enfrentá-las com serenidade.

Sei que reinventar os 40 anos é hoje uma necessidade. As circunstâncias, a Medicina, as teorias sociais, tudo faz para que se supere aquela "maturidade" de gestos, de poses e gostos que o "mundo adulto" impôs para a humanidade.

Até porque essa "superioridade madura" em nada resolveu no bem-estar de homens e mulheres de meia-idade. Pelo contrário, agravou doenças, aumentou tristezas, não combateu o estresse, e não representou sabedoria alguma, porque à experiência "racional" do mercado de trabalho se contrapôs uma falta de intimidade com o lazer.

Em outras palavras, homens e mulheres adultos, depois da meia-idade, tentam reencontrar o prazer natural da vida que tinham na juventude, mas não o acham mais.

Mas, desde os anos 60, muitos "coroas" tentaram mudar isso, através de um ideal de liberdade que, tido como "fantasioso" e "irresponsável", foi depois legitimado por diversas correntes da Medicina e da Psicologia. Afinal, a jovialidade, mais do que fazer a pessoa ficar mais simpática, a faz salvar sua própria vida das pressões, condições e preconceitos do "padrão adulto".

Muita gente reinventou os 40 anos antes de mim. Nem todos aderiram a essa necessidade de jovialidade, preferindo perder a antiga forma física, o antigo humor juvenil, e, já desfeitos dos primeiros impulsos profissionais, já começam a se autopromover pelo aparato fácil do uso abusivo e sem critérios de ternos e gravatas ou de simples sapatos de verniz.

Eu não serei assim. Não buscarei a elegância compulsiva e viciada, que não passa de disfarce para a falta de elegância. Não buscarei a sisudez desanimadora mas tida como respeitável, que não é mais do que uma máscara para o desânimo e a antipatia.

Irei reinventar os 40 anos, buscando a alegria, mesmo estando triste por dentro. Não por conformismo, mas porque tenho que usar o ânimo como um remédio contra o desânimo. É, muitas vezes o desânimo, e não a vitalidade, que derrubam muitos "maduros".

A imaturidade é o homem de meia-idade ser, aos 40, 50 ou 55 anos, um homem extremamente diferente e até oposto do que era aos 20, 22 ou 25 anos.

Não serei assim. Posso ter mudado em muitas coisas, mas no geral não sou muito diferente do que eu era aos 16 anos. Posso dialogar constantemente com o que eu era nos anos 80, sem medo e sem qualquer grande contraste.

Por isso, hoje, no aniversário de 40 anos, estou curtindo o dia no mais puro espírito juvenil. Quero amadurecer na essência, e não na aparência. Muitas vezes os exageros da etiqueta emburrecem e produzem gente estúpida, enquanto o júbilo da jovialidade permanente pode aprender grandes lições de vida mesmo brincando.

Eu e meu irmão vamos nos divertir muito hoje. E continuaremos nos divertindo, sempre que pudermos. Porque amamos a vida.

Parabéns para a alegria de viver.

sexta-feira, 18 de março de 2011

LUZ NO FIM DO TÚNEL: FAVELA PRETENDE ROMPER COM BREGA-POPULARESCO



Começa amanhã o Favela Festival, no Rio de Janeiro, um concurso promovido pela Central Única das Favelas e que revelará talentos favelados para a nova música brasileira.

A novidade é que a geração promete de vez romper com a hegemonia brega-popularesca tão associada, pela grande mídia, às populações do morro, que até agora fez tão somente maquiar certos ídolos do neo-brega de 1990-1997 com clichês da chamada "MPB burguesa" (a fase da MPB de 1979-1988, tanto reprovada pela crítica).

Desta vez virão artistas que, em vez de fazer música brega disfarçada de samba ou música caipira, pretendem fazer MPB tanto com P maiúsculo como M maiúsculo de música e B maiúsculo de Brasil.

A vocalista da Banda Malunga, Tha Ferreira, de apenas 22 anos, dá o tom do recado, afirmando que o grupo foge da mesmice do "funk carioca" e do sambrega, ritmos oficialmente associados ao público residente das favelas.

O que mostra o quanto é errada a tese de alguns "especialistas" que, demonstrando um claro paternalismo elitista com o povo pobre, acha que o povo pobre "prefere" o brega-popularesco que rola nas rádios e na TV aberta.

O povo pobre quer se libertar dessa camisa-de-força musical. Desta vez, com samba de verdade, baião de verdade, MPB de verdade. Sem essa de "ditabranda do mau gosto" ou achar que "verdadeira MPB" é só "lotar plateias e vender muitos discos".

Finalmente, a cultura popular do pré-64 finalmente pode retomar seu rumo tranquilamente, depois de mais de 40 anos sob a escravidão do mau gosto e da cafonice que, patrocinada pelo latifúndio e pelos barões da grande mídia nacional e regional, tanto castigaram a cultura do povo pobre.

Sucesso para os novos talentos que se lançarem no Favela Festival.

OBAMA VEM AÍ. E AGORA?



Chega a ser cômico quando a mídia direitista, há alguns anos atrás, tenha considerado o presidente dos EUA, Barack Obama, um "político de esquerda". Por razões muito óbvias, isso é muito incoerente, afinal Barack é um político de direita, conservador, só que de uma linha mais flexível do que o antecessor.

Para quem é mais jovem, é bom explicar que o Partido Republicano é uma espécie de versão estadunidense do PSDB de hoje, enquanto o Partido Democrata corresponde ao PMDB daquele país.

Obama não tem muitos diferenciais políticos, como John Kennedy, o presidente dos EUA, também do mesmo partido, não tinha há 50 anos atrás. Dos políticos do PD, talvez Jimmy Carter tenha tido um diferencial, sim, por adotar uma postura mais humanista, mas é uma exceção à regra.

O Partido Democrata é flexível e receptivo aos movimentos sociais, dentro dos EUA. Para os estadunidenses, o PD é um partido moderado, ainda que conservador de todo jeito, mas mesmo assim com alguma inclinação para o diálogo social.

Evidentemente, essa inclinação é muito longe da ideal, mas é suficiente para dar ao Partido Democrata uma visibilidade que, pela máquina eleitoral norte-americana, o faz ter destaque suficiente para manter a hegemonia bipartidária nos EUA.

Afinal, é bom deixar claro que existem outros partidos políticos nos EUA, inclusive de esquerda e de inclinação socialista, mas eles ficam ofuscados pelo espetáculo bipartidário dos dois partidos que se alternam no poder, num processo eleitoral dito democrático, mas cujas eleições presidenciais são decididas pelo Colégio Eleitoral, que avalia se o sufrágio popular é válido ou não.

Claro que está é uma "democracia" que intervém nas questões de outros países e promove sessões de tortura a um simples acusado como Bradley Manning, o jovem militar que ajudou na divulgação de informações confidenciais no sítio Wikileaks. E que define decisivamente as caraterísticas do moderno imperialismo em voga desde há cerca de cem anos, quando os EUA forneciam tecnologia bélica para os países que lutavam na Primeira Guerra Mundial.

E quanto a visita de Barack Obama ao Brasil?

É a velha história de um país imperialista visitar um dos países que as autoridades estadunidenses definem (e desejam que assim seja) como "subordinados". E que tenta estabelecer relações "cordiais" com governantes brasileiros, desde que seja reconhecida a condição inferiorizada do nosso país.

Não deixa de preocupar os EUA o avanço das conquistas sociais no Brasil, obtidas até pouco tempo atrás. O começo do governo Dilma Rousseff ainda mostra seus descaminhos, com alguns retrocessos, enquanto seu receituário econômico, de cortes pesados de gastos, além de uma política externa inferior ao do corajoso Celso Amorim - com o Ministério das Relações Exteriores nas mãos de Antônio Patriota, ou Anthony Patriot segundo o anedotário esquerdista - , parece agradar os interesses dos EUA.

Hilary Clinton, a chefe do Departamento de Estado, e que havia sido colega de senado de Obama e, depois, concorrente dele na corrida interna do PD para a candidatura à Presidência da República, já havia dado sua política da boa vizinhança, saudando Dilma Rousseff na posse desta, no começo deste ano.

A grande mídia já está festejando a vinda de Barack Obama como um "presidente moderno", como o "maior líder do mundo", deve estar aproveitando as munições restantes da cobertura do Carnaval.

Claro, evidentemente, a grande mídia é dotada de verdadeiros "macacos de auditório" do imperialismo estadunidense. Até parece que não virá um presidente da República, mas um mega-astro pop.

Tudo bem, é o ponto de vista de uma mídia subordinada, satélite dos interesses imperialistas. Uma mídia que discrimina movimentos sociais, que defende o Estado anoréxico, que comete deslizes no seu jornalismo. E que, talvez orfã de um astro negro como Michael Jackson, talvez veja no Barack Obama um subtituto, já que não existe diferença entre agenda setting e hit-parade, fora o fato de que este opera no esquema do dó-re-mi.

Mas, para a sociedade brasileira, será mais um evento que requer cautela. Afinal, os EUA sempre agem para evitar o progresso sócio-econômico do Brasil. Seria uma afronta ao poder da "grande nação".

Portanto, esse encontro político não será um espetáculo, até porque o espetáculo mexe muitas vezes com uma aura de sonho e fantasia. E o que está em jogo aqui é a realidade. A nossa realidade, na condição de povo brasileiro.

quinta-feira, 17 de março de 2011

MULHERES LEGAIS COMPROMETIDAS


REESE WITHERSPOON JÁ MARCOU DATA DE CASAMENTO

Geralmente, de cada uma moça legal que se torna desimpedida, cerca de cinco se comprometem mais e mais. E com homens ligados geralmente a profissões de comando ou liderança. Gente cujo "carisma" se mede pelo sucesso nos negócios, nas finanças e na condução de subordinados, mas que, no fundo, sempre depende da sombra de uma mulher atraente para serem considerados os "maiorais".

Das famosas, vemos que Natalie Portman e Reese Witherspoon, por exemplo, dois símbolos do que chamamos de mulheres legais, estarem em vias de se tornarem mulheres casadas. Kelly Brook, outra moça legal, anunciou que está grávida, e certamente já arruma um lar para ela e o namorado, que, no mínimo, se transformará em "namorido".

É verdade que, no meio do caminho, aparece uma Jessica Biel ou Ashley Greene desimpedidas, e que mesmo no telejornalismo temos nossas single girls - como atestam, por exemplo, Carla Vilhena e Ana Luíza Guimarães, cada uma com seu dedo anelar da mão esquerda respirando livremente sem anel, num indício social de solteirice - , mas tudo isso ainda é pouco.

Afinal, nos EUA o que aparece mais fácil de solteiras são as obscuras celebridades de reality shows, e no Brasil as "marias-coitadas" continuam amargando uma solidão, enquanto têm medo de realizar seus desejos (elas sonham com Rodrigo Faro mas ficam dando fora a seus sósias em eventos de forró-brega e breganejo).

No entanto, as "boazudas", que pelo temperamento de pavio curto e pela personalidade superficial, são opostas às mulheres legais, também aos poucos se comprometem. Ex-BBB's e paniquetes não podem mais ficar recusando pretendentes, e há dançarinas de pagode e de "funk carioca" que, tidas como "solteiríssimas", na verdade andam escondendo noivos ou maridos, tudo "pela carreira".

Mas o problema mesmo é que as mulheres legais, com personalidade marcante, com beleza invulgar, delicadas e charmosas, essas, quando estão solteiríssimas e com tempo disponível, sempre arrumam pretendentes. É natural, e, por incrível que pareça, o mal não está nisso.

O mais grave é que, se elas se comprometem, quase não sobram outras similares no "mercado" afetivo. A "produção" de marias-coitadas que choramingam ao som de breganejo e sambrega, que se associam a comunidades bobas do Orkut (do tipo "conto os dedos quando rio", "se você é, eu também sou", "sou danado de bom" etc), foi muito grande. Tudo por conta de uma mídia conservadora e dominante.

Quem dera se não fosse problema uma Elaine Bast ser casada, e pudéssemos encontrar outra similar disponível pela rua. Se no Brasil os referenciais sócio-culturais fossem melhores, certamente nosso país seria outro. Até mesmo na vida amorosa.

terça-feira, 15 de março de 2011

GILBERTO KASSAB E KÁTIA ABREU QUEREM DESAFIAR A MEMÓRIA CURTA



Um dos maiores desafios para a memória curta coletiva é a criação do Partido da Democracia Brasileira (PDB) pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, aparentemente rompido com o grupo de José Serra e Geraldo Alckmin.

Antigo afilhado político de Paulo Maluf, Kassab chamou a senadora e guardiã parlamentar dos latifundiários, Kátia Abreu, para integrar o partido. Outro nome que anunciou adesão foi o baiano Otto Alencar, antes ligado ao grupo carlista.

Há também a intenção de haver a fusão do PDB com o PSB, Partido Socialista Brasileiro, que de socialista só tem o nome, sendo apenas uma versão mais medrosa do PP (Partido Popular Socialista), hoje integrante da ciranda direitista.

O PDB pretende atrair políticos do DEM, PPS e PSDB que queiram adotar uma postura "governista" em relação à presidenta Dilma Rousseff. O caráter "fisiológico" do partido e seu claro oportunismo fazem o partido ganhar apelidos pejorativos como "partido-ônibus" (porque qualquer um pode entrar) e "partido da boquinha", porque vive a "devorar" os quadros de outros partidos.

A memória curta de muitas pessoas - e não se fala do "povão", mas da classe média medianamente informada, que no entanto esquece antigos algozes e os aplaude quando eles hoje vestem a máscara "progressista" - está diante de mais uma armadilha, o que pode mais uma vez mudar a reputação histórica de certas figuras políticas ligadas a um passado negativo promovido ao esquecimento público.

Foi assim, por exemplo, que o político baiano Mário Kertèsz largou a vida político-partidária para ser um pseudo-radiojornalista. O astro-rei da Rádio Metrópole já foi também dos mesmos truques de Kassab, um direitista conservador metido a "progressista" e cooptador de entidades sociais para tirar vantagem e depois traí-las na primeira oportunidade.

Mas até o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que a cada dia se mostra anti-popular, foi absolvido pela memória curta que escondeu seu passado de político do PSDB fluminense, em prol de uma autoridade "aliada" do governo petista.

Será que mais uma vez a memória curta vai absolver novos personagens? Será que Kátia Abreu se juntará a Fernando Collor, Mário Kertèsz, Pedro Alexandre Sanches, Ivete Sangalo, Paulo Maluf, Eduardo Paes, Jaime Lerner e outros direitistas que hoje se passam por "progressistas"?

Ver uma Kátia Abreu que defende os "coronéis" e um Gilberto Kassab que manda a polícia bater nos estudantes "inocentados" por blogueiros "líderes de opinião", de vontade débil, será mais um desastre.

domingo, 13 de março de 2011

A REAÇÃO DA MPB AUTÊNTICA AO BREGA-POPULARESCO


MAL SABE A FERNANDA PAES LEME (D) QUE DIOGO NOGUEIRA E MARIA GADU VIERAM PARA TIRAR OS BREGA-POPULARESCOS (CURTIDOS PELA ATRIZ) DO PODER.

Embora pareça pouco, mais uma vez a MPB autêntica inicia uma leve reação ao império da Música de Cabresto Brasileira. Enquanto, no último Carnaval, a axé-music expressou um esnobismo digno da Ilha Caras, os funqueiros se envolvem em ocorrências policiais e o forró-brega começa a sofrer rejeição no Nordeste, eis que dois cantores de MPB autêntica começam a se destacar em todo o país: Maria Gadu e Diogo Nogueira.

A primeira, uma espécie de Nana Caymmi mais pop, ainda faz parte daquela "MPB feijão com arroz" de Ana Carolina, Jorge Vercilo e outros. Mas pelo menos soma-se a eles na tentativa de neutralizar o monopólio dos ídolos neo-bregas que fazem "pagode romântico" (sambrega), "sertanejo" (breganejo) e "música baiana" (axé-music) e dominam os chamados "sucessos do povão". Ainda que estes, no meio do caminho, peguem carona nessa turma da MPB para tirar vantagem.

Outro é o cantor Diogo Nogueira, um dos novos nomes do samba autêntico, filho do renomado João Nogueira. Ainda que, num de seus primeiros discos, o cantor tivesse que aceitar a participação de dois conjuntos de sambrega, num disco recente ele só contou com a participação de gente da MPB autêntica, sobretudo Chico Buarque e Ivan Lins.

Junta-se a isso a presença de Maria Rita Mariano nas colunas sociais, cada vez mais constante, e na razoável presença de Vanessa da Mata nas rádios mais convencionais.

A audiência das rádios de pop adulto - que na maior parte do país são o único espaço para veiculação de MPB autêntica - aumentou em relação às rádios de "sucessos do povão", a ponto da MPB autêntica ter uma penetração cada vez mais crescente nos subúrbios.

O brega-popularesco ainda domina, mas começa a perder terreno nos próprios subúrbios, enquanto começa a recuar diante da incapacidade de atingir os espaços especializados da MPB autêntica. Nem mesmo a tentativa de mudança de imagem dos medalhões do sambrega, breganejo e axé-music, numa roupagem pretensamente "sofisticada", os conseguiu colocar no primeiro time da MPB.

No Nordeste, a reação ao forró-brega e à axé-music torna-se cada vez maior. Jornalistas e intelectuais, na contramão dos similares mais badalados, começam a fazer textos mais críticos sobre as tendências brega-popularescas, sem falar da própria falência da ideia de "preconceito" atribuída à rejeição aos ídolos popularescos. Afinal, quem os rejeita sabe muito bem quem eles são, do contrário que a visão dominante insiste em afirmar.

Nas grandes cidades, o "funk carioca", além de não ter conseguido alcançar a unanimidade e de alguns de seus MC's se envolverem em ocorrências criminais, está cada vez mais atingindo uma péssima repercussão de "música de playboy", principalmente através da poluição sonora causada em vários pontos nos bairros. Periga do "funk" ter uma projeção equivalente a que os grupos emo têm hoje em dia.

A MPB FM, tentando desfazer o equívoco de ter chamado dois ídolos do sambrega para cantar covers no evento do programa Samba Social Clube, e buscando evitar o fortalecimento do lobby de Preta Gil e Rodrigo Faour, que possuem programas na emissora carioca, fez um concurso que mostrou artistas da favela que fazem MPB autêntica ao invés do costumeiro som brega-popularesco.

Por outro lado, os maiores ídolos do brega-popularesco de 1990, 1997 e mesmo de alguns anos atrás também fizeram a péssima estratégia de gravar discos ao vivo um atrás do outro. Acabaram por passar a imagem de ídolos saudosistas ou de crooners entediados, e, por mais que apareçam na mídia como se fossem "grandes artistas", seu desgaste parece inevitável.

Nesse quadro cultural - aliado à saída de circulação de um jornal policialesco (o Meia Hora SP), à queda de audiência de programas como Pânico na TV, Domingão do Faustão e Big Brother Brasil, à decadência das musas "popozudas", ao aumento de denúncias contra a baixaria na televisão - , o Brasil passa por transformações que só causam revolta em quem acredita no estabelecido e está acostumado com a letargia sócio-cultural dos anos 90 e 2000.

No entanto, esse reacionarismo desses descontentes mostra o quanto eles estão nervosos. A justiça social avança, ainda que aquém do ideal, mas suficiente para apontar progressos sociais de alguma forma expressivos. A nova classe média não se compara aos novos ricos de outrora, pelo diferencial que a primeira tem, de buscar qualidade de vida, em vez de repetir a conduta popularesca dos outros.

Enfim, o Brasil cultural começa a retomar o rumo. Esperamos que esse caminho não se interrompa.

sexta-feira, 11 de março de 2011

JESSICA BIEL ESTÁ SOLTEIRA!!!!!!!



Faltam palavras para comentar essa notícia do fim do namoro de Jessica Biel e Justin Timberlake. Nada de pessoal contra ele, ele é promete ser um bom ator, mas uma mulher como Jessica Biel livre, leve e solta no "mercado" é uma notícia de causar euforia.

Afinal, Jessica Biel é uma das mulheres mais estonteantes do mundo e dona de uma forma física maravilhosamente sensual. Tem uma voz sexy, um rosto belíssimo, é muito charmosa e também talentosa. Que mulher!!!

TRANSAMÉRICA AINDA NÃO SAIRÁ DO AR



Foram desmentidos os rumores de que a Rede Transamérica desaparecerá para dar lugar à Rede Record News. A negociação foi desmentida por ambos os lados, o da rede que iria desaparecer e o da rede que iria entrar no ar, de propriedade do pastor Edir Macedo (foto).

O que não quer dizer que seja motivo de comemoração por parte dos radiófilos.

Afinal, a Rede Transamérica já anda moribunda, perdida num ecletismo ao mesmo tempo pedante e pretensioso, e sua audiência em todo o país anda baixíssima, por diversos motivos.

Primeiro, a Transamérica não atualizou seu perfil pop. Segundo, cometeu o erro de investir na fórmula desgastada (mas vigente e impositiva) do "Aemão de FM", o que "envelheceu" mais, no pior sentido, a rádio. E, terceiro, porque o rádio em geral anda perdendo audiência pela Internet, pela TV paga ou mesmo pela simples ocupação das pessoas em outras atividades.

Mas mesmo que a notícia da compra não se tenha confirmado, ela dá indício da crise que o rádio FM, sobretudo em antigos totens como a Rede Transamérica, está sofrendo.

Se o rádio AM praticamente tem a morte anunciada com o desaparecimento de seu espaço de sintonia em vários países, o rádio FM se decai em ritmo bem mais acelerado, se levarmos em conta que o rádio AM já foi ameaçado pela televisão, há 60 anos, e conseguiu reinar soberano durante 40 anos, sem a concorrência desleal do rádio FM.

Já o rádio FM, que representou, a partir de 1998, uma ameaça real à sobrevida do rádio AM, já começava a ter sua reputação contestada e abalada por vários episódios, sobretudo com as redes via satélite que dizimavam programações regionais e com o fim ou o desvirtuamento de rádios que eram referência de criatividade nos anos 80, como a Fluminense FM.

A "invasão AM" nas FMs, nos últimos anos, já veio com o mercado de FM desgastado, com um público declinante e com a concorrência com a Internet e a televisão. A programação maçante, datada e cansativa do "Aemão de FM" praticamente só serve para a vaidade corporativista dos seus próprios profissionais, dos colunistas de rádio e de radiófilos adeptos.

Por isso já é muito a Rede Transamérica não conseguir mais ser a "Rádio Nacional" das FMs com roupagem de AM. O "Aemão de FM" não consegue grande audiência, mesmo quando sintonias individuais são mascaradas pelo rádio ambiente em lugares de demanda coletiva, como lojas de material de construção, bancas de jornais, pontos de táxis e portarias de prédios.

É fato concreto que muitos programas tipo "Aemão" que dariam audiência de mais de 40% em AM, quando foram para o FM, não conseguiram mais do que 10%. Um grupo de quatro FMs que adotam programação tipo rádio AM nunca conseguiram alcançar o índice de audiência da terceira ou quarta AM mais colocada. E muitos locutores esportivos que eram considerados "rei do Ibope" do rádio AM, quando iam para o rádio FM perdiam, em audiência, até para rádios comunitárias ou mesmo piratas.

A grande frustração de que o mundo não cabe nas quatro paredes do estúdio de FM indica que, com ou sem Transamérica, o rádio FM está em séria crise.

quarta-feira, 9 de março de 2011

TRANSAMÉRICA E MEIA HORA SP SE ENCERRAM



As transformações vividas pela sociedade no Brasil mostram que nem sempre a mídia badalada se mantém de pé. A grande mídia também sofre baixas dolorosas, bem mais do que o fim da versão impressa do Jornal do Brasil.

Pois as notícias mais recentes são a saída de circulação da edição paulistana do jornal popularesco Meia Hora, além do fim anunciado da Rede Transamérica de Rádio, um dos símbolos do radialismo pop juvenil dos anos 80.

Ainda que os dois veículos tenham seus "viúvos", gente chorando o fim do jornal e a morte anunciada da rede de FMs, há que se convir que o fim de um e de outro foram merecidos.

Em primeiro lugar, por conta do noticiário grotesco do periódico Meia Hora, do grupo Ejesa (que edita O Dia, no Rio de Janeiro), que só não era sensacionalista pela imaginação fértil dos editores da revista Piauí (espécie de Caros Amigos de direita).

Equivocadamente comparada à Última Hora, pela estética visual, e ao Pasquim, pelo uso do humor, a imprensa policialesca, que tem no Meia Hora um de seus veículos contemporâneos - mas não vamos esquecer que as Organizações Globo disputam no páreo carioca o jornal Expresso e a Folha de São Paulo já teve o Notícias Populares - , não pode fazer jus a essa comparação, bastante superficial.

A comparação é impossível porque a imprensa policialesca não tem a inteligência e a consciência política de Última Hora nem a inteligência e a sua (lá dela) consciência política de Pasquim.

Quem compara Meia Hora ao Pasquim esquece que o periódico de Jaguar, Millôr, Henfil, Ziraldo, Sérgio Augusto e outros não era só piada, havia boas entrevistas, bons ensaios jornalísticos, e muita, muita inteligência. Para quem é mais jovem, o Pasquim é algo como uma fusão do blog Conversa Afiada com Kibe Loco, Blog do Miro, Cloaca News e Blog do Emir Sader.

Também é muita covardia comparar a saudosa Leila Diniz com as "popozudas" que aparecem nas páginas de Meia Hora.

Por isso, em que pese a continuidade do mercado de imprensa policialesca, que só os politicamente "incorretos" (o politicamente incorreto é o politicamente correto de porre, duas faces de uma mesma moeda) acham "positiva", o fim do Meia Hora SP é um balde de água fria para quem acha que imprensa popular tem que apostar no mau gosto, no grosseiro e no brutalmente vulgar.

Em segundo lugar, a Rede Transamérica já morreu há um bom tempo. Só faltava ir ao necrotério. Originalmente surgida como emissora de pop adulta (na contramão da Antena Um, que surgiu como rádio jovem e virou pop adulta depois), a Transamérica virou o principal paradigma de rádio pop, nos anos 80, juntamente com a Rádio Cidade (e, em São Paulo, com a Jovem Pan 2).

Nos anos 90, a Transamérica passou a sofrer de uma espécie de Alzheimer existencial. Virou uma "rádio rock" burra, que durou pouco menos de dois anos, aproveitando mal a consultoria de Leopoldo Rey (equivocadamente tido como "coordenador" da Transamérica; saído da 97 FM, ele só fez consultoria para a rádio).

Depois, tornou-se uma rádio pedante e pretensamente eclética. Tentou jogar para todos os lados, tocando de Belle And Sebastian a Enrique Iglesias. Tocava até brega-popularesco. Mas o que matou a emissora foi sua obsessão de ser um "Aemão", com um noticiário frouxo, que mal conseguia dialogar com o público jovem, e uma jornada esportiva confusa, que misturava som de rádio AM velha com a linguagem da Rede TV!, onde também trabalha o locutor esportivo Eder Luís, aproveitado pela rede radiofônica.

Com a Rede Transamérica se distanciando dos ouvintes, sem saber que público queria atingir, ficando mais próxima dos dirigentes esportivos - é notória a associação do dono da rádio, Aloísio Faria, com os "cartolas" da CBF, envolvendo jabaculê pesado e tudo - , a audiência tinha que acabar em todo o país.

Dividida entre os DJs e os dirigentes esportivos, a Transamérica, em que pesem haver seus fanáticos adeptos, dá seus últimos suspiros agora, quando foi anunciada a venda para a Igreja Universal do Reino de Deus, que implantará a Record News, cujo astro principal será o "Gilberto Kassab do radiojornalismo", Heródoto Barbeiro.

Será mais um "Aemão de FM" numa época em que o rádio FM, na irônica obsessão em ser "o novo rádio AM", experimenta com mais rapidez e gravidade a decadência que abate a Amplitude Modulada.

Não é preciso lembrar da violenta surra que as FMs que transmitem futebol, por exemplo, leva da TV aberta, da TV paga e da Internet, dando uma média, para as FMs com programação tipo rádio AM, de um ouvinte para cada cinco quarteirões.

E nem é preciso lembrar que a Band News Fluminense, a afiliada da Band News que ocupa o espaço da antiga "Maldita", tem exatamente a mesma média sofrível de audiência que a Fluminense FM teve entre 1991 e 1994 e que derrubou a programação da emissora então.

Portanto, no rádio FM cada vez mais velho e desgastado, regressando à sua pré-história como uma múmia de filme de terror de volta à sua tumba, quando a Frequência Modulada não passava de mera repetição da linguagem de AM, a Record News só será mais uma a virar fogo de palha nos corporativistas fóruns sobre rádio na Internet. Só terá como diferencial jogar a pá de cal na já moribunda Transamérica.

Quanto à imprensa policialesca, o fim do Meia Hora SP - que no RJ se reflete na decadência do mesmo periódico - sinaliza que o setor também se desgasta, com o agravante de que uma classe média insensível ao povo pobre aplaude essa imprensa que explicitamente ridiculariza as classes populares e induz estas a se apegar em valores sócio-culturais e morais mais baixos.

Portanto, Meia Hora SP e Rede Transamérica não farão falta. E já vão tarde.

terça-feira, 8 de março de 2011

JORNALISTA PARAIBANA FAZ CRÍTICAS AO CARNAVAL



Quem dera que a intelectualidade influente pensasse como Rachel Shererazade, jornalista paraibana.

Aliás, numa faixa do Nordeste que inclui Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, além do Ceará, surgem movimentos de repúdio ao brega-popularesco que o queridinho da imprensa paulista Pedro Alexandre Sanches ainda serve ao público de focas-de-circo que aplaudem com a passividade bovina mais constrangedora.

Afinal, não é uma rejeição "preconceituosa", até porque quem repudia o "forró eletrônico", a axé-music e o tecnobrega, entre outros ritmos da Música de Cabresto Brasileira, conhece bem seus conceitos e caraterísticas, até porque é obrigado a ouvir seus sucessos em todo lugar que vão, pelas cidades.

Vemos o repúdio dos cearenses ao "forró eletrônico" (ou forró-brega, forró-calcinha ou oxente-music), que chega à indignação mais explícita, creditando o ritmo como o "império do mal". O mesmo que Pedro Alexandre Sanches - que nunca vai deixar de ser o bobo-alegre de Otávio Frias Filho, por mais que tente se autopromover na imprensa esquerdista, como um Gilberto Kassab da crítica musical - , sob o rótulo de "neo-forró", credita sorridente à "criatividade do povo nordestino".

Agora é a vez de uma jornalista paraibana, de uma beleza estonteante, chamada Rachel Sheherazade, que faz duras críticas ao mercado carnavalesco. Pois o Carnaval brasileiro se submeteu, há anos, ao poderio mercadológico de seus empresários, e o Carnaval baiano, principal paradigma dessa lógica, é o maior símbolo da degradação cultural em prol do sucesso financeiro e midiático.

Rachel teve coragem de se manifestar, no seu programa, e o vídeo, ao ser divulgado no YouTube, evidentemente causou fúria dos reacionários de plantão, que adoram "beber até cair" e que, como uma direita dente-de-leite, tentam defender essa "cultura do cabresto" como se fosse "cultura da periferia".

Nossos parabéns à Rachel, que se expôs com sua franqueza, sem medo. Realmente é uma mulher com cara e coragem, como poucas. Dedicamos o Dia Internacional da Mulher a ela, que em sua missão de cidadã não teve medo de expressar seu pensamento coerente e nem sempre compreendido pela sociedade.

domingo, 6 de março de 2011

ABAIXO-ASSINADO QUER VOLTA DO SERIADO "ALINE"



O seriado Aline da Rede Globo foi cancelado duas vezes. Em 2009 e há poucos dias. Na primeira vez houve um protesto na Internet em vários sítios e blogues e o seriado voltou. Agora o seriado é novamente cancelado, com alguns episódios ainda não exibidos.

Certamente isso é um desrespeito à produção, à equipe e ao elenco, que passou boa parte de 2010 gravando os episódios do seriado que, em parte, ficaram inéditos.

É certo que o seriado Aline é considerado "difícil" para o grande público e que destoa até do perfil ideológico da Rede Globo, mostrando o underground paulistano (até Luiz Carlos Calanca da Baratos Afins fez uma ponta num episódio relacionado ao vestido de noiva de Rita Lee).

Mas isso não é desculpa para o seriado ser cancelado, até porque, se fosse exibido num horário mais acessível, a audiência, ainda que relativamente baixa, seria mais satisfatória.

Até porque, se existem acusações de "promiscuidade amorosa" através da bigamia de Aline, Pedro e Otto, e do homossexualismo de Pipo e Rico, elas são injustas, até porque tais relações se mostram de maneira inocente e pueril. Por outro lado, o Big Brother Brasil - "garantido" até 2020 - mostra relações bem mais "selvagens", e nada é feito para tirar esse tenebroso programa do ar, apesar da queda de audiência se avançar ano após ano.

Pois existe o abaixo-assinado para a volta do seriado Aline, que está disponível no seguinte endereço:

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=aline011

É bom os fãs e admiradores de Maria Flor, Pedro Neschling, Daniel Dantas (o ator, não o canalha banqueiro), Otávio Müller e outros, além do espírito do rock alternativo paulistano dos anos 80 (muito cultuado pelo seriado) participarem do abaixo-assinado, e chamarem mais gente para participar, porque, assim, as chances do seriado voltar, de preferência exibindo também os episódios inéditos, são maiores.

Eu já fiz minha parte, assinando o manifesto. E vocês?

sábado, 5 de março de 2011

BELEZA FACIAL NÃO É TUDO


FRANCINE PIAIA VERSUS ELAINE BAST - A jornalista da Rede Globo tem a personalidade como diferencial.

Dá uma tristeza muito grande ver que, no Brasil, a maioria das mulheres se expôs para referenciais horríveis, ligados à cafonice cultural ditada pela grande mídia. E boa parte delas sucumbiu a esse esquema ideológico.

Isso fez com que várias dessas mulheres tivessem uma formação medíocre, mesmo com escola, faculdade e tudo, devido à influência nefasta de rádios "populares" controladas por deputados ou latifundiários, e que formataram aquilo que os ideólogos ainda insistem em se referir como "a atual cultura popular".

Isso não se refere apenas ao grotesco de tendências como o "funk", o tecnobrega, o forró-brega ou o porno-pagode. Se refere também à pieguice do "pagode romântico", o sambrega, ou do dito "sertanejo", o breganejo.

Mas, fora da música, também se refere à obsessão pelos reality shows, por comunidades tolas do Orkut (do tipo "Me segura senão eu caio", "Eu choro quando espirro", "Já contei os dedos três vezes" ou "Passei 24 h só no Orkut"), por festinhas tipo Ploc 80 ou revistinhas de fofocas.

Por isso vemos mulheres que pensam ter alto estima, mas não têm. Foram manipuladas pela mídia para ter um comportamento medíocre e infantilizado, com desejos ao mesmo tempo exagerados, confusos e hesitantes.

Sonham com um sósia do Rodrigo Faro em suas camas, mas quando aparece alguém do tipo num evento de agropecuária, pedindo uma dessas moças em casamento, essa moça hesita e acaba dizendo não.

Mas se aparece um sósia do Peter Garrett (o ex-vocalista do Midnight Oil) no Orkut afirmando que é excêntrico, mora com a mãe, adora comer biscoitos Mabel e sonha com uma mulher carinhosa, a mesma moça fica afoita e até insistente demais nos assédios.

Daí o nome de "maria-coitada", porque são moças muito sonhadoras, mas não sabem realmente quais são os seus desejos. São tão convencionais, mas parecem meio masoquistas quando querem assediar homens mais excêntricos, nerds (autênticos) ou coisa parecida, porque eles claramente nunca se identificariam com o perfil piegas-infantilizado delas.

Vejo o caso de Francine Piaia, que foi integrante do Big Brother Brasil. Podemos admitir que ela é belíssima de rosto, mas o fato dela ser uma solteira irremediável, dentro do contexto do brasilzinho brega de hoje, mostra que o ditado "esmola quando é muita, o santo desconfia" se aplica neste caso.

Sim, o rosto de Francine é belíssimo, mas a moça não tem um jeito meigo nem sexy de falar ou gesticular, e ainda é fissurada por eventos de breganejo ou sambrega. Não digo que ela não se esforce nas suas poses de modelo ou quando tenta ser atriz, mas entristece que seu perfil esteja aquém do que todo homem gostaria de ter numa mulher.

Se comparar com uma Elaine Bast, hoje correspondente da Rede Globo em Nova York, a diferença será gritante. Elaine, com uma combinação entre uma voz firme e potente e uma graciosidade feminina, tem bons referenciais culturais. Mas é casada com um executivo do banco Itaú.

A "encalhada" Francine Piaia pode até ser melhorzinha, em perfil, do que uma Priscila Pires ou Anamara, talvez até desperte alguma simpatia. Mas dá vontade de chorar quando se vê que Francine é apenas uma moça insossa por trás de um rosto belíssimo, por mais que ela tente ser a mais atraente possível e tenha até, em parte, boas intenções.

Mas como sair com uma moça dessas hoje? Por mais que se vá até a algumas lojas bacanas num shopping center, ou mesmo entrar numa livraria, no final das contas também haverá a obrigação de ir a um desses eventos com as terríveis duplas "sertanejas" que, sabemos, nada têm a ver com a música caipira originalmente feita no nosso país.

Eu não quero bancar o professor, numa relação amorosa, e dizer que aquela dupla "universitária" nada em a ver com o perfil realmente universitário e que sua sonoridade é risível feito uma banda emo convertida em "caipira". Não quero dizer para a mulher que jeito ela deve falar alguma coisa, ou que roupas vestir, ou que músicas ouvir.

Mas será que são essas que sobram e são acessíveis? E que poderão namorar a gente mesmo quando a gente se dirigir a elas só para perguntar as horas?

Infelizmente tivemos uma mídia vergonhosamente ruim, não apenas a Globo, a Veja, o Estadão e a Folha. A Rede TV! e as FMs "populares", assim como a dita "imprensa popular" (que eu defino como jornalismo-jagunço) e as revistas de fofocas ou as de forma-e-beleza de segunda categoria, fazem muito mais pela degradação social do Brasil do que qualquer artigo mal-humorado de Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Merval Pereira, Carlos Alberto Sardenberg, Miriam Leitão, Josias de Souza e tantos outros.

Mas como o brasilzinho brega é "inocente", ninguém desconfia. Por isso é que muitos sentem simpatia pelo MST, mas no plano musical ficam com a UDR, sem saber. Hoje se fala do perigo da reacionária senadora Kátia Abreu virar pseudo-esquerdista, mas outros animadores do udenismo rural como Zezé Di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó e Daniel também seduziram a blogosfera progressista mais frágil. E Paula Fernandes, feito uma Kátia Abreu de voz e violão, já seduziu um blogueiro que dizia "ser contra o PiG", mesmo sendo a cantora protegida da Rede Globo.

Por isso dá tristeza, muita tristeza. Esse brasilzinho brega e medíocre que promoveu a multiplicação de marias-coitadas obrigou as mulheres a ouvirem a Música de Cabresto Brasileira que tenta frear sua luta pela melhoria de vida (tolerada pela grande mídia nos limites formais de independência econômica e profissional, mas não na compreensão crítica do mundo em volta).

Mas o brasilzinho brega não faz a sociedade crescer. Não emancipa o povo. E, portanto, também não emancipa as mulheres. Que, independente da aparência ou não, as faz menos interessantes.

Não seria hora dessas marias-coitadas reverem seus valores?

quinta-feira, 3 de março de 2011

REDE GLOBO CANCELA SERIADO "ALINE"



Justamente quando o seriado Aline, protagonizado pela gracinha da Maria Flor (foto), estava pegando ritmo, na sua atual fase gravada em imagem de película, a Rede Globo decide encerrá-lo, com a exibição do episódio de hoje, que nem terminou o lote da segunda temporada (que terá alguns episódios inéditos).

É um desrespeito ao elenco e à produção do seriado, que, desde meados do ano passado se dedicou a gravar seus episódios.

Além disso, a baixa audiência, principal alegação da emissora, não se justifica, porque o Big Brother Brasil também está perdendo audiência, mas a atração pretende permanecer até 2020.

Correm boatos de que entidades ultraconservadoras, que se incomodaram com a bigamia da personagem, teriam pressionado para a emissora cancelar o seriado.

Só que, no caso do Big Brother Brasil, o Ministério Público Federal é que está, a princípio, apenas observando o programa, enquanto movimentos contra a baixaria na televisão fazem sua parte. E se articula uma frente parlamentar pela democratização da Comunicação, no Congresso Nacional.

O mais irônico disso tudo é que o "promíscuo" seriado Aline - cuja bigamia é comparável à imaginação fictícia de Dona Flor e Seus Dois Maridos e do seriado Armação Ilimitada, exibidos com êxito na Globo - termina sempre com uma mensagem de esperança, sem pieguice, mas com emoção suficiente para fazermos sorrir para a vida e dormirmos tranquilos na certeza de que nem tudo está perdido.

Enquanto isso, o tedioso e repetitivo Big Brother Brasil investe nos mais baixos valores morais, numa promiscuidade sexual pior do que a de Aline e seus namorados Pedro e Otto, e no entanto as "entidades defensoras da moral" não se mexem.

Pior: em que pese a decadência, irreversível mas por enquanto lenta, do Big Brother Brasil, há fanáticos doentes, uma minoria barulhenta, que pedem para que "se respeite o direito de assistir ao programa".

Como tem maluco neste país...

terça-feira, 1 de março de 2011

ATRIZES E MODELOS OFUSCAM POPOZUDAS EM ENSAIOS DE CARNAVAL


PAOLA OLIVEIRA É UMA DAS VERDADEIRAS MUSAS DA FOLIA, PELA SUA NATURAL BELEZA E SENSUALIDADE.

Sheron Menezzes, Quitéria Chagas, Caroline Bittencourt, Leandra Leal, Cris Vianna, Luíza Brunet, Ellen Roche, Paola Oliveira, entre outras.

De repente, uma infinidade de modelos e atrizes belíssimas, moças notáveis pelo seu talento e charme, tornaram-se de uma forma ou de outra musas do Carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo, numa volta aos bons tempos de musas admiráveis.

Nos últimos meses, a situação ameaçava se alterar com o auge do mercado das chamadas "popozudas", pretensas musas que nada fazem na vida senão explorar o corpo, muitas vezes "turbinado" com mililitros de silicone nos seios e glúteos. São moças que nada fazem senão "mostrar a boa forma na praia", "mostrar demais em eventos sociais", "pagar calcinha", "pagar cofrinho", sem que possam mostrar algo de relevante para compensar a "sensualidade" abusiva.

A situação cresceu de tal forma que as "popozudas" mais veteranas, rompendo uma tendência de musas inexpressivas que vão e somem com o tempo, não se aposentavam, enquanto novas aspirantes apareciam e inchavam o mercadão dos glúteos avantajados, a alimentar a (falta de) imaginação de machistas enrustidos.

Tudo foi feito para defender o "mercadão das popozudas" - que envolvem também as chamadas "mulheres-frutas" do "funk carioca" e fez um grupo de porno-pagode baiano triplicar o número de dançarinas - como se fosse "algo inocente", "despretensioso" e até "anti-machista" (por conta do aparente celibato de quase todas elas).

Em argumentações politicamente corretas, as alegações de defesa das "popozudas", muitas delas surpreendentemente furiosas, falavam em "liberdade do corpo", e chegam mesmo a atribuir como "machismo" qualquer crítica que se faça contra elas, mesmo quando cometem gafes. Chegam a fazer argumentos hipócritas evocando a "cultura popular", a "alegria do povo", a "liberdade da mulher", enquanto suas "musas" aparecem fotografadas empinando os traseiros ou acorrentadas em árvores ou declarando que odeiam ler livros.

TRANSFORMAÇÃO DE VALORES - Mas esse reacionarismo travestido de "causas nobres" foi incapaz de evitar a transformação dos valores sociais. Afinal, o Brasil brega-popularesco está começando a se desgastar, e isso irrita muita gente, acostumada com uma letargia na dita "cultura popular" de mais de 20 anos (em certas regiões, de quase 40 ou 45 anos).

Vendo que a calmaria da cafonice dominante, da mediocridade popular, está caindo, e os ídolos e referenciais então vigentes não estão mais com o grande respaldo de antes, muitos internautas reagem furiosos ao caminho de volta de personalidades popularescas em geral, que quase tomariam por completo espaços mais intelectualizados.

Mas o processo é inevitável e tudo que a "nação reaça" tem que fazer é chorar, antes que xingue fulano ou sicrano de "preconceituoso" (a desculpa esfarrapada muito usada para quem quer ver a mediocridade social triunfar).

O mercado carnavalesco está reagindo, e aos poucos as temperamentais "popozudas" são deixadas para segundo e terceiro planos na folia, enquanto atrizes e modelos que pareciam virar quase figurantes do espetáculo momesco voltam a ter o destaque que merecem.

Isso porque elas possuem mais credibilidade e, quando chegar a Quarta-feira de Cinzas, essas musas não se tornarão reles pares de glúteos e seios sacolejando nas páginas dos jornais popularescos.

As verdadeiras musas têm linha, têm classe, e por isso prevalecem e se sobressaem às musas vulgares.