domingo, 27 de fevereiro de 2011

TEM GENTE QUE É BOBA



- Filha, eu soube lendo a Folha de São Paulo, a Veja, o Estadão e O Globo, e vi até nos programas da Rede Globo que o "funk carioca" e o tecnobrega não possuem espaço na grande mídia.

- E você ainda acredita nisso, bobinha?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ISABELI FONTANA PÕE A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA



Sim, a estonteante Isabeli Fontana, uma das novas solteiras da temporada, também põe a camisa pra dentro da calça, como vemos nesta foto e no detalhe. O que mostra o quanto gatas quentes podem ser sexy sem descambar para a vulgaridade.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A REDE DO MAL - O CARTEL DA MÍDIA E DO FORRÓ ELETRÔNICO


AVIÕES DO FORRÓ - LATIFUNDIÁRIOS USAM O ENTRETENIMENTO PARA DESTRUIR A CULTURA REGIONAL DO NORTE, NORDESTE E CENTRO-OESTE.

COMENTÁRIO DESTE BLOG: As críticas feitas ao brega-popularesco ainda são tidas como "preconceituosas", "moralistas", "saudosistas", "elitistas" e outras qualidades terríveis.

Só que as críticas são pertinentes, afinal o que está em jogo é que esse brega-popularesco invade todos os espaços, destrói, dilui e usurpa a cultura regional do país, com o claro apoio de latifundiários, e ainda por cima há gente como Caetano Veloso e Pedro Alexandre Sanches que querem mais, querem que esse som pseudo-nordestino seja reconhecido pela MPB e servido até mesmo para as plateias de eventos e lugares como Rec Beat, Fundição Progresso e outros.

Mas pelo menos, por outro lado, tem gente que não compactua com essa "ditabranda do mau gosto" que toma conta da mídia de nosso país. Para quem vive nessas regiões, é muito bem sabido que o forró eletrônico (ou forró-brega, forró-calcinha, oxente-music) tem o apoio explícito de latifundiários, políticos, barões regionais da mídia e seu sucesso nada tem a ver com a "ação espontânea de pequenas mídias", como andam pregando por aí. O coronelismo também têm seus espaços nas "redes sociais" da Internet.

A Rede do Mal - O Cartel do Forró Eletrônico

Por Dihelson Mendonça - Jornal Chapada do Araripe

Um mundo de zumbis ! Um mundo de pessoas descerebradas, que perderam o questionamento do que a mídia lhes empurra. Pessoas sem qualquer formação cultural, sem a menor noção de valor, de educação, de história e de visão do mundo. Assim é o Ceará de hoje. Um Ceará que está tomado de ponta a ponta pelo chamado Forró eletrônico, formado pelas bandas de forró eletrônico que já ocupa todos os espaços na mídia, ou realisticamente falando: A mídia promoveu o forró eletrônico de tal modo, que não existe qualquer outra opção para o ouvinte escolher outro estilo de música no Ceará. E não apenas nas estações de rádio. Em qualquer parte, o mal está disseminado…

Através de uma cadeia de rádio chamada Somzoomsat, a que me refiro neste artigo como A REDE DO MAL, grandes produtores de eventos criaram uma espécie de CARTEL para a produção e perpetuação de um MONOPÓLIO de escravidão cultural que começou de forma sinistra nos anos 90 com a “invenção” do chamado forró eletrônico, uma espécie de forma degenerada do forró, quando musicalmente falando, não se identificam quaisquer semelhanças ao legítimo forró que seria o símbolo do povo nordestino. A grosso modo, o forró eletrônico se caracteriza pelo uso de instrumentos eletrônicos ( na maioria das vezes muito mal executados, por pessoas sem conhecimento suficiente para tocá-los ), por letras claramente obscenas, de fácil apelo às classes sociais desprovidas de contato com valores éticos, morais e culturais, além de outras características facilmente identificáveis. Na URCA – Universidade Regional do Cariri, existem hoje, sociólogos, historiadores e outros pesquisadores preocupados com o rumo que as coisas têm tomado, e escreveram diversos trabalhos sobre esse assunto, contendo muita informação e embasamento, para falar de forma detalhada sobre os fundamentos, a ascenção e a construção deste monopólio. Neste breve artigo, deter-me-ei apenas para que, de forma jornalística, eu possa aqui denunciar essa situação de cerceamento da liberdade da escolha e da retirada maléfica da diversidade musical na mídia cearense, apresentando um breve panorama da situação aos nossos leitores mais distantes.

Após a invenção nos anos 90 do forró eletrônico com a introdução no mercado fonográfico da banda “Mastruz com Leite”, por uma oposição ao Axé Music que vinha da Bahia, produtores cearenses gananciosos, viram que aquilo era um verdadeiro filão e cuidadosamente prepararam-se para a execução de um plano de massificação que levaria décadas para ser completado. Desde o início do novo milênio, o forró eletrônico vem se expandindo gradativamente entre a população cearense, utilizando-se de meios duvidosos, como a exploração do apelo francamente pornográfico, da exaltação do alcoolismo, incentivo à prostituição, a falta de respeito e responsabilidades, e a fuga de qualquer coisa que leve ao pensamento e o uso do intelecto. Essa expansão se deu, não por uma conscientização do público que aprecia o estilo, mas simplesmente pela retirada perniciosa e gradual de todos os outros estilos musicais da mídia, esvaziando-a completamente, de modo que ao povo só é dado a gostar do mesmo prato do dia, todos os dias…

Por imposição de uma mídia não compromissada com a diversidade, o povo cearense já não tem escolhas nas estações de rádio. No Ceará de hoje, de ponta a ponta do rádio, as estações são tragadas como numa espécie de avalanche do que de pior se pode ouvir. Aquilo que pode-se claramente definir como o fundo do abismo do ser humano, aonde todos os valores foram invertidos: Prática sistemática da supervalorização do Alcoolismo como meio máximo de divertimento e exibicionismo de uma sociedade não-pensante ( vide a letra da música “Beber, cair e Levantar” ); A desvalorização do papel da mulher na sociedade, instituindo a prostituição, o sexo abusivo, animal e sem controle como o maior valor da sociedade ( vide música “Beber e Raparigar” ); A rejeição e a depreciação sumária de qualquer uso da razão, do pensamento, e do intelecto. Daí o uso do termo “Zumbis” já no início deste artigo, pois algumas pessoas que apreciam o forró eletrônico, vivem numa espécie de hipnose, como se alguém lhes houvesse retirado o cérebro pensante. E uma coisa leva à outra: Como não há outra opção de divertimento, de música, e de integração das pessoas dentro da sociedade, pois que para frequentar e se sentir parte do meio social há que necessariamente estar em permanente contato e entrar também para a “máquina de zumbis”, a fim de não se sentirem excluídos do próprio meio, as pessoas perdem a cada dia a sua identidade enquanto seres humanos. Mesmo aqueles que de início a rejeitaram, e principalmente outras que por não terem formação cultural, tornam-se grandes propagadores desta aberração, aumentando a infecção no tecido social, que desta forma, se degenera gradativamente.

Assim é que no Cariri e em todo o Ceará, a maioria dos automóveis se locomove sempre ao som invariavelmente alto e TODOS tocando apenas uma mesma coisa: O forró eletrônico. Além de agirem de forma ilegal por perturbarem a paz e o silêncio, os propagadores do forró eletrônico com seus carros de som possantes não possuem qualquer respeito à pessoa humana. Vale lembrar apenas o caso de uma amiga deste cronista que foi agredida apenas por estar em local público e ter ido pedir para o proprietário baixar o som do veículo, pois estava se sentindo incomodada: Teve ossos quebrados de forma violenta pelo proprietário! E hoje em dia, quase todos os veículos rodam ao som do forró eletrônico e cachaça nos fins de semana, aumentando o volume de acidentes de trânsito, e sempre muito alto, perturbando a paz, até porque as pessoas que ainda gostam de outros estilos musicais têm a devida educação para saber que esse tipo de atitude perturbaria a paz das outras.

Portanto, vivemos numa época difícil, como se uma praga, uma espécie de vírus macabro, daqueles típicos que só víamos em filmes de terror há se apoderado da população, de tal modo que quase ninguém mais enxerga algo à sua frente.

O pior de tudo, é sabermos que a população não tem culpa pela cadeia de eventos que lhes trouxe até essa decadência cultural. O povo não pode de forma alguma ser considerado culpado pela degeneração da sua música, por consumir lixo cultural, pois que este é o ÚNICO prato do dia que eles têm acesso. Através de uma política perversa perpetrada pelo triângulo do mal, formado pelos proprietários de bandas de Forró Eletrônico, Promotores de eventos, e estações de rádio, fecharam contratos para a veiculação de um único tipo de música. E nessa avalanche de coisas decadentes, grandes mestres da música popular brasileira já estão caindo no esquecimento. As novas gerações nem sabem mais quem foi um LUIZ GONZAGA, um Jackson do Pandeiro, um Dominguinhos, ícones do autêntico forró nordestino. Até mesmo músicos de renome da Música Popular Brasileira tais como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos, e mesmo gente mais popularesca como Ivete Sangalo, Fábio Jr, e todo o resto, simplesmente “evaporou-se” do rádio cearense por conta do cartel da Mídia, para dar lugar a uma verdadeira praga urbana de “trogloditas” que tentando cantar, nem sequer aprenderam a falar as palavras direito.

No ceará HOJE, praticamente todas as estações de rádio, ( a não ser aquelas de caráter religioso ), tocam apenas o que o cartel divulgar. Não se escuta mais qualquer produto advindo de outras regiões. Não se escutam mais os grandes sucessos do restante do Brasil. Não se escuta nada que não faça parte do cartel. As pessoas são forçadas a escutar apenas aquilo que a mídia deseja que elas escutem. Não se consegue por exemplo, ir a uma sorveteria, Shopping Center, ônibus, praças, locadoras, lanchonetes, restaurantes, lojas de roupas, ou simplesmente andar na rua… todas elas estão a tocar o mesmo tipo de música. A coisa é tão grave que o somzoomsat ( que opera 24 horas por dia ), a fim de manter o monopólio, apresenta à noite um programa de músicas mais suaves do chamado “forró romântico” que de forró nada possui, e de romântico, pior, apenas para manter o ouvinte. Saibam os leitores que até a famosa “Ave Maria de Schubert” já foi gravada por gente ligada às bandas de forró e à máquina, assim como a grande maioria dos sucessos internacionais dos anos 70 e 80, todos vulgarizados e deturpados. No Ceará hoje, as pessoas estão vivendo como porcos de engorda: dentro de chiqueiros, aonde o proprietário empurra o que bem quiser, e o povo, por não possuir formação cultural, absorve tudo que lhe é jogado, criando um efeito bola-de-neve.

A pergunta que fica após essa breve análise é: Como se poderá quebrar essa REDE DO MAL, de inversão de valores, que se abateu sobre o povo cearense, se o próprio povo é ao mesmo tempo refém e propagador de um cartel que opera de modo sutil, ostensivo e maléfico em detrimento à diversidade cultural ? As respostas podem ser muitas, mas certamente que se as pessoas de bem da sociedade não se mobilizarem em defêsa de uma política de diversidade cultural, da boa educação e do respeito, estaremos fadados ao declínio enquanto seres humanos, e de grandes valores que levamos milênios para edificar. Valores estes que são os pilares de qualquer civilização, e que sem eles, movidos pelo forró eletrônico que empesteia o Ceará, voltaríamos ao ser troglodita, ao homem das cavernas, ao primitivo, que sem leis, educação e sem conhecimento algum, prolifera-se como um câncer, para a destruição da sociedade.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O NOIVO DA DANÇARINA



- Ei, quem é você?

- Sou o noivo da dançarina tal. Aquela do grupo de pagode rebolativo.

- Aquele grupo? A dançarina tal? Mas todo a a imprensa do Brasil anunciou que ela está solteiríssima!

- Solteiríssima coisa nenhuma. Sou o noivo dela. Fizemos um acordo.

- Como assim?

- Fiz um acordo, ora. Com o empresário da dançarina.

- E como se deu esse acordo.

- Olha, eu estava montando uma loja de material esportivo. A dançarina foi aprovada no teste para entrar no grupo. Aí o empresário desse grupo me falou que eu teria de dar um tempo na relação, por uns dois ou três anos, porque não fica bem a dançarina se projetar na mídia comprometida.

- E aí o que você fez?

- Eu não concordei, mas negociamos e acabei aceitando, desde que ela não aparecesse com outro namorado. Mas depois tive que dar umas duras no empresário.

- Por quê?

- Porque ele mandou minha noiva (eu me recuso a referi-la como ex-noiva) dizer que está encalhada e que os homens fogem dela. Com aquela aparência de loirona formosa? Dessas que há até briga de homens por causa disso? Temos que ser coerentes!

- E o que aconteceu?

- Eu telefonei para o empresário que, meio sem graça, disse que era uma forma de proteger a moça dos pretendentes. Mas aí eu falei que, pelo menos, ela dissesse que não arruma namorado por falta de tempo. Seria mais sincero. Assim o pessoal sai desconfiando.

- Quer dizer, quando a moça fica dizendo, meio à força, que "está solteiríssima", é bom desconfiar?

- Não exatamente. Mas, no caso das dançarinas de pagode, forró, arrocha, sim. Tenho amigos que também namoram dançarinas de arrocha e elas inventam que estão sozinhas. Orientação do empresário. Tudo mentira. A gente é indenizado (sic), ganha uma boa grana, muitos de nós até sumimos do lugar, se o grupo de pagode é de Salvador a gente se muda pro interior de Tocantins, o dinheiro às vezes dá até para entrar com um restaurante.

- Em certos casos, tem que sumir bem longe, né?

- Sim, se o cara é noivo de uma dançarina de forró do Pará, como eu falei com um cara num festival de Santarém, onde estou morando, o cara tem que se mudar para o Espírito Santo, por exemplo.

- Então essas dançarinas são quase todas comprometidas?

- Quase todas, como eu pude conversar com o empresário de minha noiva. O problema é que tem que ter dinheiro para indenizar todo mundo nessa separação provisória e cuidar para as dançarinas não arrumarem outros homens. Se arrumarem, é prejuízo na certa. Espero que isso não seja o meu caso. Se for, avanço em cima do empresário de minha noiva.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

ÔNIBUS E "AVIÃO"



Hoje os busólogos vão se encontrar no Rio de Janeiro para falar de ônibus e fotografar vários veículos.



Também hoje, o "avião" da Victoria Justice, atriz do canal Nickelodeon, completa 18 anos, de longe um dos aniversários de 18 anos mais festejados do mundo atualmente, já que a protagonista do seriado Victorious é notável pela sua beleza estonteante e sensual.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

EMMA WATSON ESTÁ COM TUDO!!



Sim, aquela atriz infanto-juvenil dos filmes da franquia Harry Potter, a franco-inglesa Emma Watson, está em alta.

De longe ela se revelou uma das mulheres mais charmosas e belas da atualidade.

Toda vez que ela aparece nos eventos, a imprensa de celebridades - não, não estou falando de "meias horas", "egos", "caras", "quem aborrece" - faz o maior cartaz para Emma, que é só elogios em suas aparições, seja em posições acidentalmente sexy (quando ela se prepara para sair do carro que a leva para um evento) ou em trajes bastante charmosos.

E, não bastasse Emma Watson ter surpreendido, em beleza, charme e profissionalismo, pessoas como o estilista Karl Lagerfeld, ela foi escolhida para ser a garota-propaganda da marca de cosméticos Lancome, que teve a deusa Isabella Rossellini como uma das garotas-propagandas anteriores.

Emma, além disso, já faz trabalhos fora do universo adolescente e segue seus estudos na Brown University. Ou seja, Emma está com tudo, mas também faz por onde.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

REDES DE VAREJO TENTAM SALVAR BREGA-POPULARESCO


UMA REDE DE LOJAS DE PRODUTOS FEMININOS PASSOU A TOCAR ATÉ O GROSSEIRO "PAGODÃO" BAIANO.

O brega-popularesco, a suposta "música popular" que ainda impera no rádio FM, está decaindo, juntamente com diversos ícones, símbolos e valores a ele ligados.

Os ídolos que fizeram sucesso dentro de um cenário político-midiático que viveu seu auge na Era FHC, até tentaram sobreviver quando, mesmo no auge da carreira e do sucesso, tiveram que se autoproclamar "vítimas de preconceito" para tentarem se passar por artistas sérios.

Não convencendo, até porque adotaram a péssima publicidade de lançar sucessivos álbuns ao vivo - o que dava a impressão de esgotamento criativo, ou de que eram ídolos do passado em revival de carreira, ou ao menos de que esses tais "grandes ídolos" do axé, sambrega e breganejo não passam de crooners - , eles veem também a mídia a que estão associados viver sua séria crise.

Com o desgaste desses ídolos e o começo da redescoberta gradual da MPB autêntica pelas classes populares, prinicpalmente pela nova classe média que não quer repetir os mesmos vícios dos "novos ricos" da Era FHC, a Música de Cabresto Brasileira tenta seus últimos fôlegos através do apoio de redes de varejo.

Mantendo o vínculo com a grande mídia - que quase foi posto a perder - , apesar da queda de audiência das chamadas "FMs populares" (acompanhando o ritmo declinante que atinge quase toda a Frequência Modulada, em todo o país), os ídolos do brega-popularesco têm que se consolar com seus DVD's ao vivo sendo tocados a todo momento nas televisões ou no som ambiente de uma rede de varejo, ligada a uma corporação norte-americana.

São cantores de axé-music, "sertanejo" (breganejo) e "pagode romântico" (sambrega), cujos discos (eventuais) de estúdio e os sucessivos discos ao vivo que também lançam, que apelam para o derradeiro sucesso às custas sobretudo dos fregueses que se juntam nas filas para pagar suas mercadorias, ou para curiosos que pesquisam os mesmos produtos nas suas visitas a essas lojas.

Pois agora uma outra rede de produtos femininos, pegando carona no carnaval baiano, passou a tocar até mesmo sucessos do chamado "pagodão baiano", tendência que durante um bom tempo permaneceu isolada nas rádios baianas, até que o esquema jabazeiro da axé-music pudesse incluir alguns grupos - como Parangolé e Psirico - no "pacote nacional".

ATORES GLOBAIS - Por outro lado, alguns grupos de sambrega "convidaram" atores de novelas da TV Globo para assistirem a suas apresentações, numa clara demonstração de marketing, já que não são somente atores jovens, mas aqueles que exercem empatia ao público jovem. Em certos casos, uma parte do elenco de uma das novelas em transmissão foi toda para "assistir" à apresentação de um conhecido grupo de sambrega.

Como se vê, a Música do PiG Brasileira, claramente comercial, tenta de tudo para não perder o sucesso de outros tempos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

CHRISTIANE TORLONI ESTÁ SOLTEIRA



Sim, a bela Christiane Torloni está solteira.

O portal Terra anunciou que Christiane Torloni se separou do diretor Ignácio Coqueiro, sendo que a deliciosa atriz tornou-se uma das mais novas solteiras da temporada.

E logo próximo ao dia de aniversário da atriz, que fará 54 anos com essa aparência sexy e estonteante, que ela mostra na novela Ti Ti Ti, da Rede Globo.

Gatona.

CAMPO GRANDE NÃO-PADRONIZADO APARECERÁ NA INTERNET






Enquanto os erros do projeto de padronização visual do Rio de Janeiro não se tornam conhecidos na sua ineficácia, quem reage contra essa medida arbitrária, expressão de um modelo tecnocrático de transporte coletivo que, mesmo decadente, será mantido para o bem de uma elite de dirigentes esportivos em 2014 e 2016, fará o que pode.

No nosso caso, vamos mostrar ônibus novos do Rio de Janeiro sem a mesmice do visual padronizado. Uma das estreias é da Transportes Campo Grande.

Integrante do Consórcio Santa Cruz, um dos braços da paraestatal Cidade do Rio de Janeiro, a Campo Grande nunca teve carros da CAIO Apache VIP 2 com o visual original e bonito da empresa. Por isso, resolvemos lançá-lo com o visual que teria se tal medida arbitrária e politiqueira - que anda seduzindo uma minoria de busólogos que sonham, talvez, com cargos políticos no futuro - tivesse, ao menos, sido vetada.

As primeiras fotos aparecem aqui, em primeira mão, que serão depois divulgadas amplamente em outros sítios vinculados. Para acompanhá-los, também colocamos a foto montagem de Vítor Hugo Pereira (não é meu parente), o amigo busólogo que também lamentou a padronização visual.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

JANUARY JONES PÕE A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA



January Jones, atriz de American Pie e Mad Men, é uma das mulheres mais belas e sexy do cinema norte-americano, e aos 33 anos exibe, livre, leve e solta, sua beleza deslumbrante.

Mas ela não precisa bancar a "gostosa" a todo momento, nem na marra.

Por isso dá para descansar a sensualidade com uma roupa simples e "sem graça", como vemos aqui nestas duas fotos, com uma calça folgada e uma camisa abotoada para dentro desta calça.

Muitas vezes até alegra quando uma moça pode, de vez em quando, vestir-se de forma mais discreta. Não é moralismo algum. Pelo contrário, January guarda sua sensualidade para ocasiões especiais, conforme o contexto. E ela tem o direito de parecer visualmente mais modesta.

January Jones é, sem dúvida alguma, uma mulher de verdade.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

VALORIZAÇÃO DO CORPO NÃO É TUDO


"MUSAS" COMO CRISTINA MORTÁGUA FREQUENTEMENTE SÃO TEMPERAMENTAIS.

É muito delicado explicar, para muita gente, as desilusões que estão por trás do universo das "boazudas". Quando este blog começou a falar do caso da falecida Leila Lopez, do declínio de um tipo de mulher valorizada mais pelo corpo do que por qualquer outra coisa (apesar de Leila ter sido mais do que isso, mas, condenada ao ostracismo, teve que fazer filmes pornôs para sobreviver), muita gente não gostou.

No meio do caminho, venho sendo surpreendido por comentários agressivos toda vez que eu critico uma Solange Gomes ou similares. Alguns reacionários, mais politicamente corretos, tentam clamar pela "liberdade do corpo", me acusando de "moralista" ou coisa parecida.

Pois por trás desse mundo da fantasia de glúteos e peitos avantajados, de mulheres com caras e bocas rebolando até o chão, de pretensas musas "mostrando demais" até em missa de ação de graças, estão muitas desilusões, problemas, conflitos.

Recentemente, Cristina Mortágua, da geração de "musas" que teve Marinara Costa, Regininha Poltergeist (esta uma espécie de "ancestral" das paniquetes), e da qual vieram Solange e Nana, foi detida por agredir uma delegada por conta de problemas com o filho, fruto de uma relação com o jogador Edmundo.

O temperamentalismo de muitas dessas "musas" é evidente, e em vários episódios Joana Machado, Solange Gomes, Mulher Melão, Dani Sperle, Renata Banhara e outras mostraram ter um pavio bem curto. São essas mulheres que os caras legais devem se envolver amorosamente? Definitivamente, não.

A decadência desse tipo de mulher nada tem a ver com qualquer censura contra a sensualidade feminina. Nem com o nu, nem com o fato de vestir roupas sensuais. Nenhum moralismo existe por trás disso.

O grande problema é que essa sensualidade que as pretensas musas mostram é forçada, caricata, grotesca e exagerada, além de não medir contextos nem situações apropriadas para tal. Isso cria uma situação bastante complicada.

É só perceber que, no exterior, as "boazudas" existem, mas elas são poucas diante de outras mulheres que exibem sua sensualidade na medida certa, sem exageros nem grosserias. Lá há uma Pamela Anderson, Victoria Silvstedt, Tila Tequila (espécie de paniquete dos EUA), mas elas são poucas e não se sobressaem. Até uma atriz como Rachel Bilson, como símbolo sexual, é bem mais representativa que as "boazudas" do exterior.

O problema mais grave é que quem reage contra as críticas feitas a respeito dessas "boazudas" é um pessoal que tem vergonha de admitir que foi educado pelos valores machistas de sua família, e tem a cara-de-pau de falar em "liberdade do corpo", querendo se passar por "vanguardista".

Mas a liberdade do corpo dos movimentos teatrais dos anos 60 não se expressava sem a liberdade da alma, sem a liberdade da mente. Além disso, há um grande abismo que separa a personalidade brilhante da saudosa Leila Diniz com a personalidade lamentável de uma Solange Gomes.

Na verdade, essas reações se devem ao conservadorismo muito grande que existe no nosso país. Gente que ainda defende a velha grande mídia, desgastada, ranzinza. Assim como somos capazes de ver um Thiago Leifert com cara de choro diante da derrota da arrogante $ele$ão brasileira de futebol na Copa de 2010, e vemos uma Cristiana Lobo, colunista política da Globo News, fazer cara de choro diante da derrota eleitoral de José Serra, imagine então os fãs de Solange Gomes partirem para a ignorância contra um blog que reprova o fato dela odiar ler livros.

Isso porque Solange, infelizmente, é tida como "modelo de sucesso" e, pasmem, formadora de opinião dentro de uma camada jovem da periferia. Não é invenção minha, é o que vemos na mídia que se impõe para esse tipo de público. Eu lamento isso, mas como eu cito essas coisas desagradáveis, há quem venha disparar desaforos contra mim.

A valorização do corpo não é tudo, as mulheres modernas, entre uma demonstração de sensualidade, podem alternar tais momentos indo a livrarias ou teatros, vestindo roupas comportadas, dando entrevistas interessantes, etc.

As "boazudas" nem simpáticas são, e se elas são afeitas a explosões de raiva, dá para perceber que "modelo de sucesso" elas representam. "Mostram demais" o corpo, mas quando alguém diz que elas "vendem o corpo para a mídia", não gostam.

Querem ser lembradas até por portais estrangeiros, como "o melhor da mulher brasileira", mas com sua "sensualidade" forçada e grotesca, só poderiam ter suas fotos publicadas em sítios de prostituição. Também acho isso uma ilegalidade, porque esses sítios são de um cafajestismo nojento, mas o que esperariam essas "musas" que só ficam mostrando o corpo e mais nada? Que fossem aparecer num portal de anatomia humana da Europa?

No Brasil, as jornalistas de televisão estão ganhando em sensualidade das mulheres-frutas, paniquetes, Solanges, Valescas, que quanto mais rebolam mais perdem o destaque, diante de uma Flávia Freire, por exemplo, que com um simples sorriso consegue ser muito mais sedutora.

Isso para não falar das atrizes teen dos EUA e Reino Unido, que se destacam através de uma sensualidade discreta e admirável. Victoria Justice, a estrela adolescente de Victorious, da Nickelodeon, já tem uma aparência de mulheraça estonteante, naturalmente sexy sem deixar de ser charmosa e classuda. Perto de completar 18 anos, Victoria já posou numa sessão de muitas fotos homenageando Audrey Hepburn.

Por isso paradigmas do Brasil popularesco e medíocre começam a ser derrubados. Programas, ídolos, valores e veículos de mídia começam a decair, perdendo público e dinheiro. Isso irrita quem acreditava nesse tipo de país que escondia suas desigualdades sociais através de um processo de controle sócio-midiático que transformasse o povo pobre numa massa infantilizada e dócil.

Caem os funqueiros, cai o Fausto Silva, caem os BBB's, cai o jornal Meia Hora, cai a Folha de São Paulo, cai José Serra, caem as popozudas, caem os brega-popularescos. O novo Brasil não pode viver com esses resíduos que, em muitos casos, remetem ainda à Era Geisel.

Se algumas pessoas viviam felizes no Brasil medíocre que sempre prometia "melhorar aos poucos" e nunca melhorava, problema delas. O país está mudando, e certamente muitos não aceitam essas mudanças. No momento de crise os reacionários aparecem. Mas eles terão que engolir as mudanças de valores que, como um trem, avançam pelos trilhos de nosso país.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O APAGÃO NA CABEÇA DE GUIDO MANTEGA



Por Alexandre Figueiredo

A falta de cautela de certos integrantes da equipe do governo petista, muitas vezes, criam pretextos para a reação, exagerada mas demagógica, da oposição demotucana, que a certas alturas deve estar dizendo para o ministro da Fazenda, Guido Mantega: "Isso, isso, esculhamba com nós (sic) brasileiros!".

Pois Guido, num grande erro de atitude, e num grande apagão na sua mente, além de expressar resistência ao aumento do salário mínimo, cometeu a infeliz medida de cancelar os concursos públicos, as nomeações de novos aprovados, pesando nos cidadãos o amargo corte de R$ 50 bilhões no orçamento da União.

Isso dá um gancho para as vozes oposicionistas, que, por puro oportunismo, clamam agora "a favor do cidadão", como vimos no caso da intragável taxa da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira - cujo "P" há quem quisesse mudar para Permanente), o "imposto do cheque". Supostamente reservado à área da Saúde, a CPMF era tratada no entanto como se fosse o imposto que seria "benéfico" a todas as medidas promovidas pela Nação.

Pois agora, com o cancelamento dos concursos públicos e das nomeações, os brasileiros que querem ingressar no serviço público, sem qualquer outra opção - o mercado de emprego privado é dotado de inúmeros preconceitos (sobretudo de idade e de experiência, numa paranóica obsessão pelo "trabalhador jovem e experiente", qualidades muitas vezes opostas) - , acabam abandonados no meio do caminho.

A medida, disse Mantega, será por um ano. Mas alguém terá que esperar quase 370 dias para se tornar servidor público ou buscar alguma chance para assim sê-lo?

Enquanto isso, os salários exorbitantes dos parlamentares continuam altíssimos. Se eles negociarem um novo aumento, farão uma votação e conseguirão o novo valor imediatamente. Isso num país onde ainda existem focos de escravidão, em áreas do interior que parecem ainda presas no século XIX.

Por outro lado, as escolas da samba receberão empréstimos de milhões de reais para se recuperarem do incêndio na Cidade do Samba. Tudo bem. Mas se para as escolas de samba dinheiro não falta para se socorrerem, por que os aspirantes a servidores públicos terão que amargar 370 dias de espera?

E, quanto àqueles que fizeram concursos em 2009 e 2010, cujo processo de aprovação à posse caducam este ano, simplesmente terão a causa perdida em 2012? Ou será que a prorrogação garantida por lei para mais dois anos será adotada, nessas emergências?

Em tempos próximos à Copa do Mundo e às Olimpíadas, onde os políticos afirmam demagogicamente que "não faltarão investimentos" para as obras faraônicas de suas cidades, ou para a repintura dos ônibus no padrão visual que confundirá os passageiros com o fardamento uniforme de diferentes empresas, é de lamentar a atitude do ministro da Fazenda.

Portanto, para coisas supérfluas, ainda que envolvam a alegria coletiva, não falta dinheiro. Mas, para coisas sérias, que envolvem as vidas de muitos cidadãos, aí "falta" muito, e muito do dinheiro que seria necessário e imprescindível. Na verdade não falta, o problema é a falta de interesse em priorizar este investimento.

A propósito, muitos moradores do Morro do Bumba, em Niterói, ainda estão sem casa para morar.

PROJETO "JORNALISMO PARA QUEM PRECISA"



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Leandro Fortes, de Carta Capital, é defensor de um curso livre de formação de jornalistas. É uma forma de equilibrar duas visões bastante polêmicas, a da dispensa profissional do diploma jornalístico e a de sua exigência obrigatória.

Dessa maneira, o aluno de Jornalismo não precisará ser necessariamente um universitário do ramo, mas se servirá de uma bagagem de conhecimentos que permite não só uma compreensão crítica do mundo em que vivemos como desenvolver uma autodefesa ética, que o faça evitar o jugo do poderio midiático quase nunca identificado com a cidadania.

O curso começa daqui a uma semana.

Projeto "Jornalismo para quem precisa"

Por Leandro Fortes - Blog Brasília Eu Vi

Amigos e amigas do blog, abaixo, informações sobre o projeto “Jornalismo para quem precisa“, que estão no site da Escola Livre de Jornalismo. A primeira aula já está definida: “Pauta jornalística – modo de fazer”. Será ministrada por mim, em 12/02. A grade das demais aulas está sendo concluída. Muitos jornalistas se credenciaram para dar aula, o que muito me deixa feliz. Essa era uma idéia que eu acalentava há muitos anos. Agora, com a parceria de Juliana Monteiro, do Rayuela Restaurante Cultural, e com a ajuda do velho amigo e sócio Olímpio Cruz Neto, o projeto está saindo do papel. Tem tanto jornalista querendo participar que, nesse semestre, não vai caber todo mundo. Vamos ver se aumentamos o número de aulas no semestre que vem. Será a nossa contribuição para o futuro do jornalismo no Brasil. Pequena, mas cheia de grandes intenções.

Forte abraço.

A Escola Livre de Jornalismo inicia, em fevereiro, um curso livre de jornalismo solidário com aulas ministradas, voluntariamente, por jornalistas com vivência de redação e experiência de reportagem, voltado prioritariamente para estudantes de jornalismo e profissionais da área.

A idéia é aproximar bons jornalistas de estudantes de maneira a criar uma rede interativa capaz de ajudar na formação de futuros repórteres. As aulas buscam, além de melhorar a formação, estimular os alunos a entender e gostar de jornalismo por meio do aprendizado, do debate em sala de aula e da convivência com profissionais mais experientes.

O curso não obedecerá a nenhuma doutrina específica, nem adotará nenhum manual, mas pretende ser um contraponto aos cursinhos corporativos de treinee das grandes empresas de mídia, estes focados na cultura da competitividade e do alinhamento automático a interesses específicos de empresas de comunicação – e, ainda assim, privilégio de pouquíssimos no país.

A Escola Livre vai oferecer aulas avulsas, a baixo custo, para os alunos, de forma descontinuada. Cada aluno pagará apenas pela aula que quiser assistir, no dia que melhor lhe convier. É uma maneira de viabilizar, de forma democrática e desburocratizada, a atualização e o aprimoramento do conhecimento jornalístico para estudantes que não podem frequentar cursos tradicionais de especialização.

Cada professor terá total autonomia dentro da sala de aula, desde que esteja comprometido em fazer desse projeto um espaço de alegria, satisfação e felicidade para si e para os alunos.

O projeto foi pensado de modo a garantir aulas para os alunos. Em princípio, não haverá palestras nem debates.
A Escola Livre de Jornalismo irá entrar em contato com as coordenações das faculdades de Jornalismo do Distrito Federal para garantir que as aulas presenciadas por estudantes no curso possam ser aproveitadas como horas complementares, expediente exigido na grade curricular dos cursos de Comunicação Social.

Formato do curso
Período: Aos sábados, de 12 de fevereiro a 16 de julho (19 aulas)
Horário: 9h30 às 11h30
Local: Rayuela Restaurante Cultural (412 Sul – Blocos A e B – Lojas 3 e 37 – Brasília-DF)
Preço por aula (duas horas de duração): R$ 30,00

Pré-inscrição e informações
Falar com Bela Boavista
Telefones: 9678-7005 ou 3222-0702
E-mail: fmbbela@yahoo.com.br

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

OLIVIA WILDE ESTÁ SOLTEIRA!!!!



Mais uma mulher quentíssima e fascinante livre, leve e solta.

Olivia Wilde está solteira. Ela se separou do cineasta Tao Ruspoli, membro da antiga nobreza real italiana.

A separação ocorreu há algum tempo, mas Olivia só admitiu a solteirice agora.

Obaaaaaa!!!!

MARINA PERSON DEIXA MTV



Depois de 18 anos na MTV, a belíssima Marina Person - estonteante no alto de seus 42 anos e supergracinha - deixa a emissora para cuidar de outros projetos, relacionados ao cinema.

Ela é filha do cineasta Luiz Sérgio Person, falecido em 1976, que tornou-se conhecido pelo filme São Paulo S/A, de 1965. Ele também deixou outra filha, Domingas Person, também apresentadora e atriz.

Dá pena, para quem vê a MTV, deixar de ver esse verdadeiro colírio para os olhos que é Marina Person, mas a vida é assim mesmo, há momentos que certos profissionais têm que mudar de casa e viver novas experiências.

Apesar de Marina Person fazer falta na MTV (sobretudo para o ótimo programa Top Top), desejamos a ela boa sorte e sucesso para sua carreira.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

INCÊNDIO ATINGE CIDADE DO SAMBA



O descaso e a demagogia da dupla que governa o Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral Filho e o prefeito carioca Eduardo Paes, mostra que eles não estão aí para prioridades.

Mais preocupados com tolices como padronizar o visual dos ônibus - causando desespero nas classes populares, já sem reconhecer qual o ônibus que terão que pegar - , e dar uma ênfase exagerada nas obras de vilas e praças olímpicas, em detrimento de outras necessidades como a desfavelização e o combate à criminalidade, a dupla deixou que ocorresse um incêndio em grandes proporções que atingiu quatro barracões de escolas de samba cariocas. A Grande Rio foi a maior prejudicada.

Provavelmente deve ter havido problemas tanto no armazenamento de material de desfiles, incluindo carros alegóricos, fantasias etc, e na instalação elétrica. Ou então alguém fumou e jogou o cigarro no chão, sem dar conta dos materiais inflamáveis lá instalados. Mas até agora não se sabe o que causou o grande incêndio nem qual teria sido a hipótese mais provável.

O incêndio gerou uma fumaça gigantesca que dava um tom sombrio ao céu no Rio. Mas a fumaça pôde ser vista até mesmo em áreas como o bairro de Icaraí, em Niterói.

O episódio, no entanto, mostra o quanto não se deve se iludir com a obsessão doentia por festas e espetáculos. A euforia excessiva é imprudente, não previne tragédias nem desastres.

Por pouco até agora não há indícios de que o incêndio na Cidade do Samba - prédio onde se situam os barracões atingidos pelas chamas - tenha causado vítimas, embora algumas pessoas já estivessem no local durante o dramático incidente.

Mas imagine se houvesse pessoas lá. E imagine se a tragédia tivesse ocorrido nos desfiles do Sambódromo. A tragédia teria sido muito grande.

A alegria carnavalesca, como em toda manifestação de alegria, não pode ser indiferente a cuidados, a prevenções. A melhor alegria é aquela que respeita a tristeza e o sofrimento do outro, num país que ainda tem muito que arrumar.

O "combate" à criminalidade, que tanto faz a população pobre sofrer, no entanto é muito brando. Seu alarde faz os criminosos fugirem, até mesmo no início da operação. Sem falar que é muito ingênuo acreditar que o tráfico de drogas desapareça com as UPP's.

Certa vez, o cartunista Carlos Latuff, no encontro dos blogueiros progressistas do Rio de Janeiro, alertou isso. Ele esteve no Complexo do Alemão, durante a famosa ocupação policial do ano passado, e declarou que as coisas não acabam assim imediatamente. Ele prefere ser realista a acreditar que, numa tarde de domingo, a Zona Norte carioca passou a viver uma era de prosperidade e de paz.

Afinal, uma operação que é feita com muito alarde e aponta falhas - como no caso da fuga de vários criminosos durante a fase da operação policial na Vila Cruzeiro, comunidade do bairro da Penha - , permite que criminosos se desloquem para outras áreas. Tudo muito ostensivo, que é visto pelos bandidos de longe, e eles mesmos haviam transformado as favelas em labirintos com saídas que só eles conhecem.

Mas num país onde é inútil prender os chefes do narcotráfico em prisões de segurança máxima, porque eles acabam comandando as operações criminosas de lá, pelo telefone celular e através de um código linguístico previamente criado, as autoridades cariocas ainda brincam com o fogo.

Só que o fogo não brinca com a brincadeira do Carnaval, e a estocagem inadequada de material carnavalesco fez causar esse incêndio.

E logo Sérgio Cabral Filho, cujo pai é um importante historiador carioca, estudioso dos inúmeros carnavais, deixa que parte do acervo das escolas de samba se perdesse pelo fogo.

Depois ele e Eduardo Paes querem ser os maiores governantes da história do Rio de Janeiro. O que eles não esperam é que a História, juiz coerente mas nunca condescendente, não é de ficar bajulando nem cortejando os astros provisórios do presente, que no futuro não passarão de inúteis e atrapalhados oportunistas.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

MORREU O GUITARRISTA GARY MOORE



O obituário de pessoas famosas anda muito solto ultimamente.

Desta vez, foi um músico de rock clássico, o guitarrista Gary Moore, no começo do dia de hoje, enquanto dormia, num hotel da Espanha. A informação foi confirmada pelo seu ex-empresário.

Especializado em blues, Gary Moore também fez jazz rock, rock pesado, gravou com vários outros músicos (inclusive George Harrison) e integrou dois grupos, Skid Row (o que é rock clássico, mesmo; nada a ver com a bandinha farofeira dos anos 90) e Thin Lizzy, do saudoso baixista Phil Lynott.

No Brasil, foi famoso pela música "Still Got The Blues", que virou até tema de novela. Mas seria preguiçoso para os fãs de rock clássico ficar só nessa música. Para quem quiser conhecer a carreira do músico da Irlanda do Norte, aqui está uma amostra da trajetória do músico. "Still Got The Blues" está aqui como guia para os mais jovens.













sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O QUE ERA UMA "REVISTA ELETRÔNICA" HÁ MAIS DE 45 ANOS ATRÁS



Numa época em que a crise de audiência atinge o "Fantástico" da Rede Globo, para não dizer a das chamadas "revistas eletrônicas" da TV Record, Rede TV e CNT, simplesmente sofríveis, uma boa sugestão seria ver esse fragmento de um dos remanescentes do desaparecido acervo televisivo da década de 60, a primeira em que a TV brasileira produziu programas gravados em vídeoteipe.

Houve vários programas de shows e vários programas chamados "revistas eletrônicas", que misturam jornalismos, curiosidades, musicais e esquetes humorísticas. Até mesmo cientistas e filósofos poderiam ser citados sem que o espectador sentisse qualquer estranheza. O "Jornal de Vanguarda" da TV Excelsior é um exemplo de um programa inovador do gênero. O "Primeiro Plano", da TV Tupi (que havia tirado o nosso célebre Cid Moreira do "Jornal de Vanguarda") foi outro.

É o "Primeiro Plano" o programa desse fragmento publicado no YouTube. Apresentado por Terezinha Mendes (como uma voz doce e meiga que é rara nos dias de hoje), e os históricos locutores Luiz Jatobá (nenhum parentesco com a jornalista e minha ex-colega Rosana Jatobá) e Cid Moreira, o programa parece insosso para os mais jovens.

No entanto, o programa tinha um ritmo ágil de locução, alternada entre os três apresentadores, com bons textos, boa edição de imagens, esquetes humorísticas (uma delas com os conhecidíssimos José Santa Cruz - também dublador do Dino da Silva Sauro e integrante do Zorra Total - e Lúcio Mauro) e um musical (no caso, um número de Bossa Nova).

É muito pouco para quem não viveu a fase da televisão dos anos 50 e 60, mais precisamente até 1968, quando o vigor criativo era impressionante e fez história. Infelizmente, incêndios eliminaram vários registros desses programas, restando apenas alguns fragmentos. Mas o consolo é que muita coisa foi, pelo menos, registrada em depoimentos e livros sobre a História da Televisão.

Numa época em que a televisão brasileira sofre uma grave queda de qualidade - que já começa a refletir na queda de audiência que atinge até mesmo os badalados Domingão do Faustão, Fantástico e Pânico na TV - , vale a pena pesquisar pelos acervos restantes da televisão brasileira, disponíveis no YouTube.

Mas, antes de mais nada, é aconselhável que os mais jovens se interessem também a ouvir dos mais velhos as memórias que eles têm dos anos dourados de nossa televisão. Nem todo mundo pôde ver TV antigamente, mas os que viram guardam, pelo menos, alguma lembrança saudosa desses tempos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

FERNANDA DE FREITAS ESTÁ SOLTEIRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!



A lindésima atriz de SOS Emergência, a deliciosa e estonteante Fernanda de Freitas, está LIVRE, LEVE E SOLTA. Há um bom tempo.

Por que ela não avisou isso antes? Talvez pudéssemos marcar um encontro.

Não é qualquer gata que fica solta assim no nosso Brasil.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

IDEIAS CONFUSAS PERMITEM VISÕES REACIONÁRIAS



Num país de ainda precária alfabetização e de um trânsito confuso de informações e dados, alguns oportunistas permitem criar visões retrógradas e reacionárias, protegidos pela visibilidade e pelo poder da mídia que apoiam.

A overdose de informações faz com que se confundam "ípsilones" com "ís", e no entretenimento brega-popularesco isso se valeu para certos oportunistas, protegidos ora pelo meio acadêmico, ora pela mídia, ora pela classe social abastada, se valessem de uma visão "socializante" que permitisse que a domesticação sócio-cultural das classes pobres no Brasil se tornasse bem-sucedida.

É estarrecedor o quanto tal visão "oficial" - que esconde valores gravemente conservadores, relacionados à dominação das classes pobres pelas oligarquias e a transmissão de valores retrógrados às classes dominadas - se impõe sob o verniz de "valores progressistas", como se servisse uma bomba-relógio dentro da mais bela embalagem de aniversário.

Ver na busca do Google que o machismo das popozudas, por exemplo, não é visto como machismo, é claramente assustador. Nota-se as manobras da mídia para fazer prevalecer o tipo ideológico delas no imaginário (ou na falta-de-imaginário) das classes populares, e tenta-se até mesmo impô-las como modelo de sucesso feminino para as jovens da periferia.

A condição machista é clara. Muito evidente. São moças que se preocupam mais em inflar seios e glúteos com silicone e limitarem suas carreiras a só mostrar o corpo, de uma forma obsessiva, exagerada e repetitiva.

Moralismo? Nada disso! Até porque há mulheres que investem em sensualidade, posam nuas e tudo, e nem por isso ficam de "mostrar demais" o corpo a qualquer hora, como carne de rua.

Aí vemos o caso de Cléo Pires. Ela foi usada como "bode expiatório", para desviar as indignações da sociedade com o grotesco de Valesca Popozuda, Solange Gomes, Nana Gouveia e similares. A atriz foi acusada injustamente de "exploração do corpo", quando vemos que Cléo adota uma postura mais discreta e sóbria, o que despertou inveja das "boazudas" deixadas de lado, mas badaladas por sítios reacionários como o portal Ego, das Organizações Globo.

Nos blogs progressistas, um internauta de nome André acabou também fazendo a festa dos pró-popozudas, porque falou mal do engajamento das verdadeiras feministas. O internauta chamou mulheres que lutam por seus direitos de "feminazis", o que quase provocou um "racha" entre os blogueiros de esquerda, favorecendo o establishment midiático arranhado pela vanguarda blogueira.

O discurso "anti-machista" atribuído às popozudas - uma página infeliz disse que o É O Tchan "não era machista" porque contava com seis dançarinas! - é reforçado pelo celibato aparente de suas moças (uma delas teve que romper o casamento com um astro do "funk melody" para não atrapalhar seus compromissos com uma escola de samba). E, o que é pior, fala-se até em desculpas "de fundo social", como aquela história da dançarina tal, pelo seu rebolado, "conseguiu comprar uma casa para sua mãezinha doente".

Outra manobra discursiva fica por conta da manipulação que a mídia faz com o povo pobre. Esses oportunistas do discurso, pretensos possuidores da verdade, tentam dizer que isso não existe, que é uma visão paranóica e delirante, que o povo "está feliz" e que qualquer questionamento nesse sentido é "preconceituoso". Esses oportunistas, dotados de preconceitos ocultos pela máscara da "bondade social", chegam mesmo a dizer que quem questiona essa manipulação do povo pobre pela mídia golpista (que "não" existe), é porque "sente nojinho de povo pobre".

Discursos assim já foram feitos por jovens fascistas, na Europa, e deu em ditaduras sanguinárias. O discurso reacionário nem sempre é explícito, muitas vezes o cara joga um discurso inverso, acusa os outros dos defeitos que ele tem, ele tenta convencer a população de que ele "está correto", até que depois ele obtém o poder, seja sozinho, seja ao lado de outros reacionários.

As classes populares estão pouco informadas de quem foi o Cabo Anselmo. O sargento José Anselmo dos Santos tinha 22 anos em 1964 quando adotou um discurso "progressista" e "socializante" que enganou a sociedade. Se existisse Internet e Cabo Anselmo fizesse blogs na época, ele procuraria desmentir o máximo possível qualquer acusação de que ele era um agente da CIA e um jovem direitista. Lançaria mão de xingações, sobretudo em quem não tem visibilidade suficiente para contestá-lo de forma mais firme.

Anos depois, Cabo Anselmo revelou quem era. Um dedo-duro voraz, que entregou aos órgãos de tortura seus próprios amigos e uma ex-namorada, que foram mortos pelos torturadores do regime militar, instalados no temível DOI-CODI.

Sim, o "adorável" Cabo Anselmo, "pracinha tudo de bom", "garotão moderno, que pensa pelo país", "portador de grandes ideias para o povo", revelava-se um mortífero denunciador de manifestantes contra a ditadura militar.

As recentes transformações vividas em nosso país mostram as pressões que influem na decadência do brega-popularesco, processo que assusta seriamente as elites do Brasil, já chocadas com a repercussão das revoltas ocorrentes no Egito contra o ditador Hosni Mubarak.

No Brasil, o reflexo das revoltas do povo egípcio e tunisiano (as revoltas da Tunísia derrubaram o ditador Ben Ali) pode representar a derrubada de oligarquias midiáticas, de latifundiários e dos barões do entretenimento popularesco, por isso as elites, em total pânico, tentam amaciar o discurso para evitar que seus valores retrógrados caiam em desuso e o poderio oligárquico seja derrubado.

Por isso, para proteger as popozudas, falam em "liberdade do corpo", um equivalente erótico do pretexto de "liberdade de imprensa" da mídia golpista. Falam que o povo pobre "está feliz", fazendo papel de idiota na grande mídia. Acusam seus discordantes de "sentir nojo de pobre" com a mesma fúria que a ditadura militar acusava seus opositores de "subversão".

Com isso, a extrema-direita tentou várias manobras: chamar as militantes feministas de "feminazis", pregar atentado contra Dilma Rousseff no Twitter, esculhambar blogs como Mingau de Aço, FAlha de São Paulo, Angry Brazilian, na medida em que eles crescem e ganham visibilidade.

Dentro dessa mesma extrema-direita, existe mesmo a juventude da direita dente-de-leite, com visual moderninho e discurso coloquial mascarando o máximo possível suas ideias retrógradas. Esse pessoal existe há um bom tempo na Internet, equivalendo, em ações, ao que o Comando de Caça aos Comunistas fazia nos anos 60. Se o CCC de 1964 queimou a Sede da UNE, o CCC de hoje prefere mandar um vírus para o e-mail da UNE.

Tudo isso por causa de poucas pessoas que se esforçam para esclarecer a população, fora do poderio caquético da velha grande mídia.