domingo, 16 de janeiro de 2011

SE MICHEL TEMER FOSSE JAKE GYLLENHAAL...



Enquanto este blog estava de férias, foi noticiado o fim do curto namoro entre a cantora Taylor Swift e o ator Jake Gyllenhaal, conhecido pelo filme Brokeback Mountain.

O motivo teria sido a diferença de idade entre Jake e Taylor, que, respectivamente, completam 30 e 22 anos este ano.

A diferença de idade minguada - que só representa um "abismo" para quem vive na adolescência, mas, na vida adulta, é pouco significativo - de oito anos, que, mesmo assim, não permitiu manter a relação entre o então casal, chega a ser curioso se vermos o caso do atual vice-presidente brasileiro, Michel Temer, e sua esposa 45 anos mais nova, Marcela Temer.

O pior é que, no caso de Jake e Taylor, o homem, mesmo mais velho, é dotado de jovialidade e sua relação com a cantora foi mais equilibrada, já que o homem não se "fecha" no seu egoísmo etário.

Isso é o problema do casal Michel Temer e Marcela. Um casal típico do século XIX, afinal não dá para sermos politicamente corretos e permitirmos um laissez-faire dos sugar daddies - ou melhor, dos sugar grandaddies, no caso do vice-presidente - que, de tão velhos, são incapazes de se integrar ao estilo de vida de suas esposas.

Apesar de Michel Temer ser de uma geração poucos anos mais velha que os Beatles, e sabemos bem que, se fosse um Paul McCartney, ele pode muito bem pegar uma garota de 28 anos, porque não se fecha na sua "maturidade", não é um homem preso no pedestal de seu comportamento "comedido" e "sofisticado".

Esse tipo de homem, como Michel Temer e outros que se afirmam no poder e no status, escravos de sua própria maturidade, nada tem de comedido nem de sofisticado, tal é a obsessão, por exemplo, por festas de gala, almoços formais, bate-papos pedantes sobre Política e História, e pelo uso dos incômodos e chatíssimos sapatos de verniz.

Notei uma tristeza em Marcela Temer, durante o evento de posse da presidente Dilma Rousseff. Como uma jovem donzela do período do oitocentismo, do Império brasileiro, taciturna - como se diria então - diante da juventude perdida, ao lado de um marido sisudo que se vicia nos assuntos políticos e econômicos, com uma simpatia paternal que constrange e intimida, em vez de cativar. As contemporâneas de Marcela, em sua maioria, prosseguem nas suas vidas de solteiras, ou no seu rodízio livre de sucessivos namorados.

Talvez Marcela Temer venha a ficar solteira, através da viuvez, dentro de 15 ou 20 anos. Afinal, a média de óbito de políticos como Michel Temer está em torno de 87 a 95 anos, como registrou nossa História em muitos casos. Este ano ele completa 73 anos.

Mas aí, se tiver sorte de sobreviver ao envelhecimento existencial - já que as jovens esposas de homens maduros são obrigadas a fazer papel de "coroas" antes do tempo - e manter um relativo frescor de beleza, Marcela, que estará quarentona na época, terá que recuperar o tempo perdido, com um apetite de solteirice provavelmente muito maior.

Por sorte, mulheres com mais de 45 anos - como a atriz Débora Bloch, por exemplo - mantém sua aparência jovial e seu estilo de vida idem, sendo fato superado a antiga necessidade de mulheres virarem "madames" quando ingressavam na casa dos 35, 40 anos. Da mesma forma que a "trintona idosa" da música de Luiz Antônio, "Mulher de Trinta", cantada por Miltinho, apesar de ser um simpático samba, sua letra, no contexto de hoje, é, na melhor das hipóteses, tragicômica.

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