sábado, 29 de janeiro de 2011

CASAS PRÉ-MOLDADAS PODERIAM ACOLHER DESABRIGADOS



As tempestades ocorridas nos últimos anos no Brasil, e que muitas vidas têm ceifado sem que algo seja feito para evitar, mostram o quanto as administrações dos municípios ainda são vistas como brincadeira por prefeitos e até governadores.

Muito poderia ser feito, tanto para prevenir tragédias desse tipo quanto para socorrer os remanescentes das populações vitimadas. Principalmente no que se diz à questão de moradias, de preservação ambiental, de cuidado com o lixo para que ele não se espalhe pelo solo nem pelas águas.

Não sou um especialista em construções deste porte, como casas pré-moldadas, mas o que eu sei é que tais construções usam um material ao mesmo tempo mais barato e mais resistente, além de seu impacto ambiental ser inofensivo.

Outra vantagem é que tais casas são muito fáceis e rápidas de serem construídas. Isso acaba envolvendo uma série de benefícios. Pois, juntando economia de tempo, de dinheiro e podendo construir tais casas desde que dentro de princípios arquitetônicos de equilíbrio do meio ambiente - como, por exemplo, plantar mudas em praças próximas - , as vantagens serão incalculáveis.

A construção de casas assim pode acelerar até mesmo o processo de desfavelização, criando conjuntos populares melhores, oferecendo qualidade de vida ao povo e permitindo que os aluguéis fiquem bem mais baratos, mesmo com um sistema de financiamento bancário.

Mas por que até agora ninguém pensa nessa maravilha habitacional?

Primeiro, porque os políticos governantes são muitas vezes medíocres. Preferem adotar medidas paliativas ou equivocadas, e não raro adotam procedimentos de longo prazo que, melhor direcionados, seriam de menor duração.

Assim, os benefícios se tornam precários e, como ocorre em todo verão no Brasil, os danos materiais e humanos desafiam cada vez mais essas autoridades, por causa de transtornos que nunca são prevenidos nem resolvidos.

Segundo, tem a pressão das empreiteiras e da indústria de materiais de construção. É a mesma coisa que acontece com as multinacionais dos combustíveis quando há resistência na adoção de combustíveis alternativos, menos poluentes e mais baratos.

Pois essa resistência se deve porque os mercados que tais grupos empresariais defendem são os que lhes garantem poderio econômico, altos preços no comércio e possibilidade de negociações de grande envergadura nas bolsas de valores.

Infelizmente, esse pensamento é o que ainda prevalece. Enquanto isso, especialistas sugerem soluções mais práticas, mais baratas e mais seguras, mais rápidas e fáceis de realização e muito menos danosas ao meio ambiente. Medidas que seriam do mais alto interesse público, um valor bem mais duradouro e importante do que meras negociações econômicas que, num dia, geram lucros astronômicos e, noutro, o reduzem a pó.

Até quando autoridades e empresários irão cair na real?

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