segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MORREU O COMPOSITOR JOHN BARRY



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Um aspecto pouco conhecido de John Barry foi a fase entre 1959 e o comecinho dos anos 60, quando ele comandava a banda John Barry Seven, na qual era também trumpetista. A banda fazia um som tipo guitar instrumental mesclado com arranjos orquestrais, através de músicas como "Beat Girl" (cuja introdução de guitarra foi sampleada por Norman Cook para "Rockafeller Skank", do projeto Fatboy Slim) e "Saturday Child", respectivamente de 1959 e 1960.

John Barry também foi conhecido como co-autor e maestro de orquestração na música "A View To A Kill", um dos sucessos do Duran Duran, lançado em 1985.

Morre compositor John Barry, autor de música de filmes de James Bond

Da Agência EFE

O compositor britânico John Barry, famoso por seus trabalhos nas trilhas sonoras dos filmes do agente James Bond, "A História de Elza", "Entre Dois Amores", "Dança Com Lobos" e "Perdidos na Noite", morreu aos 77 anos de ataque cardíaco, informou nesta segunda-feira à rede "BBC".

Nascido em York (norte da Inglaterra) em 3 de novembro de 1933, Barry ganhou fama como líder do grupo The John Barry Seven, mas é mundialmente conhecido pela música dos filmes do agente 007 "Goldfinger" e "You Only Live Twice".

Seu trabalho, com estilo que se caracterizou pelo uso de instrumentos de sopro-metal, permitiu ganhar cinco Oscar e recebeu prêmio especial Bafta (o Oscar britânico) em 2005.

Barry, que casou-se quatro vezes, compôs mais de dez trilhas sonoras dos filmes de James Bond.










sábado, 29 de janeiro de 2011

CASAS PRÉ-MOLDADAS PODERIAM ACOLHER DESABRIGADOS



As tempestades ocorridas nos últimos anos no Brasil, e que muitas vidas têm ceifado sem que algo seja feito para evitar, mostram o quanto as administrações dos municípios ainda são vistas como brincadeira por prefeitos e até governadores.

Muito poderia ser feito, tanto para prevenir tragédias desse tipo quanto para socorrer os remanescentes das populações vitimadas. Principalmente no que se diz à questão de moradias, de preservação ambiental, de cuidado com o lixo para que ele não se espalhe pelo solo nem pelas águas.

Não sou um especialista em construções deste porte, como casas pré-moldadas, mas o que eu sei é que tais construções usam um material ao mesmo tempo mais barato e mais resistente, além de seu impacto ambiental ser inofensivo.

Outra vantagem é que tais casas são muito fáceis e rápidas de serem construídas. Isso acaba envolvendo uma série de benefícios. Pois, juntando economia de tempo, de dinheiro e podendo construir tais casas desde que dentro de princípios arquitetônicos de equilíbrio do meio ambiente - como, por exemplo, plantar mudas em praças próximas - , as vantagens serão incalculáveis.

A construção de casas assim pode acelerar até mesmo o processo de desfavelização, criando conjuntos populares melhores, oferecendo qualidade de vida ao povo e permitindo que os aluguéis fiquem bem mais baratos, mesmo com um sistema de financiamento bancário.

Mas por que até agora ninguém pensa nessa maravilha habitacional?

Primeiro, porque os políticos governantes são muitas vezes medíocres. Preferem adotar medidas paliativas ou equivocadas, e não raro adotam procedimentos de longo prazo que, melhor direcionados, seriam de menor duração.

Assim, os benefícios se tornam precários e, como ocorre em todo verão no Brasil, os danos materiais e humanos desafiam cada vez mais essas autoridades, por causa de transtornos que nunca são prevenidos nem resolvidos.

Segundo, tem a pressão das empreiteiras e da indústria de materiais de construção. É a mesma coisa que acontece com as multinacionais dos combustíveis quando há resistência na adoção de combustíveis alternativos, menos poluentes e mais baratos.

Pois essa resistência se deve porque os mercados que tais grupos empresariais defendem são os que lhes garantem poderio econômico, altos preços no comércio e possibilidade de negociações de grande envergadura nas bolsas de valores.

Infelizmente, esse pensamento é o que ainda prevalece. Enquanto isso, especialistas sugerem soluções mais práticas, mais baratas e mais seguras, mais rápidas e fáceis de realização e muito menos danosas ao meio ambiente. Medidas que seriam do mais alto interesse público, um valor bem mais duradouro e importante do que meras negociações econômicas que, num dia, geram lucros astronômicos e, noutro, o reduzem a pó.

Até quando autoridades e empresários irão cair na real?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

PORQUE A MÍDIA ESTÁ CONTRA O "FREGUÊS"?




A obsessão da mídia grande em substituir a palavra "freguês" por "cliente", algo já alertado com sabedoria pelo veterano jornalista Marcos de Castro no livro A Imprensa e o Caos na Ortografia, é uma doença que marca o vocabulário de poder da imprensa televisiva.

Essa mania de chamar até quem compra salgadinho na rua de "cliente", no esforço vão de condenar a simpática palavra "freguês" ao desuso, inclui pretensiosismo linguístico, pedantismo, gramática pomposa, numa pretensão que, em várias vezes, Marcos de Castro demonstrou completa indignação.

Para ele, a linguagem brilha mais quando é mais simples e menos pretensiosa.

Imagine a palavra "freguês", com o derivativo "freguesia". Expressões tão bonitas, palavras que soavam feito música quando lançadas muito antigamente, sobretudo quando o Brasil passava por um processo de modernização urbana, lá pelo século XIX.

Era maravilhoso. Um indivíduo criava um estabelecimento comercial, seja uma loja ou armazém, e aqueles que utilizavam de seus serviços e compravam seus produtos tornavam-se seus fregueses. Era bonito dizer "tenho meu comércio e meus fregueses. Tenho minha freguesia".

Mas hoje até as borracharias não falam mais em "freguês". Agora todo mundo é "cliente". É muita pretensão, e a suposta sofisticação semântica em nada ajuda na nossa economia, e muito pouco contribui em promover o respeito ao consumidor brasileiro.

Muito pelo contrário. Diante dos problemas existentes no comércio, os fregueses são "promovidos" a "clientes" como tentativa de minimizar seu sofrimento. Mas tudo isso é inútil.

Imaginemos um restaurante que tanto dá ênfase em tratar seus fregueses como "clientes", mas que não cumpre as normas de higiene no preparo de seu cardápio. De que adianta toda uma pompa, se o restaurante que "não tem fregueses, mas clientes" conta até com uma família de baratas ou então um enorme camundongo morando sossegados na cozinha? E, talvez, com quarto próprio e tratamento vip cinco estrelas?

Em outros tempos, e não muito antigamente, mas há cerca de 50 anos atrás, o Brasil era menos pretensioso, mas era mais decente e coerente. O pós-64 emburreceu o Brasil, mergulhando-o num pretensiosismo de ser "primeiro mundo" de forma forçada e caricata. Condenava-se a reforma agrária "na marra", mas a obsessão de parecer "primeiro mundo na marra" foi estimulada.

Mas no país do "stop queda" e da gíria "balada", chamar freguês de "cliente", no entanto, dificilmente irá diminuir as denúncias do Procon. Nem todo mundo é imbecil neste país.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

GARNIER LANÇA PRODUTO COM NOME BOBO EM "PORTINGLÊS"


EM INGLÊS, O ANTI-CHUTE É OPORTUNO. MAS AQUI PREFERIRAM BOTAR O RIDÍCULO "STOP QUEDA".

"Miusiqui is véri gude". Há certas coisas absurdas em nosso país. Marcas estrangeiras aqui instaladas, em vez de adaptar seus produtos a uma linguagem completamente em português, que é o nosso idioma, coloca-se a linguagem estrangeira, total ou parcial, o que mostra o quanto as multinacionais nem estão aí para a realidade brasileira.

Mas agora, não bastasse isso, temos o nome horroroso que a Garnier lançou para um dos xampus da linha Fructis: STOP QUEDA. Tudo no mais cômico portinglês.

Pelo amor de Deus. STOP QUEDA? Não se sabe se isso é para rir ou é para chorar.

O nome lembra aquele Stop Sol, aquele bronzeador pirata fictício que Bruno Mazzeo criou no seu Cilada, no episódio "Casa de Praia" que conta com a participação do seu colega da propaganda dos "Pagáveis" da Embratel, o comediante da MTV Marcelo Adnet.

Se não pega bem que haja, no Brasil, um produto da marca Dove com o nome de Man Care - num inglês correto, mas, para o brasileiro que não entende inglês, rende a pronúncia risível de "menqué" - , podendo ser alterado para Dove Cuidados Masculinos, o produto da Garnier foi o fim da picada.

Se a Garnier fosse mais cuidadosa, poderia investir no mais simples, no mais despretensioso, porém bem mais correto e coerente e substituir o horroroso STOP QUEDA pelo modesto ANTI-QUEDA. Modesto, mas não causa constrangimento.

As indústrias estrangeiras deveriam adaptar suas linguagens para o país de cada filial. É menos pretensioso e parece menos elegante, à primeira vista. Mas é muito mais correto e de acordo com o respeito ao freguês consumidor.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

DIFERENÇAS ENTRE NERDS E FALSOS NERDS



Nesta foto vemos o que são os verdadeiros nerds. A turma do Big Bang Theory - que ainda por cima tem a superfofa Kaley Cuoco no elenco - é legítima herdeira dos nerds originais. Buddy Holly ficaria orgulhoso.



Já esses é o que no Brasil passaram a ser conhecidos como "nerds". Com estranhos costumes como a personalidade machista, a supervalorização da cerveja, o fanatismo pelo futebol, admiração por filmes de pancadaria e uma fixação meio esquizofrênica pelas mulheres, na linha Pânico da Pan. Cervejão-ão-ão!

Aqui o perfil atribuído oficialmente aos nerds mais parece o de um "alfa beta" (como eram conhecidos os garanhões esportistas do filme Vingança dos Nerds) que deixou de praticar esportes e de fazer a barba, e ainda não se recuperou do porre da noite passada.

Imagine se o rapagão sarado deixa de ir um dia à ginástica, é convidado para se reunir com os amigos para tomar um porre, com a televisão ligada num evento de vale-tudo no Sportv 2 e, na manhã seguinte, o rapagão está tão chapado que não apara a sua barba por fazer. Esse cara é nerd? De jeito nenhum!

Também é bom demais para ser verdade acreditar que só tinha nerd no Campus Party. De repente, da noite para o dia o Brasil virou uma nação de nerds. Não faz o menor sentido. É o mesmo que dizer que, no Dia da Páscoa, somos todos coelhos.

Na boa, no evento tinha gente de todo tipo, não vamos tomar o marketing como se fosse realidade, né?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

TRISTEZAS DE UMA MOÇA POBRE



A moça pobre sofre.

Ela quer qualidade de vida. Mas a mídia não deixa.

Seu papel, segundo a mídia, só pode ser um dos dois.

Se tem um corpo mais curvilíneo, tem que ser a boazuda da mídia.

Se tem uma aparência "não muito atrativa", tem que bancar a coitadinha que escuta canções da mais viscosa breguice romântica.

Ler livros, nem pensar. Quando muito, somente best sellers ou coisa parecida.

Nada de ampliar os conhecimentos.

Os barões da grande mídia acham que fizeram um grande favor à moça pobre permitir que ela tenha algum emprego próprio na vida.

Os barões da grande mídia acham muito permitir até que ela cuide do lar, geralmente vivendo com a mãe e com o irmãozinho mais novo.

A moça pobre está proibida pela mídia de correr atrás do aperfeiçoamento de conhecimentos.

Ela que espere o Fantástico, o Domingão do Faustão e, sobretudo, o Ali Kamel, para dizerem o que ela deve fazer para ficar "um pouco mais inteligente".

Os internautas de direita acham isso relativo. "Todo mundo é inteligente, todos nascem inteligentes", dizem esses demagogos.

Como se dissessem que "o Sol nasce para todos". Só que, na prática, esse "Sol" aparece mais para uns do que para outros.

Viver em condomínios de luxo e espalhar pela Internet que conhece a periferia de perto, mesmo sem ter visto uma favela na sua frente, a não ser com sentimentos de horror, é muito fácil.

Difícil é defender o povo pobre mas questionando essa pretensa "cultura de pobre" que até os latifundiários apoiam e a grande mídia veicula.

Daí dizem que a moça pobre só tem na mídia o caminho da felicidade.

"A mídia é a sociedade, pode confiar. A mídia só é reflexo do povo brasileiro", dizem.

A moça pobre, na boa fé, não sabe que caiu na armadilha.

Disseram que se ela gostasse daquele grupo de sambrega, daquela dupla breganeja, só visse BBB, novelas, e lesse livros de auto-ajuda, ela estaria em alta na sociedade e atingiria o mais alto grau de prestígio social.

E ainda tiveram o cinismo de dizer que "só os preconceituosos é que falam mal dessa cultura (sic)".

A moça pobre quer crescer, mas a mídia e seus asseclas e adeptos não deixam.

Porque eles querem ganhar muito mais dinheiro do que a moça pobre.

Eles querem ganhar fortunas, às custas da domesticação sócio-cultural que eles vendem sob o rótulo hipócrita de "cultura da periferia".

Ela só quer ganhar dinheiro para seu sustento e para seu relativo conforto na vida.

Mas, sem saber, ela é explorada por essa mídia apoiada pelos latifundiários.

Quem vai lutar por ela?

Os que estão junto com a grande mídia fingem que ela não existe e que é o povo que decide pela programação que rola nas TVs e rádios.

Os que estão junto com a moça pobre não sabem o que fazer.

A moça pobre está triste. Ela quer socorro.

Porque ela quer superar a vida medíocre que o status quo social condena ela a viver.

Quem vai ajudá-la a realizar esse desejo tão humano?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

FRANZ KAFKA E O BRASIL DE HOJE



Uma boa bibliografia de ficção ou de humor se aplicariam à realidade do Brasil.

Temos o próprio brasileiro Sérgio Porto, que através de suas obras satíricas Febeapá 1, 2 e 3 (haveria mais, não fosse a morte prematura do autor), de 1966, 1967 e 1968 respectivamente, seu alter ego Stanislaw Ponte Preta fazia notas baseadas em aparentes cartas de leitores sobre os absurdos existentes no país em começo de ditadura, mas que são impressionantemente atuais.

Há a obra Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, publicada em 1932, que no entanto parece prever, através de metáforas e sutilezas, o Brasil da Era FHC, uma espécie de ditadura da "racionalidade" que oprime o ser humano e incomoda um personagem do livro.

Há a obra 1984, que George Orwell lançou em 1948, que pode tanto ser interpretada como uma profetização da ditadura militar brasileira de 1964-1985 como pode também ser uma metáfora sobre o atual reacionarismo da mídia ou mesmo de parte da juventude internauta dos anos 90 para cá.

Há a obra O Príncipe, de Maquiavel, uma obra de ciência política que, de forma crítica - é equivocado o termo "maquiavélico" para citar "os fins justificam os meios" porque Nicolai Machiavelli não concordava necessariamente com os métodos narrados - , analisam aspectos que correspondem ao "jeitinho brasileiro" de hoje em dia.

Há a obra de Franz Kafka, sobretudo em A Metamorfose, ficção que poderia servir de crônica para a inferiorização humana, e O Processo, sobre um homem que é processado por uma acusação que nunca é esclarecida. Tais absurdos também falam muito sobre o nosso Brasil.

Recentemente a "cultura" do grotesco vive uma controvérsia violenta. A hegemonia do brega-popularesco, na medida em que é criticada em seus vários defeitos, causa incômodo em vários internautas que, se autoproclamando "donos da verdade", tentam não investir numa saudável concordância, mas em ataques desqualificatórios.

"Ah, você é intelectual mas fala mal do Domingão do Faustão. Critica o machismo mas fala mal das mulheres-frutas".

"O jornal Meia Hora (nota: de mídia popularesca) é vítima da ditadura do politicamente correto".

"Você se acha conhecedor de cultura, mas ignora o sucesso (nota: comercial) dos ídolos musicais (de sambrega, breganejo etc)".

Enfim, a dita "cultura popular" não pode ser criticada em seus absurdos porque nosso desejo de justiça social é visto como "fúria elitista", fora outras acusações mais cruéis.

De repente, torna-se um drama criticar as chamadas popozudas, mesmo quando se alerta sobre o óbvio aspecto da coisificação da mulher-objeto em nome de valores claramente machistas.

Solange Gomes comete gafes e afirma odiar ler livros, no alto de seus 36 anos, e eu não posso fazer críticas a ela que aparece internauta me espinafrando.

Nada mais kafkiano.

Pois se eu não posso criticar mulheres que seguem valores do machismo, eu, como homem, sou proibido de criticar a exploração fútil do corpo feminino, então vivo num país absurdo.

Já enfrentei reacionários que defendiam esses ícones do Brasil conservador como Solange Gomes, Alexandre Pires, Rádio Cidade/89 FM, Zezé Di Camargo & Luciano, Exaltasamba, MC Leonardo, ou mesmo José Serra.

Gente que, no entanto, vestia de uma forma ou outra a máscara de "progressista" ou "independente". Gente que se apressa em falar mal da Rede Globo, só para impressionar e fingir que seus ídolos da "música sertaneja" correspondem a um Brasil libertário.

Não chegam a defender o MST (seria o mesmo que atirar no próprio pé), mas os fanáticos pelos agroboys musicais - que no fundo assistem aos programas da Globo com muita devoção - tentam enganar a gente dizendo que "este programa da Globo é uma m...", "o Galvão Bueno é um esc...", "Fátima Bernardes é uma bruxa feia e velha", "Fernanda Montenegro atua mal" e por aí vai.

Tanta mentiralhada exagerada para tentar impressionar, críticas até mais grotescas do que o normal (eu não criticaria o PiG de forma fútil ou exagerada), quando na verdade esse pessoal reaça é adepto da mídia golpista que diz odiar.

Hoje esses internautas fazem patrulha, tentando dizer que o "grotesco" é "coisa fina", no mais desesperado recurso de combater as críticas à domesticação sócio-cultural do brega-popularesco.

Tanta coisa kafkiana, como dizer que o É O Tchan não é machista, que o jornal Meia Hora é apenas um "jornal de humor", e alguns idiotas ainda o comparam com o saudoso jornal Pasquim.

Esses caras já leram o Pasquim na vida? Certamente não. Só ouviram falar.

Mas Solange Gomes odeia ler livros e posa de "freira sexy" e não podemos falar mal dela. Mas se um idiota diz que ela é um "ícone do feminismo", há quem aplauda de pé.

O Pasquim não era só piada. Tinha ensaios, entrevistas, textos da mais refinada inteligência. Tinha também agenda cultural, ciência política, relatos jornalísticos de primeira.

Durante a ditadura militar o Pasquim fazia muito mais jornalismo e ativismo cultural do que o debilóide Meia Hora nos tempos atuais de democracia.

Mas no Brasil de Franz Kafka a "barata" é vista como a metamorfose natural do povo da periferia.

Eu digo que o povo pobre foi transformado pela mídia golpista em uma massa grotesca e idiotizada, e o preconceituoso sou eu, quando eu apenas denuncio as manobras feitas pela mídia.

Em vários textos já falei que o povo brasileiro tem uma história de luta, e havia tempos em que as classes pobres derrubavam governantes, botavam donatários (os "governantes" das capitanias hereditárias, primeira tentativa do Brasil em dividir-se em Estados) para correr.

Comparo o que o povo pobre faz no não-reconhecido território palestino e o povo-gado da Globo que vai submisso ao galpão mega-show ver os ídolos do "funk", do sambrega e do tecnobrega etc, e ninguém dá ouvidos.

Mas se uma das "maiores musas do país" diz que odeia ler livros, fazendo coro à "também grandiosa" Ivete Sangalo, isso equivale a uma verdadeira censura.

Porque sabe-se que, lendo livros, conhece-se muitos segredos e contradições da vida, e confrontar A Metamorfose de Franz Kafka com o brega-popularesco (que, por sinal, tem o sucesso de duplo sentido "A Barata", do Só Pra Contrariar, que nada tem a ver com Kafka, mas com a metáfora machista da mulher-objeto).

Porque é lendo livros que se entende melhor a realidade em volta. Que se reativa a memória, que se relembra segredos "perigosos" que põem em risco a reabilitação de oportunistas canalhas, que eram reacionários e corruptos há poucos meses, mas, sem se arrependerem do que fizeram, quiseram se passar por "outras pessoas, mais íntegras e progressistas".

É através da leitura de livros que obtivemos informações que revelariam o Febeapá do nosso Brasil.

Por isso alguns jovens reaças dizem que são "inteligentes" assim do nada.

Querem nos assustar. Mas não conseguem.

No fim são eles que correm com medo, sem poder segurar mais suas máscaras de "avançados".

sábado, 22 de janeiro de 2011

ESSA FOTO PARECE DO COMEÇO DOS ANOS 60. MAS NÃO É



Essa foto que vemos, publicada na revista Zooey Magazine, poderia muito bem se passar por uma imagem do começo dos anos 60.

Quando a gente diz começo dos anos 60 a gente fala de 1960, 1961, da inauguração de Brasília, da ascensão de John Kennedy, do começo da nouvelle vague, do hiato do rock'n'roll que abriu espaço para a soul music, do declínio da fase glamurosa de Hollywood, das independências dos países africanos, das Olimpíadas de Roma.

Uma parte da década de 60 que emergiu da ressaca dos anos 50, e que foi simbolizado por musas como Brigitte Bardot e Audrey Hepburn, os maiores símbolos da beleza feminina do mundo.

Aliás, essa foto, que poderia muito bem ter sido publicada em 1960-1961, na verdade é deste ano e a mocinha da foto, que aos nossos olhos brasileiros lembra muito as "Garôtas" de Alceu Penna, é a atriz Victoria Justice, ídolo teen que se destaca como protagonista do seriado Victorious, do canal Nickelodeon.

Pois é bom prestar atenção em Victoria Justice, porque sua beleza deslumbrante ultrapassa o limite escasso de palavras para defini-la. Pode-se dizer, no mínimo, que Victoria Justice é completamente fascinante e dona de uma formosura física altamente sedutora.

Afinal, não é de hoje que Victoria Justice transmite seu encanto como uma bela mulher. Seu traços ao mesmo tempo sensuais e românticos já se desenvolveram quando a atriz ainda tinha 16 anos, há dois anos atrás.

Junto a esse rosto que é um colírio para nossos olhos, Vic também tem formas esculturais, valorizada pelo clipe de "You're The Reason", em que a atriz e cantora combina graciosidade com sensualidade (sim, temos que admitir, Victoria Justice é sexy).

A gatinha completa 18 anos no próximo mês. E já desponta como uma das mais promissoras musas do futuro, junto a Selena Gomez, Dakota Fanning e a já surpreendente Emma Watson. O que, no Brasil, fará uma diferença enorme diante da decadente vulgaridade das "musas" balzacas que aparecem na dita "imprensa popular".

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

AS MENTIRAS EM TORNO DO BREGA-POPULARESCO


SEGUNDO A INTELECTUALIDADE ETNOCÊNTRICA, ESTA É, DE FATO, A VOVOZINHA.

A pretensa "música popular" das rádios FM e da TV aberta, patrocinada por políticos conservadores, pelos barões do atacado e varejo, pelos coronéis do latifúndio e pelas elites do entretenimento em geral, não é mais do que a música comercial do Brasil, algo como o nosso hit-parade.

Mas, no país do politicamente correto, nos últimos anos esse hit-parade à brasileira veio com um monte de alegações, várias delas mentirosas, para tentar prevalecer no sucesso, muitas vezes sob o título de "verdadeira cultura popular".

De repente, aqueles estilos postiços alimentados pelo jabaculê, pela politicagem midiática, tentam desmentir todo o passado e, nos últimos oito anos, acumulou desculpas para se perpetuar na mídia.

Em muitos aspectos, há não somente a recusa em assumir a realidade, como acusa opositores dos mesmos procedimentos que, na prática, os defensores do brega-popularesco fazem.

Só para citar algumas mentiras ou inverdades em torno do brega-popularesco, podemos enumerar as mais marcantes:

1) OS ÍDOLOS BREGA-POPULARESCOS SÃO TIDOS COMO "VÍTIMAS DE PRECONCEITO" - Essa desculpa envolve até mesmo gente no auge da carreira, só porque nunca é levada a sério. Pura malandragem para levar vantagem fácil, até porque quem os rejeita não os faz porque os desconhece, mas porque os conhecem até demais.

2) OS ÍDOLOS BREGA-POPULARESCOS DIZEM QUE NÃO APARECEM NA GRANDE MÍDIA - Domingão do Faustão, Ilustrada da Folha, revistas Contigo e Caras, Segundo Caderno de O Globo, além de outros exemplos nacionais e regionais de grande mídia, não nos deixam mentir: o brega-popularesco foi criado, amamentado, alimentado, fortalecido pela grande mídia. Mas agora que a grande mídia está desacreditada por setores da opinião pública, os ídolos popularescos, mesmo aqueles surgidos antes da Internet, agora dizem que seu sucesso se deve tão somente às "redes sociais" ou à "mídia alternativa". Narizes bregas e neo-bregas crescem astronomicamente.

3) A "CULTURA" BREGA-POPULARESCA JURA QUE NÃO É "IDEALIZADA" PELAS ELITES - Como não? Sua qualidade artística duvidosa mostra isso. A domesticação do público, a higienização ideológica, a mediocrização artística e cultural, mostram o quanto essa "cultura popular" é milimetricamente calculada pelos barões do entretenimento para que se torne um padrão ao mesmo tempo patético, grotesco, piegas, para o consumo das massas através da grande mídia. Isso é "idealização". No duro.

4) O BREGA-POPULARESCO DIZ REPRESENTAR A LUTA CONTRA O APARTHEID CULTURAL BRASILEIRO - Nada disso. Pelo contrário, sua mediocridade cultural reforça o apartheid sócio-cultural que diz combater. Mesmo sua penetração nos círculos universitários, nos redutos de MPB autêntica, nos circuitos culturais mais sérios, não impede que esse apartheid aconteça. Ocorre exatamente o oposto, cada vez mais um grupo seleto de pessoas acaba fugindo de tais redutos e circuitos, preservando para si a cultura de qualidade, que continua fazendo um grande diferencial nos critérios de personalidade de determinadas pessoas. Até porque a mediocridade cultural, por mais que seja jogada para a Fundição Progresso, Circo Voador, Rec Beat ou mesmo Madison Square Garden e Montreux Festival, não a faz enobrecer, mas acaba desqualificando tais eventos e redutos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CAMPUS PARTY É REDUTO DO PSEUDO-NERD "CERVEJÃO"



Campus Party é um evento nerd? Menos, menos, moçada.

Na verdade, diremos que não é. É apenas um evento de informática, para gente que é muito interessada no setor. E ninguém vira nerd porque é fissurado pela informática.

Os yuppies dos anos 80 - que hoje são cinquentões sisudos a caminho dos 60 e são maridos de moças 15 ou 20 anos mais jovens - também eram fissurados por computador, quando expressões como Macintosh, Apple e aquele visual tela preta e tipos gráficos digitais - não se podia fazer textos com fontes parecidas com as que se lê nos livros, por exemplo - conhecido como MS-Dos, dominavam a informática da época.

Portanto, não dá para dizer que o Campus Party é um evento voltado para os nerds, como se aquela turma que a gente via no filme Vingança dos Nerds e no seriado Big Bang Theory fosse toda se encontrar lá.

Infelizmente, não é esse pessoal que a gente encontra na maioria, não. Há verdadeiros nerds que vão ao Campus Party, mas, na boa, eles são minoria.

Fora alguns playboys que se autoproclamam "nerds" e não conseguem disfarçar seu visual de mauricinho arrogante com um par de óculos, há o que chamamos de pseudo-nerd, nerd-judão - baseado no blog típico dessa patota toda - ou então do nerd "cervejão".

É um perfil baseado naqueles comerciais da cerveja Nova Schin - do lema "cervejão-ão-ão" - ou de filmes como Se Beber Não Case. Aquele falso nerd que não é mais do que um mauricinho atrapalhado, mais preocupado em cultivar uma barba do que em usar um óculos, se bem que, a rigor, a questão visual é algo que pouco importa. Mas, em todo caso, o estado de espírito do falso nerd "cervejão" nada tem a ver com o autêntico nerd, ainda discriminado no Brasil varonil.

Mal comparando, é como se o Booger do filme Vingança dos Nerds, num processo inverso ao do Oger e Stan Gable (atletas fortões que viraram nerds), migrasse da irmandada Lambda Lambda Lambda (nerds) para a Alfa Beta (dos atletas fortões).

O "nerd cervejão" é uma pessoa muito estranha. Adora dizer que é nerd, se comporta como atrapalhado de forma estranhamente proposital, tenta gesticular feito um paranóico, tudo para dar a impressão que é "nerd". Mas gosta de filmes de pancadaria - Cá para nós, as únicas coisas admiráveis em Os Mercenários, por exemplo, são a Giselle Itié e a eterna doçura Brittany Murphy - , toma cerveja até cair, é fanático por futebol, lê imprensa sensacionalista e gosta das metidonas paniquetes.

Isso não é nerd. Nerd para mim lê livros, vê filmes de arte ou comédias estudantis (desde que admita que estes são bons filmes comerciais), se toma cerveja o faz de forma moderada e pouco se interessa por esporte (e, claro, deve sempre achar que o futebol é incapaz de salvar a vida da humanidade).

Lembrando da Brittany Murphy, até o filme As Patricinhas de Beverly Hills, no qual o doce anjo moreno-ou-louro começou a ganhar fama, é muito mais nerd do que Se Beber Não Case. A própria Brittany sempre marcou sua carreira por ser uma deliciosa nerd lindíssima e muito, muito simpática.

Portanto, esse alarde todo da imprensa cada vez mais pedante - que, entre outras bobagens, é viciada em confundir dance music com rock - , em torno da ideia falsa de que o Campus Party é um evento dos nerds, é algo para não ser levado muito a sério.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

JORNALISMO POPULAR?


ESSA É A "SAUDÁVEL VALORIZAÇÃO" DA MULHER, SEGUNDO A ÓTICA DA IMPRENSA JAGUNÇA, O "PiG DA PERIFERIA".

COMENTÁRIO DESTE BLOG: Raquel Melo lançou esse texto para denunciar a exploração da chamada "imprensa popular" (que na verdade é imprensa jagunça) de explorar de forma degradante mulheres e homossexuais. É uma forma de esfregar na cara dessa intelectualidade etnocêntrica que acha esse tipo de imprensa "divertida" e que não vê sensacionalismo nem vulgaridade nesse espetáculo popularesco dos horrores. Acham que isso é apenas uma "saudável expressão pop da mídia das periferias". Vá entender. O texto abaixo mostra a realidade que a calhordice pensante não consegue ver.

Jornalismo popular?

Por Raquel Melo - Blog Sharing Posts

Caros segue abaixo uma mensagem que a Raquel Melo, jornalista e cidadã, acaba de enviar para a Ouvidoria-Geral da Cidadania da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República no e-mail: direitoshumanos@sedh.gov.br

Boa tarde,

Peço à ouvidoria da Secretaria de Direitos Humanos que esta mensagem chegue ao senhor Gustavo Bernardes da Coordenadoria Nacional de Promoção dos Direitos LGBT.

O jornal Meia Hora, que pertence ao grupo EJESA (Empresa Jornalística Econômico S.A.), é conhecido pela população carioca, e mais recentemente pela paulistana, pelo que seus editores chamam de ‘jornalismo popular’ para retratar situações do cotidiano no país.

O grupo EJESA, segundo o próprio site da empresa, detém três jornais impressos e online: O Dia, Meia Hora e Marca Campeão que juntos chegam a mais de 3,5 milhões de leitores.

Em uma rápida busca no site do jornal considerado mais popular do grupo, o Meia Hora, é possível ter acesso às capas de algumas edições publicadas. Fato é que o que estes senhores chamam de ‘jornalismo popular’ está pautado na mais explícita banalização da violência e violação de direitos das mulheres, homossexuais e outros grupo historicamente vítimas de preconceito neste país.

Em um governo que começa seu mandato afirmando o compromisso de combater a homofobia e outras formas de preconceitos é de extrema urgência que se criem mecanismos que impeçam empresas de comunicação com ou sem concessão pública de perpetuarem a discriminação e incitarem a violência, principalmente contra os homossexuais.

Que criem e garantam nosso direito de resposta às publicações e veiculações absurdas que ferem nossa Constituição e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Abaixo, as capas do jornal Meia Hora publicadas pelo grupo EJESA somente em janeiro de 2011. Reparem nas palavras usadas pelos jornalistas para se referirem às mulheres e aos homossexuais: bibas, gostosa, traveco, piriguete. Imaginem tudo que foi publicado em 2010.

Terça, 18 de janeiro de 2011
http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/18012011.pdf
Sábado, 15 de janeiro de 2011
http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/15012011.pdf
Sexta, 14 de janeiro de 2011
http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/14012011.pdf
Segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/10012011.pdf
Quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/06012011.pdf
Terça-feira, 4 de janeiro de 2011
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Obrigada,

Raquel Melo
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

NATALIE PORTMAN FOI PREMIADA MELHOR ATRIZ



A maravilhosíssima Natalie Portman foi premiada anteontem melhor atriz de drama pelo filme Cisne Negro, no 16º Critics' Choice Movie Awards.

A nota só foi publicada hoje, porque o autor deste blog esteve ausente ontem.

Mas mesmo assim saudamos a fascinante atriz, parabenizando-a pelo prêmio, embora seu talento admirável não precisasse de prêmios, porque seu mérito se expressa por si só.

Em todo o caso, o prêmio é vantajoso porque abrirá grandes oportunidades para nossa querida Natalie. Ela merece.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

APELOS PARA A VIDA AMOROSA



As mulheres que desejam se casar com os homens que elas querem recorrem a Santo Antônio para realizar os seus desejos.



Já os homens que desejam se casar com as mulheres que eles querem precisam recorrer ao Sebrae.

Porque é só montando uma empresa mesmo para aumentarem as chances de se casar com mulheres legais no Brasil.

domingo, 16 de janeiro de 2011

SE MICHEL TEMER FOSSE JAKE GYLLENHAAL...



Enquanto este blog estava de férias, foi noticiado o fim do curto namoro entre a cantora Taylor Swift e o ator Jake Gyllenhaal, conhecido pelo filme Brokeback Mountain.

O motivo teria sido a diferença de idade entre Jake e Taylor, que, respectivamente, completam 30 e 22 anos este ano.

A diferença de idade minguada - que só representa um "abismo" para quem vive na adolescência, mas, na vida adulta, é pouco significativo - de oito anos, que, mesmo assim, não permitiu manter a relação entre o então casal, chega a ser curioso se vermos o caso do atual vice-presidente brasileiro, Michel Temer, e sua esposa 45 anos mais nova, Marcela Temer.

O pior é que, no caso de Jake e Taylor, o homem, mesmo mais velho, é dotado de jovialidade e sua relação com a cantora foi mais equilibrada, já que o homem não se "fecha" no seu egoísmo etário.

Isso é o problema do casal Michel Temer e Marcela. Um casal típico do século XIX, afinal não dá para sermos politicamente corretos e permitirmos um laissez-faire dos sugar daddies - ou melhor, dos sugar grandaddies, no caso do vice-presidente - que, de tão velhos, são incapazes de se integrar ao estilo de vida de suas esposas.

Apesar de Michel Temer ser de uma geração poucos anos mais velha que os Beatles, e sabemos bem que, se fosse um Paul McCartney, ele pode muito bem pegar uma garota de 28 anos, porque não se fecha na sua "maturidade", não é um homem preso no pedestal de seu comportamento "comedido" e "sofisticado".

Esse tipo de homem, como Michel Temer e outros que se afirmam no poder e no status, escravos de sua própria maturidade, nada tem de comedido nem de sofisticado, tal é a obsessão, por exemplo, por festas de gala, almoços formais, bate-papos pedantes sobre Política e História, e pelo uso dos incômodos e chatíssimos sapatos de verniz.

Notei uma tristeza em Marcela Temer, durante o evento de posse da presidente Dilma Rousseff. Como uma jovem donzela do período do oitocentismo, do Império brasileiro, taciturna - como se diria então - diante da juventude perdida, ao lado de um marido sisudo que se vicia nos assuntos políticos e econômicos, com uma simpatia paternal que constrange e intimida, em vez de cativar. As contemporâneas de Marcela, em sua maioria, prosseguem nas suas vidas de solteiras, ou no seu rodízio livre de sucessivos namorados.

Talvez Marcela Temer venha a ficar solteira, através da viuvez, dentro de 15 ou 20 anos. Afinal, a média de óbito de políticos como Michel Temer está em torno de 87 a 95 anos, como registrou nossa História em muitos casos. Este ano ele completa 73 anos.

Mas aí, se tiver sorte de sobreviver ao envelhecimento existencial - já que as jovens esposas de homens maduros são obrigadas a fazer papel de "coroas" antes do tempo - e manter um relativo frescor de beleza, Marcela, que estará quarentona na época, terá que recuperar o tempo perdido, com um apetite de solteirice provavelmente muito maior.

Por sorte, mulheres com mais de 45 anos - como a atriz Débora Bloch, por exemplo - mantém sua aparência jovial e seu estilo de vida idem, sendo fato superado a antiga necessidade de mulheres virarem "madames" quando ingressavam na casa dos 35, 40 anos. Da mesma forma que a "trintona idosa" da música de Luiz Antônio, "Mulher de Trinta", cantada por Miltinho, apesar de ser um simpático samba, sua letra, no contexto de hoje, é, na melhor das hipóteses, tragicômica.

AS GAROTAS INTELIGENTES SÃO AS MAIS DESEJADAS



Quem é a mais desejada do mundo?

A paniquete que pede para os internautas escolherem a calcinha que ela vai comprar nos próximos dias? A titia boazuda que posa nua em fotos de Natal, Ano Novo e o escambau?

Nada disso.

E qual é a mulher considerada a mais legal?

É aquela que topa qualquer parada? É aquela que usa shortinho curto ou saia curtinha todo dia, se preciso até mesmo em eventos relativamente solenes? É aquela que mostra o corpo em qualquer situação?

Nada disso.

Mulher legal é aquela que é agradável para se conviver. Que é capaz de conversar sobre vários assuntos, dizer coisas interessantes, ter simplicidade e senso de humor, que pode falar de política sem parecer boba ou pedante, que lê livros, que frequenta lugares interessantes, que vai a boates e presta atenção na sua arquitetura, não usa a vida noturna como vitrine egocêntrica.

Pois no mês passado foi anunciado que as belíssimas atrizes Natalie Portman e Reese Witherspoon se tornaram noivas de seus namorados. Reese tem duas filhas de um casamento anterior. Natalie está grávida.

Mas ambas têm em comum o fato de serem mulheres inteligentes, que sabem e têm muito o que dizer, que praticam ativismo social, que possuem senso de humor e tudo de bom que podemos esperar de mulheres de qualidade.

Aqui, ainda impera o forte lobby das popozudas, das mulheres-frutas às paniquetes, sem falar das titias Nana e Solange e da "força-tarefa" do É O Tchan ter seis e não só duas dançarinas, todas mais celibatárias que noviças de convento, independente de serem solteironas ou descasadas.

Todas vendendo a imagem de um falso feminismo, tão falso que não se pode falar que vende gato por lebre, mas que vende porco por lebre.

Porque é um "feminismo" que se define mais pela ausência de um homem. Quer dizer, ausência em termos, porque virtualmente os homens estão lá, as musas calipígias de um modo ou de outro estão a serviço do machismo agonizante mas ainda firme nos seus derradeiros rugidos.

Mas a maioria dos homens foge dessas mulheres que "mostram demais", porque elas cometem gafes, não leem livros, são incapazes de fazer uma entrevista decente, e, além disso, se irritam facilmente por qualquer contrariedade pequena.

Sobretudo se as popozudas forem preteridas por moças mais decentes em ensaios de escolas de samba.

Agora as popozudas aparecem passeando de jet-ski, como se quisessem dizer que "fazem algo diferente". Ou são vistas comendo hambúrguer na lanchonete, como se quisessem se passar por "pessoas simples".

Mas isso não convence, diante do brilho que qualquer moça legal que conquista qualquer um com sua naturalidade e inteligência. Por isso é que as jornalistas de TV e as atrizes são as mais desejadas, disputadas pelos homens feito ouro em garimpo. Se bem que essa comparação é aproximada e distante, porque as mulheres legais não são mulheres-objetos.

Já as popozudas são. É até triste elas se irritarem quando se fala que o erotismo delas é exagerado, que elas são vulgares e grotescas, que elas vendem o corpo para a mídia. O que elas fazem, afinal? Dar aula de anatomia feminina na televisão, revistas e sítios de Internet?

E quando o erotismo obsessivo e viciado delas faz com que suas fotos "sensuais" sejam usadas por internautas atrevidos e traiçoeiros para enfeitar páginas de prostituição e "turismo sexual" estrangeiras? Isso é o preço que essas pretensas musas pagam pela vulgaridade explícita, por mostrarem seus corpos feito carne de rua, como se quisessem ser "as mais desejadas do país" na marra.

Por isso mesmo as mulheres legais passam a dianteira. E existe já uma multidão de jornalistas de televisão que expressa uma sensualidade mais refinada e discreta, e, por isso, muito mais atraente e sedutora, deixando as popozudas para trás.

Sem falar de outras mulheres classudas, que não precisam mostrar seus belos corpos a qualquer hora do dia. Mas, quando mostram, nos encantam e seduzem naturalmente. E que são mulheres que também têm o que dizer, são dotadas de inteligência, graciosidade, senso de humor e simplicidade.

É até risível que as popozudas - a mais recente é uma tal Mulher Chocolate do risível ritmo do arrocha baiano - digam que estão à procura de "homens legais" para namorar.

Dá pena.

Afinal, os homens legais não querem as popozudas. Os homens legais querem mulheres legais.

Por isso é que os homens querem mulheres como Natalie Portman e Reese Witherspoon.

Mulher legal e de conteúdo é algo cujo sentido nenhuma metáfora pornográfica engraçadinha pode alterar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

"SERTANEJO UNIVERSITÁRIO" EXPRESSA UM BRASIL CONSERVADOR



A música brega-popularesca é movida pelas teorias da direita brasileira. Se observarmos bem, sua visão de "identidade cultural" segue os mesmos princípios teóricos do economista Roberto Campos. Segue teorias pragmáticas, a partir de releituras dos norte-americanos John Dewey e Richard Rorty. Define a história da MPB através dos conceitos de Francis Fukuyama e seus conceitos de entretenimento, estrelato e sucessos musicais segue qualquer teoria eminentemente neoliberal.

Mas agora a tendência é o positivismo de Auguste Comte. Diante de tendências "mais sofisticadas", como as gerações recentes do "pagode mauricinho" e, agora, todo o "movimento" do dito "sertanejo universitário", a música brega, através dessas gerações, atinge um grau "convincente" - mas não menos discutível - de aperfeiçoamento técnico, o que dá a impressão de "sofisticação artística".

É um aperfeiçoamento técnico que nem os famigerados medalhões da "música sertaneja", do "pagode romântico" e da axé-music, com todo o clima de pompa que conseguem criar nos palcos, conseguiram alcançar. Mas que nem por isso rompe com a tradição domesticadora da música brega, até porque a música brega é perecível, risco que nem os "universitários" estão livres de sofrer.

Isso porque essa "sofisticação" é aparente. Na essência, ela não acontece. O caráter dúbio dos medalhões do brega-popularesco (os mesmos citados dois parágrafos acima) é herdado, que é o de tentar cortejar a MPB (ou apenas o que há de mais inofensivo e manjado nela) e o brega-popularesco ao mesmo tempo. Isso já causa um grave problema para as novas gerações que, mesmo num contexto brega-popularesco, tentam mostrar um trabalho "de qualidade".

Li a entrevista de Lobão no Le Monde Diplomatique Brasil e ele critica aquilo que ele chama de "paumolecência" da música atual. É certo que ele ataca a MPB, e que nem o grande Chico Buarque escapa dos ataques do roqueiro, mas Lobão também reprova os chamados ritmos "universitários" do brega-popularesco, pelas mesmas acusações de acomodação musical.

Ou seja, se um Chico Buarque, famoso por suas críticas contundentes ao regime militar, capazes de fazer um Paulo César Araújo morder os beiços de inveja (ele tentou alterar a história da música brasileira como uma criança brinca com massa de modelar), é acusado por um roqueiro de ser acomodado, imagine então os "sertanejos universitários" que puxam toda uma etapa pretensamente sofisticada da Música de Cabresto Brasileira?

Afinal, não adianta fazer "músicas lindas" ou ter um conhecimento enciclopédico da "música pop", agradar Renato Teixeira, Ricardo Cravo Alvim e Zuza Homem de Melo ou falar firme e seguro nas entrevistas. Os breganejos veteranos já tentaram tudo isso, mas nem por isso enobreceram sua reputação.

É certo que uma intelectualidade etnocêntrica e corporativista, vai apelar. Sua visão de "justiça social" é a de incluir os pobres no consumo, de jogar a população de Rio das Pedras e Cidade de Deus para circular no Barra Shopping ou de incluir a periferia na plateia do Fausto Silva, sem que esse povo melhore realmente sua qualidade de vida.

Essa intelectualidade, temerosa de evitar processos trabalhistas de suas empregadas domésticas ou diaristas, que só viu os sertões e as periferias em documentários na TV paga, mas que escrevem textos que são só elogios pela maioria dos sítios que os citam, talvez num impulso provocador tentem dizer mais uma vez que o brega-popularesco é a "verdadeira MPB".

Ou, sendo isso impossível (sem que haja uma reação contrária a tal declaração), talvez esses intelectuais tentem mais uma vez desqualificar o termo MPB, choramingando que ela se tornou um termo "elitista", "preconceituoso" e "discriminatório". Reclamam que a Música Popular Brasileira se transformou numa Academia Brasileira de Letras musical. Mas, no fundo, desejassem que a MPB se transformasse na "casa da Mãe Joana", onde cabe até mulher-fruta dentro.

Mas enquanto essa intelectualidade fala mal da MPB porque ela ficou "burguesa" - sobretudo através das manobras mercadológicas exercidas entre 1979 e 1990, que fez a música brasileira até então de qualidade "brincar de viver" em álbuns burocráticos - , é justamente essa fase da MPB que inspira os ídolos bregas e neo-bregas, a partir da tutela de Sullivan & Massadas e de todo o "sertanejo" e "pagode romântico" lançado a partir de 1990, a lapidar suas carreiras.

Afinal, trata-se de uma conduta conservadora. É o Brasil conservador que expressa todo o brega-popularesco, principalmente os "sertanejos universitários" na sua assepsia estético-ideológica que só leva às últimas consequências o que já estava explícito no "pagode romântico", no "sertanejo", na axé-music, no "funk melody" e outras tendências brega-popularescas que contrapõem o grotesco explícito do "funk carioca", arrocha, forró-brega, tecnobrega e do "brega de raiz" com a "sofisticação" de outros estilos brega-popularescos reservados a "toda a família".

Por isso mesmo, o "sertanejo universitário" não convence como movimento cultural. É um modismo. Parece "sofisticado" à primeira vista, sobretudo reinando soberano nas telas da Rede Globo. Mas perece, porque, como toda tendência brega-popularesca, é movida pelo plugue da grande mídia.

Afinal, não adianta conhecer cultura pop, saber os sucessos do R.E.M., saber quem é Bob Dylan, agradar Almir Sater e Renato Teixeira, Ricardo Cravo Alvim e Zuza Homem de Melo, ter apelo jovem e o escambau. Tudo isso se perecerá, porque não adianta bancar o sabidão. Isso é pedantismo. Saber um pouco, e talvez um pouco mais, de forma tendenciosa.

A MPB autêntica, que não vive de lotadores de plateias de micaretas, vaquejadas, "bailes funk", programas de auditórios, feiras de agronegócio, possui sabedoria porque é livre. É livre para fazer arte de qualidade, sem esperar o sucesso de cinco CDs. É livre para expressar conhecimentos, sem esperar que os erros de modismos passados lhe digam o que deve fazer ou aprender.

A MPB autêntica não busca conquistar a simpatia de especialistas de MPB. Eles é que naturalmente a apreciam. Não busca conquistar a simpatia de nomes como Renato Teixeira e Jorge Aragão, porque se iguala naturalmente a eles. Não apela para a esquizofrenia de usar pompa e luxo nos palcos, muita técnica nos discos e DVDs, muito marketing, para se passar por "cultura popular séria". Até porque não confunde simplicidade com extravagância.

A MPB autêntica não é o brega-popularesco. Nem seus cantores, duplas e grupos mais "sofisticados". A MPB autêntica não rola nas "rádios do povão", expressões do coronelismo político-midiático. E nela não tem esse negócio de Roberto Campos, Francis Fukuyama nem Auguste Comte.

Não é à toa que o "sertanejo universitário", longe de ser o mais novo apelo do brega-popularesco para entrar no clube da MPB, representa o ocaso de toda uma linhagem da música brega e de todos os seus derivados que compõem os "sucessos do povão". E, como tantas outras "novidades" popularescas, soará mofada e datada no decorrer dos tempos.

DANI BOLINA É PUNIDA POR ROMPER COM A NORMA DE CELIBATO DAS BOAZUDAS



Enquanto nada akonteceu na vida amorosa de Nicole Bahls, sua colega Dani Bolina decidiu namorar um modelo, Mateus Verdelho, e depois se casar com ele.

E, por isso mesmo, a produção do programa Pânico na TV - cada vez mais decadente, sobretudo nos domingos, sofrendo a revanche da "equipe" do fictício Hospital Isaac Rosemberg - pensa em demitir a assistente de palco por ela ter se casado.

Segundo a coluna Zapping, da Folha On Line e do Agora São Paulo, o diretor da atração, Allan Rapp, prefere assistentes de palco solteiras ou, quando muito, apenas com namorado, como é o caso da paniquete Juju.

Isso mostra o quanto o celibato é a norma para as chamadas boazudas, mesmo as com mais de 35 anos, para manter, de forma eternamente viciada, o mercado de glúteos avantajados expostos na grande mídia. Um mercado que se desgasta, mas que insiste em continuar ativo, sem se dar conta que um dia essas musas terão que se aposentar, e um marido seria um bom meio delas trabalharem seu futuro com segurança.

A TANGA DE NATALIE PORTMAN



Mês passado, foram divulgadas fotos de Natalie Portman usando uma tanga que chamamos de "fio dental" e que não é muito típico das mulheres lá no exterior.

A empolgação foi geral - eu, incluído - diante da confirmação da sensual formosura da atriz, acrescida à sua beleza cujas palavras são muito poucas para defini-la em sua plenitude.

No entanto, como a tanga fez o filme em questão, Your Highness, ser classificado para maiores de 18 anos, a produção recorreu ào recurso digital de criar uma "calcinha" para cobrir o generoso traseiro da fascinante atriz.

E olha que o traje dela, embora sensualíssimo, não expressa qualquer vulgaridade, e entre nós nada tem de mais, porque na praia mulheres se vestem com traje parecido e nem por isso se tornam pornográficas.

Por outro lado, permite-se, isso sim, a vulgaridade extrema das popozudas, seus glúteos exagerados e suas roupas apelativas demais - que "mostram demais" até cansar - se mostre para crianças da forma mais explícita. Essas, sim, poderiam ter uma classificação para um público maior de idade, mas nada disso acontece.

Pelo contrário, a popozuda de plantão posa na Playboy ou na Sexy e, no dia seguinte, vai para festinha de criança se exibir para os fotógrafos do portal Ego. Tudo na maior naturalidade.

Até agora nenhum disco do É O Tchan foi visto com alguma recomendação classificatória para 18 anos. Em vez disso, o grupo é jogado até mesmo para crianças com menos de cinco anos, assim de graça. Nesse sentido, até a insuportável ditadura militar traz uma saudade: naqueles tempos, um disco do É O Tchan seria proibido para maiores de 18 anos.

Portanto, são dois pesos e duas medidas. Natalie Portman estava sensualíssima no seu traje, mas ainda assim dava para o público infanto-juvenil apreciá-la assim, sem medo. Mas o rigor de lá fez com que o filme fosse classificado para 18 anos. Por outro lado, a vulgaridade explícita das boazudas brasileiras é exibida gratuitamente para crianças, sem o menor pudor, e já cheguei a ver desfiles filantrópicos de creches tocando músicas do É O Tchan. Cujo maior sucesso de sua trajetória tem uma letra que fala alegremente de um estupro.

Não dá para entender.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

QUER UM BRASIL MELHOR? SIGA O MINGAU DE AÇO!



Quer um Brasil melhor?

É só seguir o MINGAU DE AÇO.

O endereço é fácil de decorar: http://mingaudeaco.blogspot.com

Com MINGAU DE AÇO, as ideias serão discutidas, e quanto mais gente, melhor será o debate público em prol de um país melhor.

MINGAU DE AÇO é um blog progressista. É o caçula dos nanicos. Mas vem com uma grande vontade de transformar o país.

Portanto, não vá só você seguir o MINGAU DE AÇO. Chame seus amigos para fazerem a mesma coisa.

Faça o MINGAU DE AÇO se destacar mais entre os blogs progressistas.

Para o bem da sociedade. Para o bem do país.

E para desespero da mídia golpista e dos seus amigos e simpatizantes.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

SIGAM O MINGAU DE AÇO!! ANTES QUE O WIKILEAKS O SIGA!!



Sigam o Mingau de Aço - http://mingaudeaco.blogspot.com, a nova força da mídia alternativa na Internet!!

Antes que Julian Assange e sua equipe do Wikileaks o sigam primeiro!!

Porque, se seguirem, aí que o Mingau vai dar o que falar no mundo, e quem não seguir vai perder boa parte da festa!

domingo, 9 de janeiro de 2011

BARÃO DE ITARARÉ TERIA PROVADO DO MINGAU DE AÇO



O Barão de Itararé teria certamente provado o Mingau de Aço no café da manhã.

Ou no café d'A Manha, se quiserem.

O Mingau de Aço está em dia com o Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Afinal, o Mingau é o caçula dos nanicos, é mídia alternativa da gema.

O endereço todos podem entrar sem bater: http://mingaudeaco.blogspot.com.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

LEITORES DA CARTA MAIOR: SIGAM O MINGAU DE AÇO!!



Carta Maior é um dos principais portais de textos esquerdistas do país.

E o Mingau de Aço, sabe como é, é o caçula dos blogs de esquerda do país.

Então, por que não seguir o Mingau de Aço?

O Mingau morde só a mídia golpista e seus asseclas, mas é muito, muito tranquilo.

O endereço do Mingau de Aço é sopa no mel: http://mingaudeaco.blogspot.com.

O blog não precisa de um seguidor a mais, mas de muitos seguidores a mais.

Portanto, não perca tempo. Leia e divulgue. E, sobretudo, siga e chame seus amigos para fazer o mesmo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

LEITORES DA REVISTA FÓRUM: SE JUNTEM AO MINGAU DE AÇO!



Aos leitores da Revista Fórum: quem se liga nos movimentos sociais, se liga no Mingau de Aço!

Mingau de Aço é o caçula dos nanicos, um blog que irá agitar o ano de 2011.

É a nova força da mídia alternativa, com endereço bem simples: http://mingaudeaco.blogspot.com.

Mingau de Aço não oferece perigo, só morde a mídia golpista e seus asseclas, mas é manso, manso.

Leiam, sigam o Mingau de Aço e divulguem para seus amigos.

E divulguem no Fórum Social Mundial, que vale a pena.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

LEITORES DO ESCREVINHADOR: ANOTEM O MINGAU DE AÇO



Quem lê o Escrevinhador, de Rodrigo Vianna, anota a próxima tarefa de quem aprecia os blogs progressistas.

A tarefa de ler e seguir o Mingau de Aço.

O endereço? Ora, é a coisa mais fácil do mundo.

É só clicar http://mingaudeaco.blogspot.com e pronto.

Estará entrando no caçula dos nanicos, num grande aliado na campanha da mídia alternativa de derrubar o Brasil velho das oligarquias e dos barões da grande mídia.

Não basta uma pessoa seguir, é preciso que mais gente siga.

Vão lá. Leiam e sigam o Mingau de Aço.

sábado, 1 de janeiro de 2011

QUEM VIOMUNDO, TOMA MINGAU DE AÇO



Quem vê o Viomundo, vai ver o Mingau de Aço.

O Mingau de Aço também está à margem da velha grande mídia.

Duvida? Por que então não entrar no http://mingaudeaco.blogspot.com?

O Mingau de Aço é o caçula dos nanicos. Mas será a grande força da mídia alternativa de amanhã.

Por isso, se adiantem todos, chamem os amigos para seguir o blog Mingau de Aço.