sábado, 31 de dezembro de 2011

FAÇA SUA BOA AÇÃO: PROTESTE CONTRA A TURISMO TRANS1000!



Faça a sua boa ação do dia, em respeito ao povo da Baixada Fluminense que usa os ônibus da Turismo Trans1000.

Proteste contra os desmandos da empresa, famosa pela frota velha e sucateada e pelo descumprimento de normas trabalhistas.

Exija que as linhas da empresa sejam operadas por outras mais capazes.

Assine a petição no seguinte endereço: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N10041

Proteste escrevendo para a imprensa, reclamando constantemente.

E chame todos os amigos e familiares a fazer o mesmo.

E não se esqueça também de conhecer e seguir o blogue "FORA TRANSMIL - PORQUE NINGUÉM AGUENTA MAIS": http://foratrans1000.blogspot.com/

A nossa vida só melhora quando mostramos aos outros nossos direitos e necessidades.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FAÇA SUA BOA AÇÃO: PROTESTE CONTRA A TURISMO TRANS1000!



Faça a sua boa ação do dia, em respeito ao povo da Baixada Fluminense que usa os ônibus da Turismo Trans1000.

Proteste contra os desmandos da empresa, famosa pela frota velha e sucateada e pelo descumprimento de normas trabalhistas.

Exija que as linhas da empresa sejam operadas por outras mais capazes.

Assine a petição no seguinte endereço: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N10041

Proteste escrevendo para a imprensa, reclamando constantemente.

E chame todos os amigos e familiares a fazer o mesmo.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

FAÇA SUA BOA AÇÃO: PROTESTE CONTRA A TURISMO TRANS1000!




Faça a sua boa ação do dia, em respeito ao povo da Baixada Fluminense que usa os ônibus da Turismo Trans1000.

Proteste contra os desmandos da empresa, famosa pela frota velha e sucateada e pelo descumprimento de normas trabalhistas.

Exija que as linhas da empresa sejam operadas por outras mais capazes.

Assine a petição no seguinte endereço: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N10041

Proteste escrevendo para a imprensa, reclamando constantemente.

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

FAÇA SUA BOA AÇÃO: PROTESTE CONTRA A TURISMO TRANS1000!



Faça a sua boa ação do dia, em respeito ao povo da Baixada Fluminense que usa os ônibus da Turismo Trans1000.

Proteste contra os desmandos da empresa, famosa pela frota velha e sucateada e pelo descumprimento de normas trabalhistas.

Exija que as linhas da empresa sejam operadas por outras mais capazes.

Assine a petição no seguinte endereço: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N10041

Proteste escrevendo para a imprensa, reclamando constantemente.

E chame todos os amigos e familiares a fazer o mesmo.

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domingo, 25 de dezembro de 2011

NATAL BRASILEIRO NÃO É INVERNO



Esqueçamos toda a macaqueação do natal norte-americano, esqueçamos a obsessão consumista e vamos refletir sobre o verdadeiro sentido humano da data.

O Kylocyclo fica por aqui, retornando em janeiro próximo. Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

HOMENS DE DECISÃO E PODER NÃO SABEM O QUE É DIVERSÃO



Um grande contraste que se vê na sociedade é que os homens conhecidos profissionalmente como sinônimos de decisão, sucesso e poder simplesmente precisam ser mandados na hora do lazer.

Sim, isso mesmo, patrões ou, pelo menos, homens de iniciativa e sucesso se comportam de forma impotente, medíocre e sem a menor espontaneidade fora de sua rotina de trabalho. Empresários, economistas, advogados, médicos e até mesmo diretores de jornalismo ou publicitários, salvo honrosas exceções, parecem verdadeiros "bananas" entediados na hora do lazer.

O que muitas vezes parece normal é, na verdade, constrangedor. Sem perceberem, profissionais liberais que, na hora do trabalho, são exemplo de eficiência e criatividade, no lazer parece que não estão à vontade.

É muito comum, por exemplo, ver um grupo de profissionais liberais numa festa ou num almoço de amigos se reunir, em pé, para aquele bate-papo pedante em que um indivíduo tenta parecer mais inteligente que os outros.

Aí é aquele desastre, que poucos percebem porque é tanta gente pagando mico que isso tudo parece normal. Cientistas sociais frustrados, críticos de arte incompetentes, dublês de legisladores fajutos, todo mundo esbanjando pedantismo, não apenas para tentar provar aos outros uma inteligência que não tem, mas para cada um tentar provar o mesmo para si.

Talvez se eles pudessem se divertir, sem que dependam de alguma criança por perto para fazer alguma brincadeira, seria ótimo. A diversão, quando bem dosada - nada a ver com as viciadas noitadas da juventude atual - , faz muito bem para a mente das pessoas.

Mas como dizer para executivos de 40, 45 anos para praticarem jogos eletrônicos eles mesmos? Ou dizer para um empresário de 58 anos para fazer um castelo de areia com seu colega de trabalho na praia? E como fazer empresários de restaurantes dançarem, gritarem e se esbaldarem nas próprias festas que financiam?

A vida é muito curta para transformar o lazer na extensão da sisudez viciada do ambiente de trabalho. E, cá para nós, profissionais liberais, executivos e empresários falando sobre política não irá fazê-los ganhar um assento nobre na ONU. Até porque tudo isso não passa de pedantismo barato colhido nos telejornais e jornais de véspera.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

DEPUTADA QUER PUNIR CANTOR POR CONSIDERAR MÚSICA RACISTA



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A axé-music não tem compromissos éticos. Seja com fricotes, chicletões, pagodões etc. Isso se vê tanto no É O Tchan quanto no Pagodart e até num Luiz Caldas que, na sua breve guinada "metal", cantou música sobre suicídio.

A deputada Luíza Maia tornou-se corajosa no esforço de querer punir o machismo de grupos de "pagodão" baiano - também conhecidos pela exploração racista da própria imagem dos negros, tratados de forma caricata - e quer punir Luiz Caldas pela letra racista de "Fricote", seu primeiro sucesso.

Em Salvador, felizmente, surgem esforços para cometer abusos de cantores e grupos. Como a regulação da mídia que começa a se esboçar com o Conselho Estadual de Comunicação, para combater o já famigerado poderio dos barões regionais da velha mídia baiana (Marcos Medrado, Mário Kertèsz, Pedro Irujo etc).

BA: deputada quer punir cantor por considerar música racista

Do Portal Terra

Depois de apresentar um projeto propondo proibir, em nível estadual, o patrocínio público para artistas de pagode que cantem músicas com letras que humilhariam as mulheres, a deputada estadual Luiza Maia (PT) investiu nesta quarta-feira contra o criador da axé music Luiz Caldas e uma das músicas-símbolo do movimento, surgido na década de 1980, Fricote, de autoria de Caldas e Paulinho Camafeu.

Casada com o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT) e, portanto, primeira-dama do município, ela resolveu "punir" Luiz Caldas determinando que fosse cortado 30% do cachê do artista que se apresentou recentemente na cidade e cantou Fricote, "cuja letra apresenta cunho racista e depreciativo às mulheres negras", acredita a parlamentar.

Conforme ainda a deputada a canção "abala a autoestima da mulher negra, internalizando no imaginário coletivo a imagem de que ela é, entre outras coisas, feia e desleixada, o que se constitui também como uma forma de violência simbólica".

Em viagem pelo interior da Bahia, Luiz Caldas preferiu não comentar a atitude da deputada, mas sua assessoria de imprensa lamentou que Luiza Maia não saiba separar "obras lúdicas das chulas" e acredita ainda que a deputada está "desconectada" com a realidade. A assessoria negou que a proibição de cantar Fricote estaria em contrato mesmo porque isso seria inconstitucional, pois caracterizaria censura.

Luiz Caldas teria cantando os versos "nega do cabelo duro/que não gosta de pentear/ quando passa na Baixa do Tubo/ O negão começa a gritar..." pois foi uma exigência do público que assistia ao seu show. A assessoria não quis revelar quanto foi o cachê do cantor, mas disse que não pretende reclamar judicialmente devido ao corte.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

DEBRA MESSING ESTÁ SOLTEIRA!!



Mais uma solteira na praça. É a bela atriz que protagonizou o seriado Will & Grace, Debra Messing, que, depois de 11 anos, se separou do roteirista Daniel Zelman.

Os dois são pais de Roman, de sete anos, e a separação foi feita de forma amigável e em decisão mútua. O ex-casal viverá separado, mas na mesma cidade, Nova York, por causa do filho.

Debra, conhecida também por sua beleza graciosa e seu divertido senso de humor, se prepara para estrear, no canal NBC, o drama musical Smash, que irá ao ar na emissora em fevereiro do próximo ano.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

BEACH BOYS VOLTAM COM NOVO DISCO E TURNÊ



Resolvidas as desavenças pessoais entre Brian Wilson e o primo Mike Love, os Beach Boys já se juntaram para a turnê comemorativa dos 50 anos e já preparam um novo disco, a ser lançado em abril próximo.

Além dos remanescentes da formação original - Brian, Mike e o amigo Al Jardine - , o grupo conta também com Bruce Johnston e David Marks. Dois membros originais do grupo, os irmãos de Brian, Dennis e Carl Wilson, faleceram respectivamente em 1983 e 1998.

Bruce Johnston, um músico conhecido por vários projetos musicais de guitar instrumental, havia substituído Brian Wilson quando este decidiu largar provisoriamente o grupo para compor o repertório que veio a constituir o álbum Pet Sounds. Já David Marks havia substituído provisoriamente Al Jardine quando este largou o grupo para concluir os estudos.

Antes do retorno, Mike Love trabalhava em parceria com Bruce Johnston e detinha a marca Beach Boys. Brian trabalhava sua carreira solo e tinha Al Jardine como parceiro. Com o retorno, o grupo - também conhecido por suas permutas com os Beatles, já que Pet Sounds, influenciado pelo beatle Rubber Soul, influenciou o também beatle Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - já voltou a excursionar, com vários vídeos recentes no YouTube (não vou botar os linques aqui para estimular o pessoal a garimpar).

Os Beach Boys, a princípio, não eram levados a sério pelo público roqueiro. Grande engano. O grupo sempre teve um repertório simpático e juntava os vocais inspirados pelo doo wop com a instrumental das bandas guitarrísticas da época. E Brian largou o grupo para compor Pet Sounds porque queria se aperfeiçoar como compositor.

E o resultado é uma trajetória respeitável, e comparável aos Beatles. E mostra o quanto a década de 1960 tornou-se rica a partir dessas bandas, que ensinaram à sua geração a possibilidade de acreditar na boa música, na criatividade e no estilo, independente de qualquer expectativa de sucesso.

Afinal, o que realmente é bom acaba fazendo algum sucesso um dia, e permanece como arte em detrimento de muita coisa duvidosa que é badalada no calor do momento, mas com o tempo cai no mais absoluto esquecimento.

Sejam bem vindos em sua volta, Beach Boys!!

sábado, 17 de dezembro de 2011

CARNAVALESCO JOÃOSINHO TRINTA E ATOR SÉRGIO BRITO MORRERAM



O ator e diretor de teatro, Sérgio Brito, de 88 anos, e o carnavalesco Joãosinho Trinta, de 78, faleceram em decorrência a insuficiência respiratória, respectivamente no Rio de Janeiro e em São Luís.

Sérgio foi de uma geração ligada ao Teatro Brasileiro de Comédia, famoso pela sua linha sofisticada de produção de peças teatrais, o que havia causado polêmica há 50 anos atrás por não apostar em temáticas brasileiras.

Mas essa geração, incluindo Sérgio, que esteve à frente do Grande Teatro Tupi, um dos primeiros programas de teleteatro da televisão brasileira, e como diretor de Ilusões Perdidas, primeira novela realizada pela TV Globo (e que tinha até Leila Diniz no elenco) em 1965, esteve acima até mesmo das limitações temáticas do TBC e adaptou-se às transformações que o teatro brasileiro sofreu ao longo do tempo.

Sérgio se foi pouco depois de Ítalo Rossi, da mesma geração do teatro brasileiro, o que, em ambos os casos, haverá lacuna porque eram grandes mestres da atuação teatral numa época de cultura forte e genuína.

Já Joãosinho Trinta era um grande artista da estética carnavalesca, desde os tempos em que as escolas de samba não eram comandadas pela contravenção e não eram movidas ao comercialismo dos últimos carnavais. Sobretudo em tempos de hoje, quando as escolas de samba se tornam "pistolão" da vulgaridade feminina dominante na velha mídia.

Portanto, a cultura está hoje triste. Não é ainda aquela tristeza chocante da tragédia do Gran Circo Norte-Americano, que hoje completa 50 anos de ocorrência, mas 1961 ainda era um tempo de uma cultura florescente e ascendente, que a ditadura militar e o neoliberalismo macularam. Hoje ainda vivemos desses efeitos, e quando perde alguém que fez grandes colaborações para nossa cultura, nosso país fica cada vez sem seus referenciais.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FOO FIGHTERS TERIA PROVOCADO ABALOS SÍSMICOS



Cientistas da equipe neozelandesa de Geologia GeoNet constataram que uma apresentação do grupo norte-americano Foo Fighters na cidade de Auckland, também na Nova Zelândia, teria causado abalos sísmicos na região, comparáveis aos sentidos em regiões vulcânicas, onde ocorrem também terremotos.

Mas, com toda a certeza, isso não vai promover os cantores e grupos de axé-music a "terremotos" ou "furacões" já que as catástrofes que eles causam são outras e não se tem conhecimento de um ídolo de axé-music que tenha se apresentado em algum lugar às vésperas de uma catástrofe natural.

Além disso, o Foo Fighters é uma banda séria de de grande valor musical. Seu som é barulhento, embora inclua melodias também (os caras são influenciados pelos Beatles e até Paul McCartney, amigo de Dave Grohl, sabe bem disso) e, se pensarmos bem, o fato do grupo, com seu potente equipamento sonoro e suas guitarras barulhentas, causar um abalo sísmico não é algo tão estranho assim.

Isso porque abalos sísmicos acontecem até em cotidianos de cidades onde não ocorrem terremotos. Eu mesmo percebi, tanto quando estava nos arredores do Costa Azul, em Salvador - dois exemplos, a Av. Artur de Azevedo Machado e a Rua Augusto Lopes Pontes - quanto na Av. Roberto Silveira, em Icaraí, Niterói, o chão tremer levemente quando caminhões e ônibus passavam pelos locais.

Portanto, não é coisa de se preocupar muito, e, se o Foo Fighters ainda não pode ser considerado um grupo de divindades da Natureza, pelo menos mostra o quanto a energia do grupo pode causar nas estruturas físicas de um lugar.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

SUCESSO DE "A PRIVATARIA TUCANA" É ALERTA PARA TECNOCRACIA



O livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr., é um expressivo sucesso nas vendas, apesar de sua divulgação praticamente nula na grande mídia. E o sucesso foi estimulado sobretudo pela modesta mas ascendente e constante divulgação de blogueiros na Internet.

O conteúdo do livro é uma série de documentos que indicam o envolvimento de políticos do PSDB, seus amigos e parentes com banqueiros e especuladores financeiros num esquema gigantesco de corrupção tramado por trás de uma série de privatizações feitas pelo governo FHC.

Mesmo os respectivos filhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do presidenciável derrotado José Serra, Paulo Henrique Cardoso (que também é "laranja" da Disney no controle acionário da Rádio Itapema FM) e Verônica Serra, envolvida com negócios do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity.

Mas o livro pode causar efeitos ainda mais devastadores. De longe, o escândalo da "privataria" dos governos FHC é um dos maiores escândalos políticos depois de Fernando Collor, e só dentro do PSDB seus efeitos foram intensos, criando uma crise interna no partido e nos dois aliados, o DEM e o PPS, que perderam muitos integrantes que migraram para o PSD "ressuscitado" pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab.

O livro já é uma "caixa de Pandora" da política brasileira, mas pode derrubar toda a tecnocracia brasileira, mesmo aquela hoje formalmente rompida com o tucanato. Isso porque a onda de privatizações da Era FHC, pivô de todo o escândalo, era vista na época como um paradigma forte de desenvolvimentismo e supremacia técnica nas decisões para o país.

Isso significa que o desgaste pode atingir, com o tempo, tanto tecnocratas das Comunicações e dos Transportes como também a intelectualidade etnocêntrica, que defendem ideias e procedimentos nem sempre associados ao interesse público.

Nas Comunicações, destaca-se a decadência da televisão aberta e agora da TV paga (que a "gatonet" das milícias influiu decisivamente), a queda da imprensa e do poder de influência dos chamados grandes jornalistas como "formadores de opinião".

No rádio, a "Aemização das FMs" tornou as emissoras chatas de serem ouvidas, além de terem provocado uma verdadeira "dança das cadeiras" no mercado radiofônico, responsável por muitas demissões de seus funcionários, em muitos casos demissões em massa.

Nos transportes, a chamada "curitibanização" dos ônibus, ancorada pela padronização visual e pela formação política de consórcios, já mostra sua decadência irreversível, o que anda irritando seus adeptos, que não conseguem explicar por que negam esse fracasso, enquanto acidentes e tragédias acontecem em função desse sistema comandado com mãos-de-ferro pelos secretários de transportes.

A irritação desses adeptos, alguns deles busólogos, se deve, entre muitos fatores, ao fato do ex-político Jaime Lerner estar com a reputação em xeque (comprometendo a imagem de Lerner, que tem a mesma fome privatista de José Serra, para a Copa de 2014).

A intelectualidade etnocêntrica, centralizada pela "trindade" Paulo César Araújo, Hermano Vianna e Pedro Alexandre Sanches, já não consegue esconder que prefere a mercantilista, bastarda e tendenciosa "indústria cultural" do brega-popularesco, que glamouriza a pobreza e transforma as classes populares em caricatura de si mesmas, do que a verdadeira cultura popular. Com a reputação turbinada pelo jabaculê radiofônico e televisivo, Araújo, Vianna e Sanches brincam de etnografia para sustentar tão somente o "deus mercado" popularesco, comprando o apoio de quase toda uma intelectualidade influente.

Todos esses tecnocratas, mesmo que estejam formalmente rompidos com o tucanato há pelo menos cinco anos, só puderam consolidar sua reputação através do contexto sócio-político do governo Fernando Henrique Cardoso. Em muitos aspectos, os próprios politicos do PSDB, principalmente FHC e José Serra, de uma forma ou de outra inspiraram esses "especialistas" na divulgação de suas ideias nos últimos quinze anos.

Portanto, os arranhões que serão feitos pelo livro de Amaury Ribeiro Jr. envolvem um país cujo progresso social dependia das decisões vindas do alto dos escritórios refrigerados. A supremacia do poder privado sobre o interesse público entrará numa séria crise, nos próximos anos, o que mostrará que o privado e o público não podem se confundirem.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A MODA AGORA É CAMISA PRA DENTRO!



A moda agora é mulher colocar a camisa pra dentro. É o que mostram essas dez musas, da esquerda para a direita e de cima para baixo: Luíza Brunet, Chris Nicklas, Flávia Freire, Michelle Loreto, Ana Paula Araújo, Suzana Pires, Aninha Lima, Christiane Torloni, Marina Ruy Barbosa e Sílvia Bandeira.

Só a seleção eclética dessas musas, atrizes, modelos e jornalistas, dá o tom da atual tendência. E que, sem reprovar o uso de tops, indica que o uso obsessivo e fora de contexto (e de estação) dessas camisas curtas já não faz mais sentido.

Nas ruas, a tendência é cada vez mais crescente. O uso de camisas longas postas para dentro de calças, bermudas e saias pelas mulheres é o que mais se vê nas ruas das grandes cidades. E mostra o quanto as mulheres podem unir sensualidade e elegância sem o exibicionismo corporal.

Além disso, quando havia a moda dos tops, o que se via eram as mulheres sempre puxando as camisas para baixo, toda vez que, num movimento corporal mais discreto, as barrigas apareciam. E nem toda mulher tinha sensualidade de sobra para usar camisas curtas e, ainda por cima, em qualquer momento.

Pois a volta das camisas para dentro e o crescimento da tendência pode refletir mudanças no vestuário feminino dos próximos tempos. Será que as "boazudas" vão ter que aderir à moda para não serem passadas para trás?

domingo, 11 de dezembro de 2011

MORREU O ATOR RODOLFO BOTTINO



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O ator Rodolfo Bottino foi uma das admiráveis figuras do teatro brasileiro dos anos 70, antes de ser um galã de TV nos anos 80.

Era também bastante jovial, o que nos faz perguntar por que os cinquentões joviais morrem (o que, certamente, não é desculpa para os cinquentões que hoje estão vivos fiquem prostrados na sua sisudez "madura", "elegante", "comedida" e "paternal").

E, por incrível que pareça, não morreu pelos efeitos da AIDS, mas por embolia pulmonar durante exames para uma cirurgia. O ator ultimamente era apresentador e cozinheiro de programas de culinária.

Muita paz, Rodolfo.

Chef e ator Rodolfo Bottino morre aos 52 em Salvador

Do Portal Terra

Morreu na manhã deste domingo, aos 52 anos, o ator e chef de cozinha Rodolfo Bottino. Ele estava internado em um hospital de Salvador para realização de cirurgia no quadril, quando sofreu uma embolia pulmonar durante exames. Ainda não há informações sobre o sepultamento.

Galã da televisão nos anos 1980, Bottino chegou ao sucesso como o Lauro da minissérie Anos dourados, exibida pela TV Globo em 1986. Ele também atuou em novelas, filmes e espetáculos teatrais.

Amante da culinária, se formou chef de cozinha no curso Le Cordon Bleu, na França. Foi dono do restaurante Madrugada, no Rio de Janeiro, e apresentou o programa Bottino Ali Na Mesa, exibido pela Rede Mulher, em 1998.

Um de seus últimos trabalhos foi a peça Homens, Santos e Desertores, que esteve em cartaz no Rio de Janeiro até julho deste ano.

Em 2006, o ator enfrentou um câncer no pulmão. Dois anos depois, ao completar 50 anos, revelou ser portador do vírus da Aids desde a década de 90.

sábado, 10 de dezembro de 2011

"NOVO" JORNAL NACIONAL CONTINUA NA MESMA



O "novo" Jornal Nacional está no ar, com Patrícia Poeta fazendo dobradinha como titular ao lado de William Bonner, enquanto a esposa deste, Fátima Bernardes, se retirou para planejar um novo programa, a ser transmitido de manhã, e que já foi previamente anunciado como um programa de entrevistas.

Mas foi muito barulho por nada, e já se esperava disso. Como emissora comercial, a Rede Globo não iria mesmo mexer muita coisa no JN, como não havia mexido em sua essência quando trocou a dupla Cid Moreira e Sérgio Chapelin pelo casal William e Fátima. Apenas precisam renovar o produto, com novas embalagens.

O que muda no programa é a perda daquele caráter "família" do casal telejornal, e também as maiores mudanças estão por conta dos bastidores, dentro das relações de poder internas no setor jornalístico da emissora.

Pois o "padrão Globo" de jornalismo continua com o mesmo ar asséptico de sempre, com seu tendenciosismo ideológico conservador, mas que certamente terá o tom mais ameno, já que as próprias relações de poder se relacionam justamente com isso.

Isso porque a apresentadora Patrícia Poeta é esposa do jornalista Amaury Soares, que, devido às disputas internas, foi viver em Nova York como diretor de eventos da Globo International, braço estrangeiro da TV Globo e principal canalizador da emissora na exportação de suas novelas.

Amaury havia se afastado da TV Globo carioca pela ascensão de seu desafeto Ali Kamel, protegido de Evandro Carlos de Andrade, depois que este, oriundo do jornal O Globo, faleceu quando era diretor de jornalismo da emissora. Ali assumiu a direção da Central Globo de Jornalismo, impedindo a ascensão de Amaury Soares na hierarquia executiva do jornalismo da emissora. Amaury, do contrário de Kamel, possuía vínculo apenas com a televisão.

Com a entrada de Patrícia no JN, a influência de Amaury Soares, ainda que Ali continue como "chefão" do "jornalismo global", começa a aumentar. Certamente Amaury voltou para o jornalismo da emissora e aos poucos deve abocanhar postos hierárquicos na medida em que Kamel se "queima" sobretudo pelas críticas feitas pela blogosfera e seu modelo telejornalístico tenha resultado em muitas derrotas no Ibope da Globo.

Pois são apenas essas as grandes novidades na Globo. E que, mesmo assim, não se comparam à rivalidade dos antigos aliados Walter Clark e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, na direção geral de programação da Globo. Os tempos eram outros e Clark, embora tenha trabalhado na TV Rio, aproveitou também ideias da TV Excelsior para adaptá-las ao contexto político da época, o regime militar.

Sabe-se que a TV Excelsior transformou os noticiários da televisão brasileira, os programas de auditório e as novelas, modernizando a linguagem televisiva como um todo, além de criar uma grade fixa para os dias da semana, tendo horários fixos para novelas, filmes, infantis e outros programas básicos de segunda a sexta.

Mas foram, repetimos, outros tempos. Hoje a Rede Globo que anuncia seu casamento midiático com o "funk carioca" (tendo como padrinhos de casamento a revista Contigo e a Folha de São Paulo) em 2012 é apenas a Rede Globo neoliberal que tenta sobreviver muitos anos após o fim da ditadura militar que a consagrou e após o fim do governo Collor apadrinhado pela emissora.

Os tempos são outros. Mas a Rede Globo continua a mesma coisa.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PRODUTORES DE "A GRANDE FAMÍLIA" SÃO CONTRA PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ



Quem observa o seriado A Grande Família, da Rede Globo de Televisão, deve observar que a edição de imagens em back projection usadas no seriado ainda mostra ônibus com visual diversificado, sobretudo com ônibus mais antigos.

Só raramente ônibus com visual padronizado aparecem no seriado, isso quando não há outra alternativa. Mas nota-se que os ônibus diversificados aparecem até mesmo num fictício micro-ônibus que teria feito parte da frota da Transportes Santa Maria.

A atitude da produção do seriado destoa da de outros seriados - como Entre Tapas e Beijos, numa contrastante clipe que toca uma música de Jorge Veiga para mostrar os ônibus padronizados que nada têm a ver com os "bons tempos" do Rio - e até da novela Fina Estampa, que mostram com desenvoltura e até certo orgulho o visual "buscopan" dos ônibus cariocas.

Portanto, certamente Lineu Silva gostaria muito de mover uma ação popular contra a Prefeitura do Rio de Janeiro, para derrubar a padronização visual que confunde os passageiros. E nem o Agostinho Carrera seria capaz de tanta malandragem assim com o povo do Rio.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A ALEGRIA DE VIVER DE JÚLIO TEDESCO



Quem é que valoriza a vida? Aqueles que se aprisionam no rigor das etiquetas sociais ou aqueles que buscam o prazer de viver, ainda que em dado momento, seja por erros ou falhas de toda ordem, acabam perdendo a vida num dado instante?

Há alguns dias o surfista e paraquedista Júlio Tedesco faleceu. Ele havia sofrido um acidente quando fazia skysurf (ou surfe aéreo) e não conseguiu abrir seu pára-quedas. Ao cair, ficou gravemente ferido e faleceu ao ser socorrido. Ele estava gravando uma reportagem para um programa do canal Sportv.

Ele tinha 54 anos e era dentista. Mas, do contrário de muitos homens de sua geração, ele via nos esportes radicais uma maneira de encontrar o prazer na vida, de relaxar diante das pressões do cotidiano. Apesar dos cabelos brancos e do ar de senhor de idade, Tedesco era jovial e tinha um grande amor pela natureza e através dos esportes radicais ele estabelecia esse contato com o ar livre e com a livre emoção da aventura.

Sua tragédia lamentável não impede que reconheçamos que ele buscava a alegria da vida. Pelo contrário, ele valorizava bastante a vida e teve o mérito de tentar romper com aquele paradigma antigo da "maturidade" dos 50 anos, quando a regra é ser escravo do próprio prestígio sócio-econômico e profissional e transformar o lazer numa mera propaganda desse prestígio.

Sabe-se que a escolha do surfe aéreo foi bastante arriscada. Mas Júlio Tedesco teve coragem de assumir, aos 54 anos, sua vontade de manter a emoção da vida em alta, para ele os esportes radicais eram melhores do que prostrar na maresia burguesa dos formalismos mil que sucumbem muitos homens de sua geração.

Pelo menos Júlio negou essa morosidade da vida, esse "brincar de velhice" que ilude muitos cinquentões apegados ao formalismo viciado, à sisudez compulsiva, que não os faz mais maduros. Eles só têm a experiência profissional, o conhecimento livresco, mas até para contemplar a natureza o fazem por puro esnobismo granfino e paternal demais.

Júlio buscou o prazer da vida, à sua forma. Pena que ocorreu esse acidente fatal. Mas ao menos ele mostrou que a meia-idade não é pretexto para a verdadeira preguiça que está por trás da sisudez e da personalidade racional demais, do prazer escravizado e anulado por regras de etiqueta, pelo ar paternal demais para com os mais jovens, pelo pedantismo que tenta nivelar os cinquentões aos mestres octogenários, mas que não passa de um "brincar de ser velho" que dificilmente fará os "coroas" de hoje mais maduros.

Espera-se que, lá em cima, Júlio Tedesco se recupere da tragédia repentina e dolorosa. E que ele seja abençoado pela lição de jovialidade da qual os esportes radicais apenas eram uma pequena parte. Que sua busca pela alegria de viver, em negação à sisudez confortável de seus contemporâneos, possa representar uma boa lição para aqueles que atingem os 50 anos com suas rugas e cabelos grisalhos ou brancos. Até porque devemos deixar também que o sentimento juvenil também se amadureça e se envelheça.

Boa sorte, Júlio, no seu retorno à pátria espiritual. E valeu pela tentativa de ser jovial na meia-idade.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

REDE GLOBO FARÁ SÉRIE SOBRE "FUNK CARIOCA"



O PiG, "PANCADÃO DA IMPRENSA GOLPISTA", SERÁ UM GRANDE CONSOLO PELA REDUÇÃO DE PODER DE ALI KAMEL NA "VÊNUS PLATINADA".

O "funk carioca", para comemorar dez anos de entrosamento com as Organizações Globo, promete emplacar na velha grande mídia através de um seriado a ser produzido pela Rede Globo sobre o estilo.

Quem foi chamado para bolar a história foi o escritor Paulo Lins, do mesmo meio intelectual de José Padilha e Guilherme Fiúza, ambos integrantes do Instituto Millenium, organização ligada aos militantes da velha mídia, patrocinada pelo Departamento de Estado dos EUA e politicamente integrada ao PSDB/DEM.

Pois a recente divulgação, pelo blogue Mingau de Aço, sobre o envolvimento de José Padilha, cineasta que relançou ao sucesso o "Rap das Armas" (de MC Júnior & MC Leonardo), com o mesmo "instituto" em que integram Otávio Frias Filho, Leandro Narloch, José Piñera (ex-ministro do general Pinochet e irmão do atual presidente chileno, Sebastian Piñera) e possui membros da Opus Dei em seus quadros, repercutiu até no Blog da Dilma.

A medida derruba completamente o mito esquerdista que o "funk carioca" tem por boa parte da intelectualidade influente do país, além de mostrar que os defensores e adeptos do ritmo neo-brega carioca aos poucos estão deixando o jogo duplo de promovê-lo tanto na mídia esquerdista quanto na direitista.

A opção pela Globo, claramente anunciada pela imprensa e pela Internet, mostra que o "funk carioca" pretende mesmo ficar com a velha grande mídia, que oferece maiores chances de mercado.

Não será mais possível dizer que o "funk carioca" é "discriminado pela grande mídia" ou "passa longe das corporações da velha mídia". Até porque essa discriminação nunca aconteceu. E essa associação com a velha mídia só se tornará cada vez mais explícita, a partir de 2012.

sábado, 3 de dezembro de 2011

O "SOLO" DE MICHAEL STIPE EM 1985



Michael Stipe, durante o período de crise interna do R. E. M., em 1985 - ano da brilhante música "Driver 8" - , já chegou a gravar três músicas no disco Visions of Excess, do projeto Golden Palominos, do baterista Anton Fier (e que teve outros convidados, entre eles John Lydon).

Stipe cantou e participou da composição de três faixas, "Omaha", "Clustering Train" e "Boy Go". Esta última tocou bastante na Rádio Fluminense FM.

As faixas são uma amostra que talvez Michael Stipe solo não possa tanto ser um R.E.M. diluído, se ele quiser pode fazer uma carreira completamente diferente do ex-grupo. Talento ele tem de sobra para isso.





sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

VÍDEO DE DESPEDIDA DA TRANSMIL

Vídeo de despedida da Turismo Trans1000, de Mesquita (RJ), recém publicado no YouTube. Com a "Valsa da Despedida" (Robert Burns - versão João de Barro), com Francisco Alves e Dalva de Oliveira.

(Outro vídeo foi publicado no lugar, sem as fotos que foram retiradas a pedido do seu autor)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

30 ANOS SEM NATALIE WOOD



Ela foi uma das mais belas e quentes atrizes dos anos 60, a estonteante Natalie Wood que desde os anos 1940 mostrava seu charme e talento no cinema norte-americano.

Foi ela que, ainda adolescente, participou em 1955 do filme Juventude Transviada, com James Dean, e que teve também o saudoso Dennis Hopper no elenco. Em 1961 foi uma das protagonistas de Amor Sublime Amor, uma história baseada em Romeu e Julieta. E, em A Corrida do Século, de 1965, interpretou uma jornalista, Maggie Dubois, que, como o próprio filme, inspirou William Hanna e Joseph Barbera a produzirem Corrida Maluca, cuja personagem Penélope Charmosa é inspirada justamente na Maggie.

Natalie Wood teve trauma, na infância, com afogamentos, e logo foi essa a sua misteriosa tragédia, há 30 anos. E olha que ela tinha muitos planos para a década de 80. E parecia bonita para seus 43 anos de idade. Seria linda hoje, aos 73 anos.

Mas existe um consolo. A filha, Natasha Gregson, segue a carreira da mãe e já apareceu em muitos e muitos filmes. E é tão linda quanto a mãe foi, e pode-se ver Natasha até no famoso filme Alta Fidelidade. Vale a pena prestarmos atenção em Natasha, que é deslumbrante e muito talentosa. Será uma ótima homenagem a Natalie Wood se admirarmos também a sua encantadora filha.

10 ANOS SEM GEORGE HARRISON



Há dez anos, o mundo perdeu um de seus mais prestigiados músicos, o ex-beatle George Harrison.

Quando eu recebi a notícia, era sexta-feira, 30, quando, num dia bastante chuvoso em que eu e meu irmão Marcelo nos deslocamos do Costa Azul para a Boca do Rio, em Salvador, tivemos que esperar a chuva passar na Rua Coronel Durval de Matos, e aí passou a chamada do Jornal Hoje anunciando o falecimento do músico.

Me lembro de 1995 quando George havia participado da gravação de três músicas inéditas para a série de coletâneas Anthology dos Beatles, junto aos ex-colegas de banda Paul McCartney e Ringo Starr, que gerou até o sucesso "Free as a Bird".

Na verdade, essas gravações eram em cima de demos deixadas por John Lennon, e que foram acrescidas de gravações dos outros três ex-Beatles, mais o escudeiro de George, o frontman da Electric Light Orchestra, Jeff Lynne (lembram de "Last Train to London"? Pois é) e o produtor George Martin, que, pouco depois da coletânea, se aposentou como produtor.

Os cinco acrescentaram melodias e letras em "Free as a Bird" e acrescentaram também arranjos. À voz e piano de Lennon, se juntou o baixo e o piano de Paul, a guitarra de George e a bateria de Ringo, e um novo refrão foi composto, na primeira parte cantada por Paul, na segunda por George, já com a voz mais frágil devido ao câncer na garganta, mas com seu pique de guitarrista a todo o vapor.

Foi George, aliás, que deu um trato "anos 70" em "Real Love", com seu solo caraterístico em outra das três gravações que fez com Paul e Ringo, e que foram ridicularizadas pela crítica, injustamente. Afinal, são bons overdubs feitos para acompanhar as gravações de Lennon de 1977. Além do mais, a boçal crítica musical estava mais preocupada com bobagens tipo Mamonas Assassinas, que pavimentariam a mediocridade cultural que teria essa mesma crítica como sua propagandista maior.

Pois não há como falar em mediocridade quando o assunto são os Beatles. O grupo sempre foi de grande talento desde o começo, e seus músicos, no auge da popularidade, tiveram que sacrificar o próprio sucesso para se imporem como artistas. Deixaram de se apresentar ao vivo, mesmo com garantia de plateias lotadas, e se dedicaram ao aperfeiçoamento musical. Isso irritou e decepcionou muitos na época, mas fez com que os quatro rapazes de Liverpool se amadurecessem como músicos.

E George, adepto da religião hindu, usava essa influência em sua música, tocando até cítara. O rapaz que, quietinho, tocava sua guitarra solo na primeira fase dos Beatles, mostrava que era um artista ímpar como ímpares eram os outros membros do grupo, que em 1970 tiveram que desfazer a banda porque o nome Beatles estava pequeno demais para a individualidade musical de seus integrantes.

George ancorou sua carreira solo no folk rock e seus discos quase sempre continham convidados, incluindo Elton John e Steve Winwood, entre outros. Até Ringo Starr tocou em vários discos solo de Harrison. Desde os anos 80, fez parcerias com Jeff Lynne e com ele integrou a banda folk Travelling Wilburys, com Tom Petty, Bob Dylan e, a princípio, Roy Orbison (ele morreu pouco depois) e dizem que até Del Shannon foi convidado para participar, mas ele recusou.

No final da carreira, ele entrosou artisticamente com o ex-Rolling Stones Bill Wyman e com o ex-Traffic Jim Capaldi, que apresentou ao ex-beatle a canção "Ana Júlia", do grupo Los Hermanos, que lembrava o que os Beatles faziam em 1965, com a diferença que seus músicos estavam tão barbudos quanto os britânicos na fase 1969-1970.

Harrison já estava com a voz cada vez mais frágil, mas parecia tranquilo e resignado. Até que anunciou à sua família, a esposa Olivia Harrison e o filho Dhani (que também toca guitarra), que não se sentia mais bem de saúde e, muito fraco, acabou morrendo em sua casa, em Los Angeles.

Aliás, foi irônica curiosidade dos Beatles terem virado ídolos mundiais quando visitaram os EUA, porque foi este o país do falecimento de John Lennon e George Harrison, os autores da lendária "Cry for a Shadow".

Atualmente, Martin Scorcese está envolvido na produção de um documentário sobre o ex-beatle, intitulado Living in the Material World, ainda em finalização.

domingo, 27 de novembro de 2011

BLOGUE SURGE EM PROTESTO CONTRA DESSERVIÇOS DA TRANSMIL



Quem se indigna com os serviços prestados pela Turismo Trans1000, de Mesquita (RJ) possui agora um blogue dedicado a esse protesto.

Este blogue é o FORA TRANSMIL. Com o lema "Porque ninguém aguenta mais", o sítio mostrará irregularidades cometidas pela empresa, além de apresentar foto-montagens com ônibus de outras empresas que deveriam operar no lugar da Transmil.

No blogue, aliás, a Transportes Blanco, favorita para as linhas do setor Mesquita para o Centro do Rio, já possui uma galeria de fotos.

A atualização é semanal e o blogue ainda conta com um linque para o abaixo-assinado virtual, que pede a saída da Transmil, pelo menos, nas linhas destinadas ao Centro carioca, como 003 Nilópolis / Passeio e 005 Mesquita / Praça Mauá.

O blogue pede que mais usuários sejam seguidores e assinem o abaixo-assinado virtual, que será divulgado para o Ministério Público.

O endereço é http://foratrans1000.blogspot.com/.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

CINEMA BRASILEIRO DESPERDIÇA POTENCIAL HISTORIOGRÁFICO



O cinema brasileiro perde uma boa oportunidade de relembrar a memória oculta de nossa cultura e apresentá-la às novas gerações.

Boa parte da produção dramatúrgica ou documentarista do nosso cinema se perde na reafirmação do mesmo brega-popularesco que nem saiu de cena, embora se desgaste seriamente. Zezé di Camargo & Luciano, Waldick Soriano, Tati Quebra-Barraco, Frank Aguiar, Valesca Popozuda, Leandro & Leonardo e Banda Calypso nem precisavam ser relançados no cinema, já que eles estão no establishment da grande mídia. E relembrá-los, pra quê?

Enquanto isso, não se resgata, por exemplo, a memória de nossa televisão. Muito do acervo televisivo dos anos 50 e 60 se perdeu em incêndios e regravações, e mesmo históricos programas como Wilson em Si Monal e a participação de Leila Diniz em novelas só se conhece praticamente através de relatos registrados em livros.

Não há uma reconstituição, uma relembrança, do histórico televisivo do passado. Seria uma garimpagem ótima e nos traria à atualidade nomes lendários como Don Rossé Cavaca, Silveira Sampaio e a experiência de Sérgio Porto como apresentador de televisão.

E eram tempos em que a cultura era valorizada, e não deturpada e descaraterizada pela mediocrização pseudo-moderna e pseudo-popular. Tempos que vão até além dos manjados festivais da canção ou telenovelas, porque a televisão da década de 1960 é muito rica para se restringir a esses exemplos facilmente repetidos.

Era uma televisão mais instigante, e relembrá-la talvez oferecesse subsídios para pensarmos a televisão de amanhã, já que a mediocrização televisiva dos anos 90 - suporte visual para os ídolos brega-popularescos - cresceu tanto que hoje atinge até a TV por assinatura.

Em vez de usar o cinema para reafirmar os mesmos ídolos medíocres de hoje, deveriam-se resgatar verdadeiros valores e fatos culturais, e precisamos dessa garimpagem, porque há muito vivemos numa democracia, mas nos falta aquela cultura forte e vibrante que existia antes do golpe de 1964.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

NEW ORDER VOLTA COM GILLIAN GILBERT MAS SEM PETER HOOK



O New Order voltou para algumas apresentações e anunciou que se apresentará em São Paulo no evento de dance music UMF, em dezembro.

Isso não significa, no entanto, que a rixa que os dois integrantes principais, Bernard Sumner e Stephen Morris, com o ex-baixista Peter Hook, tenha se resolvido. Pelo contrário, Hook reclama da apropriação do nome New Order e ainda disse que a volta do grupo não passa de uma armação caça-níqueis.

No entanto, o grupo voltou para se apresentar em prol do amigo e produtor de concertos Michael Shamberg que, gravemente doente, precisa pagar tratamento médico. Mas certamente há também o prazer do grupo de tocar junto, e da lamentação pela divergência com Hook.

A grande diferença é que a tecladista e guitarrista Gillian Gilbert, depois de tanto tempo cuidando da filha, se juntou à banda do marido Stephen, somando-se à formação que chegou a gravar disco com o nome de Bad Lieutenant.

A formação então é a seguinte: Stephen Morris (bateria), Bernard Sumner (vocal, guitarra), Gillian Gilbert (teclado, guitarra), Phil Cunningham (guitarra, teclado), Tom Chapman (baixo).

Em entrevista recente, Gillian definiu a fase como o começo de algo novo. Algumas músicas do set do New Order serão tocadas com outros arranjos. Ela prometeu que o grupo trará surpresas, mas descartou que vá gravar um novo álbum.

Por outro lado, há um novo disco do New Order composto por Sumner, Morris e Hook. As brigas com o baixista impedem que o disco seja finalizado, até porque Hook é um músico peculiar e figura crucial nos arranjos do grupo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

JULIE DELPY DIRIGE FILME SOBRE VOCALISTA DO THE CLASH



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A belíssima e encantadora atriz, roteirista, produtora e diretora francesa Julie Delpy (que continua supergracinha aos 42 anos), assumiu a missão de dirigir um filme baseado na vida de Joe Strummer, uma das grandes figuras do punk rock de todos os tempos.

Julie Delpy dirige filme sobre vocalista do The Clash

Do Portal Terra

A atriz francesa Julie Delpy (Antes do Pôr-do-Sol) vai dirigir a cinebiografia do vocalista do The Clash, Joe Strummer, de acordo com o site da revista norte-americana Variety. O longa, produzido por Simon Halfon, vai se chamar The Right Profile, nome de uma música de London Calling, o clássico disco do Clash de 1979.

Ainda não há muitas informações sobre a trama, mas o filme deve focar o período em que Strummer se ausentou da vida pública, pouco antes do lançamento do disco Combat Rock, em 1982. Um dos grandes ícones do punk britânico, Strummer morreu em dezembro de 2002, um mês antes de entrar para o Rock N' Roll Hall Of Fame com o Clash.

Atualmente, Delpy trabalha em 2 Dias em Nova York, com Chris Rock, sequência para seu filme 2 Dias em Paris (2007). Ela também está envolvida com o terceiro filme da série Antes do Amanhecer/Antes do Pôr-do-Sol, de Richard Linklater, como roteirista e atriz.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ANANDA APPLE E FIONA APPLE: "MAÇÃ" SEM VULGARIDADE



Enquanto temos uma funqueira chamada Mulher-Maçã, que, nos seus ataques de pedantismo, disse que o falecido Steve Jobs era "gênio de muitas modernidades" e pretende usar o mestre Cândido Portinari para "cobrir" sua vulgaridade siliconada, outras mulheres com sobrenome de maçã passam muito longe dessa grosseria tão pretensiosa.

Vemos o caso da jornalista de TV Ananda Apple, que, curiosamente, já tem 50 anos e continua exibindo sua beleza meiga e graciosa que a faz parecer bem mais jovem do que é atualmente. Ananda, mulher de todos os sonhos, atualmente está solteiríssima, com duas filhas gêmeas, e sua personalidade admiravelmente doce se destaca pelo seu conhecimento de flores.

Outra peculiaridade de Ananda é o fato dela ser fã dos Beatles. Já dá para saber que o sobrenome artístico da bela repórter se deve ao selo fonográfico que os Beatles criaram durante sua segunda fase, a Apple Records.

E já que falamos de música, outra que se destaca por sua beleza deslumbrante e pela inteligência é a cantora Fiona Apple, de 34 anos. Nascida apenas quatro dias e uns muitos quilômetros longe de Maria Rita Mariano, Fiona deve ter um mapa astral com muito em comum. Afinal, Fiona e Maria Rita são cantoras que se sobressaem na sua geração, com ótimos referenciais culturais e notável talento.

E Fiona, então, é até mais "difícil". Mesmo seus primeiros sucessos de 1996 do álbum de estreia Tidal passam longe do comercialismo e a cantora e pianista assimila influências de folk, jazz, soul e até rock clássico. Com intervalos relativamente longos entre um álbum e outro, seu quarto álbum está para sair este mês.

Fiona foi estuprada na infância, chegou a sofrer de anorexia e teve problemas com a Sony Music por conta de sua música pouco convencional, o que fez com que o álbum Extraordinary Machine fosse regravado com outro produtor.

A versão original desse disco de 2005 foi rejeitada pelos executivos da Sony por ser musicalmente "difícil". Jon Brion foi o produtor original e o disco estava ameaçado de nunca ser lançado, até que os fãs da cantora lançaram a campanha Free Fiona para garantir o lançamento do mesmo. Mas os executivos exigiram como condição sua regravação com outro produtor, e o disco foi lançado nesta forma.

Já o álbum original permanece inédito, e a princípio Fiona expressou interesse em finalizá-lo com Brion, mas nenhuma notícia a mais foi dada a respeito.

Estas duas mulheres, sim, que usam o 'sobrenome Maçã' para mostrar inteligência e cultura para o público.

TAÍS ARAÚJO E LEANDRA LEAL TERIAM USADO BANDA CALYPSO PARA GANHAR PAPEL EM NOVELA


LEANDRA LEAL - "Adesão" à Banda Calypso destoa do perfil intelectualizado da atriz e pode ter sido feita em troca de papel em novela.

A "espontânea" aparição das atrizes Leandra Leal e Taís Araújo numa apresentação da Banda Calypso pode ter sido um mero compromisso contratual.

A aparição coincide com a escalação das duas para a próxima novela das 19 horas da TV Globo, Marias do Lar, já em fase de produção. Leandra Leal e Taís Araújo serão duas das três protagonistas da novela.

Usar atores para "apoiar" eventos do brega-popularesco, através de parcerias contratuais com a mídia e com os patrocinadores, é uma medida que anda decaindo, já que ultimamente micaretas e vaquejadas preferem alugar ex-BBBs hoje para economizar gastos. Mas a medida apenas tornou-se rara, e a Banda Calypso, tudo indica, foi apenas um trampolim para duas atrizes ganharem papéis de protagonistas numa nova novela.

A medida consiste em atores e atrizes fingirem ser fãs da mediocridade musical do brega-popularesco, em troca de algum bom papel de novela ou como um acordo contratual para se ascender na carreira profissional em geral. Muitas vezes um "baile funk" é até um "pistolão" para a atriz tal ganhar um comercial de cosméticos na TV, que pode até ser transmitido no exterior (em Portugal, pelo menos).

Sabe-se que Leandra Leal é muito culta para aderir, de verdade, a um grupo de forró-brega que é claramente risível e, musicalmente, não deve ser levado a sério.

CIDADÃ LAMENTA TER DEIXADO DE FUMAR. LAMENTÁVEL É ELA



Dias atrás, estava eu e meu irmão Marcelo numa filial de uma rede de supermercados em Niterói quando ele ouviu uma mulher dizer para uma amiga que lamentava ter deixado de fumar, declarando que foi obrigada.

Não bastasse isso, ela comentou com a amiga que adorava fumar e continuava achando que fumar é uma coisa boa. "Infelizmente, tive que deixar de fumar, pois fumar é tão bom...", foi o que ela disse, sendo mais claro.

Isso é que é lamentável. Como é que alguém pode achar o ato de fumar maravilhoso? Será que ela não sabe o quanto é trabalhoso, depois de tantos anos de fumo, alguém fazer uma violenta e inútil quimioterapia para combater um já avançado câncer no pulmão?

O "delicioso" ato de fumar provoca tosse, enfraquece o organismo, envelhece rapidamente. Dá para perceber que, em muitos casos, as ninfetas lindas com beleza de contos de fadas, ao fumarem compulsivamente se tornam, quando chegam aos 40 anos, tão feias quanto bruxas velhas. Mesmo quando não chegam a tanto, dá para perceber no entanto que a degradação física é inevitável.

Nota zero para a ex-fumante que continua com saudades desse inútil veneno portátil.

domingo, 20 de novembro de 2011

BREGAS E NEO-BREGAS TINHAM PRECONCEITO COM A MPB



Os cantores bregas e neo-bregas normalmente são definidos como "vítimas de preconceito", "injustiçados" e "discriminados", e muitos acham que eles sempre quiseram algum lugar ao sol da Música Popular Brasileira.

Essa impressão, no entanto, é falsa e movida a campanhas midiáticas mais recentes. Na verdade, os próprios ídolos bregas e neo-bregas é que são os preconceituosos e, durante muito tempo, sempre viram a MPB autêntica com desdém e discriminação, como se fosse algo inalcançável, inatingível ou simplesmente não fosse da sua competência.

Alguns desses ídolos até começaram, antes de gravar seus primeiros discos, como crooners de MPB, mas sempre ouviram nos bastidores que fazer MPB não garantia sucesso, que MPB era coisa de granfino, de socialite, de professor universitário, de conservatório de música.

"MPB é coisa de bacana", "MPB não enche barriga", "Fazer MPB é muito chato", "MPB não faz minha cabeça", eram as declarações mais comuns, nos bastidores dos ídolos bregas e neo-bregas.

Em 1990, quando não havia a Internet pelo menos como conhecemos, os ídolos brega-popularescos que faziam sucesso, com seus fraquíssimos arremedos de sambas, música caipira e baião muito mal tocados e mal feitos, seguiam alegremente desprezando a MPB que paralelamente se divulgava em rádios especializadas, às vezes aparecendo uma vez e outra numa trilha sonora de novela.

Eram praticamente dois mundos isolados. Um é a MPB aberta às influências de raiz e às novidades estrangeiras, livre, leve e solta, marcada pelas melodias, pelas informações musicais, pelo talento natural de seus artistas. Outro é o brega-popularesco troncho, caricato, risível e medíocre, que só a bebedeira de muita cerveja e aguardente podem fazer suas músicas serem "mais digestíveis".

Mas, de repente, veio a Internet em 1997 e as possibilidades que esse novo meio de comunicação abre para o grande público fariam com que este se desviasse dos sucessos comerciais do brega-popularesco radiofônico.

Imagine se um jovem da periferia passa a entrar em contato com a verdadeira música brasileira, os verdadeiros sambistas, sanfoneiros e violeiros e deixe de lado os músicos de araque que ouvia no rádio sete anos antes.

Certamente, para esses supostos artistas da velha mídia, é o fim. Daí que, logo em 1998, a gente via os mesmos breganejos, sambregas, axézeiros e forrozeiros-bregas que esnobavam a MPB começaram a participar de tributos aos mesmos artistas de MPB autêntica que os neo-bregas de 1990 (e alguns emergentes de 1995-1997 que seguiam a mesma linha) achavam que "era coisa de bacana".

E aí vieram covers, duetos, discos ao vivo que, aos montes, eram feitos para encaixar alguma música do cancioneiro antes desprezado pelos neo-bregas. E aí os músicos e cantores foram duramente criticados por jornalistas e intelectuais, que os viam uma vulgaridade musical midiática sem precedentes e que expressava a mediocridade cultural que acomodava as classes populares.

Com a reação intelectual, os ídolos neo-bregas viram outro obstáculo. Se eles, por causa da Internet, corriam o risco de serem preteridos por artistas de melhor qualidade, com a crítica eles corriam o risco de serem desmoralizados mais e mais. E o que a indústria do entretenimento fez? Comprou uma parcela da intelectualidade para defender esses ídolos mercadológicos.

E aí, da noite para o dia vieram cientistas sociais e críticos musicais que passaram a fazer elogios aos bregas e neo-bregas de 20, 40 anos atrás. Criaram um discurso sofisticado para definir a mediocridade cultural como "grande coisa". A pretexto de lotarem plateias, alguns intelectuais chegaram, por provocação, a dizer que esses ídolos bregas e neo-bregas eram "a verdadeira MPB", só porque atraíam facilmente o grande público.

Era um discurso tendencioso e cheio de inverdades, que buscava uma associação artificial, meio parasita, dos bregas e neobregas à MPB autêntica. Um discurso feito por documentários, resenhas, artigos e monografias que se servia dos mais recentes recursos de retórica textual, embora seu conteúdo esteja longe de ser considerado realmente objetivo.

Afinal, tudo isso não é mais do que uma "roupagem científica" do discurso publicitário, como se quisesse dizer "Compre o disco do grupo Malícia & Chamego" e "Vá ao show da dupla Zé Cretino & Idiota" de uma forma diferente.

O que essa intelectualidade trabalha em seus discursos é algo que não dá para ser descrito em breves textos. Mas o discurso tendencioso, tomado de apelos sentimentais e até ataques sutis a quem critica esses ídolos - de vez em quando até um Pedro Alexandre Sanches é tomado por surtos "urubólogos" - , acabou funcionando mercadologicamente, e muita gente acreditou que os bregas e neo-bregas de outrora sempre estiveram integrados à MPB autêntica.

A memória curta permite essas manobras. Mas quem acompanhou o passado sabe que o brega-popularesco sempre atuou em desprezo à MPB. Só depois, para sobreviver, apelou por sua ajuda, como aquelas pessoas esnobes que só recorrem à alguém quando estão a perder vantagens.

Só que o tempo mostrou que os brega-popularescos prolongaram tempo demais no sucesso, graças a essa manobra. E cada vez mais mostraram sua mediocridade quando se concentraram mais em álbuns ao vivo lançados um atrás do outro. E associá-los à MPB não foi uma boa ideia, porque a comparação entre bregas e neo-bregas com a MPB autêntica sempre mostra alguma vantagem para esta última.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

POLÍCIA REABRE CASO DA MORTE DE NATALIE WOOD



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A belíssima atriz de Amor Sublime Amor se foi há trinta anos, e o triste fato será lembrado no dia 29 de novembro próximo. Ela faleceu em circunstâncias misteriosas, com apenas 43 anos de idade.

Numa de suas últimas entrevistas, em 1979, ela falava que tinha muitos projetos para a década seguinte, que não conseguiu realizar. Seu último filme, Projeto Brainstorm, foi lançado postumamente, em 1983. Pena. Ela hoje seria uma bela senhora de 73 anos...

Polícia reabre caso da morte de Natalie Wood

Da Agência Effe - Portal R7

Há 30 anos, atriz foi encontrada morta nas águas do Oceano Pacífico

A Polícia de Los Angeles informou nesta quinta-feira (17) que reabriu, 30 anos depois, a investigação da morte da atriz Natalie Wood, protagonista de Amor, Sublime Amor.

O porta-voz do governador do condado de Los Angeles, Steve Whitmore, destacou que a Polícia recebeu nova informação do caso, mas sem fornecer mais dados, afirmou o canal de televisão Fox. A expectativa é que um detetive realize uma entrevista coletiva na qual pedirá ao público que qualquer informação adicional sobre o caso seja repassada às autoridades.

A atriz de 43 anos foi encontrada morta nas águas do Oceano Pacífico, em um fato que foi considerado acidental, mas que causou polêmica na época. O corpo da atriz apareceu flutuando nas proximidades da ilha de Catalina, na Califórnia, onde passava um fim de semana ao lado de seu marido, o ator Robert Wagner, e seu companheiro de filmagem, Christopher Walken.

As autoridades, que determinaram que a atriz bebeu demais antes de sua morte, concluíram que tudo foi um acidente quando Natalie caiu nas águas do Pacífico enquanto tentava saltar a um bote de borracha atado ao iate onde viajavam.

Apesar da conclusão policial, começaram a circular rumores de suicídio ou assassinato e teorias sobre uma possível briga com seu marido antes de cair na água, motivada por uma suposta crise de ciúmes de Wagner pela amizade da atriz com Walken.

Famosa por suas atuações em Amor, Sublime Amor, Esplendor na Relva e Rastros de Ódio, Natalie começou a trabalhar em Hollywood quando era apenas uma menina. Em comunicado enviado à revista TMZ, o representante de Robert Wagner disse que "embora a família Wagner não tenha recebido notícias do condado de Los Angeles sobre este assunto, apoiam totalmente os esforços do departamento".

O DIVÓRCIO DE DEMI MOORE E ASHTON KUTCHER



Relações movidas pelo amor são livres e de tal forma que, em certos casos, se dissolvem com mais facilidade do que outros, movidos pela conveniência, que mais parecem contratos longevos de muitos anos, principalmente se o marido for um empresário ou um profissional liberal.

Embora Demi Moore seja uma mulher estonteante, belíssima e de uma beleza sensualíssima, a separação dela do ator Ashton Kutcher, no momento em Two and a Half Men (Dois Homens e Meio) mais pede uma reflexão do que uma comemoração.

Afinal, Ashton é um ator admirável, de um grande talento, e, apesar da comédia ser seu carro-chefe, ele havia atuado de forma excelente no filme de ficção científica The Butterfly Effect (Efeito Borboleta).

Lançado pelo seriado That 70's Show, que teve também a deliciosa Mila Kunis, ele havia feito par romântico com várias outras atrizes, como Zoe Saldaña, Cameron Diaz, Natalie Portman e até a saudosíssima Brittany Murphy, sua "esposa" no filme Just Married (Recém-Casados), de 2002. Brittany, por sinal, havia sido namorada dele na vida real.

Outra namorada que ele teve também foi a atriz de American Pie 2 e do seriado Mad Men, January Jones, que, apesar de ter um filho recém-nascido, atualmente está solteiríssima.

Ashton esteve casado com Demi desde 2005. E Demi havia passado por outros dois casamentos, o primeiro com o pouco conhecido músico Freddie Moore (de onde vem o sobrenome artístico da atriz) e o segundo, mais longo, com Bruce Willis, com três filhas, entre elas a atriz Rumer Willis. Bruce já tem outra esposa, mas é muito amigo da ex-mulher, e chegou a dar uma bronca em Ashton quando soube que ele havia traído Demi.

Nos últimos meses Ashton e Demi estavam se desentendendo. Ela chegou até a deixar de segui-lo no Twitter, cuja conta de Ashton é conhecida pelo maior número de seguidores. E eu, obviamente, sou um deles, na minha conta do presente blogue O Kylocyclo.

A relação, antes marcada por uma surpreendente jovialidade e cumplicidade, havia caído na rotina e Ashton, diante das novas e grandes oportunidades de atuação, acabou vendo na vida de casado um fardo, e parecia ver em novas relações amorosas uma grande novidade.

Evidentemente, o fim do casamento de Demi Moore e Ashton Kutcher causa o mesmo impacto que o fim do R. E. M.. E mostra o quanto relações espontâneas são livres até na hora de se acabarem.

Por outro lado, isso nos põe a pensar o que é que faz com que o casamento de Salma Hayek com o sisudo e feio empresário François-Henry Pinaut continue firme. Talvez seja porque o prazo de tal consórcio ainda não se expirou.

EM CRISE, BREGA-POPULARESCO AGORA USA EX-BBB'S PARA SE PROMOVER


EX-BBB RODRIGO NUM TRIO ELÉTRICO, DURANTE UMA MICARETA.

Sofrendo o começo de uma séria crise, a música brega-popularesca, que antes alugava jovens atores de TV em ascensão para fazer propaganda de seus eventos, agora conta apenas com a participação de ex-integrantes do Big Brother Brasil para sua promoção.

O desgaste do brega-popularesco torna-se notório com os recentes episódios vividos pelos seus ídolos, inclusive crises e tensões, tragédias ou quase tragédias.

Até pouco tempo atrás, havia o auge dos ídolos bregas e neo-bregas na mídia, que ameaçavam até mesmo colocar a MPB no ostracismo. Só para se ter uma ideia, enquanto cantores neo-bregas (de "sertanejo" e "pagode romântico") pegavam carona até em eventos como o Samba Social Clube (MPB FM) e Viola Minha Viola (TV Cultura), cantando repertório alheio, nomes como Milton Nascimento e Djavan pareciam condenados ao esquecimento do grande público.

Com a gradual reabilitação da MPB, em que pese o patrulhamento da intelectualidade elitista - representada, sobretudo, pelo crítico Pedro Alexandre Sanches - que quer que o brega-popularesco continue hegemônico na cultura brasileira, os ídolos brega-popularescos, não mais podendo convencer com os sucessivos CDs e DVDs ao vivo que gravam ano após ano, vivem o impasse de um sucesso comercial que não volta mais.

E isso tem causa e efeito no mercado. As rádios FM perecem rapidamente, trocam de donos constantemente e sofrem o mercado perverso da Aemização e do proselitismo religioso. O comércio pirata de CDs até aumentou a visibilidade dos ídolos brega-popularescos em detrimento da MPB autêntica, mas não lhes trouxe dinheiro para sustentar suas carreiras.

Para agravar, a velha mídia que representava a arena segura dos ídolos brega-popularescos está em crise de credibilidade, mas por outro lado também não convenceu a manobra dos mesmos ídolos que aparecem no Domingão do Faustão ou no Caldeirão do Huck venderem a falsa imagem de "discriminados pela mídia" para voltarem ao sucesso. E a ação de troleiros na Internet defendendo neuroticamente os ídolos bregas e neo-bregas só prejudica a imagem publicitária deles, associados a fãs ou assessores violentos.

Com esse quadro, a indústria do brega-popularesco, movida por micaretas, vaquejadas, "bailes funk", "aparelhagens" e outros eventos similares, antes tinha dinheiro para comprar atores em ascensão e até a fazer combinações contratuais com redes de televisão. A atriz tal, se quisesse ser protagonista da nova novela das nove ou fazer comercial de cosméticos, teria que defender o "funk carioca" ou ir a uma micareta ou vaquejada.

Mas como isso também não funcionou, agora o mercadão popularesco, com menos recursos financeiros, têm que recrutar os ex-integrantes do Big Brother Brasil, que topam qualquer parada para aparecerem.

Além do mais, muitos atores jovens, hoje em dia, evitam se associar ao brega-popularesco, porque pega mal, ainda que haja outros que aderem a ele abertamente. Mas estes se tornam cada vez menos comuns e cada vez mais visados, e a coisa torna-se cada vez mais tendenciosa e lamentável.

Por outro lado, a mediocridade da maioria dos ex-BBB se encaixa muito bem na mediocridade espetacular dos ídolos neo-bregas que se promovem nesses eventos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ESCRITOR MILLÔR FERNANDES TEVE ALTA NO RIO



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O veterano humorista Millôr Fernandes é conhecido pelos mais velhos como o Emanuel Vão Gogo da coluna Pif-Paf de O Cruzeiro, além de ter fundado a revista homônima à coluna e ter participado da fundação do Pasquim. Mas ele também é autor e tradutor de peças teatrais, traduziu até uma letra em inglês de Renato Russo ("Feedback Song for a Dying Friend") e continua em atividade (só interrompida com seu problema de saúde), está em alta hospitalar depois de cinco meses.

Escritor Millôr Fernandes teve alta no Rio

Do Portal R7

O escritor Millôr Fernandes teve sua alta anunciada pelo Twitter do escritor hoje. Millôr foi internado no dia 7 de fevereiro na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. No dia 28 de fevereiro foi transferido para outra clínica.

No Twitter, a mensagem foi "A Equipe do saite (sic) feliz: Depois de 5 meses de internação, Millôr teve alta e foi para casa".

Aos 87 anos, o também desenhista, dramaturgo e humorista divulga seus trabalhos pela internet. Na rede de microblogs, ele possui mais de 316 mil seguidores.

Millôr foi um dos fundadores do jornal O Pasquim e publicou dezenas de livros.

A NOTA DE PETER GABRIEL PEDINDO DESCULPAS AO INCIDENTE DO SWU



Depois da briga envolvendo as equipes técnicas de Peter Gabriel e do Ultraje a Rigor e da irritação eventual de Roger Rocha Moreira, a situação talvez venha no futuro a se resolver e as rixas se apagarem com o tempo.

No fundo, a culpa não está nos intérpretes em si e talvez nem das equipes técnicas, mas na organização do festival SWU, ou melhor, na sua desorganização. A agenda tumultuada criou um conflito de horários e isso foi que causou a briga entre os técnicos do cantor inglês e do grupo paulista.

A moral da história é que, de fato, Ultraje a Rigor foi injustiçado no SWU, mas nem de longe Peter Gabriel pode ser considerado o vilão da história, apesar dos clamores emocionais do momento. E Peter, sabemos, é uma pessoa altruísta e um artista equilibrado, e ele divulgou uma nota pedindo desculpas ao incidente.

"Eu fiquei sabendo nesta manhã que houve um problema entre a minha equipe e a equipe do Ultraje a Rigor no festival SWU, a qual resultou na intervenção do meu produtor que desligou os amplificadores da banda. Eu lamento profundamente esse acontecimento e liguei para o Roger Moreira para me desculpar diretamente com ele e a banda. Eu acredito fortemente que todos os artistas devem ser tratados com igualdade e respeito e eu estou muito chateado por nós termos falhado em fazer isso na noite passada".

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

TÉCNICOS DE PETER GABRIEL E ULTRAJE A RIGOR ENTRAM EM CONFLITO



Um atraso de horário de apresentação foi o motivo da briga entre os técnicos das equipes do grupo Ultraje a Rigor e do cantor Peter Gabriel, no Festival SWU, em Paulínia, no interior de São Paulo.

Os dois intérpretes estavam na escalação do palco Consciência do evento, e a chuva causou o atraso de duas horas de apresentação da banda de Roger Rocha Moreira. Com um set de músicas já elaborado, o Ultraje a Rigor estava ainda no palco quando houve uma discussão com a equipe técnica de Peter Gabriel que incluiu empurra-empurra e socos, envolvendo o irmão do vocalista, Ricardo Moreira, e depois tendo a intervenção do próprio Roger.

Tudo isso se deu por conta de muita desorganização. A apresentação da banda Tedeschi Truck Band foi antecipada e as apresentações do Ultraje a Rigor e do cantor do Soundgarden, Chris Cornell, foram colocadas no mesmo palco Consciência. Peter Gabriel se apresentaria mais tarde, mas sua equipe técnica queria que o Ultraje só tocasse no palco durante meia hora, o que provocou a confusão.

Roger fez no palco comentários que geraram mal-entendido. "O Chris Cornell é nosso roadie", disse, no final da música Zoraide, o que causou um clima de tensão nos fãs do cantor grunge, achando que o Ultraje iria "atropelar" o horário de Cornell. Mas Roger, na sua conta do Twitter, pediu desculpas, dizendo que seu comentário se devia à semelhança do roadie do grupo paulista com o cantor do Soundgarden.

Mas, quanto a Peter Gabriel, o cantor inglês escreveu no seu perfil do Twitter pedindo desculpas ao Ultraje a Rigor. Roger, irritado, não aceitou, se referindo ao cantor com um palavrão e ainda pondo em dúvida o ativismo sócio-cultural do ex-Genesis.

Vários roqueiros brasileiros foram solidários ao Ultraje, e no Twitter vários internautas se lembraram da sina dos músicos brasileiros serem deixados em segundo plano pelas organizações de eventos musicais.

domingo, 13 de novembro de 2011

ZOE SALDAÑA ESTÁ SOLTEIRA!!!



Outra nova solteira do pedaço é a estonteante mulata Zoe Saldaña, dos filmes A Família da Noiva, Terminal, Avatar e da nova versão de Star Trek.

A ultracharmosa atriz, famosa também por sua voz docemente sexy, terminou seu noivado com Keith Britton, condição que durava um ano. A separação foi amigável.

Isso lembra o caso de outra solteira, a atriz Camila Pitanga, cuja beleza mulata, a exemplo de Zoe, expressa uma sensualidade meiga e altamente graciosa. Uau (novamente)!

HOLLY MARIE COMBS ESTÁ SOLTEIRA!!!



Num ano em que Shannen Doherty se casou pela terceira vez e Alyssa Milano curte seu primeiro filho no segundo e atual casamento, e Rose McGowan segue sua vida de solteira com eventuais namorados, outra atriz do seriado Charmed anunciou que está solteira novamente.

Pois é a bela, deliciosa e supergracinha Holly Marie Combs, que fez a Piper e como Alyssa Milano integrava a equipe de produtores do seriado, extinto há algum tempo. Ela estava casada com David Donoho desde 2004 e tem três filhos da relação. O casamento havia sido realizado no Dia de São Valentino, 14 de fevereiro, o "dia dos namorados" dos EUA e já era o segundo da atriz, que foi casada antes com Bryan Travis Smith entre 1993 e 1997.

Holly, que hoje integra o elenco de Pretty Little Liars - cujo destaque é a beleza igualmente estonteante de Lucy Hale - , alegou diferenças inconciliáveis com David.

Bom, que Holly Marie Combs seja bem vinda à nova vida de solteira. Uau!

sábado, 12 de novembro de 2011

O COLAPSO ANUNCIADO DA CULTURA POP MUNDIAL



Deborah Harry, a bela vocalista do Blondie, afirmou recentemente sua preocupação com o download de CDs que anda prejudicando o mercado fonográfico mundial. A declaração de Debbie parece conservadora, mas tem um quê de sensatez, e nos faz pensar sobre os rumos que a indústria fonográfica está traçando nos últimos 20 anos.

Na verdade, a indústria fonográfica partiu para uma rota suicida a partir dos anos 90. Com discos cobrados a preços caros, e com uma lógica extremamente mercadológica, a indústria fonográfica envelheceu comandada por executivos que não tinham a menor vocação para entenderem a arte e a cultura.

Nesse sentido, tem muita razão André Midani, ex-executivo da Warner, que disse que os antigos executivos fonográficos, do contrário dos atuais, possuíam profundo amor à música, por mais que pensassem também em lucros.

É só ver o que era o pop comercial dos anos 1960. Tinha jabá, pressão de executivos e tudo. Mas era dotado de boas melodias e os músicos e cantores envolvidos tinham que ter considerável talento musical. Talvez estivessem longe de ser geniais, mas havia alguns que chegavam perto disso.

Hoje o que vemos é a derrocada da chamada música pop como um todo. E isso ocorreu por inúmeros processos. A cada vez mais executivos musicais que não entendem de música aumentaram seu poder. E contratavam gente que não sabia cantar e tentava cantar, gente que não sabia compor e tentava compor.

Junta-se toda a ganância dos executivos fonográficos e o que vemos: o fim do mercado regular de discos de vinil, nos anos 90, o download gratuito de músicas devido ao preço caro de CDs e a queda vertiginosa da qualidade musical nos últimos anos. E agora se anuncia a extinção dos CDs no final do próximo ano.

E há ainda o encolhimento das chamadas "grandes irmãs", que agora tem como novo episódio a anunciada aquisição da inglesa EMI pela Universal Music, enquanto as antigas CBS e RCA estão juntas na Sony Music e há a Warner Music.

Por outro lado, o comercialismo em muitos selos fonográficos emergentes impõe a discussão sobre põem em xeque a ideia generalizada de que todo selo fonográfico pequeno ou médio que não tenha escritório em Nova York seja necessariamente "gravadora independente". Muitos selos "pequenos" possuem a mesma mentalidade gananciosa das gravadoras grandes, o rótulo de "independente" não lhes faz sentido algum, porque ideologicamente nada têm a ver.

De repente, coisas banais como Bee Gees e Whitney Houston passaram a ser consideradas "geniais", diante daquele ditado "em terra de cego...". O banal de vinte anos atrás passa a se vender como "sofisticado", diante da queda da qualidade musical do chamado "pop médio", cuja "diva" atual é uma Lady Gaga que nada faz senão se autopromover com escândalos e muito visual, em detrimento de uma música fraca sem muita expressividade.

Embora eu tenha feito muitos downloads de CDs, dou razão a Debbie Harry, porque eu mesmo sinto falta daqueles tempos em que se ia para as lojas de discos e se olhava uma variedade de títulos e intérpretes. Hoje essas lojas estão em maioria falidas, os intérpretes não conseguem sustentar suas carreiras, e não se está falando em mercenarismo.

O mercenarismo não está em nomes como Blondie, um grupo herdeiro do punk novaiorquino, mas nos executivos de gravadoras e editoras. Mas vemos a batalha que tem de grupos musicais que precisam sustentar suas carreiras, porque fazer uma simples apresentação musical gera custos, assim como gravar discos e outras atividades.

Além disso, a ganância empresarial e editorial suga muito do dinheiro arrecadado pelos intérpretes e compositores. E é essa ganância que, insensível ao público, extingue primeiro os vinis, e agora quer extinguir os CDs, por pura frescura tecnocrática. Foi preciso uma campanha midiática, incluindo filmes juvenis e clipes musicais, para o vinil voltar, pelo menos num outro contexto.

Agora, com o fim do CD e sua substituição por faixas de MP3 vendidas a atacado ou varejo, a cultura pop poderá entrar em colapso. No Brasil, onde vemos a queda de qualidade da cultura popular pelo brega-popularesco - que se desgasta seriamente, mas ainda impera no mercado - e o fim do CD poderá criar um violento impasse para nossa cultura, já castigada pelo entretenimento brega, piegas e vulgar.

O fim do CD é uma das piores notícias dos últimos meses. Talvez a pior notícia do ano. Ela se deu para tentar conter a pirataria de CDs, desvalorizando o produto. Mas o golpe que os executivos fonográficos imaginam dar aos pirateiros será um golpe contra os próprios executivos, isolados em seus escritórios e sem qualquer visão do que é cultura ou arte.

Além disso, as consequências serão imprevisíveis. Poderá até haver uma reação. Vamos ver no que vai dar esse fim dos CDs.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

BREGA-POPULARESCO "COMPRA" INTELECTUAIS



Um empresário do entretenimento fala para seu produtor assistente:

- Cara, os nossos ídolos da 'cultura popular' de mercado não estão fazendo sucesso como há alguns anos atrás. Eles já começam a encalhar até em sebos. E agora?

- Pois é, chefe. - disse o produtor. - Eu sei de uma solução.

- Qual é a solução, me diz, porque os ídolos já estão falidos. Não posso mais aumentar o jabá nas FMs, cada vez menos elas tocam música, e além do mais é um tal de igreja isso comprar, rede aquilo comprar, que não dá para estabelecer um esquema de jabá por longo prazo.

- A gente pode subornar os intelectuais para elogiar nossos ídolos. Eles voltam ao estrelato fácil, fácil.

- Mas como assim? Todo mundo sabe que essa música que nós trabalhamos nada tem de intelectualizada, no fundo ela é uma grande bobagem feita para o otário do povão consumir.

- Eu sei, chefe. Mas já bolei todo o discurso base. Digo que nossos ídolos estão sendo vítimas de preconceito e aí eu peço para os intelectuais trabalharem a tese que quiserem.

- Como assim?

- Ora, a gente financia as monografias deles, a gente paga por fora tudo que for bolsa de pós-graduação. A gente "compra" toda a intelectualidade, como quem compra um gado. Aí vai todo mundo defender os interesses da gente.

- Isso é muito genial. Mas você não acha que eles podem desconfiar?

- Que... Eles esperam verbas de pesquisa do governo que não vem. Vai você jogar dinheiro nas universidades, todo mundo vai falar dos nossos ídolos como se fossem a cultura da periferia.

- Ah, cultura da periferia. Mas que expressão é essa?

- Conversei com um sociólogo e ele disse que pegou o termo "periferia" da teoria de FHC. O ex-presidente, sabe. Só que não vamos espalhar isso, não, a intelectualidade aderiu ao PT. Para tentar sugar verbas federais, ainda que não sejam as de pesquisas.

- Hmmm! Mas não estou entendendo como esses intelectuais vão trabalhar a promoção publicitária de nossos ídolos.

- Eles têm o discurso nas mãos. Têm as cartas na manga. Sabe aquele grupo de forró eletrônico que o senhor inventou há 15 anos, recrutando uns pobres coitados?

- Hã.

- Pois é, a gente pode relançar ele encomendando a um sociólogo a escrever um livro. Pode ser até um cara do departamento de informática de uma FGV!

- Nossa!

- Ele vai construir um discurso que compare o grupo de forró eletrônico a um cenário desses que chamam de underground.

- Ande o quê?

- Underground, palavra de gringo, chefe! Diz que é subterrâneo, que é aquele artista que tenta fazer sucesso mas não consegue.

- Aí o intelectual vai criar um discurso que enfia tudo que for comparação. Sabe comparar o nosso grupo de forró eletrônico às rebeliões culturais de Nova York dos anos 60? Aquele discurso todo cheio de livros consultados, cheio de comparação preciosa. Você nem vai conhecer mais o grupo de forró eletrônico depois que você ler o livro ou monografia.

- Mas aquele cantor Rodinelson, da banda de forró eletrônico, não tem onde cair morto. Ele não tem a menor noção do que é política.

- Pois é, mas o cientista social vai trabalhá-lo como se fosse um misto de guerrilheiro bolchevique...

- Bolche o quê?

- Bolchevique, é como os intelectuais chamam a turma dos sindicatos, por exemplo. Do movimento estudantil, aquela galera que faz greve, faz passeata, ocupa prédios.

- Ah, sim. Espécie de arruaceiros organizados.

- Isso.

- Mas isso não vai causar problema com nossos ídolos? A gente vai dar uma trabalheira para relançar aqueles funkeiros MC Bobão, além de ser difícil promover o Batalhão das Canhãozudas.

- Não, do jeito que os intelectuais trabalharão, não terá problema. A juventude moderna adora esses bolcheviques. E esse MC Bobão, autor da "Melô do Cheira-Cheira", já está sendo trabalhado como se fosse um batalhador da periferia, é tido quase como um revolucionário rebelde.

- Como assim? O MC Bobão tem voz de fuinha, não tinha mesmo um grande futuro pela frente.

- Mas tem, chefe, o antropólogo até lançou o MC Bobão como se fosse um militante cultural, o cara tá até fazendo trainée de ciência política, vai fazer carreira de ativista...

- Hmmm.

- E tem mais, a vocalista do Batalhão das Canhãozudas, Melissa Canhãozuda, já teve todo o discurso trabalhado pelo antropólogo. Imagine só que habilidade. A Canhãozuda só lava umas poucas roupas por semana e brinca com a afilhada e o antropólogo escreveu que ela foi lavadeira, babá e doméstica.

- Legal. E aí ela dá uma de batalhadora. Bom marketing! E o marido dela?

- Olha, eu já botei ele para morar num bairro classe média de Teresina. Financiei o divórcio da Canhãozuda, indenizei o marido dela com 20 salários mínimos mais as despesas de viagem, mudança e compra do apartamento, porque a gente precisa ter a Canhãozuda solteira para manter a carreira, sabe como é.

- Sei.

- A Canhãozuda precisa ser símbolo sexual, e enquanto a gente trabalha tudo isso, fabricando uma imagem de "encalhada" para a moça...

- E olha que ela já fez muito homenzão dos subúrbios brigarem com ela a facadas.

- Pois é. Aí enquanto a gente cria um mito de "encalhada" para a Canhãozuda, o antropólogo inventa que ela, por ter lavado roupa, cuidado da afilhada e rompido com o marido, é uma "lavadeira, babá e doméstica que virou feminista".

- Bingo. Assim a gente ganha mais dinheiro. E os sertanejos, a gente pode promover?

- Fica difícil. Tem grandes fazendeiros por trás. Mas a gente trabalha os funkeiros, forrozeiros eletrônicos e pagodeiros românticos que estão à beira do ostracismo. Vai dar certo. A intelectualidade está toda comprada pela gente. Tudo virou não uma panelinha, mas um panelaço.

- Legal. É assim que a gente vai faturar mais e mais. Já dá para eu comprar umas dez grandes fazendas de mil hectares no interior de São Paulo e Paraná. E você vai ser meu sócio, combinado?

- Combinado.