sexta-feira, 26 de novembro de 2010

CASSETA & PLANETA, URGENTE VAI ACABAR


ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO NO CASSETA & PLANETA - Humorístico era vitrine para ídolos do brega-popularesco protegidos pelo PiG. Só os blogueiros-patolinos e os jornalistas-paçocas não sabem disso.

O programa Casseta & Planeta, Urgente, da Rede Globo de Televisão, sairá do ar depois de 20 anos. O programa termina com o encerramento da temporada atual, em dezembro.

Nesse caminho todo, o programa mudou, um de seus integrantes, o carismático Bussunda, faleceu durante a Copa de 2006, e nos últimos anos a conduta do grupo voltou-se ideologicamente para a direita política.

Muita gente já reclamava de que o programa não estava tendo o mesmo pique de antes. E nem era pelo fato de Bussunda ter falecido, até porque, já naquela época, o programa já estava passando por um período de desgaste. É por causa de vários fatores, como o próprio padrão comercial da programação da Globo, que influiu negativamente no grupo que outrora havia marcado com seu humor de roupagem jornalística e televisiva.

A situação dos cassetas foi tal que um de seus integrantes, Marcelo Madureira, simplesmente se esqueceu que era comediante e, no evento recente do Instituto Millenium, no qual o casseta é uma espécie de membro informal, ele simplesmente se portou de maneira muito mal-humorada e ranzinza, sem contar sequer uma piada. Por comparação, no Encontro de Blogueiros Progressistas, de plano ideológico oposto, mostrou o jornalista de economia Luís Nassif, que já rompe o estigma de sisudez com sua simpatia e linguagem didática, tocando samba e chorinho com muita dedicação e amor à música.

Marcelo Madureira teve ainda o agravante de, ao lado do reacionário colonista Diogo Mainardi, de Veja, chamar Lula de "vagabundo", num comentário que até teve suas tiradas de humor, mas de um humor malfeito, de piadas que são mais cínicas do que engraçadas.

Ultimamente, o programa dos Cassetas também serviu de vitrine dos ídolos brega-popularescos - com ênfase na axé-music e no breganejo - que também visitam o Domingão do Faustão, mas que hoje sofrem o incômodo de estarem vinculados à mídia golpista que os acolheu e os fez crescerem, já que a própria mídia golpista começa a ser desacreditada, além de não convencer alguns jornalistas falarem bem desses mesmos ídolos na mídia esquerdista.

Por isso, os cassetas, que continuarão unidos e pensarão num novo programa para a Globo, não farão muita falta. Eu mesmo não via o programa há várias semanas, depois da grosseria de Marcelo Madureira, que irritou até o responsável da maior comunidade a favor do Casseta & Planeta no Orkut. Mas, depois de dezembro, Marcelo Madureira terá mais tempo para falar mal do que ele conhece como "Dilma Roskoff" nas palestras do Millenium.

Até porque o mercado de humor anda e já existe uma nova geração como Marcelo Adnet (por enquanto mal-aproveitado no Comédia MTV, mas o cara é muito bom) e Bruno Mazzeo, que fazem os cassetas parecerem retrógrados como a própria velha mídia que o "bombeiro guerreiro" defende desesperadamente.

BUZZCOCKS E ADOLESCENTS TOCARAM NO BRASIL




Quem gosta do genuíno punk rock se empolgou quando estava no Clash Club, casa noturna de São Paulo, para assistir a dois grupos veteranos do punk rock, a californinana The Adolescents e a banda de Manchester, The Buzzcocks.

Os Adolescents estavam lançando seu mais novo disco, The Fastest Kid Alive, lançado neste ano, enquanto os Buzzcocks preferiram se concentrar nos três primeiros álbuns, Another Music in a Different Kitchen (1978), Love Bites (1978) e Singles Going Steady (1979).

Enquanto os Adolescents são da geração surgida no início dos anos 80, na vertente conhecida como hardcore (nem sempre compreendida pela rapaziada de perfil médio no Brasil), os Buzzcocks correspondem à primeira geração punk, surgida na famosa cidade industrial inglesa, em 1976, na mesma época em que este que lhes escreve, com cinco anos de idade, ficava em casa com os brinquedinhos e ia para a escola na Venda da Cruz, em Niterói.

Os dois grupos não adotavam uma postura rigorosamente politizada. Digo rigorosamente, porque no fundo eles também tinham uma visão crítica da sociedade, apenas era diferente, mas não menos substancial, do que a militância de Jello Biafra dos Dead Kennedys (que inspirou Zack de La Rocha, do Rage Against The Machine, um grupo de hip hop com rock pesado, mas com filosofia plenamente hardcore).

Só que, infelizmente, no Brasil toda uma mídia manobrista (no pior sentido) fundiu a cuca da rapaziada daqui e hardcore aqui é entendido mais como um crossover entre programa humorístico e roquinho acelerado.

Aqui vale até uma bronca. Todo mundo fala mal do Restart, diz que Restart é isso, Restart é aquilo, mas tudo isso começou com os "emos de macho", os proto-emos musculosos, tatuados, com caras de mau e jeito cínico, tipo Raimundos, Baba Cósmica e até barbaridades como Virgulóides e Ostheobaldo e, mais recentemente, o Hardneja Sertacore, para não dizer do CPM 22.

Esse pessoal todo agora diz que é "rardicór mermo", mas sua mentalidade alienada abriu caminho para grupos como Restart, que apenas levam às últimas consequências o que aqueles que faziam "emocore de macho" defendiam e acreditavam. Mas, como diz o ditado popular, "toma que o filho é seu", o Restart é apenas um filhote mais infantil do que os protoemos dos anos 90.

Fico com os Buzzcocks, os Adolescents e outros veteranos do punk rock. Eles acreditavam num som mais empolgante, no tempo em que o progressivo se perdia num academicismo e pompa extremados. Também gosto de rock progressivo, mas reconheço que é um saco ter que bancar o músico erudito em ensaios intermináveis, que de tão cansativos fazem eliminar a emoção, em detrimento do aperfeiçoamento técnico.

O punk rock autêntico em nenhum momento defendeu a mediocridade cultural. Seu som simplista de três acordes básicos era apenas a reação contra o eruditismo exagerado, mas a criatividade sempre esteve em primeiro lugar. A metodologia era meio Glauber Rocha, que disse que cinema era ter uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. O punk rock era mais ou menos isso.

O Brasil ainda tem que aprender muito. Até tivemos cenários punk vibrantes, genuínos e tão instigantes quanto o dos EUA e Reino Unido. Mas o problema é a sociedade de nível médio que, além de pensar que hardcore é uma tradução de A Praça É Nossa com guitarra, baixo e bateria, ainda pensa que os brega-popularescos que aparecem no Domingão do Faustão e até na revista Veja "são como os punks" porque são supostamente rejeitados pela intelectualidade especializada.

Rejeitados, os brega-popularescos, pela intelectualidade? Fala sério! O que tem de intelectual defendendo funqueiros, breganejos, axézeiros etc não está no Twitter. E que comparação possível pode ser dada aos "sucessos do povão" ao punk rock, se os "artistas" do brega-popularesco são submissos com o "sistema" e aparecem felizes nos ambientes da mídia golpista?

O Brasil não pode se comportar como o inferno astral do senso crítico. Até o punk rock nos dá a lição da consciência crítica. Cabe aprendermos.

PETER HOOK REGRAVARÁ CANÇÕES DO JOY DIVISION COM SUA NOVA BANDA



Depois de tentar uma banda de baixistas, a Freebass (com Andy Rourke, ex-Smiths), o ex-New Order Peter Hook montou outra banda, The Light, que conta com a cantora Rowetta, que havia feito parte dos Happy Mondays, como vocalista.

Hook, brigado com os ex-parceiros do New Order e Joy Division, Bernard Sumner e Stephen Morris, afirmou que vai gravar músicas da lendária banda do vocalista Ian Curtis, no primeiro EP do Light.

As músicas são "Insight", "New Dawn Fades", "Pictures" e o clássico "Atmospheres", uma das mais melancólicas músicas do Joy Division.

"Pictures", por sua vez, é uma obscura canção que a banda de Manchester havia gravado em 1978, num compacto.