terça-feira, 9 de novembro de 2010

QUEM PERDE A CABEÇA COM POUCO, PÕE TUDO A PERDER



Solange Gomes e João Bosco & Vinícius, dois ícones do Partido da Imprensa Golpista, contaram com o respaldo de reacionários, que dispararam comentários contra este blog.

Primeiro, foi uma tal de "marcia", que num texto grotesco, tentou defender a vulgaridade feminina, fazendo ameaças e mostrando uma fúria sem tamanho, como se Solange Gomes tivesse sido uma santa. Só falta pedir ao Vaticano para canonizar a celebridade, pelo ato de ter posado de "freira sexy" num evento noturno.

Segundo, foi um tal de "Gabriel", agindo em defesa da dupla de breganejo "universitário", João Bosco & Vinícius. Apesar do texto razoavelmente bem escrito, Gabriel age com muita arrogância e irritação, não aceitando críticas contra sua dupla favorita. Ora, se ele quer que sua duplinha seja elogiada, que não leia este blog, ora! Eu nunca invadi os blogs que ele gosta para falar mal de seus ídolos.

Mas é compreensível que as duas reações irritadiças venham à tona na ressaca da campanha do mestre de ambos os internautas, o político tucano José Serra. Afinal, o machismo das mulheres-objetos atuais, as boazudas ou popozudas, e o dito "sertanejo universitário", são CLARAMENTE APOIADOS E FINANCIADOS pelas mais retrógradas instituições que até o fim do mês passado estiveram em volta do candidato tucano à Presidência da República. Certamente, eles não podem negar a associação, porque o reacionarismo é o mesmo.

Foi com essa mesma fúria, seja com desaforos raivosos de "marcia", seja a arrogância pseudo-elegante de "Gabriel". Ora, se Solange Gomes cometeu gafes e pega pesado demais na "sensualidade", a culpa não é minha, eu não posso ser processado pelo erro dos outros. Se alguém tentar me processar, pode receber outro processo em troca, por danos morais, e dos mais pesados.

Quanto a João Bosco & Vinícius, se os nomes são verdadeiros ou não, pelo menos eles tinham que alterar um pouco o nome artístico, porque de uma forma ou de outra soa provocativo com dois nomes da MPB. Seja de propósito ou não. Sabe-se da treta que existe entre o brega-popularesco e a MPB autêntica, apesar da intelectualidade etnocêntrica tentar negar isso.

ATITUDE GOLPISTA - Dá para perceber que tais atitudes são claramente golpistas. A citada analogia com a campanha serrista é de uma semelhança de sentido espantosa. José Serra também agiu muito como "marcia" quando era criticado pelas suas agressividades, e agia com a falsa elegância de "Gabriel" e outros fãs de João Bosco & Vinícius e Vítor & Léo, outra dupla "universitária" (sic).

Luan Santana, outro ícone do gênero, já teve seus fãs chamados pelo excelente humorista Bruno Mazzeo de "talifãs", porque o reacionarismo explícito dos fãs de "sertanejo universitário" possui clara analogia com o fanatismo da milícia Talibã, do Afeganistão. Eu mesmo já defino a nação brega-popularesca como Abreganistão.

Solange Gomes é queridinha do portal Ego, que é das Organizações Globo, uma das três maiores corporações da mídia golpista brasileira, junto ao Grupo Folha e Grupo Abril. E, por isso, é um dos símbolos da perpetuação de valores machistas a partir da exploração da vulgaridade feminina, que ofende os movimentos sociais em defesa da emancipação feminina.

João Bosco & Vinícius, como todo ícone do "sertanejo universitário" e da "música sertaneja" em geral, é claramente patrocinado, apoiado até nos tapinhas nas costas e nos abraços fraternais, pelos grandes proprietários de terra, sejam os latifundiários antigos, oriundos da "Revolução Verde" da ditadura militar, sejam os modernos barões do agronegócio que cresceram com subsídios dos oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso.

A "música sertaneja", como um todo, é respaldada, por isso, pela UDR (União Democrática Ruralista), cujos principais nomes são a senadora Kátia Abreu e o deputado Ronaldo Caiado, figuras tradicionalmente direitistas.

Portanto, não venham esses defensores dizerem que são "progressistas" que essa manobra não convence. Admitam que são reacionários, tenham um mínimo de humildade nesse sentido. E, por favor, parem de fazer críticas a esse blog, porque eu não invado blog nem Twitter desses nomes para disparar comentários contrários, não.

Toda unanimidade não só é burra, como também é impossível. Quem gosta de Solange Gomes, Nana Gouveia, Vítor & Léo, João Bosco & Vinícius, que goste, só não me obrigue a bater palmas para eles, não. Fiquem na sua.

Afinal, pelo reacionarismo, quem perde a cabeça com pouco, põe tudo a perder. Reacionário que defende sua causa atacando quem não gosta dela, vê a mesma fracassar. Aprendam com seu "mestre" José Serra, que pela sua raiva irritadiça, teve uma boa derrota nas urnas.

COPA IMPEDE CARIOCAS DE VEREM PAUL MCCARTNEY



Uma das cidades mais famosas do mundo está impedida de ver um dos maiores nomes do rock do planeta.

E não é qualquer um. Trata-se de sir Paul McCartney, que foi o baixista e um dos vocalistas da mais famosa e popular banda de rock de todos os tempos, os Beatles.

Tudo por causa de obras para a Copa de 2014 - integrante de um pacote político-turístico que inclui também as Olim Piadas de 2016 - que tanto o Governo do Estado do Rio de Janeiro quanto a Prefeitura do Rio de Janeiro promovem e que está causando sérios estragos.

Só para se ter uma ideia, enquanto o povo pobre morre nos hospitais por falta de atendimento médico, ruas são alagadas e barracos de favelas são soterrados em deslizamentos, enquanto ocorrem arrastões em vários pontos da Cidade Maravilhosa, a prefeitura carioca, com o claro apoio do governo estadual - do mesmo grupo político - está mais preocupada em reformar estádios, construir ginásios olímpicos e repintar frotas de ônibus num visual fardado feito para confundir os passageiros mais pobres, preocupados mais com sua vida para tentar raciocinar "matematicamente" qual o ônibus que vai pegar.

E mais, além dos cariocas serem privados de ver um dos maiores músicos de rock do planeta - ano que vem, Paul completa 55 anos de carreira musical, e só o que ele tem de história para contar é insuficiente para um livro de menos de mil páginas - , eles também foram privados de ver o U2, breve fazendo mais uma aparição no Brasil.

E o U2 também é uma das mais prestigiadas, íntegras e criativas bandas de rock do mundo. Sua importância para os anos 80 equivale à dos Beatles nos anos 60. Ou seja, rock de primeira, música de excelente qualidade.

Eduardo Paes quer consolar o público com uma festa com o Fatboy Slim. Eu até gosto de várias músicas de Fatboy Slim, mas, como todo nome da música eletrônica, tem altos e baixos. E ainda prefiro a antiga banda de Norman Cook (o DJ que está por trás do Fatboy Slim), os Housemartins, da qual ele era baixista, e este grupo foi muito além de "Build" (a "melô do papel"), porque seu repertório era sempre brilhante.

Paul McCartney, solo, toca músicas dos Beatles. Mas Fatboy Slim é outra coisa, Norman Cook não tem o compromisso - é opção pessoal dele - de tocar música dos Housemartins. Nada contra chamar o Fatboy Slim para se apresentar no Rio, mas é evidente que ele não irá compensar a ausência de Paul ou do U2 nos palcos cariocas. Pode divertir bastante muita gente, mas é outra coisa.

Se Eduardo Paes doasse dois milhões de ingressos para os cariocas verem Paul McCartney em São Paulo, com todas as despesas de viagem pagas, seria alguma coisa. Mas um político desses sem habilidade para coisa alguma não seria capaz de tamanha caridade.