terça-feira, 2 de novembro de 2010

EDUARDO AZEREDO, O SENADOR GOLPISTA CONTRA A DEMOCRACIA DIGITAL


EDUARDO AZEREDO - Esse sujeito é inimigo mortal da inclusão digital

COMENTÁRIO DESTE BLOG: O senador tucano mineiro Eduardo Azeredo, acusado de envolvimento com o "mensalão do PSDB", é mentor de um terrível projeto que encerrará a fase democrática da Internet. Com isso, a blogosfera progressista encontra no projeto de lei do senador tucano uma terrível ameaça, que só mesmo a esperança de Dilma Rousseff vetar a lei para nos tranquilizar.

Dá para perceber que a "democracia" do autor do "projeto de lei contra crimes cibernéticos" é a democracia defendida pelo PiG, pelo Instituto Millenium, pelo derrotado José Serra, pela TFP, pelo Opus Dei e outras pessoas físicas e jurídicas comprometidas com os valores retrógrados que entre 1964 e 1985 prevaleceram no nosso país.

Democracia tucana

Na calada da noite, avança projeto de deputado do PSDB para censurar internet e quebrar sigilo de internautas

Por Luiz Carvalho - Site da CUT - 27/10/2010

No início de outubro, em um Congresso Nacional esvaziado enquanto o Brasil discute as eleições, o Projeto de Lei (PL) 84/99 do senador Eduardo Azeredo, do PSDB de José Serra, foi aprovado em duas comissões na Câmara.

Também conhecido como “AI-5 digital”, uma referência ao Ato Institucional nº 5 que o regime militar baixou em 1968 para fechar o parlamento e acabar com a liberdade de expressão, o PL permite violar os direitos civis, transfere para a sociedade a responsabilidade sobre a segurança na internet que deveria ser das empresas e ataca a inclusão digital.

O projeto de Azeredo passa também a tratar como crime sujeito a prisão de até três anos a transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação. Isso pode incluir desde baixar músicas até a mera citação de trechos de uma matéria em um blog.

Conheça os principais pontos do projeto do Azeredo.

1. Quebra de sigilo
Ironicamente, o PL do parlamentar ligado ao partido que se diz vítima de uma suposta quebra de sigilo nas eleições, determina que os dados dos internautas possam ser divulgados ao Ministério Público ou à polícia sem a necessidade de uma ordem judicial. Na prática, será possível quebrar o sigilo de qualquer pessoa sem autorização da Justiça, ao contrário do que diz a Constituição.

2. Internet para ricos
Azeredo quer ainda que os provedores de acesso à Internet e de conteúdo (serviços de e-mail , publicadores de blog e o Google) guardem o registro de toda a navegação de cada usuário por três anos, com a origem, a hora e a data da conexão.

Além de exemplo de violação à privacidade, o projeto deixa claro: para os tucanos, internet é para quem pode pagar, já que nas redes sem fio que algumas cidades já estão implementando para aumentar a inclusão digital, várias pessoas navegam com o mesmo número de IP (o endereço na internet).

3. Ajudinha aos banqueiros – Um dos argumentos do deputado ficha suja reeleito em 2010 – responde a ação penal por peculato e lavagem ou ocultação de bem –, é que o rastreamento das pessoas que utilizam a internet ajudará a acabar com as fraudes bancárias. Seria mais eficaz que os bancos fossem obrigados a adotar uma assinatura digital nas transações para todos os clientes. Mas, isso geraria mais custos aos bancos e o parlamentar não quer se indispor com eles.

O que acontece agora?
Atualmente, o “PL Azeredo” tramita na Câmara de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara e aguarda a posição do relator Júlio Semeghini, do PSDB-RJ.

A má notícia é que foi esse deputado que garantiu, em outubro de 2009, que o projeto aguardaria o desenrolar dos debates para seguir tramitando. Mas, Semeghini fez o contrário do prometido e tocou o projeto adiante.

Com a provável aprovação, a última alternativa para evitar que vire lei e acabe com a democracia digital no Brasil será o veto do próximo presidente.

JOY DIVISION TERÁ NOVA COMPILAÇÃO


STEPHEN MORRIS, primeiro à esquerda, produz nova coletânea do Joy Division

Em dezembro próximo, será lançada nova coletânea do Joy Division, intitulada +-, que chegará as lojas estrangeiras três semanas antes do Natal.

A coletânea será uma retrospectiva de todo o repertório musical da banda formada por Ian Curtis (1956-1980), Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris, gravado durante sua brevíssima existência, entre 1977 e 1980. Curtis se enforcou poucos dias antes da banda estrear sua primeira turnê pelos EUA.

O grupo, apesar de ter a maior parte de sua carreira feita no final dos anos 70, é um dos grandes símbolos do som dos anos 80, tendo sido muito cultuado entre os alternativos da época. No rádio carioca, a Fluminense FM e Estácio FM tocaram muitas músicas do grupo.

A herança do Joy Division, grupo que começou punk sob o nome Warsaw e depois adotou o nome famoso e uma sonoridade sombria do cold wave, tornou-se o grupo New Order, mais voltado para o crossover entre rock e pop dançante, formado pelos três remanescentes e pela esposa de Morris, Gillian Gilbert, que havia tocado como instrumentista suplente em algumas apresentações do JD.

O New Order acabou em 2008, com divergências entre Peter Hook, de um lado, e Bernard Sumner e Stephen Morris, de outro. Gillian já havia saído do grupo anos antes, para cuidar da filha dela com Morris. Este e Sumner preparam material de sua nova banda, a Bad Lieutenant.

ACIDENTE EM CURITIBA: PREMONIÇÃO?



O acidente de ônibus que ocorreu em Curitiba, em junho passado, mostra detalhes que soam como uma premonição do fracasso do projeto de transporte coletivo a ser implantado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, daqui a quatro dias.

Vejamos algumas informações:

- O acidente em questão envolveu um ônibus da Auto Viação Redentor.

1. Ou seja, tirando a palavra "Auto", é exatamente o mesmo nome de uma empresa carioca que circula por vários bairros do Centro e das zonas Norte, Sul e Oeste cariocas.

2. A Auto Viação Redentor já havia se envolvido, um ano antes, num acidente com um ônibus midi - do mesmo modelo Spectrum City que sua xará carioca também tem - que, por conta de um mal súbito sentido pelo motorista, caiu sobre uma casa.

3. Redentor é uma alusão ao mais famoso monumento da cidade do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor, considerado o cartão postal da cidade.

4. O acidente ocorreu defronte à Praça Tiradentes, homônima a uma das principais praças do centro do Rio de Janeiro.

- O acidente teve dois mortos e foi causado por um mal súbito de um motorista.

1. Ou seja, quem quer que conduzisse a "curitibanização" dos ônibus cariocas, sucumbirá com as falhas e contradições inerentes ao esquema, por consequência sobretudo pela concentração de poder da Secretaria Municipal de Transportes.

2. O número dois, referente aos mortos, pode indicar que o "novo" projeto para os ônibus cariocas sucumbirá em dois anos, que é aliás o tempo que resta de governo de Eduardo Paes.

- O ônibus envolvido no trágico acidente foi um Ligeirinho.

1. Isso pode indicar que o projeto de padronização visual dos ônibus do RJ terá curta duração.

- O ônibus tem visual padronizado e adotava a cor cinza.

1. Levando em conta que Curitiba é a primeira cidade que implantou esse padrão "racional" de transporte coletivo, adotando sobretudo o visual padronizado que fardou as empresas de ônibus e camuflou suas identidades, isso dá indício de que o esquema similar carioca será um grande fracasso.

2. A cor cinza é justamente a que Eduardo Paes determinou em troca do antigo bege do padrão visual escolhido para os ônibus cariocas.

A julgar também pela arrogância e pelas grosserias dos defensores da padronização visual dos ônibus cariocas, o fracasso também é certo. Afinal, é a mesma arrogância que causou o fracasso da campanha eleitoral de José Serra.