sábado, 23 de outubro de 2010

KATY PERRY SE CASOU!! BUÁ!!


ENQUANTO XUXA MENEGHEL, JULIANE ALMEIDA, NICOLE BAHLS RECUSAM PRETENDENTES...

A gracinha escultural Katy Perry, belíssima e super-sexy, desde a noite de ontem se tornou mais uma senhora casada. Casadíssima, com o comediante Russel Brand, em cerimônia realizada na Índia.

Buá!

Enquanto isso, em Terra Brasilis, a "rainha" Xuxa Meneghel, maior ícone "feminista" segundo as marias-coitadas, perdeu a chance de ouro de ter o seu Jesus Luz, o Vítor Chaves da dupla Vítor & Léo.

Juliane Almeida, do É O Tchan, também perdeu a chance de ouro de ter sua alma-gêmea, o rebolation man Léo Santana, do Parangolé.

E Nicole Bahls perdeu sua chance de ouro de ter carreira internacional, de ser a "Gisele Bündchen" das popozudas, ao recusar namorar o rapper boa-praça Akon.

Sejam popozudas ou marias-coitadas, o que reina aqui é o estranho celibato, o medo até de namorar sósias de Reynaldo Gianecchini que tenham várias fazendas de criação de gado. Acabam virando marias-bobeiras, cujo esporte é recusar os homens de suas vidas e depois mentir para a mídia e para a Internet que os homens têm medo delas.

Não se sabe por que cargas d'água o universo popularesco de famosas e não-famosas está repleto de supostas encalhadas, de celibatárias convictas, de divorciadas convertidas em dublês de solteironas.

Será o medo da mídia gorda de que Xuxa assuma um romance e faça todas suas fãs fazerem o mesmo, esvaziando as boates e botecos do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e interior do país com tantas garotas namorando homens do tipo galântico de Vítor & Léo?

Ou será o medo da mídia gorda de que a quebra do celibato das fãs e celebridades popularescas em geral signifique a quebra do rígido controle de natalidade nas classes econômicas mais baixas, adiando a "limpeza social" tão sonhada pelas elites?

REDE GLOBO PREFERE CONFIAR EM IMAGENS DE PÉSSIMA RESOLUÇÃO



É ridículo que, em detrimento da informação, a palavra do "amiguinho" valha mais do que a coerência do fato.

Na última semana, houve um protesto dos militantes do PT contra a campanha de José Serra no bairro do Campo Grande, no Rio de Janeiro, que gerou confronto com os seguranças e militantes do PSDB, além de resultar num incidente com o candidato, aparentemente atingido por um objeto redondo, muito provavelmente uma bolinha de papel.

A Rede Globo, ao noticiar o incidente, mostrou a reportagem feita pelo SBT que afirmou ser uma bolinha de papel o objeto que atingiu a cabeça de José Serra. Mas a emissora dos irmãos Marinho preferiu pôr em dúvida a tese, falando em um "objeto estranho", exagerando na reação do candidato, que passou a mão na cabeça depois do incidente.

Motrando uma imagem de péssima resolução, supostamente tirada do celular de um repórter da Folha de São Paulo, a Globo anunciou que Serra teria sido atingido por um objeto perigoso, duvidando que seja uma mera bolinha de papel.

Tsavkko escreve que o vídeo poderia ter sido feito por um militante do PSDB, mas eu mesmo já escrevi para ele informando da constatação da Globo. Se bem que, Folha ou PSDB, Globo ou PSDB, tanto faz, praticamente é tudo a mesma coisa.

Num pronunciamento recente, Lula comparou o mal-estar de José Serra com o "perigoso ataque" com o episódio do goleiro chileno Roberto Rojas. Vendo que um foguete sinalizador foi jogado para o gramado, perto da trave onde estava Rojas, ele tirou do bolso uma navalha e se cortou, e aí fingiu ter sido atingido pelo foguete, o que fez o jogo ser suspenso e o time todo sair de campo, com Rojas sendo socorrido pelos médicos. Era uma partida entre as seleções do Chile e do Brasil, em 1989, para a copa de 1990, jogo realizado no estádio carioca do Maracanã.

Depois a farsa foi descoberta, o time chileno foi punido de não participar de jogos oficiais durante cinco anos, e a responsável por ter atirado o foguete foi uma mulher chamada Rosemery Mello, que teve seus poucos minutos de fama, como a "fogueteira do Maracanã", tendo até posado para a Playboy.

Mas, como não havia portal Ego - olhem as Organizações Globo aí! - para dar guarita para as boazudas naqueles tempos, Rosemery caiu no ostracismo. Se tivesse portal Ego já naquela época, talvez ela aparecesse tanto na mídia quanto a autêntica musa e beldade substancial Luíza Brunet.

Rosemery não pararia um só momento, nas suas repetidas exibições corporais na praia, nas noitadas e nas quadras de escola de samba, com direito a "pagar calcinha", a mostrar decotes "avantajados" ou a "acidentalmente" deixar uma peça de roupa cair para mostrar seus "dotes" corporais.

Roberto Rojas, no entanto, também está relacionado ao mesmo Estado de São Paulo de José Serra, porque anos depois atuou como treinador do time do São Paulo.

IDEOLOGIA BREGA SURGIU COMO "HIGIENIZAÇÃO" SOCIAL


NA "CULTURA" BREGA, O POVO É CONDENADO A "PRODUZIR" UMA "CULTURA" ENTREGUISTA EM CONDIÇÕES DE MISÉRIA E SUBORDINAÇÃO SOCIAL.

Há uma tese, bastante equivocada, de que Getúlio Vargas promoveu a "higienização cultural" do Brasil, transformando sambas, baiões e modinhas de viola em meros jingles do Estado Novo.

É um grande exagero, porque apenas algumas músicas foram adaptadas para a propaganda da ditadura varguista. E isso se limitou apenas às letras, mas praticamente toda a arte, toda a concepção rítmica e melódica dos ritmos populares originais estava lá, com todo o estilo caraterístico de seus respectivos artistas.

Superestima a intervenção de Getúlio Vargas na cultura brasileira, a ponto de reacionários como Eugênio Arantes Raggi julgarem que toda a MPB feita entre 1937 e 1968 é subproduto da manipulação varguista e suas ramificações comunistas, como se a MPB fosse fundada a quatro mãos por Getúlio Vargas e Luís Carlos Prestes, o que é um absurdo.

Só que os defensores dessa tese delirante esquecem que Vargas, antes do Estado Novo, contava com uma equipe de intelectuais da escola modernista - como o genial pesquisador Mário de Andrade, também poeta e escritor - , que estabeleceu estudos que difundissem os verdadeiros ritmos populares brasileiros, cuja difusão continuou de uma forma ou de outra, mesmo com o abandono de alguns projetos devido ao Estado Novo.

Isso se deu porque, se não mais tínhamos as pesquisas de Mário de Andrade sobre o folclore brasileiro, tivemos depois, na época áurea do rádio brasileiro, verdadeiros pesquisadores culturais, divulgadores da verdadeira canção brasileira, como Luiz Gonzaga e Henrique Foréis Domingues (o Almirante), este um ex-membro do Bando de Tangarás (que também teve Braguinha e Noel Rosa), deram sua grande contribuição para mostrar o rico patrimônio cultural em que vivemos.

A tão falada "higienização social" que costuma-se atribuir a Getúlio Vargas, na verdade, ocorreu durante até pouco antes da ditadura militar, já na crise do segundo governo varguista, eleito democraticamente.

O latifúndio patrocinou os primeiros ídolos que depois seriam considerados cafonas, e, mais adiante ainda, bregas. Eram arremedos de cantores de serestas, caricatos, estereotipados, que na verdade faziam um engodo que misturava elementos da música romântica italiana, dos boleros e mariachis mexicanos e da country music dos EUA, num estilo deturpado e medíocre que nada teve de brasilidade.

Era a "higienização social" que os latifundiários que, mais tarde, defenderam e patrocinaram o golpe militar de 1964, a ditadura e o AI-5, buscando enfraquecer culturalmente o povo pobre para evitar que se explodam revoltas populares. Ou, ao menos, neutralizar o avanço das Ligas Camponesas, um dos principais movimentos sociais dos anos 50.

Junto à música caricata, estereotipada e apátrida, simbolizada acima de tudo por Waldick Soriano, veio todo um padrão de comportamento que o poder dominante determinou para o povo, condenando-o ao subemprego, à prostituição, ao alcoolismo, e, sobretudo, à domesticação contínua que permita paliativos de ascensão econômica sem exercer uma cidadania crítica, firme e forte.

Os defensores da hegemonia brega tentam insistir na ideia de que ela é a "cultura popular pura". Grande engano. Mas podemos ver isso no sentido irônico, uma vez que as classes dominantes, através da cafonice cultural, tenta eliminar do povo suas raízes culturais autênticas, numa ação que as entidades policiais que reprimiram o samba, por exemplo, nunca imaginaram fazer.

Tirou-se do povo aquela brasilidade autêntica, aquela diversidade genuína que reconhecia no samba uma série de ritmos variantes que expressavam a riqueza desse ritmo afro-brasileiro (como o coco, maracatu, jongo, maxixe, caxambu, samba-de-roda, chorinho e gafieira) ou na música caipira verdadeira uma linguagem realmente interiorana, com seus cateretês, modinhas etc. Ou o baião autêntico, o xaxado autêntico, os ritmos do agreste nordestino que tinham sua expressão de regionalidade verdadeira.

A ideologia brega acabou com tudo isso. A ditadura militar e o latifúndio investiram pesado nos ídolos cafonas, num processo que hoje atinge o ápice do poder dominante, tanto que até mesmo intelectuais têm medo de que a hoje música brega-popularesca caia no ostracismo, tamanho é o mercado milionário que ela movimenta.

O horror dessa intelectualidade é o mesmo dos parlamentares do Primeiro e Segundo Impérios, quando se falava na abolição da escravidão. O horror de ver baiões autênticos e sambas genuínos serem retirados dos acervos de professores e jornalistas e serem devolvidos para o povo pobre, que, recuperando sua cultura hoje esquecida, pode rearticular-se para uma mobilização social sem precedentes. O mesmo argumento quando se falava que a abolição da escravatura iria transformar o Brasil numa guerra civil entre negros e brancos.

A ideologia brega só forjou uma brasilidade caricata a partir de 1970, com o sambão-jóia, que não era mais do que um arremedo cafajeste do samba-rock (que, apesar do nome, era a fusão do samba com a soul music), e a "música sertaneja", já corrompida pelo tendenciosismo mercadológico dos mariachis, countrys e boleros estereotipados, e dos vocais esganiçados que eram muito mais caricatos que as duplas caipiras humorísticas do rádio dos anos 40.

Com medidas relacionadas ao Turismo e à Economia, dentro do contexto político conservador da ditadura militar, outros ritmos brega-popularescos foram surgindo, uns investindo na falsa regionalidade, outros no entreguismo estilístico (que não pode ser confundido com "antropofagia", porque esta não dispensa a soberania nacional na assimilação cultural de tendências estrangeiras).

Vieram a lambada, a axé-music, o forró-brega, o breganejo propriamente dito (continuidade da diluição da música caipira nos anos 70), o "funk carioca" (com seu entreguismo estilístico), entre tantos outros derivados (como o arrocha e o tecnobrega) que não passam de derivados dos demais.

Cria-se uma "cultura popular" baseada na domesticação do povo pobre, no controle social da grande mídia, que é agora quem transmite "conhecimentos" e "valores" que, segundo a ótica do poder, devem ser assimilados e seguidos pelas classes populares.

Seja a música estereotipada, medíocre e apátrida, defendida por conta de uma visão paternalista e etnocêntrica que atribui à cultura popular a ideia de "mau gosto", traindo toda uma tradição de cultura de qualidade antes existente. Seja a imprensa policialesca, que difunde o pitoresco e o grotesco em seus valores sociais mais baixos. Seja pela exploração da vulgaridade feminina, da ingenuidade das famílias pobres, da grosseria quase cavernosa dos homens, pela erotização gratuita e aberta das crianças. Tudo isso a grande mídia faz dentro da perspectiva brega-popularesca, estabelecendo o controle social e a alienação que permitem a manutenção do privilégio dos detentores do poder.

Tudo isso também serve para isolar social e culturalmente as elites, que agora se acham "donas" do rico patrimônio cultural do povo brasileiro. Patrimônio que o próprio povo é proibido de usufruir e renovar.