sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CONTINUA A CENSURA AO CASO WALDICK SORIANO



Até agora, não reapareceram os vídeos da entrevista de Waldick Soriano à jornalista Marília Gabriela, o programa TV Mulher, da Rede Globo, em 1983, quando o cantor brega defendeu a ditadura militar e reprovou o feminismo.

Na busca do Google, há ainda os respectivos linques, mas eles dão para uma página do Globo Vídeos informando que estes vídeos não pertencem ao catálogo do portal.

Os vídeos, segundo o crédito da busca do Google, foram divulgados, na sua versão digital, em 16 de setembro de 2008, sendo portanto um carregamento muito recente para que tais vídeos sejam excluídos do acervo, já que, no próprio portal Globo Vídeos, há arquivos mais antigos, de 2006 e 2007, que continuam disponíveis.

A hipótese mais provável, conforme divulgamos antes, é que os vídeos foram retirados por motivo de censura, uma vez que há dois fortes lobbys envolvendo Waldick Soriano, um ligado à atriz Patrícia Pillar, estrela da Rede Globo que produziu e dirigiu um documentário sobre o cantor, e Paulo César Araújo, que escreveu um livro sobre os ídolos bregas, incluindo o mesmo cantor.

Esse lobby lançou uma versão "oficial" que mitifica Waldick Soriano, erroneamente creditado como um "artista moderno", "cantor de protesto" ou mesmo "ícone vanguardista e esquerdista", quando, na verdade, Waldick foi sempre um artista da retaguarda, conservador e machista.

Mas há quem queira manipular a História como se ela fosse uma massa de modelar, sem escrúpulos em submeter o passado à mitificação fictícia.

SE O VIRACASAQUISMO DOS PAGA-PAUS VIRASSE CAPA DA VEJA



E eles se achavam a facção mais "conscientizada" e "moderna" da juventude brasileira.

Até o pessoal do Jornal do Brasil não ia com a cara desses "roqueiros" de butique. Que hoje defendem tudo aquilo que diziam odiar.

BOAZUDAS BRIGONAS AUMENTAM CRISE DAS "MUSAS" CALIPÍGIAS


NÃO SE ILUDA: NICOLE BAHLS TAMBÉM TEM PAVIO CURTO.

A crise que envolve as chamadas popozudas e similares se agrava seriamente, como se elas fossem o "José Serra do feminismo". Depois de Solange Gomes aparecer vestida de freira, causando indignação na maior parte da sociedade, Nicole Bahls se envolveu em confusão na quadra da Mangueira com a igualmente popozuda Renata Santos.

As duas acabam engrossando a lista de boazudas encrenqueiras e temperamentais, como Joana Machado, Dani Sperle, a própria Solange Gomes, Anamara, Priscila Pires, a ex-Mulher Caviar Eliza Pereira, Renata Banhara, entre tantas e tantas outras.

O que mostra o quanto essas atrações do machismo lúdico popularesco se tornam a cada dia mais decadentes, apesar da badalação obsessiva da grande imprensa. Elas não têm o que dizer, se limitam apenas a mostrar seus corpos feito carne de rua, simbolizam o falso feminismo na "cultura" brega-popularesca e são vendidas como se fossem "modelos" a serem seguidos pelas moças da periferia.

Enfim, elas representam tudo de ruim, fisicamente exageradas e cuja beleza facial de alguma delas não convence nem empolga, já que suas personalidades são o supra-sumo do superficialismo, para não dizer coisa pior, como o desprezo de Solange Gomes à literatura.

A onda das musas calipígias já está perto do fim e elas nem sequer se preparam para o dia em que deixarem de ser "musas". Poderiam se casar com empresários e profissionais liberais mais ricos e mais velhos, formarem família e, pelo menos, ter um ostracismo um pouco mais digno. Mas, se elas insistirem em continuar fazendo o que fazem, vão acabar como Gretchen e Rita Cadillac, que, de tão decadentes que elas estão, nenhum homem mais as quer para namoro, sobretudo os homens legais.

MÍDIA GOLPISTA NÃO QUER CULTURA DE VERDADE


FAUSTO SILVA - Por mais magro que ele se torne, ele continuará sendo "mídia gorda".

A mídia golpista não quer a difusão de cultura autêntica para nosso povo.

A mídia golpista quer sensacionalismo, noticiário policialesco, popozudas e música brega-popularesca.

Por isso a mídia golpista se divide entre aquela que prefere zelar pela cultura refinada para as elites, e aquela que promove a cafonice popularesca para o povo pobre.

No primeiro grupo, vemos a revista Veja e O Estado de São Paulo, que reservam seus espaços para a "sofisticação cultural" a ser apreciada pelas demandas de maior poder aquisitivo.

No segundo grupo, vemos as Organizações Globo em todos os seus veículos, incluindo a Rede Globo e o jornal O Globo, além da Folha de São Paulo e dos veículos "populares" da Editora Abril, como Contigo, Ti Ti Ti e até mesmo Caras, que mostra as elites sorridentes até para manicures e barbeiros, e que divulga também os ídolos brega-popularescos em suas páginas.

Claro que a ideia de "sofisticação" não é lá muito exata, podendo ser o engodo romântico do hit-parade norte-americano, por exemplo. Mas é sempre uma ideia formal, associada ao luxo e à pose de requinte, que se baseia essa "sofisticação".

Pois a grande mídia anda travando a retomada da MPB autêntica, o máximo que puder, restringindo a sua arte a ídolos absorvidos pela classe média alta.

É cruel, porque é como se agora o baião, as modas de viola e o samba genuínos só podem ser feitos por estudantes universitários abastados de vestuário hippie e dinheiro no bolso.

Quer dizer, se um favelado fizer hoje o que Pixinguinha fazia, é visto como um "burguês".

E se um retirante do sertão fizer hoje o que Luiz Gonzaga fez no passado, é visto como "pobre de alma burguesa".

O que é isso, companheiros? E tantos cientistas sociais, jornalistas e blogueiros ditos "progresisstas" defendendo a hegemonia brega-popularesca?

É "porque é isso que o povo gosta"? Isso mais parece lema do Edson "Bolinha" Curi, antigo apresentador de TV, do que qualquer constatação sociológica.

Será que pode ser considerada "progressista" uma intelectualidade que defende a mesmice "popular" das rádios FM "só porque o povo gosta" ou "porque é isso que o povo sabe fazer"?

Eles acabam fazendo o jogo da mídia golpista, queiram ou não queiram. Se falam a língua da Ilustrada da Folha de São Paulo, por que fazem questão de atacar o PiG?

No caso das conquistas das mulheres, essa intelectualidade parte para a hipocrisia.

Na política, louvam a sabedoria de mulheres verdadeiramente militantes que expõem suas abordagens críticas a respeito do país em que vivemos.

No âmbito da economia, elogiam a luta das mulheres das classes populares na conquista do mercado de trabalho e na busca por uma educação melhor.

Mas, no âmbito da cultura, essa intelectualidade se limita a louvar popozudas que só mostram o corpo de forma obsessiva, vazia e grotesca, sob o falsíssimo pretexto de que fazem a "militância do corpo", numa linguagem modernosa que a ninguém convence, só os crédulos.

A ideologia brega-popularesca e sua "ditabranda do mau gosto" servem ao império da grande mídia.

Não adianta dizer que uma Banda Calypso da vida está na grande mídia porque tem um "plano secreto" para destrui-la. Até porque Joelma e Chimbinha estão muito felizes nas páginas da Folha de São Paulo, Caras, O Globo e, na Rede Globo, aparecem mais felizes ainda ao lado do infame Marcelo Madureira, sócio do Instituto Millenium e amigo de Diogo Mainardi.

Queremos que volte a cultura popular de verdade, quando a arte produzida pelo povo pobre consistia na produção de conhecimentos, de valores sociais, transmitidos de família em família, de comunidade em comunidade, não é uma "cultura" que os donos de rádios FM (mesmo certas rádios "comunitárias") jogam para o povo pobre consumir.

A mídia golpista até dá gargalhadas quando a intelectualidade defende os mesmos "sucessos do povão" com argumentos modernosos irreais.

Afinal, é um grande absurdo. O que Fábio Jr. tem a ver com Che Guevara? O que o É O Tchan tem de "performático"? Nenhum fã de tecnobrega conhece o "tal" de Oswald de Andrade!

Injetar um monte de mentiras para manter essa "cultura popular" de mercado, a pretexto de parecer bonzinho com empregadas domésticas, porteiros de prédio, faxineiros e garis que são as únicas amostras da periferia que a intelectualidade conhece, porque lhe são próximas de onde ele mora, é um grande desrespeito à cultura popular.

Queremos a volta daquela cultura popular de verdade, que o povo pobre produzia até meados dos anos 60, que consistia numa identidade brasileira genuína, verdadeiramente criativa, autenticamente regional, viva, orgânica, forte, boa de se ouvir.

Afinal, não seria esta a cultura pseudo-popular das rádios FM e TVs, que nada produz senão sucessos de mercado, que não tem identidade regional alguma, nenhuma brasilidade, e se limita apenas a reproduzir o que vem de fora com alguns artifícios "brasileiros": brincar de Beyoncé para depois brincar de Clara Nunes, imitar (mal) o soul dos EUA usando batida de samba e macaquear os Bee Gees com viola sertaneja.

O progresso social do povo brasileiro, que é fato e avança gradativamente, não merece a manutenção dessa pseudo-cultura, nem que ela tenha a intervenção de arranjadores, quaisquer que fossem. Ninguém aqui quer É O Tchan com arranjos de Jacques Morelembaum, ninguém quer sambregas e breganejos vestindo terno e gravata tocando no Teatro Municipal.

Queremos uma cultura popular sincera, honesta, sem a dominação de elites que se escondem em "aparelhagens", DJs-empresários ou outros empresários disfarçados de "produtores culturais". São eles, e tantos outros, os proprietários dessa "cultura popular" que domina rádios FM e TV aberta, e essa é defendida claramente pela mídia golpista. Em todas as suas tendências. Só não vê quem não quer.