sábado, 9 de outubro de 2010

JOHN LENNON FARIA 70 ANOS


Um dos mais famosos músicos ingleses é lembrado hoje.

O controverso John Lennon, um dos integrantes dos Beatles, faria 70 anos de nascimento neste dia.

Durante menos de 25 anos, o músico participou de uma das fases mais ricas e abrangentes da história da música mundial, e a do rock em particular.

Só os dez anos em que ele cantou e tocou uma das guitarras nos Beatles são de uma riqueza de experiências que até hoje rende muitos livros.

Foi um dos talentos emergentes do rock de garagem de Liverpool, ainda sob o frescor do skiffle, o ritmo jovem britânico que influenciou muito a "batida do Mersey", nome do rio que passa pela cidade inglesa.

Foi um dos principais nomes da revitalização do rock dos EUA pelo outro lado do Atlântico, uma vez que o rock estadunidense saiu desacreditado, viu jovens talentos morrerem cedo e sofreu a invasão de canastrões, enquanto a soul music ocupava o coração dos jovens.

John Lennon, juntamente com seus parceiros Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, gravou uma grande quantidade de clássicos do rock, desde as canções "inocentes" da primeira fase até as esquisitices sonoras da segunda fase.

Os Beatles eram vistos como "comportadinhos", isolados do contexto das demais bandas do rock do Reino Unido.

Grande engano.

Os Beatles se relacionavam com os integrantes dos Rolling Stones, Who, Yardbirds, Cream, David Bowie, Led Zeppelin e Deep Purple (só para citar os conhecidos), como garotos que estudavam na mesma escola.

Não raro saía um entrosamento musical nisso tudo.

Ou então Mick Jagger e Keith Richards davam as caras nas gravações dos Beatles e no vídeo de "All You Need Is Love".

Aliás, foi Lennon apoiar os Rolling Stones do seu Rock And Roll Circus e lá o beatle lançou sua Plastic Ono Band, iniciando sua parceria musical com a esposa Yoko Ono.

John Lennon viveu um sonho intenso, nos anos 60. Mas, com o amadurecimento dos Beatles, as individualidades de cada integrante se tornaram evidentes.

Com isso, os fab four não podiam mais conviver juntos como uma só banda.

The Beatles, o hoje conhecido "álbum branco" de 1968, já mostrava isso.

E tão logo seus membros esboçaram seus trabalhos solo, carreira oficialmente lançada depois do fim dos Beatles.

Os Beatles terminaram não pondo os carros na frente dos bois. Mas pondo Abbey Road antes de Let It Be, que dos dois discos foi gravado primeiro.

Vieram os trabalhos solo. E Lennon, entrevistado pela Rolling Stone, disse que o sonho acabou.

Ideia expressa numa canção que Lennon dizia que só acreditava nele e em Yoko Ono. Uma letra que declara todo o ceticismo dele com a vida.

Lennon escreveu letras pacifistas. Mas encontrou uma época diferente.

Os jovens dos anos 70 não acreditavam no rock sessentista.

Achavam que os artistas dos anos 60 ficaram ricos e se esqueceram da juventude e de suas causas rebeldes. E se ocuparam no punk rock e movimentos posteriores.

Aí a superexposição de Lennon acabou deixando-o vulnerável ao atentado fatal, por um psicopata que dizia ser "fã" dos Beatles. Atirou duas vezes em Lennon, que morreu a caminho do hospital, sem curtir direito os 40 anos, em 08 de dezembro de 1980.

09 de outubro. Dia nove. Revolution Number Nine, One After 909, Number Nine Dream. Number nine, number nine, number nine...

Que o diga George Harrison, que compôs com Lennon a instrumental "Cry For a Shadow" (obscura canção do quarteto de Liverpool) e também guitarrista dos Beatles, que gravou um disco de nome Cloud Nine e também sofreu outro atentado, que não o matou diretamente, mas agravou o câncer que o matou em 2001.

John Lennon, morrendo, sepultou o sonho da volta dos Beatles.

Ele havia retomado os entendimentos com Paul McCartney, depois de anos do fim do grupo.

Tivemos que nos contentar com o recurso tecnológico de retrabalhar algumas demos deixadas por Lennon com gravações posteriores de McCartney, Harrison (mais seu escudeiro Jeff Lynne, do ELO) e Starr, sob a batuta do "quinto beatle", maestro e produtor George Martin, com melodias acrescentadas pelos cinco.

Uma delas, "Free As a Bird", é uma simpática balada bem ao estilo da segunda fase.

A força dos Beatles é tanta que até quem não viveu para conhecer Lennon vivo sabe das músicas da banda.

O legado dos Beatles se tornou muito marcante. Há mais de 45 anos. Os quatro rapazes de Liverpool fizeram muita gente juntar dinheiro para comprar instrumentos e montar suas bandas.

E até o José Ramos Tinhorão, apegado às raízes folclóricas do Brasil, reconhece que os Beatles fazem música sofisticada.

E boa parte da trajetória do grupo se deve a esse rebelde, com jeitão de bad boy, que fundou o Quarrymen e, com os Beatles e a carreira-solo, escreveu muitos dos momentos mais marcantes e até polêmicos da história não só da música, mas das celebridades em geral.

ALDIR BLANC PEDE PRESSA NO APOIO A DILMA



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Já que estamos no segundo turno, diante da clara polarização política, vamos ficar com o PT, mesmo. Para manter os progressos sócio-econômicos que, de fato, aconteceram na Era Lula, e também para evitar que José Serra vença e venda o país para os burocratas do G-8.

Essa declaração também é para encher de horror o professor mineiro Eugênio Arantes Raggi, petista de mentirinha (talvez por algum secreto acordo corporativista) e defensor acérrimo (em bom português, "acérrimo" significa "muito azedo") do brega-popularesco e que sente um certo nojo da MPB autêntica (só citou Jorge Ben Jor para não citar Jorge Bornhausen, por exemplo), para ele um subproduto das forças políticas comuno-nacionalistas "arcaicas".

Pois aqui vemos da declaração de Aldir Blanc, parceiro de João Bosco (o verdadeiro, o da MPB genuína, de "Papel Marchê" e "O Bêbado e o Equilibrista"), um cidadão inclinado à centro-esquerda, que reproduzimos a seguir:

Aldir Blanc pede pressa no apoio a Dilma

Do Blog Buteco do Edu - Reproduzido também no Blog do Miro

Tenho, e já disse isso aqui diversas vezes, um tremendo orgulho de ser amigo desse brasileiro máximo, Aldir Blanc, glória maior da música e das letras brasileiras, a quem carinhosamente chamo de meu orixá vivo, ele que é um mais-velho por quem tenho profundo respeito, conselheiro de todas as horas, brigador em nome das causas mais justas e incorruptível, no mais amplo sentido da palavra. Não se vende, não se rende, não desiste.

E é de novo com um tremendo orgulho que apresento hoje, no Buteco, a declaração pública de voto desse homem que reconhece a gravidade do momento que vivemos às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Peço a todos vocês, que me lêem, que façam correr as palavras do bardo tijucano, valendo-se da imagem abaixo - cuja cópia e divulgação são desde já autorizadas - a fim de que o maior número de pessoas possível possa ter acesso ao recado urgente que manda o Aldir.


"Pilatos não pode mais lavar as mãos com sabonete verde. Lamentável que Marina e o PSOL estejam 'pensando'. Os que morrem de fome, de pancada, os que foram torturados e mortos, esses não tiveram esse confortável tempo para optar. A reação, desde a Comuna de Paris, desde os Espartaquistas, sempre matou mais rápido, enquanto gente do "bem" pensava...

Votem em Dilma - ou regridam às privatizações selvagens, à perda da Petrobras, ao comando do latifúndio, dos ruralistas, dos banqueiros, de todas as forças retrógradas do país, incluindo os torturadores".

DIREITA SUPERESTIMA NOBEL DADO A DISSIDENTE CHINÊS



O professor universitário e crítico literário chinês Liu Xiaobo, recebeu o Prêmio Nobel da Paz por sua luta pacífica mas perseverante contra a ditadura chinesa.

Há dois anos, ele está preso pela terceira vez pelas autoridades chinesas, acusado de atividades "subversivas".

De fato, é uma honra que um ativista como ele receba o Nobel da Paz.

É, sem dúvida alguma, um grande exemplo, se percebermos a natureza política de seu país.

Mas a direita brasileira superestima a premiação, no sentido de que ela a vê como meio de reafirmação daquilo que ela entende como "democracia".

A "democracia" do direito à propriedade privada e da livre iniciativa do capitalismo. Sempre a "democracia" dos ricos e poderosos, que nada tem de democrática, porque não é um governo de uma maioria, mas de uma minoria de detentores do poder político, econômico e técnico-tecnológico.

Afinal, para a mídia direitista no nosso país, que não se assume como tal, só existem dois regimes, o comunismo/socialismo e a "democracia".

E ignora que a ditadura chinesa adota procedimentos econômicos do neoliberalismo. Neoliberalismo sob fachada "socialista". Jaime Lerner deve adorar.

Nós, no entanto, vemos que a premiação a Liu Xiaobo é mais do que oportuna.

Porque condenamos ditaduras de todo tipo, por elas promoverem injustiças e repressão.

Mas tomamos cautela, porque a comemoração do Nobel pela mídia capitalista é perigosa, seu festejo tem um quê de suspeito, tem o gosto amargo da supremacia neoliberal.

LUCILENE CAETANO: REFORÇO PARA O RECREIO MACHISTA



O que significa Lucilene Caetano é algo que não podemos definir senão NADA.

"Apresentadora" e "modelo" são seus supostos atributos, mas ela não passa de mais uma boazuda que só mostra o corpo nas praias, noitadas e academias de ginástica.

É mais uma para o culto ao corpo, para o materialismo machista.

É mais uma para os nerds fugirem, de preferência com a Lei 10.224 no bolso.

Para piorar, Lucilene Caetano adora uma conhecida dupla de breganejo universotário.

Dupla que não podemos dizer o nome, porque a milícia talifã do Abreganistão parte para o ataque.

Lucilene se junta às ex-BBB's (tipo Priscila Pires e Anamara), paniquetes, mulheres-frutas, dançarinas de pagodão, e outras pretensas musas cuja única missão na vida é o culto ao corpo, aos traseiros turbinados, às ginásticas e até um desnecessário drama em relação à celulite.

Bobagem. Se até a estrela teen Victoria Justice expressa sensualidade e formosura física, para que cultuar boazudas que se limitam a ser meros corpos sem conteúdo?

Essas boazudas, aliás, são a tradução brasileira das louras-burras dos EUA.

O pessoal nem desconfia disso. E ainda aplaude quando uma boazuda vai cursar Jornalismo ou Publicidade só para tirar onda.

Mas que não vai trabalhar com Jornalismo. Quando muito, só para ser "repórter" de programeco de variedades da TV aberta só para mostrar o mais do mesmo.

E dizer gírias como "galera" e "balada" a toda hora.

Portanto, Lucilene Caetano é só mais uma.

A reforçar o recreio dos machistas.

A estimular a libido dos tarados mais compulsivos.

É mais uma que não serve, de jeito nenhum, para namorar homens legais.

É mais uma que cairá no esquecimento.