sexta-feira, 1 de outubro de 2010

PORTAL TERRA ANUNCIA EVENTO COM SOLANGE GOMES, MAS EVITA DESTACÁ-LA


TEXTO DESTACA SOLANGE GOMES NO TÍTULO, MAS PREFERE MOSTRAR AS CHARMOSAS TAÍS FERSOZA E JÉSSICA ALVES.

O universo das vulgaridade feminina começa a sofrer séria crise, o que fez o portal Terra adotar uma medida inusitada.

Numa nota relacionada à inauguração de um bar, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o Terra Diversão, seção de entretenimento do portal Terra, anunciou no título a presença de Solange Gomes no evento, mas evitou destacá-la na foto de apresentação da nota. Para fazer média, só mostrou a calipígia na galeria de fotos escondida na aba da página.

Solange Gomes, apesar dos seus 36 anos - para se ter uma ideia, é a mesma idade da sofisticada Maria Fernanda Cândido - , se destacou por pelo menos duas situações constrangedoras para uma mulher de sua idade.

Primeiro, foi quando ela posou de enfermeira numa foto "sensual", em total desrespeito à categoria profissional.

Segundo, foi na ocasião da morte do escritor José Saramago, um dos maiores de toda a língua portuguesa, quando Solange afirmou, com certa arrogância, que não conhece o autor, odeia ler livros e se declarou formada pela "escola da vida", argumento típico de pessoas preguiçosas e arrogantes em sua alienação.

Ultimamente, o espaço de comentários das notas de Terra Diversão passou a ser preenchido por muitas mensagens contrárias à vulgaridade feminina, o que certamente fez com que o portal tomasse cautela na nota sobre Solange Gomes, que não apareceu em destaque, substituída por atrizes que nada têm a ver com a vulgaridade, como Taís Fersoza e Jéssica Alves que, embora pouco badaladas, apareceram em destaque na nota.

TÍTULO DE ELEITOR DEIXA DE SER EXIGIDO PARA VOTAÇÃO



Só mesmo no Brasil. Depois de vários meses com campanhas veiculadas nos meios de comunicação pedindo para que os eleitores compareçam aos postos de votação com carteira de identidade e título de eleitor, nos últimos dias o TRE mudou de ideia e deixou de exigir o porte do título eleitoral para a ocasião.

Isso é brincar com o eleitor. Exigir uma coisa e depois dispensar a exigência. Não deveria ter decidido isso antes, pelo menos? Se bem que exigir o título eleitoral garantiria melhor controle para o comparecimento de cada eleitor, para evitar problemas.

RACHEL BILSON É PURO CHARME



Rachel Bilson dá essa boa lição de como as chamadas "mulheres comuns" - aquelas consideradas "atraentes" pela mídia populista, mas seguem encalhadas - , se tivessem um mínimo de inteligência e prudência, deveriam se comportar.

Rachel não é qualquer mulher. Tem a beleza facial de Brigitte Bardot, é xará de Rachel Welch, e é dotada das melhores virtudes dessas e de outras grandes musas de todos os tempos. Ou seja, une charme, beleza, sensualidade e graciosidade de forma mais admirável.

MARCOS COIMBRA: O "POVÃO" E A NOVA MANEIRA DE AVALIAR OS CANDIDATOS



COMENTÁRIO DESTE BLOG: O texto a seguir informa sobre a evolução do eleitorado popular na avaliação dos candidatos. Reproduzo para as pessoas refletirem e analisarem o texto, a pouco tempo antes das eleições.

Marcos Coimbra: O “povão” e a nova maneira de avaliar os candidatos

Por Marcos Coimbra - no Correio Braziliense

A premissa da democracia eleitoral, na sua acepção contemporânea, é a liberdade do eleitor para definir seu voto. Cada um faz o que quer com ele. Consulta a consciência, toma sua decisão e a deposita na urna (no Brasil, digita o número de seu escolhido). Uns não são mais livres que outros. Ninguém é obrigado a votar como os demais e nem a selecionar seus preferidos da mesma maneira que os outros.

Não cabe discutir critérios de escolha. Não existe o modo certo de votar e o errado. Algumas pessoas definem seu voto levando em conta elementos que outras desconsideram. É possível que uns pensem ser fundamental algo que outros têm certeza que é irrelevante. Só os muito arrogantes acham que todos deveriam usar o critério deles.

Daqui a três dias, faremos uma eleição presidencial diferente das anteriores. Nela, os eleitores estão sendo convidados a pensar de uma nova maneira: avaliar os candidatos pelo que representam e não pelo que são no plano pessoal.

Nossa cultura política sempre privilegiou a personalidade e as características pessoais dos candidatos como elementos diferenciadores na tomada das decisões de voto. Até hoje, quando se pergunta, nas pesquisas de opinião, o que é mais importante na hora de escolher determinado indivíduo para um cargo (especialmente no Executivo), a maioria dos entrevistados responde sem titubear: “a pessoa do candidato”.

Essa primazia da dimensão individual leva a que as campanhas se transformem em passarelas nas quais os candidatos desfilam, disputando os olhares e as preferências. Qual o mais preparado? Quem fala melhor? Qual o mais “preocupado com os pobres”, o mais “maduro”, o “mais honesto”?

É um modelo de decisão ingênuo e estressante para o eleitor comum. Que certeza pode ter de que consegue enxergar o “íntimo” dos candidatos, seus verdadeiros sentimentos? Como escolher, se todos se metamorfoseiam naquilo que procura? Se todos se exibem de maneira parecida e falam coisas praticamente idênticas (pois todos mandam fazer pesquisas de “posicionamento” e se orientam por elas)? Como separar o joio do trigo, o bom candidato do mau?

Nestas eleições, muita gente ainda pensa dessa maneira, mas há uma nova, posta na mesa pelo principal ator de nosso sistema político. Nela, o foco da escolha deixa de ser o artista e passa a ser a obra.

Por muitas razões, Lula foi levado a apresentar essa proposta ao eleitorado. Talvez porque não tivesse, do seu lado, a opção da candidatura de um “notável”, talvez porque calculasse que teria mais sucesso desse modo, ele terminou propondo uma mudança na lógica da escolha. Ao invés de cotejar biografias e personalidades, que a eleição fosse uma comparação dos resultados obtidos pelos partidos no exercício do poder.

Goste-se ou não de Lula, essa proposta é uma inovação em nossa cultura. Ela oferece uma base racional para a escolha, na qual várias ilusões saem de cena. O mito do “herói solitário”, do “candidato do bem”, capaz de reformar sentimentos e prioridades, é apenas um, mas dos mais importantes. Chegou a eleger um presidente há 20 anos.

A candidatura Dilma foi sempre o inverso disso. Ela convocou as pessoas a considerá-la pelo que representava, não por seus atributos pessoais. Sua mensagem era clara: “Olhe para o que proponho, para quem está comigo, para o que fizemos no governo, de certo e de errado. Faça o mesmo com meu adversário principal. Compare e decida”.

Serra começou a campanha acreditando que os eleitores continuariam a pensar com o modelo de antes, baseado na disputa de biografias. Sua experiência e história bastariam para elegê-lo, se isso ocorresse.

Visivelmente, a hipótese não se confirmou. A vasta maioria do eleitorado até admite que seu currículo é melhor que o de Dilma. Mas pensa em votar levando em conta outros fatores.

Nestes últimos dias, uma nova encarnação da forma antiga de escolher está em voga: a “onda Marina”. Ela tem tudo que conhecemos de algumas candidaturas do passado: a “solidão”, a “sinceridade”, a “boa vontade”. Perguntada sobre como governaria, é franca: com os “bons” dos dois lados. Ou seja, está sozinha.

Só um romantismo quase pueril acreditaria que é possível governar assim. Mas é tão arraigada a fantasia a respeito das “pessoas de bem que mudam o mundo da política” que muita gente, especialmente na classe média metropolitana, se seduz por ela.

O “povão”, mais realista, olha isso tudo com descrença.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

MUDANÇAS SOCIAIS REQUEREM CULTURA DE VERDADE



A grande mídia, silenciosamente, trabalha dia e noite para que sua crise não se estenda para o âmbito cultural, ou seja, para seu braço lúdico, a ideologia brega-popularesca.

Manda seus intelectuais se infiltrarem em instituições culturais, ONG's, faculdades ou mesmo na imprensa esquerdista, para defender os "sucessos do povão" como se fossem o "novo folclore brasileiro", num discurso confuso e duvidoso que apela pelo sentimentalismo.

O progresso social do Brasil requer uma cultura de verdade, o que deixa os empresários do milionário espetáculo do brega-popularesco apreensivos.

Criou-se até um clima de quase saia-justa com a grande mídia, mas agora a mídia golpista e o brega-popularesco têm que se manter unidos.

Afinal, elogio de intelectual não enche a barriga de ídolo brega-popularesco algum.

A redução gradual de desigualdades sócio-econômicas e do analfabetismo - embora vejamos ainda um grave quadro de analfabetismo funcional, com pessoas sabendo ler, escrever mas não sabendo pensar criticamente nossa realidade - dá o tom de um novo país que, aos poucos, começa a aparecer.

Um país que é considerado uma das quatro potências emergentes do mundo.

Mas um país com resíduos ainda muito fortes da ditadura militar e do coronelismo que ainda exerce forte influência no interior do país, o modelo de "cultura popular" há décadas patrocinado pelas oligarquias nacionais e regionais, ainda garante a fortuna dos detentores do poder.

Cria-se uma ilusão de que essa pretensa cultura popular é a "verdadeira cultura brasileira", com a desculpa de que seus cantores e celebridades enchem plateias com facilidade.

Só que essa "facilidade" foi trabalhada às custas de muito marketing, de muito jabaculê, sobretudo nos últimos 25 anos. O povo pobre se acostumou mal.

O grande problema é que fica bem difícil dizer que a música brega-popularesca é "vítima de preconceito" ou que está "fora da mídia".

Essa desculpa do preconceito cansou demais, de tão batida e de tão sem sentido.

E também não tem sentido dizer que essa suposta "cultura popular" está fora da mídia, se ela aparece em rede nacional no Domingão do Faustão ou pelas bancas de todo o país na primeira página da Ilustrada da Folha de São Paulo e na capa da revista Contigo.

A cultura de verdade, que valia pela música, pela transmissão de conhecimento e pela livre formação de valores sociais edificantes, reclama sua volta.

E não quer voltar através de covers do brega-popularesco, fazendo um papel subalterno no circo do establishment da cultura de massa.

A cultura de verdade grita.

Não o grito eletrônico da televisão aberta e seu circo da cafonice.

Não o grito eletrônico das emissoras FM dos "sucessos do povão".

Não o grito de intelectuais etnocêntricos que julgam a cultura popular de longe, pelos "binóculos" das parabólicas.

Não o grito de mestres-de-cerimônias de vaquejadas, micaretas, "bailes funk", feiras de agronegócio, etc.

Não o grito de oportunistas que, tendo conta no Orkut, Facebook, Twitter e YouTube, divulgam certos ídolos cafonas primeiro nesses meios, para depois jogá-los na mídia gorda.

A cultura de verdade grita pelo silêncio do mercado. Grita quando a música está acima de qualquer apelação, quando o artista não compactua com as normas do mau gosto, da "ditabranda" do mau gosto que fascina tanto os etnocêntricos.

E esse grito ameaça calar todo o circo brega-popularesco. Esse grito ameaça transformar o milionário mercado da Música de Cabresto Brasileira em pó. O que seria um papel revolucionário, porque poria em risco interesses dominantes em jogo.

A grande mídia e mesmo seus asseclas enrustidos querem abafar esse grito, para o bem do mercado.

A MPB será ensinada nas escolas brasileiras. Elas também haverão de ensinar cidadania, respeito, mostrará a verdade histórica, estimulará o senso crítico. A cultura de verdade gritará mais forte ainda.

A sociedade cobrará mudanças e o grito hoje sufocado será bem mais forte amanhã. É esperar para ver.