quinta-feira, 26 de agosto de 2010

JENNIFER LOVE HEWITT PÕE A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA



E vai crescendo o clube de moças que usam camisa pra dentro da calça (ou de bermudas e saias), desta vez com a maravilhosa Jennifer Love Hewitt esbanjando charme e encanto.

Até agora, a moda ainda não pegou no Brasil, a não ser nas jornalistas, aeromoças, secretárias e algumas atrizes de renome, ou então algumas mulheres no cotidiano. Infelizmente predomina a regra de que mulher não precisa ser charmosa, fazendo com que as ditas "mulheres mais desejadas" estejam desprovidas de elegância, enquanto a outra parte do bolo machista, os "homens mais influentes" (sobretudo empresários e profissionais liberais) abusam tanto da elegância que se tornam completamente sem graça de tão forçados.

A propósito, alguém viu uma ex-BBB ou uma panicat vestida dessa forma como vemos nesta foto da belíssima Jenny?

MORADORES DO BUMBA REALIZARAM PROTESTO EM NITERÓI



Desabrigados da tragédia do Morro do Bumba fizeram passeata ontem e anteontem aqui em Niterói. Pude ouvir as vozes dos manifestantes perto de casa, e eles têm toda a razão e mérito para realizar esse protesto desesperado.

Afinal, são quase cinco meses sem que alguma solução real seja feita para esses moradores, que perderam muitas coisas, além de entes queridos. E, o que é grave, até agora os manifestantes não possuem uma nova moradia, e, para piorar, a Prefeitura de Niterói resolveu apelar para uma medida insólita que irrita os antigos moradores: a construção de uma praça, supostamente em memória aos mortos do Morro do Bumba, no local onde havia casas.

Não bastasse isso, as obras de recuperação estão muito lentas e as promessas de construção de novas moradias não sai do papel. Ou então, atropela os interesses de outros povos carentes, como é o caso da construção de casas populares em Várzea das Moças, bairro vizinho a Maricá e São Gonçalo, feita para os desabrigados do Bumba, mas não para os moradores carentes da própria região do bairro fronteiriço, que também necessitam de casas.

É lamentável que as autoridades não vejam as moradias populares como prioridade. Fingem que veem, anunciam projetos com alarde, que no entanto demoram a se efetivar. Quando se efetivam, é de forma parcial e injusta.

Essas ações é que deveriam ser prioritárias, bem mais do que (equivocadamente) fechar avenidas, ou embelezar praças à maneira das cidades espanholas. Isso porque a população pobre é muito grande, e a exclusão habitacional atinge índices preocupantes em todas as cidades de nosso país.

O povo precisa muito de moradia. São famílias há muito tempo reclamando em prol de habitações dignas para o bem-estar de todos.

A (I)MATURIDADE DOS COROAS GRANFINOS




Os homens que nasceram na primeira metade dos anos 50 estão num impasse muito delicado em suas vidas.

Eles terão que mudar completamente seu modo de ser, o que não é muito fácil devido à educação social que tiveram, principalmente na década de 70.

Quando eles estavam entre os 18 e os 24 anos, sonhavam com um tipo de homem maduro que eles viam nas revistas e nos enlatados da TV, quase sempre um quarentão grisalho alternando smokings com terno e com trajes casuais que no entanto sempre mantenham os bicudos e desconfortáveis sapatos de verniz.

Sonhavam com uma vida restrita a festas de gala, almoços formais e a passeios familiares, convescotes, idas à praia, naquele padrão norte-americano que eles viam nos programas de tevê, nos anos 70.

Eles eram jovens naqueles idos de 1972 a 1974, quando tais valores eram difundidos. E eles sempre ouviram os mais velhos, que os desviaram de qualquer ímpeto contracultural que lhes pudesse transformar em rebeldes engajados. Afinal, estávamos na ditadura militar, em plena vigência do AI-5.

Só que passaram mais de 35 anos e, quando aqueles meninos de 1972-1974 tornaram-se os coroas de hoje, aqueles valores que eles tanto acreditaram ficaram caducos.

Não adiantou eles se casarem com moças mais jovens, porque eles se mostraram impermeáveis aos valores joviais de suas esposas, só adotando pequenas mudanças conforme as exigências do seu meio. Sempre as exigências, sempre a etiqueta.

Eles pegaram a lição pela metade. Aprenderam a respeitar os mais velhos, e hoje se esqueceram de respeitar os mais jovens.

Sisudos, contraditoriamente assumem trabalhos relacionados à fama, como escrever livros e dirigir elencos de televisão, mas agora fogem de medo das colunas sociais, na medida em que elas trocaram empresários e profissionais liberais engravatados por jovens atores de bermudão e tênis.

Se isolam no seu mundinho granfino e sisudo, passeiam no shopping com cara amarrada, se acham cansados para qualquer mudança de suas personalidades. Antigos galãs, antigos mauricinhos, eles deixam a barriga crescer, o cabelo ficar branco, a alma ficar depressiva, a personalidade estressada.

A ideia de maturidade que eles tanto acreditavam ser superior hoje é antiquada. Até mesmo os heróis da infância desses coroas de hoje já morreram. E mesmo muitos referenciais dos anos 40 e 50 - décadas cobiçadas pelo pedantismo doentemente saudosista desses coroas - são apagados de suas mentes depois de sucessivas sessões de trabalho nos consultórios ou escritórios. Ainda se lembram de Frank Sinatra, mas uns já nem fazem mais a diferença entre Montgomery Clift e Humphrey Bogart.

Até suas empresas, seus consultórios médicos, suas consultorias, seus escritórios de engenharia e advocacia, passam por transformações profundas. A tecnologia, as relações sócio-profissionais, mesmo a relação entre trabalho e lazer, nada mais é como era em 1973.

Mas para esses coroas sisudos, basta "quebrar" o terno com uma calça jeans desbotada que mal consegue quebrar a sisudez incômoda e irritante de paletós e sapatos de verniz. Usam um vocabulário coloquial que mal disfarça suas ideias antiquadas, seu semplante paternal.

Suas esposas se rejuvenescem que é uma beleza. Dá gosto vê-las. Mas dá pena elas serem casadas por homens que não querem saber do universo jovial delas. Um casal deve viver em integração de vidas pessoais. Deve haver um equilíbrio entre as diferenças de ambos, dentro de um denominador comum.

Mas esse denominador comum não há, sobretudo por culpa desses maridos "maduros". O que há neles é apenas uma vaidade egoística em terem moças mais jovens e inteligentes, moças modernas mas cujos referenciais eles não querem absorver. Eles se isolam naquele modelo antiquado de maturidade.

Eles acham que são superiores assim, acham que, por terem mais de 50 anos, não podem mudar suas personalidades nem modernizar seus hábitos, valores e crenças. Acham que as pressões da vida só servem para meninotes de até 21 anos. Que eles não podem ser pressionados na vida, porque é "falta de respeito". Acham ainda que sua sisudez é expressão de "requinte", "bom gosto" e "personalidade moderada amante das boas coisas da vida". Balelas!!

Que problema tem um empresário ou profissional liberal de mais de 55 anos, casado com uma mulher de 35, fazer-se ouvir os filhos de também 30 e poucos anos, praticar esportes radicais, manter a forma, ir a eventos de rock, ler histórias em quadrinhos e despir-se de preconceitos puramente patriarcais? Em vez disso, o empresário ou profissional liberal insistem numa personalidade ao mesmo tempo patriarcal, granfina, sisuda, sedentária, fechada no seu mundo a ponto de, se preciso, se isolar até da sociedade, desde que mantenha o estilo "sofisticado" que ele aprendeu em 1973.

Isso ocorre sem problemas, até que as pressões da vida sobre esses coroas aumentem, para desespero de seus cinquenta e tantos anos, surpreendendo-lhes na preguiçosa fragilidade de sua sisudez, hospedeira do estresse e da depressão, cujos efeitos tornam-se cada vez mais claros, cada vez mais evidentes e cada vez mais cruéis, na medida em que esses coroas se envelhecem.

O drama só se mostrará claro quando suas jovens mulheres, enjoadas da personalidade superficial e elegantemente bruta de seus maridos, pedem a conta com um divórcio surpreendentemente chocante. E elas vão tentar nova vida com garotões mais joviais.