quarta-feira, 18 de agosto de 2010

IMPRENSA SENSACIONALISTA NÃO DÁ SOSSEGO PARA BRITTANY MURPHY



Mais de meio ano após seu falecimento, a atriz Brittany Murphy torna-se vítima do sensacionalismo da grande imprensa dos EUA.

De repente, a doce e alegre atriz, de uma beleza nerd extremamente cativante, e que estava iniciando também sua carreira de cantora e compositora e além disso também trabalhava como produtora de filmes, virou apenas a garota problemática que morreu cedo. As últimas notas sobre ela só se relacionam aos bastidores de sua tragédia ou aos problemas relativos ao final de sua vida.

Imagine se a grande imprensa brasileira, por exemplo, não mostrasse o cantor Cazuza - também falecido aos 32 anos - como um grandioso cantor, compositor, poeta ou mesmo um admirável boêmio e símbolo do espírito juvenil dos anos 80. Em vez disso, o sensacionalismo impresso se preocupa em indagar se Cazuza continuou drogado e homossexual depois da AIDS, se ele brigou com alguém no trânsito, se ele tinha desafetos, se ele foi traído.

Pois nos últimos meses, Brittany Murphy deixou de ser a simpática e divertida atriz de As Patricinhas de Beverly Hills, Recém-Casados e Sin City, para ser a atormentada jovem que morreu cedo e cujos problemas pessoais são explorados pela mídia.

Isso cria tanto problemas para o espírito dela, em busca de sua reorganização pessoal no chamado "mundo das idéias" citado pelo filósofo Platão, quanto para o próprio legado que ela deixou, já que ela deixou dois filmes inéditos e até agora não há notícias do lançamento de qualquer um deles.

Isso impede também que possamos availar o trabalho dela como cantora, já que nos seus últimos anos ela lançava seus primeiros trabalhos, incluindo suas próprias composições. E impede sobretudo que as pessoas a vejam com carinho e admiração, já que, antes de sua tragédia, Brittany Murphy tinha um trabalho consistente como atriz, era uma moça jovial e bem-humorada, e também era conhecida por sua simpatia. E sua beleza facial era peculiar, uma beleza ao mesmo tempo sapeca e meiga, e Brittany poderia muito bem ser o paradigma de mulher legal, pelas suas virtudes hoje ofuscadas pela exploração midiática de sua tragédia.

Espera-se uma reação a essa onda de notícias mórbidas sobre Brittany Murphy e sua família, para que volte à memória pública a imagem da garota alegre e talentosa que foi Brittany Murphy, valorizando as virtudes pessoais da atriz, que permanecem nela no além-túmulo.

BREGA-POPULARESCO SEMPRE ESTEVE DO LADO DA MÍDIA GOLPISTA



Enquanto a mídia esquerdista monopoliza as questões do jogo político, um veneno tenta se espalhar pelo âmbito da cultura popular, que se torna escrava de uma abordagem tão reacionária e conservadora quanto a abordagem da política direitista.

É preocupante que abordagens caraterísticas da ideologia neoliberal, a respeito da cultura popular, invadam a mídia de esquerda pela porta dos fundos, dissimulada num discurso dotado de clichês intelectualóides. É o veneno que tenta matar a verdadeira cultura popular, que, do contrário que muitos pensam, nada tem a ver com essa "verdadeira cultura popular" dos lotadores de plateias de vaquejadas, micaretas, "bailes funk", "aparelhagens" e programas de auditório.

A música brega-popularesca, desde os primeiros ídolos cafonas até as tendências "modernas" como o tecnobrega, passando pelos medalhões do breganejo, sambrega e axé-music que aparecem facilmente na Rede Globo e na revista Caras, sempre esteve apoiada na mídia mais conservadora, hoje também conhecida como mídia golpista. E fala-se na grande mídia nacional como também na regional, afinal existe grande mídia local, sim, mas certos "caros amigos" se esquecem disso.

"DITABRANDA" DO ETNOCENTRISMO PAULISTA

O problema é que a campanha de defesa da música brega-popularesca, acionada nos últimos anos da Era FHC diante do natural desgaste de seus ídolos, agora tenta se desvincular da grande mídia e dos conchavos político-midiáticos que a sustentam, tentando remendar clichês da retórica esquerdista num discurso claramente neoliberal.

Daí ser estranho ver que o atual símbolo dessa campanha, na sua atual fase envergonhada - envergonhada de ter sido ajudada pela grande mídia e pela política conservadora (lembram da concessão de FMs de Sarney e ACM, que fez crescer as rádios popularescas que hoje dominam o mercado?) - , Pedro Alexandre Sanches, ter migrado tão de repente da Folha de São Paulo (sua verdadeira "escola" jornalística) para a imprensa de esquerda, praticamente sem aviso prévio, sem consulta popular, sem coisa alguma. Assim como é estranho Pedro Sanches defender as mesmas tendências musicais que não tardam de aparecer na Rede Globo e na Folha de São Paulo.

Aliás, as Organizações Globo, o Grupo Folha e o Grupo Abril são responsáveis diretos do crescimento da música brega-popularesca entre o público de classe média. Não fossem os irmãos Marinho e Otávio Frias Filho, Pedro Alexandre Sanches estaria escrevendo para as cestas de lixo e Hermano Vianna não passaria do "hermano" do paralama Herbert.

Não dá para argumentar que a música brega-popularesca é "apolítica" porque os mesmos defensores que usam essa argumentação, dependendo do sabor das circunstâncias, tentam creditar a mesma música brega-popularesca como "ativismo social" (que é um ato político). Vide o caso do "funk carioca". É um discurso de "politização" que, confuso, tem o real intuito de despolitizar e esvaziar o debate sobre a cultura popular.

É uma visão etnocêntrica que, num processo demagógico avassalador, seduz muita gente e cria uma visão oficial de "cultura popular" que não é a visão do povo, mas uma visão paternal e dominante de intelectuais, publicitários, executivos de mídia, políticos, empresários da indústria fonográfica e de redes de varejo e atacado, uma visão etnocêntrica cujo quartel-general são os escritórios paulistas.

Será que ninguém percebe a gravidade de ver a cultura de nossos sertões, roças e favelas ser agora controlada por uma visão etnocêntrica sediada nos escritórios da Avenida Paulista e nos condomínios dos Jardins? Uma visão etnocêntrica que acaba se contagiando até em muitos internautas, jovens que mal acabaram de curtir o horrendo "pop-rock" dos anos 90 para curtir ritmos brega-popularescos e acharem que "entendem" de cultura popular.

ANALOGIAS COM O DISCURSO NEOLIBERAL

Vamos bater na tecla, até todos entenderem. Embora esse discurso esteja em trânsito entre pessoas tidas como esquerdistas, é um discurso neoliberal, mesmo que nele estejam camufladas alegações "esquerdistas" como "expressão do povo das periferias", "discriminação (?) pela grande mídia" etc.

Vamos mostrar, mais uma vez, as alegações dos defensores da música brega-popularesca e fazer a analogia com as várias expressões do discurso neoliberal:

1) ALEGAM QUE A MÚSICA (BREGA-POPULARESCA) É INTEGRANTE DA DIVERSIDADE CULTURAL DE NOSSO PAÍS

Essa analogia é rigorosamente, literalmente e explicitamente igual ao da ideia de "democracia" trabalhada pelo discurso direitista. O paralelismo entre as ideia neoliberal de "democracia" e a ideia midiática de "diversidade cultural" são de uma similaridade surpreendente.

2) OS TEMPOS DA ANTIGA (SIC) MÚSICA POPULAR FEITA NOS ANOS 40 E 50 ACABARAM. AGORA SÃO OS SUCESSOS POPULARES DO RÁDIO E DA TV QUE CORRESPONDEM A NOVA EXPRESSÃO DA CULTURA POPULAR

A analogia dessa visão é exatamente a da ideia de Francis Fukuyama, historiador norte-americano, quando difundiu o conceito de "fim da história". A frase em questão significa que os tempos dos grandes artistas populares, como João do Vale, Riachão, Jackson do Pandeiro, Tião Carreiro, Marinês, Cartola e Pixinguinha, cuja música falava por si só devido à sua excelente qualidade, acabou. É o "fim da história" de Fukuyama aplicado ao âmbito da MPB.

E, assim como o "fim da história" de Fukuyama deu lugar a uma era de "prosperidade" neoliberal, onde não precisamos lutar por cidadania nem por valores sociais dignos, mas tão somente consumir os benefícios do mercado globalizado, o "fim da história" da música brasileira é tão somente o consumo das tendências brega-popularescas, sem mais nos preocuparmos com valores éticos nem estéticos e nem mesmo com a identidade cultural de nosso país.

3) A MÚSICA (BREGA-POPULARESCA) É UNIVERSAL, ESSA DISCUSSÃO EM TORNO DA IDENTIDADE REGIONAL É PROBLEMA SUPERADO, ATÉ PORQUE DE UMA FORMA OU DE OUTRA ELA CONTINUA EXISTINDO (SIC)

Esse negócio de dizer que essa suposta "cultura popular" é "universal" e "conectada com o mundo", na tentativa de esvaziar qualquer debate sobre as identidades culturais, é uma manobra discursiva que coincide perfeitamente com o discurso que os neoliberais fazem em prol da globalização. O discurso neoliberal também fala na "ruptura de fronteiras", na sociedade "conectada com o mundo", e na "simples transformação" das identidades sócio-culturais. Portanto, estilos como a axé-music e tecnobrega têm claríssimas caraterísticas neoliberais, como aliás ocorre em toda a música brega-populaesca de uma forma ou de outra.

4) NÃO VÁ PEDIR QUE VOLTE AQUELA MÚSICA DE ATAULFO ALVES, TIÃO CARREIRO, JACKSON DO PANDEIRO!! NÃO, POR FAVOR!! VOCÊ ESTÁ LOUCO!! VOCÊ É UM SAUDOSISTA DE TRADIÇÕES CULTURAIS QUE NÃO (SIC) FAZEM MAIS SENTIDO!! A MÚSICA POPULAR DE HOJE É POP, ESTÁ LIGADO?

Qualquer semelhança desse discurso com o discurso do "medo" que Regina Duarte lançou em outras campanhas eleitorais NÃO é mera coincidência. É o medo de que a cultura popular das comunidades pobres volte a brilhar pela música em si e não pelo espetáculo e pelo marketing, e certamente a volta da autêntica cultura popular de outrora aterroriza os defensores da música brega-popularesca, porque traz de volta as roças, sertões e subúrbios que essa intelectualidade burguesa têm horror de ver. Afinal, a periferia que eles veem é tão somente a periferia adocicada pelos programas da Rede Globo e suas concorrentes.

5) É UM ESPETÁCULO LINDO VER A JUVENTUDE POBRE INDO PARA OS BAILES DO SUBÚRBIO ONDE ROLAM SUCESSOS DO "FUNK", DO FORRÓ-BREGA, DO TECNOBREGA E SIMILARES. VERDADEIRA EXPRESSÃO DA PERIFERIA, ONDE O POVO OUVE SUA PRÓPRIA MÚSICA.

Mal comparando, é como se fizesse uma tradução para a música brasileira da seguinte ideia: "Felizes, as crianças percorrem a Disneylândia num mundo de sonho e fantasia, com a chance de ver Mickey, Minnie e Donald de perto, numa verdadeira expressão da infância perfeita, onde as crianças se sentem à vontade neste paraíso encantado". Evidentemente, a idealização da periferia transforma as classes pobres numa multidão domesticada e os subúrbios, em pretensos paraísos de sonhos e fantasias.

6) O POVO JUNTA REFERENCIAIS DIVERSOS OBTIDOS DO RÁDIO E CRIA UMA FANTÁSTICA (SIC) LEITURA POP COM SOTAQUE REGIONAL, QUE RESULTA NOS RITMOS POPULARES QUE CONTAGIAM A PERIFERIA.

Discurso lindo, né? Mas é um discurso neoliberal. Quem leu a revista Veja já viu abordagens assim, semelhantes, a respeito do mercado de trabalho. O discurso vejista sempre falava do aspecto positivo das classes trabalhadoras perderem o emprego, porque podem se reciclar e, colhendo um pouco de cada lição, pode assim desenvolver um novo trabalho, ou reingressar no mercado de trabalho com novas habilidades. Como se fosse fácil perder o emprego e arranjar outro, como se fosse fácil arrumar dinheiro para cursos sobre novas habilidades profissionais!...

O discurso oculta a eliminação de identidades regionais pelo poder maciço do rádio e TV (dominadas pelas elites regionais). É um discurso eufemístico, que na verdade quer dizer: "O povo perdeu sua identidade cultural. Agora o povo só tem que ouvir o rádio, colher os restos de cultura que vê pela frente e desenvolver qualquer coisa que venha a se tornar o próximo modismo musical de temporada".

BREGA-POPULARESCO NÃO PODE SE DESVENCILHAR DA GRANDE MÍDIA


FORA DA MÍDIA? - Waldick Soriano ganhando o maior apoio de uma atriz global, Patrícia Pillar. Até o "esquecido" pioneiro dos brega-popularescos tem aval da grande mídia.

A vilã Flora deu um duro golpe na MPB. Patrícia Pillar, atriz global e mulher do tucano "arrependido" Ciro Gomes, dirigiu o tal documentário com Waldick Soriano. E dizem que ele é discriminado pela grande mídia, pode? Nem ele, nem qualquer outro.

O brega-popularesco, nos últimos anos, tenta usar um discurso que tente desvincular essa categoria musical da grande mídia.

Os ídolos bregas e neo-bregas - pode ser até aquele cantor de sambrega que tentou carreira no exterior, ou a "diva" da axé-music que lançou DVD de duetos (inclui o tal cantor sambrega) - , do vovô Waldick aos netinhos MC Créu, Gaby Amarantos e, claro, o Netinho da axé-music e o Netinho de Paula, todos eles de uma forma ou de outra se alimentaram do mercado da grande mídia e do empresariado patrocinador.

Mas os ideólogos do brega-popularesco tentam dizer que os ídolos inexistem para a mídia. Os caras recebem investimentos das oligarquias e do empresariado regional, são divulgados com entusiasmo pela grande mídia.

Grande mídia não só a que tem escritório na Avenida Paulista, é aquela que exerce poder, nem que seja na região metropolitana de Macapá, por exemplo.

Aí os ídolos gravam discos, aparecem na imprensa, fazem o maior sucesso, tornam-se os queridinhos da grande mídia. Mas aí passam uns anos e eles reclamam de barriga cheia, dizendo que sofrem preconceito, que são injustiçados, que estão fora da mídia etc. Ingratos, eles têm milhares de fãs em todo o Brasil, mas se irritam por que uns dois ou três intelectuais (intelectuais de verdade) reprovam o tipo de música que eles cantam.

Queria ver as caras vermelhas de vergonha dos Caros Amigos quando um blog lhes lembrou de que Mr. Catra tem todo o espaço nas Organizações Globo, a corporação das corporações da grande mídia.

Mas o Partido da Intelectualidade Golpista, que finge não estar ligada ao Partido da Imprensa Golpista, não quer saber. Claro, eles não veem TV, mas só veem Internet para pegar carona nos blogs progressistas que eles, no fundo, não apreciam muito a fundo, não.

O Partido da Intelectualidade Golpista, de parte de alguns de seus membros, não se diz de esquerda nem de direita. De outra parte, se diz de esquerda. Ambos os lados mentem.

A história da música brega e de todos os seus derivados - que consiste na música brega-popularesca que pode ser chamada também de Música de Cabresto Brasileira - mostra que seus ídolos sempre contaram com o apoio das elites conservadoras da época, sobretudo em momentos políticos conservadores.

Os primeiros ídolos cafonas fizeram sucesso durante a ditadura militar. E quem divulgava eles eram emissoras de rádio, mesmo as que operam com alto-falantes, cujos donos apoiavam abertamente a ditadura militar.

Diga o estilo de brega-popularesco e verá que ele sempre teve o apoio da grande mídia, das elites dominantes, dos cenários políticos conservadores. Até a axé-music, até o "funk carioca" (FAVELA BASS).

Mas como reclamar de barriga cheia virou moda, então todo mundo faz sucesso, faz fortuna, enche plateias, com todo o apoio da grande mídia, para depois dizerem que nada têm a ver com a grande mídia, que são injustiçados, que são discriminados etc.

E a intelectualidade simpatizante, que nunca viu a periferia senão pela televisão ou, quando muito, por raros passeios turísticos - sempre com um jeitão mal-disfarçado de Justo Veríssimo - , desperdiçando páginas, palavras, arquivos htm e doc, tentando dizer que o brega-popularesco que faz sucesso nas rádios é um "plano secreto de revolta popular". Há como acreditar numa lorota dessas?

A música brega-popularesca não pode se desvencilhar da grande mídia porque foi por esta que a outra fez sucesso. O Domingão do Faustão fez ampliar o raio de alcance desses ídolos popularescos, dessa suposta "canção popular" em seus vários "estilos". Não há como escapar. É como se o filho renegasse a própria mãe que o criou e o fez crescer.

O discurso de que os estilos da música brega-popularesca "não têm espaço na mídia", típico do marketing da rejeição ou da exclusão que o Partido da Intelectualidade Golpista tanto adora trabalhar, vai gerar um efeito negativo até mesmo para os próprios "artistas" de sucesso, como também para a própria intelectualidade que os defende.

A intelectualidade será afetada negativamente porque a cada dia está mais difícil esconder que ela aprecia o lixo cultural popularesco e possui uma visão paternalista da cultura popular, com preconceitos maiores e piores do que aqueles que essa intelectualidade diz combater.

Os ídolos popularescos serão afetados, porque, renegando a grande mídia, renega justamente aqueles que ajudaram no seu sucesso estrondoso. Acabam demonstrando arrogância pelo seu sucesso, ingratidão para a grande mídia e insegurança em não saber dos seus limites ideológicos e culturais.

Afinal, se os ídolos popularescos dependerem da revista Caros Amigos, do PDT, do PSOL, de cientistas sociais ou blogueiros que brincam de espinafrar a grande mídia (mas correm para a sala para ver o Domingão do Faustão com surpreendente tietagem), eles não vão salvar de forma alguma sua reputação.

Também não serão os talifãs que irão salvá-los, até porque estes são os pés-frios dos ídolos popularescos, pois, na medida em que tentam patrulhar quem fala mal desses ídolos, expõem sua irritabilidade fácil que acaba transferindo na má imagem dos ídolos popularescos, que se tornam marcados pelos fãs desequilibrados e esquentadinhos.

Será mais sincero que a música brega-popularesca se assumir como um produto de mídia, que é o que realmente é. E que seu vínculo com a grande mídia se afirma de todas as formas, até mesmo pelos referenciais que ajudaram a formar o perfil desses ídolos.

Essa é a realidade que ninguém pode negar. Essa história de "rebelião popular" não pegou, não.