terça-feira, 17 de agosto de 2010

RITA CADILLAC MERGULHA EM CHAFARIZ EM MIAMI


MOSTRAMOS A PARTE MAIS INTERESSANTE DA FOTO - EI, QUE GAROTA BELEZINHA É ESSA?

A boazuda sênior Rita Cadillac, uma das "ancestrais" das mulheres-frutas, está em Miami para divulgar seu documentário e aproveitou a ocasião para mergulhar num chafariz.

Tudo bem. Faça o que quiser. Só que não dá para comparar com a cena, de 50 anos atrás, de Anita Ekberg mergulhando no chafariz de Roma numa cena antológica do filme La Dolce Vita, de Federico Fellini. Anita Ekberg era o fino de tão bela.

ABSURDO: HÁ QUEM DEFENDA A VOLTA DE COLLOR



Pedimos calma aos senhores Sérgio Porto, jornalista conhecido como Stanlislaw Ponte Preta, e Luiz Buñuel, conhecido cineasta espanhol, diante do nervosismo dos dois em querer voltar imediatamente para a Terra, sobretudo para processar o Brasil por plagiarem o rol de absurdos que acontece neste país.

Um deles é esse movimento queremista de bosta para ver Fernando Collor de Mello, hoje senador, novamente como governador do Estado de Alagoas. Pior: a campanha é articulada com o apoio da juventude do Partido Trabalhista Brasileiro.

O mesmo PTB do qual fazia parte um antigo rival do pai de Collor, Arnon de Mello, que também foi senador. E que simbolizou o mesmo trabalhismo com o qual o avô materno de Collor, Lindolfo Collor rompeu já no "governo provisório" de Getúlio Vargas. E o mesmo PTB cujo presidente nacional, em 1964, era o presidente da República João Goulart, cuja derrubada contou com o apoio dos pais de Collor, certamente com o consentimento do filho, já um adolescente naquela época.

E hoje Fernando Collor apoia Lula, o mesmo com que rivalizava energicamente nas trapaceiras campanhas eleitorais de 1989. E Lula governa com um projeto político levemente parecido com o de Jango.

E mais: Collor foi amigo de um playboy, já falecido e filho de um general, que se envolveu no assassinato de uma menina. Collor é famoso pela corrupção política, pelo tino coronelista com que comanda a política alagoana.

E, como presidente da República, patrocinou a música brega-popularesca, cometeu um sério esquema de corrupção - cujo tesoureiro, PC Farias, foi misteriosamente morto ao lado da amante, talvez por queima de arquivo - , é um político arrogante e irresponsável. Sem falar que ele confiscou a poupança dos brasileiros, complicando a vida de muita gente.

Como senador, atuava como "turista", ou seja, raramente aparecia nas sessões do plenário, a não ser quando há votações em causa própria de parlamentares como ele.

Portanto, se há gente defendendo a volta de Fernando Collor ao governo alagoano, é sinal de que existe muita gente tola no nosso país.

(Este tópico foi inspirado no blog do amigo Marcelo Delfino, Brasil Um País de Tolos).

CAPA DE ÉPOCA PROVOCA POLÊMICA SOBRE IMPARCIALIDADE NAS ELEIÇÕES



COMENTÁRIO DESTE BLOG: A edição de Época, publicação da Editora Globo (na verdade, uma franquia da revista alemã Focus), tenta promover o medo fazendo fogo de palha. Certamente não influi de forma direta, em termos eleitorais, o passado de Dilma como guerrilheira ou de José Serra como líder estudantil, e essa reportagem de Época não é mais do que uma campanha do medo, que serve apenas para temperar a campanha eleitoral de José Serra com um "documento" da imprensa.

O texto do R7 discute a questão da imparcialidade eleitoral na imprensa brasileira, e entre os entrevistados está Laurindo Leal, sociólogo, professor e articulista do portal Carta Maior.

Capa da Época provoca polêmica sobre imparcialidade nas eleições

Publicação da Editora Globo associou imagem da candidata do PT à luta armada

Do Portal R7

A menos de dois meses do dia da eleição, o “vale tudo” das campanhas começa a tomar conta do noticiário de alguns veículos de comunicação que, segundo especialistas ouvidos pelo R7, favorecem algum dos lados mesmo sem declarar publicamente. Nesta semana, a polêmica da vez é a capa da revista Época, da Editora Globo, que retrata a atuação da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), durante o período da ditadura militar (1964-1985), dando destaque especial à sua participação em movimentos de luta armada.

Para o sociólogo e jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, professor da ECA (Escola de Comunicação e Artes) da USP (Universidade São Paulo) e fundador da ONG Tver, voltada para o acompanhamento da qualidade da televisão brasileira, a imprensa tem papel fundamental no processo eleitoral.

Ele defende que veículos impressos declarem seus votos, como fez a revista Carta Capital ao escrever um editorial listando os motivos pelos quais defende a candidatura de Dilma.

Para Lalo, no entanto, por se tratar de concessões públicas, emissoras de rádio e de televisão não deveriam favorecer nenhum lado.

- O distanciamento do rádio e da televisão é fundamental. Devem participar, mas dando a oportunidade a todos os partidos. É mais complicada a participação dos meios eletrônicos porque rádio e televisão são concessões públicas. É ruim para a democracia que esse espaço seja privatizado.

Ele aponta como exemplo de favorecimento as entrevistas que os candidatos à Presidência concederam ao Jornal Nacional, principal telejornal da TV Globo.

- Enquanto a candidata do governo era inquirida, de uma forma até bastante ríspida, os entrevistadores tinham uma nítida tendência a impulsionar o candidato da oposição.

Em nota, a emissora negou na semana passada ter favorecido qualquer um dos candidatos na série de entrevistas.

Lalo ainda diz que a reportagem que mostra Dilma como guerrilheira, publicada pela revista Época, deve ser reproduzida durante os programa eleitorais no rádio e na TV, dando mais destaque para a imagem negativa da petista.

- Isso é feito para ser usado no horário eleitoral, não é a toa que é publicada na mesma semana [que os programas começam a ir ao ar]. Ela não tem tanta relevância sozinha, até porque a tiragem da revista é baixa. A importância talvez seja para ser mostrada no programa.

Cientista político

A cientista política e professora da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), Maria do Socorro, - que também defende que revistas e jornais declarem voto – diz que reportagens como a da Época, publicada às vésperas do início da propaganda eleitoral gratuita, podem pegar de surpresa os eleitores menos informados.

- Acho que é um pouco retornar àquela velha cultura de jogar assuntos que levem ao medo, que aterrorizam o eleitor.

Ela lembra que o primeiro “jogo sujo” da oposição à Dilma nesta campanha foi ligar o PT às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

- Quando há a possibilidade de perder num primeiro turno, usa-se todos os meios para desconstruir a candidatura que lidera. A tendência, agora, será a de abrir fogo contra Dilma.

Processo

O advogado responsável pela campanha petista, Márcio Silva, afirmou ao R7 que, até agora, ninguém da coordenação pediu que ele processasse a Época, ao contrário do que aconteceu com a revista Veja, obrigada a publicar um direito de resposta em suas páginas por ter vinculado Dilma às Farc.

O advogado defende que, antes da campanha, jornais e revistas declarem quem é seu candidato preferido. Ele diz ainda que o sigilo dos patrocinadores de jornais e revistas deveria ser quebrado para que o leitor saiba se quem paga para mandar a publicação para a banca tem interesses eleitorais.

- Os jornais e revistas deveriam explicitar o lado em que estão e mostrar quem os patrocinam. Isso teria de ser escancarado.

Procurada pelo R7, a Editora Globo não se manifestou sobre o assunto até a publicação da reportagem.

A MAIOR PROEZA DE JOSÉ SERRA



José Serra trouxe o mar de Guarujá para a capital paulista, janeiro passado. As águas estavam muito sujas nas ruas de São Paulo, é verdade, mas isso é por conta do asfalto e da tradicional poluição na capital paulista, cujos ares Zé Chirico, pelo jeito, está acostumadíssimo a respirar.

E, naquele janeiro passado, o que o povo de São Paulo fez? Nada, ou melhor, nadava pelas águas de Sampa por causa das chuvas e da trovoada eletrizante.

Bom, José Serra recebeu uma ajudinha extra de um cidadão fortão aqui nesta foto. Pelo jeito deve ter sido num evento de Fortaleza, porque no canto inferior direito aparece um senhor que lembra o colega tucano cearense, Tasso Jereissati. Foi uma forma de Serra subir um pouco, já que as pesquisas eleitorais, mesmo o Datafalha, colocam o tucano em desvantagem.

POR QUE FERNANDO GABEIRA APOIA JOSÉ SERRA


FERNANDO GABEIRA VIAJA (SEM TROCADILHOS) PELA BARCA RIO-NITERÓI.

Já dá para perceber por que o candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PV, o escritor e jornalista Fernando Gabeira, apoia José Serra.

É porque a política de José Serra é mesmo uma droga. Gabeira, sabemos, é a favor da liberação das drogas. Certamente, com o apoio de Gabeira, o demotucanato vai fazer a "maior viagem" lá em Brasília.

O MACHISMO DE MAITÊ NÃO É MENOS MACHISTA QUE O DAS POPOZUDAS


MAITÊ PROENÇA - SERÁ QUE ELA VAI DANÇAR O "CRÉU" OU O "REBOLATION"?

Recentemente, Maitê Proença, que perdeu a mãe por conta de uma moral machista vingativa que havia contagiado o pai da atriz (já falecido), no entanto apelou para o próprio machismo para reprovar a possível vitória da presidenciável Dilma Rousseff.

Tudo bem, Maitê acabou se tornando machista. Mas a "esquerda festiva" (no fundo tão neoliberal quanto os globalitários deslumbrados do toyotism dos anos 90) vai imaginar que a Valesca Popozuda é que é feminista, não é? ERRADO!!

Que feminismo é esse, tão oco e tão tolo? Um feminismo que se afirma tão vagamente pela aversão aos homens - muitas vezes consequência da frescura das mulheres jecas - ou pela solteirice forçada das mesmas, a irem e virem para os clubes de subúrbio sem a companhia masculina (quanto muito, só com o irmãozinho bem mais novo, ou o afilhado ou sobrinho), ou porque vive sozinha cuidando do filho?

Me lembro da estarrecedora declaração de Roberto Albergaria sobre as moças da periferia, dentro daquela linha paternalista que cria uma visão estereotipada e domesticada do povo pobre. Sei que estou perto da hora do almoço, e a declaração do antropólogo e professor da Universidade Federal da Bahia é de uma infelicidade sem limites que embrulha o estômago. Mas eu sou jornalista e tenho que ter estômago de aço. Portanto, vamos reproduzir a frase infeliz do antropobundólogo:

"As mulheres militantes, em nome do feminismo, sacaneiam as "miseravonas", as meninas da periferia que querem rebolar. O funk, na Bahia, é um grande espantalho das mulheres cabeça: elas imaginam que aquilo é desrespeito à mulher, que é uma ode à alienação, quando, no fundo, é a forma de viver das mulheres da periferia, que não vão esperar entrar na universidade para se libertarem. Elas se independentizam pelo corpo, pela esculhambação, pela putaria. É uma forma de afirmação como outra qualquer".

Calma, Sérgio Porto!! Calma, Luiz Buñuel!! Sérgio, não se levante do túmulo, sei que você seria um velho de 87 anos e daria umas duras no febeapá militante do professor Albergaria. E, Buñuel, você renasceria das cinzas como um fênix, já que há muito você quer processar o Brasil por plagiar os absurdos do seu cinema.

Como é que um antropólogo pode falar assim com tamanha arrogância, exibindo claro estrelismo? Albergaria é daqueles caras que se preocupam mais em provocar polêmica, se vangloriar disso, e nenhum compromisso tem com a função social de sua profissão.

Num texto que eu tenho sobre ele - coleciono alguns textos pró-popularesco, tenho o "manifesto" da Central da Periferia, o texto do Pedro Alexandre Sanches sobre o tecnobrega na revista Fórum, o texto do Milton Moura sobre o "pagodão" baiano e o texto de Bia Abramo sobre o "funk"; um dia escreverei livro sobre eles, já comprei o óleo para a fritura - , Albergaria ainda falava das "miseravonas" (um nome jocoso) que eram feministas porque iam e vinham dos clubes suburbanos sem a companhia dos homens.

Essa intelectualidade pensa assim sobre o povo pobre. Para eles, o povo não precisa de escola porque "é sábio". É aquela visão que até o economista John Kenneth Galbraith condenava, que é de julgar o povo pobre, que na verdade sofre muito, como se fosse "autosuficiente". E chamar as moças da periferia de "feministas" porque não tem companhia de homens é o mesmo que dizer que um mendigo é rico porque não precisa usar cartão de crédito.

Em vez de classificar o povo como "autosuficiente", os intelectuais de bosta deveriam repensar seus conceitos, que defendem com tanta arrogância, trancados nas quatro paredes de suas repartições. É um absurdo que tenhamos que creditar todo esse circo popularesco como se fosse um movimento "libertário", e achar que as tchutchucas, as "cachorras", as tietes do "pagodão" e as marias-coitadas são "feministas" porque não têm namorado e saem pela madrugada sem companhia masculina.

A população pobre tem problemas, e o machismo que está por trás dos valores brega-popularescos - o professor Albergaria certamente deve ser surdo, por não ouvir os "tapas na cara", "pancadinhas" e "madeiradas" que o "bondoso pagodão baiano", que recentemente voltou ao sucesso nacional pelo "rebolation" - é muito evidente, e as moças da periferia são educadas dentro desses valores machistas, mesmo. Culpa minha, culpa de você? Não.

A culpa é da grande mídia, que veicula desde 1964 esses valores popularescos no Brasil, que transformam o povo pobre numa caricatura de si mesmo, tratado com falsos benefícios que apenas fantasiam os miseráveis com roupas "modernas" de marcas ruins e péssimo acabamento. É como dar apito para os índios, ou presenteá-los com espelhos.

No âmbito das popozudas, símbolo desse pseudo-feminismo que os ideólogos do brega-popularesco, seja Roberto Albergaria, seja Hermano Vianna e Pedro Alexandre Sanches ou outros, pregam, os valores machistas saltam tanto aos olhos que quase todas as popozudas têm que ser condenadas ao celibato absoluto, pior do que as noviças católicas (que, pelo menos, são solteiras por conta de um sistema de valores religiosos e por compromissos filantrópicos).

O machismo de Maitê Proença não é menos machista que o machismo de Valesca Popozuda, de Priscila Pires, de Tati Quebra-Barraco. As popozudas, que a mídia empurra como referência de "sucesso feminino" para as moças da periferia, na verdade são expressão de um machismo lúdico, que tenta ludibriar a opinião pública creditando como "feministas" mulheres que mal sabem o que elas realmente são na vida.

E, cá para nós, não dá para ser considerado feminismo as mulheres-objetos nem as jovens moças empurradas para ser o público da música brega-popularesca, como as que gritam alucinadamente em apresentações ao vivo de ídolos do sambrega, do breganejo e do "pagodão", ou aquelas que vão rebolar em "bailes funk".

Afinal, a música brega-popularesca é dotada de valores puramente conservadores, mesmo travestidos do mais caricato populismo.

DUAS NOTAS SOBRE O CENTRO HISTÓRICO DE SALVADOR



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Mais uma tragédia aconteceu no Centro Histórico de Salvador (Bahia). Outro casarão no bairro do Comércio, no Centro Histórico, na madrugada chuvosa de hoje (como está chovendo em Salvador!!!!). Quatro pessoas morreram.

Na minha pesquisa sobre o assunto, me deparei com um texto, também de hoje, sobre os estudos para valorização do Centro Histórico na capital baiana, pelo IPHAN.

E eu fui reprovado no concurso do IPHAN, em Salvador, por conta de uma grevezinha de bosta dos bibliotecários da UFBA, que dificultaram a procura da bibliografia indicada. Se eu trabalhasse lá faz tempo, teria mexido com a instituição de forma brilhante. Afinal, preservar o patrimônio não deveria prescindir de intervenções, desde que elas sejam para recuperar o patrimônio histórico.

Não dá para tombar o patrimônio histórico nos dois sentidos, na preservação formal e na destruição material, e meu pai não cansa de dizer que, se for assim, melhor que tudo fosse demolido. Para mim, prefiro a preservação, mas tem que haver obras que restaurem e recuperem prédios históricos em vez de deixá-los à própria sorte.

Nem todo patrimônio histórico é igual ao da Grécia, uma das poucas exceções em que o patrimônio histórico têm seu sentido justamente nas ruínas. Há critérios de intervenção que não comprometem a preservação patrimonial, muito pelo contrário, podem ajudar na sua conservação.

Mas como não fui aprovado naquele concurso do IPHAN de 2005...

Primeiro vamos ao texto da tragédia, depois ao do "estudo".

Desabamento deixa quatro mortos no Comércio

Paula Pitta - A Tarde On Line - Com redação de Euzeni Daltro

Pelo menos quatro pessoas morreram, depois que um casarão desabou na Rua Conselheiro Lafaiete, no Comércio, por volta das 4h desta terça-feira. O imóvel onde as vítimas estavam desabou depois de ser atingindo pelo telhado do casarão vizinho. Equipes do Corpo de Bombeiros, Central das Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Centel) e Defesa Civil estão no local.

Dos quatro mortos, apenas dois foram identificados até agora. Alberto César Santos Silva, de 41 anos, conhecido como Buguela, e Bárbara Jéssica Garcia da Silva, 24 anos. Um homem e uma mulher ainda não foram identificados. O imóvel de quatro cômodos era ocupado por pessoas que trabalhavam com reciclagem. Entre elas, Cícera Patrícia da Silva, que foi retirada dos escombros pelos agentes do Corpo de Bombeiros. Raimundo Souza das Neves de Jesus e Jorge Almeida Santos Castro, que também residiam no imóvel, escaparam sem ferimentos.

O engenheiro da Defesa Civil, Aroaldo Rodrigues ainda não concluiu o laudo sobre o desabamento, mas informou que este, provavelmente, foi causado por construção irregular e falta de conservação.

Sobreviventes – Jorge Almeida Santos Castro lembra que, antes de ir deitar, o amigo Alberto César Santos Silva (Buguela), passou em seu quarto e lhe pediu um cigarro, despedindo-se em seguida. Ele conta que ouviu o estalo do telhado e só deu tempo de abrir a porta e sair, o que não foi conseguido por seu amigo.

O reconhecimento do corpo de Buguela foi feito por Marimar Couto Silva, mãe de três dos cinco filhos deixados por ele e com quem foi casado durante onze anos. Bastante abalada e chorando muito, ela conta que antes o imóvel que desabou era abrigado pela mãe de Buguela. Mas depois da morte dela, e como não tinha onde morar, Buguela passou a residir no imóvel.

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IPHAN analisa projetos de valorização do Centro Histórico

Por Roberto Macedo - Blog Seja Bem Informado

Já estão sendo analisados pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (IPHAN) dois projetos que nasceram nas reuniões que discutem o Centro Histórico, coordenadas pelo vice-prefeito Edvaldo Brito: a reforma do Teatro Gregório de Matos e a acessibilidade no Pelourinho.

Na reunião de ontem (16.08), na Fundação Casa de Jorge Amado, foram apresentadas as perspectivas de como ficarão a fachada do teatro, o calçadão em frente e as ruas do Pelourinho onde serão construídas as trilhas de acesso.

À frente dos projetos está a Fundação Mário Leal Ferreira, (FMLF), ligada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (Sedham), que já fez convênio com a Sucop para a conclusão da reforma do teatro.

Um corredor de vidro transparente ligará a entrada do teatro ao calçadão, respeitando o partido original da arquiteta Lina Bo Bardi, que fez intervenções o prédio, construindo inclusive a famosa escada de madeira.

A calçada terá um novo desenho, unindo o teatro com o Espaço Unibanco e o Espaço Cultural da Barroquinha.

Também está previsto para o local um estacionamento com entrada pela Avenida J. J. Seabra.

Será um prédio de quatro pavimentos com capacidade para 450 vagas, orçado em três milhões de reais. Por enquanto, buscam-se recursos para a construção do estacionamento, inclusive por parcerias.

Vilma Lage, presidente interina da Fundação Mário Leal Ferreira, convidou o vice-prefeito Edvaldo Brito para ver de perto a transformação por que passa o Teatro Gregório de Matos.

“Quando a obra for concluída, será um grande ganho para a cultura baiana e aqui estará um conjunto fabuloso, formado pelo Teatro Gregório de Matos, o Espaço Cultural Unibando e o Espaço Cultural da Barroquinha. E espero ainda poder construir o estacionamento para a obra ficar completa”, conclui Vilma Lage.

O projeto piloto de acessibilidade no Pelourinho vai contemplar as ruas Maciel de Baixo, Maciel de Cima, do Açouguinho e parte da Frei Vicente, além do Largo do Pelourinho.

Nesses endereços serão construídas trilhas a serem utilizadas não somente por portadores de deficiência em cadeiras de rodas, mas também por idosos e carrinhos de bebês.

“Nessas ruas estão localizadas muitas das atrações do Pelourinho, como museus e igrejas. É uma discussão antiga, necessária e segue a tendência mundial, em que cidades históricas estão criando soluções”, informa José Augusto Leal, subprefeito do Pelourinho.