quinta-feira, 12 de agosto de 2010

KELLY BROOK PÕE A CAMISA PRA DENTRO



Enquanto por aqui o uso de camisa para dentro de calças, saias ou bermudas pelas mulheres é considerado "comportado demais" ou "muito antiquado", lá fora as musas contemporâneas usam desse estilo vestuário, que equilibra elegância e sensualidade.

E não dá para usar o fato de que os EUA e Europa são países temperados ou frios, porque o que vemos aqui, na foto com a doce inglesa Kelly Brook - uma das mais populares musas do Reino Unido - , foi registrado durante o verão de lá. E não dá também para dizer que o traje é fora de moda, porque até atrizes surgidas no universo infanto-juvenil, como Amanda Bynes e Emma Watson, também usam.

Kelly Brook usa tops e vestidos justos quando a situação convém. Mas não apela para bancar a "gostosa" à força. Suas formas físicas são algo que a gente já conhece, qualquer exibicionismo é desnecessário. E Kelly, além de tudo, é considerada uma das garotas legais entre as famosas do Reino Unido e dos EUA.

Aqui, ela usa uma roupa que as "descoladas" brasileiras (que na verdade são provincianas e antiquadas, apegadas a uma "modernidade" que só veem no portal Ego, no Multishow, na Transamérica FM e na Rede TV!, e que é cheira a coisa mofada) classifica como "muito carola".

Pois a doce Kelly Brook, sempre moderna, usa essa linda combinação de calça jeans justa, camisa abotoada com adornos e sandálias - um traje que foi muito comum nos anos 70, mas continua sempre atual e atraente - nas suas andanças nas ruas, em situações comuns.

O que mostra o quanto uma mulher realmente charmosa é capaz.

A "DITABRANDA" DO MAU GOSTO


O COZINHEIRO DA GLOBO - A "paçoca" de Pedro Alexandre Sanches renova o cardápio de sucessos que alimenta o poder lúdico da Rede Globo.

De repente, virou pecado fazer boa música.

Agora, faz-se música de qualidade duvidosa e nós é que temos que fingir que essa música é boa. "É o que o povo gosta", "é o que o povo sabe fazer".

Raciocínio de madame metida a boazinha? Não, essas frases, entre aspas, vem de intelectuais, sejam jornalistas, blogueiros ou cientistas sociais que, pasmem, juram que não estão sendo etnocêntricos nem elitistas, e que só estão defendendo a "mais pura expressão da cultura popular".

Dá para acreditar? Se o leitor não é bem informado, até dá.

Mas se você, leitor, é bem informado, dá para desconfiar dessa intelectualidade, que acha que o povo pobre tem que estar condenado eternamente à ditadura do mau gosto que domina a grande mídia e alimenta as fortunas dos políticos e barões da mídia golpista.

De que adianta elogiar tchans, rebolations, créus, tecnobregas etc, enquanto espinafra Globo, Folha e Abril, se a Globo, Folha e Abril promovem e se alimentam dessas mesmas tendências?

É como se alguém adorasse o jantar de alguma casa e depois despejar calúnias e rancores contra seu anfitrião.

Saudades de 1964. Pelo menos, a direita era toda unida, não tinha meio-direitista se infiltrando na esquerda. Quem era de direita esculhambava Jango, condenava os CPC's da UNE.

Defender a música brega-popularesca e todos os valores que estão por trás - "musas" boazudas, programas policialescos, imprensa mundo-cão, fofocas de baixo escalão - não é criminalizar os movimentos sociais, mas ridicularizá-los.

Experimentei a "paçoca" de Pedro Alexandre Sanches, folheando as Caros Amigos, e senti um sabor amargo de Ilustrada. Um gosto meio de jabá midiático, com um temperinho de Rede Globo ali, uma pitada de revista Contigo acolá. O mesmo sabor da gororoba que Hermano Vianna preparou para a Central da Periferia da Rede Globo.

Senti também um sabor azedo dessa "paçoca", que destoa completamente do grandioso cardápio que outros realmente caros amigos da esquerda, como Emir Sader, Renato Pompeu, Marilene Felinto e outros nos brindam com brilhantismo. Até mesmo o controverso Fidel Castro mostra sua lucidez em seus artigos.

Mas sabor azedo é mau gosto. E a gente tem que achar esse mau gosto uma delícia. Ou achar que isso é a delícia dos outros. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, Pimenta Neves na vida amorosa das outras é refresco, cultura de péssima qualidade na vida do povo pobre também é refresco. Mas, meus caros amigos, essa visão tão "generosa" não é mais apropriada para as páginas de Veja?

Por que quando vejo certas abordagens da cultura popular na mídia de esquerda, noto argumentações similares aos da mídia golpista? E por que há ideólogos que insistem em fazer vista grossa disso?

A ditadura do mau gosto, na cultura brasileira, tem justamente o mesmo sentido de "ditabranda" veiculado nas páginas da Folha de São Paulo. De que adianta lutar contra a "ditabranda" política, se existe uma conexão claríssima entre o popularesco que os grandes donos do poder usavam para domesticar o povo pobre e o autoritarismo com que esses mesmos donos agiam para reprimir o povo. O popularesco era apenas o analgésico, o ópio que a "ditabranda" dava para o povo calar seus gritos de dor.

Os "caros amigos" que defendem tecnobregas, funqueiros, axezeiros e o que vier de brega-popularesco, parece que aprenderam a ler na vida com as páginas da Folha de São Paulo, a mesma "Falha" que lhes brindou com tantas promessas do paraíso neoliberal brasileiro, que essa mesma claque que se diz esquerdista, mas pensa que o rebolado de Léo Santana trará o socialismo para o Brasil, tanto lia com gosto. A Ilustrada sempre estava no cardápio matinal do desjejum dessa patota que hoje se diz de esquerda.

Sim, os defensores da música cafona e de todos os derivados que hoje constituem a Música de Cabresto Brasileira, que de brinde nos trazem também Datenas, Ratinhos, Popozudas, Meias Horas, Agoras, Wagner Montes, BBB's, que tanto se dizem esquerdistas, um dia paravam para ler as pregações de Gilberto Dimenstein e Otávio Frias Filho. Paravam para ler as mensagens de "esperança" de Roberto Civita. Paravam para ver Pedro Bial anunciando o Brasil "moderno e fantástico" da Globo.

E até hoje ainda param para ver Fausto Silva anunciando as mesmas atrações popularescas que Pedro Alexandre Sanches, o menino de ouro de Otávio Frias Filho, defendeu há poucas semanas.

Francamente, a "paçoca" de Pedro Alexandre Sanches tem um forte sabor de Folha de São Paulo e o formato redondo da Rede Globo.

Qualquer semelhança entre a "Paçoca" de Caros Amigos e a Central da Periferia não é coincidência alguma, porque certos "caros amigos" bebem nas mesmas fontes que certos "hermanos".