domingo, 11 de julho de 2010

FLÁVIA FREIRE PÕE A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA



Flávia Freire, a deliciosa, graciosa, sexy, simpática, inteligente e tudo, tudo, tudo que é titular das previsões do tempo do Jornal Hoje, aqui aparece como suplente no Jornal Nacional.

E que aparição! A fascinante loira, como toda mulher classuda, sabe seduzir sem usar roupas apelativas e ser sensual sem apelar para roupas curtas a toda hora. Aqui Flavinha consegue mostrar sua bela formosura, a jornalista sabe ser gostosa sem sucumbir à vulgaridade.

Qual a ex-BBB, por exemplo, dessas que choramingam a falta de um namorado, que vai vestir um traje como este, que equilibra simplicidade, discrição e sensualidade?

EXERCÍCIO DE LÓGICA

Para cada ícone folk, um ícone punk. Independente da qualidade artística, fizemos aqui uma lista de comparação. Um exercício de lógica comparativa.


BOB DYLAN E LOU REED


THE BYRDS E THE STOOGES


THE BAND E NEW YORK DOLLS


NEIL YOUNG & CRAZY HORSE E RAMONES.


REM E THE CLASH.


VÍTOR & LÉO E CPM 22.


LUAN SANTANA E RESTART.

O MÉTODO "FOLHA" DE ANALISAR A CULTURA POPULAR


OTÁVIO FRIAS FILHO E PEDRO ALEXANDRE SANCHES - Mestre e discípulo unidos para salvar a música brasileira patrocinada pelos barões da grande mídia.

A mídia de direita está tranquila. Enquanto que, no âmbito político, seus porta-vozes oferecem a cara a tapa, com um reacionarismo tão ranzinza que pouco ajuda a eles tornarem-se amados pela opinião pública, a música que os detentores de poder tanto patrocinam, que é a apátrida, caricata e estereotipada Música de Cabresto Brasileira (ou música brega-popularesca), é defendida até por uma mídia de esquerda que desconhece as armadilhas que estão por trás dessa "cultura de massa" tupiniquim.

Cabe aqui fazer uma crítica à mídia de esquerda, que mal sabe das verdadeiras questões sobre a música popular brasileira. Chegam a acreditar que aquele tipo de música - brega-popularesca - que os barões da grande mídia nacional e regional investem fortunas para fazer sucesso, determinando o que o povo tem que ouvir e tomar como "seu", é a "vanguarda subversiva das classes populares". Quanta ingenuidade.

Ficam tranquilos quando incluem o blog de Pedro Alexandre Sanches como link nos seus blogs, sem saber o passado do referido crítico musical. É assim que esse pessoal tem moral para lutar pelo projeto "ficha-limpa" para a política nacional?

Durante anos Pedro Sanches trabalhou na Folha de São Paulo, tendo prestado grande serviço para seu então patrão Otávio Frias Filho que, sabemos, é dublê de intelectual e tem na Ilustrada a menina dos olhos da Folha de São Paulo. Portanto, a Ilustrada foi uma grande escola para Pedro Sanches, o que deveria causar estranheza total à fauna e flora esquerdistas quando o referido crítico musical decidiu passear pelas redações da imprensa escrita de esquerda.

Até o mundo mineral sabe que Pedro Sanches faz na mídia esquerdista a mesma coisa que fez na Folha de São Paulo, a mesma Folha criticada pela mídia esquerdista e cujo perfil ideológico é oposto e até hostil.

O método que Pedro Alexandre Sanches adota em seus artigos é a mesma que Hermano Vianna adotou no Central da Periferia da Rede Globo e em outros projetos do antropólogo. Misturando alhos com bugalhos, o discurso adotado não recusa-se a reconhecer a importância da MPB autêntica, mas numa retórica sutil leva sempre a crer, como um Francis Fukuyama da cultura popular brasileira, que a era de ouro da MPB está acabando ou prestes a acabar e que a "nova MPB" mesmo é a música brega-popularesca que rola nas rádios e na TV aberta.

Ou seja, por mais que Ataulfo Alves, Cascatinha e Inhana, Marinês e Sua Gente, Luís Gonzaga, Cartola, Jackson do Pandeiro e outros tenham seu valor histórico reconhecido, os críticos, de forma hipócrita, afirmam que o tempo deles já passou.

Enquanto os autênticos baiões, sambas, modas de viola são vistos neste discurso como um privilégio da antiga classe média universitária, o povo pobre hoje não pode mais fazer os antigos sambas, baiões, modas, maxixes etc, mas um engodo esquizofrênico e claramente "colonizado" (no sentido da dominação midiático-capitalista simbolizado pela grande mídia).

Ou seja, segundo esse discurso, a única coisa que o povo pobre tem que fazer na música popular é brincar de estrangeiro. Brincar de caubói ou detetive, como nos primórdios do brega com Waldick Soriano. Brincar de caubói moderno, como nos breganejos. Brincar de soulman, como no sambrega. Usar boné de rapper, como no porno-pagode, e rebolar feito um marombeiro floridense com trejeitos de drag queen. E brincar de Beyoncé, de Lady Gaga, de Miley Cyrus, de 50-Cent, o que for. Tudo é brincadeira, mas querem que a gente leve isso a sério, até demais.

DITADURA, OU MELHOR, "DITABRANDA" DO MAU GOSTO

Não há mais identidade nacional. O povo pobre teve a cultura usurpada pelos barões do poder econômico, político e midiático, que controla desde emissoras de rádio AM e FM, afiliadas de emissoras de TV aberta até mesmo casas noturnas, sistemas de aparelhagem de som e redes de atacado e varejo que difundem DVDs e CDs dos ídolos empurrados para o gosto popular.

Mas o discurso tenta sempre provar o contrário. Tenta nos convencer que as identidades agora "são universais, globais", pálidas e débeis réplicas locais de modismos estrangeiros que os retóricos creditam como "um modo intuitivo de recriação cultural".

É como se, numa comparação, o poder latifundiário pusesse um trator para destruir as casas populares e o povo ficasse sem moradia e os retóricos da habitação popular achassem isso ótimo porque acreditam que o povo, por si só, é capaz de reconstruir suas habitações com os restos das construções de terrenos alheios.

Pior é que os retóricos da música brega-popularesca, em falsa pose de vítimas, sempre rebatem as críticas com alegações de "preconceito", uma expressão que, de tão banalizada, virou uma desculpa inconsistente e pouco confiável.

É um discurso engenhoso, sutil, bem ao gosto do "intelectual" Otávio Frias Filho mas apoiado também pela "Vênus Platinada". Afinal, é esse discurso de defesa do brega-popularesco, de Waldick Soriano aos tecnobregas, passando por breganejos, axézeiros, funqueiros etc, que realimenta todo um sistema de "sucessos" da música brasileira que abastece os cardápios musicais do Domingão do Faustão, do Mais Você, do Caldeirão do Huck e outros redutos da suposta cultura popular oferecidos pelo baronato da grande mídia.

Mas esse discurso, estranhamente, aparece na revista Fórum, na Caros Amigos, em Carta Capital, sem que viva alma com alguma visibilidade desconfie. E que faz um incômodo contraste com as questões políticas apresentadas pela mídia de esquerda.

No âmbito político, se questiona o poderio dos "coronéis" latifundiários. Mas, no âmbito musical, estilos financiados pelos mesmos latifundiários são festivamente defendidos, com as mais cínicas desculpas de que "a MPB não é a mesma de antes" (puro Fukuyama), "temos que mudar nossa visão de cultura popular" (ideia bem neoliberal) e "vamos perder o preconceito contra o mau gosto" (conservadorismo mal-disfarçado diante do establishment lúdico-midiático brasileiro).

O povo pobre, coitado, não pode mais fazer boas melodias. O mau gosto instaurou sua ditadura. Ou melhor, é a "ditabranda" do mau gosto. Breguice na cultura dos pobres é refresco, o povo foi condenado a produzir o lixo que cientistas sociais frustrados fingem ter "sua qualidade artística própria". O mau gosto impera e nós é que temos que fingir que isso é a "nova maneira de vermos a cultura popular". Etnocentrismo pouco é bobagem.

Sem perceberem, muitas pessoas, ao lerem a coluna Paçoca da revista Caros Amigos, está na verdade lendo uma sucursal da Folha de São Paulo na mídia esquerdista. É mole ou quer mais?