sábado, 10 de julho de 2010

PiG RECEBE TECNOBREGA COM TAPETE VERMELHO



Engole essa, revista Fórum. Adiantou gastar páginas e arquivo HTM para falar de tecnobrega? Pois agora a mídia golpista, apátrida, reacionária das Organizações Globo, a corporação das corporações, sócia-maior do Instituto Millenium e histórica representante da mídia mais tendenciosa, recebe de braços bem abertos o ritmo tecnobrega.

Depois do Domingão do Faustão, do Jornal da Globo - através do colunista Nelson Motta, sócio do Instituto Millenium - e do Mais Você, e também do Globo Vídeos e do jornal O Globo, agora é a revista Época o mais novo veículo dos irmãos Marinho a abraçar o tecnobrega, conforme reportagem publicada na edição de hoje.

O tratamento diferenciado ao tecnobrega é tal que a reportagem agora credita o estilo como "tecnomelody", tentando associá-lo à música eletrônica. O destaque é o mesmo da revista Fórum, a cantora Gabi Amarantos, que brinca de ser Beyoncé Knowles em ritmo de forró-brega (que não passa de um engodo que mistura disco music, country e sanfona de...música gaúcha - ?!), para dar a noção de como está a "identidade regional" de certas áreas controladas pelo latifúndio e seus braços urbanos no Pará.

E agora? Quem é que vai dizer agora que o tecnobrega não tem espaço na grande mídia? Será que vão cometer a mesma tolice que Caros Amigos fez com Mr. Catra, que tentou creditá-lo como "discriminado pela grande mídia" com todo o espaço que ele recebeu nos veículos da Rede Globo e Globosat?

CHARGE DE NANI DESMORALIZA DILMA ROUSSEFF


A charge machista de Nani, que mostra Dilma Rousseff como "garota de programa".

Como não canso de escrever, não sou sectário do petismo e nem vou votar na Dilma. Mas também não faço como a mídia direitista, que chega ao nível da calúnia quando o assunto é falar mal de Lula e derivados, como a sua candidata à sucessão presidencial, Dilma Rousseff.

Aqui vemos uma charge de Nani, que outrora havia sido uma figura respeitável oriunda do Pasquim. Mas aqui ele caiu no grotesco - o grande problema do Pasquim é o machismo boêmio de alguns de seus envolvidos - e parodiou a candidata tratando ela como se fosse uma prostituta.

Certas charges críticas até são benvindas, e uma grande lição para os talifãs que não gostam de ver Alexandre Pires, Belo, Zezé Di Camargo & Luciano, Leonardo, Ivete Sangalo e nem mesmo a Mulher Melão receberem críticas negativas é que o presidente Lula, nos seus oito anos de governo, tornou-se a personalidade mais criticada do país. Ele sabe disso e não agiu para punir quem quer que fosse.

No entanto, a calúnia, a crítica grotesca, a desmoralização gratuita, são um erro. E aí a mídia golpista, ávida para desfazer os governos esquerdistas, se animou a publicar a charge de Nani, no caso pelo blog de Josias de Souza, articulista da Folha de São Paulo.

A charge nem é muito engraçada, e dá até a impressão de que Nani pesou a mão e tentou copiar os traços e o trejeito humorístico do gaúcho Allan Sieber. Mas também não conseguiu reproduzir o humor divertido de Sieber, e a única coisa que Nani fez foi fazer uma crítica grotesca, mesmo, à candidata. Uma crítica feita sem qualquer sentido lógico, é só para desfazer o PT, independente dos erros deste partido e de seus envolvidos. E que em nada fará enobrecer a direita que tanto se gaba em ser "paladina da democracia".

GLEE NÃO É TÃO LOSER ASSIM



Alguns fenômenos de mídia se tornam, de certa forma, um hype, que a gente, sem querer rejeitá-los, desconfia.

Foi assim com o seriado Seinfield, nos anos 90, e hoje a "bola" da vez é o seriado musical Glee, aparentemente um High School Musical para losers.

Mas quando um seriado associado a losers se torna badalado pela mídia mainstream, é bom estranhar. Não estou aqui tirando os méritos de Glee, como não tiro os méritos de Seinfield (embora o seriado fosse menos genial do que muitos dizem) nem de Beavis and Butthead, apesar deste ser muito escatológico e cínico demais e não deveria ter se levado muito a sério.

O que peca em Glee é que o repertório musical tornou-se qualquer nota. Supostamente Glee parece um seriado para nerds e High School Musical para mauricinhos e patricinhas. Mas não é bem assim.

Talvez High School Musical não seja um seriado para nerds, embora abrisse as portas para um cenário teen de musas realmente cultuadas por nerds (como Emily Osment e Demi Lovato, por exemplo). Mas se em Glee seu elenco canta até Madonna e Lady Gaga, então o seriado nada tem de loser. Mais parece um Grease menos glamurizado.

Pior é que o ator que faz o personagem nerd do seriado - falei personagem nerd, e não 'seriado de nerd' - , ao chegar ao Brasil para divulgar o seriado, disse que gostaria de incluir Ivete Sangalo no repertório do programa. Aí, nada menos nerd!!

Glee é apenas uma comédia musical, com suas pessoas "desajeitadas" e simples. Não vai mudar o mundo e não vai levantar bandeira alguma do ideal loser ou nerd. Seu sucesso é até merecido, como uma atração nova de entretenimento. Mas daí para dizer que a atração é revolucionária, é um grande exagero.