quarta-feira, 7 de julho de 2010

LEILA DINIZ QUE O DIGA



Com a derrota da seleção de futebol da Alemanha, hoje, no jogo contra a seleção da Espanha, significará que Espanha e Holanda não brigarão só pelo mar, como no poema da linda e saudosa atriz.

Espanha e Holanda brigarão pelo título da copa de 2010.

HIPÓLITO DA COSTA É CONSIDERADO HERÓI NACIONAL



Uma lei sancionada pelo presidente em exercício da República, José Alencar, considerada como um dos heróis da nossa história o jornalista Hipólito da Costa.

É verdade que consderar pessoas históricas como heróis ou santos nem sempre é uma atitude confiável, mas Hipólito da Costa teve seus méritos como uma personalidade a serviço do Brasil.

Foi o primeiro jornalista de consciência crítica do Brasil - função que hoje Luís Nassif, Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna e Luís Carlos Azenha desempenham brilhantemente - , tanto que o jornal que fundou, o Correio Braziliense (que, depois, tornou-se uma marca comprada por Assis Chateaubriand e hoje é um jornal editado em Brasília), foi originalmente feito em Londres, para evitar qualquer represália contra os textos críticos que fazia ao Império e à coroa portuguesa.

Era uma imprensa rudimentar, mas Hipólito da Costa pode ter sido um ancestral dos blogueiros brasileiros, já que o que ele fazia no Correio Braziliense não era muito diferente, guardados os contextos da época, com o que os atuais blogueiros fazem hoje.

Hipólito não foi esquerdista e, com o tempo, passou a fazer críticas mais amenas ao Império. Mas de certa forma contribuiu para a luta de um jornalismo digno no Brasil e é um personagem que deve ser estudado por nossos alunos, sobretudo os universitários de Jornalismo. Independente de ser considerado ou não um herói nacional.

MORREU EZEQUIEL NEVES, O "MESTRE" DE CAZUZA



Ironicamente, na lembrança dos 20 anos de falecimento do cantor Cazuza, faleceu seu amigo Ezequiel Neves, produtor, jornalista, compositor e agitador cultural.

"Zeca Jagger", como era conhecido pela sua obsessão pelos Rolling Stones, tinha 74 anos e sofria de falência múltipla de órgãos. Participou ativamente dos áureos tempos do "desbunde" brasileiro, e, como jornalista, era adepto do new journalism, assim como seu estado de espírito era bem próximo da zoeira new left de Abbie Hoffmann, famoso por sua jovialidade fora de comum aliada a uma rebeldia bem humorada e provocativa.

Ezequiel era o co-produtor e "mentor" do Barão Vermelho, no sentido em que George Martin era "mentor" dos Beatles. Não era mentor no sentido de inventar bandas, mas de dar sugestões, fazer críticas, fazer uma "interferência" na banda sem afetar sua autonomia, mas estabelecendo um diálogo ao mesmo tempo cáustico e cúmplice.

Ezequiel escreveu em várias revistas, inclusive a primeira edição brasileira (mas não autorizada) da revista ianque Rolling Stone, entre 1971 e 1972. Foi ator de teatro, roteirista de cinema, trabalhou com nomes da MPB como Elizeth Cardoso e, como compositor, é co-autor de "Por que a Gente é Assim", "Exagerado" e "Codinome Beija-Flor".

Ele era natural de Belo Horizonte e era jornalista desde 1956. Não viveu para fazer 75 anos no final de novembro. Deixou uma trajetória rica, como se pode verificar aqui.

Além do mais, Ezequiel Neves, que escreveu com o jornalista Rodrigo Pinto e o músico do BV Guto Goffi o livro Barão Vermelho - Por que a Gente é Assim?, lançado em 2008, deixou uma lição de grande jovialidade, num Brasil em que os grandes "coroas" insistem numa cansativa e melancólica sisudez a pretexto do "requinte" e da "sofisticação".

Vai em paz, Zeca.

RINGO STARR FAZ 70 ANOS



O ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr, completa 70 anos. Um dos dois remanescentes da formação clássica dos Fab Four - o outro, sabemos, é Paul McCartney - , Richard Starkey é, portanto, um dos grandes músicos ingleses, e um dos prestigiados músicos da cidade de Liverpool.

Famoso por sua jovialidade, célebre desde o final de 1962, quando foi chamado para substituir Pete Best - que virou funcionário público e hoje está aposentado, mas anda excursionando novamente como músico, tendo se apresentado recentemente no Brasil - , Ringo Starr era conhecido como o beatle mais engraçado, enquanto John Lennon era o rebelde, Paul McCartney era o romântico e George Harrison era o místico.

Como todo o Fab Four, Ringo Starr tem história. Somente uma década de Beatles, de tão rica, já rende muitos livros. A experiência do quarteto mais famoso de Liverpool é tão rica que um texto aqui não caberia todos os dados.

Ringo é um bom baterista. Seu desempenho não é ousado nem revolucionário, mas também não decepciona. Ouça "Thank You Girl" dos Beatles e verá o que Ringo é capaz de fazer. Além disso, Ringo teve um outro amigo baterista, este sim, revolucionário, Keith Moon, do The Who. Ambos chegaram a ser aproveitados como atores no filme do músico Frank Zappa, 200 Motels.

A curiosa amizade de Keith Moon e Ringo Starr fez com que o filho deste, Zac Starkey, somasse à influência do pai o talento ousado do outro baterista, a ponto de Zac ter tocado recentemente com os integrantes do Who.

Ringo Starr tem uma carreira-solo não tão badalada quanto a dos ex-colegas de banda. Mas, como eles, sua carreira-solo era uma herança do legado musical que os quatro fizeram juntos. Portanto, uma extensão do que os Beatles fizeram e significaram. E, embora sua música não fosse feita para mudar o mundo, Ringo Starr faz boas canções.

Ringo também é de uma surpreendente jovialidade, até pelo seu histórico compromisso com os Fab Four que marcaram sua vida. O que faz com que muitos quarentões e cinquentões de hoje, sobretudo no Brasil, cada vez mais se envergonhassem em seus escritórios, numa sisudez viciada de velhas elegâncias e velha etiqueta, a ponto de não mostrarem suas caras sequer em Caras. Para que um mega-empresário que, aos 43 anos, já trocou quase toda sua coleção de tênis por pontudos sapatos de verniz não dê de cara com Ringo Starr de animados tênis durante um evento social.

Parabéns e longa vida, Ringo!!

DUAS DÉCADAS SEM CAZUZA



Em 07 de julho de 1990, eu e minha família morávamos no bairro do Resgate, em Salvador, e fomos para o extinto supermercado Unimar, na filial do Shopping Piedade, para fazer compras. O local, que até alguns anos atrás funcionava o Bompreço (que havia comprado a antiga rede Paes Mendonça, da qual fez parte o Unimar), hoje é compartilhado pela C&A e Ricardo Eletro.

Na volta para casa, no carro do meu pai, quando chegamos em casa e ligamos a televisão, o noticiário anunciava o falecimento do cantor Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, que não resistiu aos efeitos da AIDS. Há um tempo ele lutava contra a doença, com coragem e bom humor, e havia até gravado músicas já muito doente, que resultaram no seu último álbum, Burguesia (1989), e no póstumo Por Aí (1991).

Eu acompanhava a luta de Cazuza, que ironicamente tinha alguns traços faciais levemente parecidos com o do galã Lauro Corona, também falecido vítima da AIDS, mas em 1989. Do contrário que Cazuza, Lauro ficou temeroso com a doença, uma vez que a AIDS era associada ao público gay. Grande erro. A AIDS potencialmente pode atingir todo mundo. Até mesmo um taxista de Salvador, que cometeu um crime passional contra a vida da namorada universitária, teria morrido anos depois vítima da doença.

Cazuza enfrentou a doença com coragem. Sei que causou muita polêmica. Afinal, ele tinha um estilo de vida que juntava o do roqueiro dos anos 60 e o do boêmio dos anos 50. Tinha um nome de batismo de um senhor de idade, Agenor, mas um apelido de moleque que veio da literatura, e se foi muito jovem aos 32 anos (também a idade de óbito de Lauro Corona). Sexo, drogas, rock, boemia. Coisas do livre arbítrio de quem viveu a época do desbunde.

Mas Cazuza tinha caráter, embora não fosse perfeito. Pelo menos encarava a vida com prazer e jovialidade. E era um grande artista. Seria um grande nome do hard rock brasileiro se o padrão enjoadamente limpinho de mixagem da indústria fonográfica não podasse demais os discos do Barão Vermelho, gravando a bateria em volume mais baixo e aumentando o volume dos teclados. Era um padrão de mixagem da MPB pasteurizada, que não deixou mostrar nos discos a energia que o BV exibia nos palcos.

Mas, mesmo assim, o Barão Vermelho, com a guitarra do então calado Roberto Frejat - amigo e parceiro de Cazuza até os últimos dias - mostrou sua força musical como um dos grandes grupos do Rock Brasil dos anos 80. Em 1985, Cazuza se inclinou para a MPB, afinal era um garoto que gostava de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Rolling Stones (e, mais tarde, Smiths), mas também de Cartola, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran e também Chico Buarque.

Isso causou, na época, uma briga com os integrantes do grupo (mais tarde, porém, o próprio Frejat havia mudado sua posição em relação à MPB, gravando até um sucesso do sambista Bezerra da Silva) fez Cazuza sair da banda. Frejat assumiu a voz. Cada um seguiu seu caminho, e, apesar da momentânea discussão, havia um respeito mútuo entre cantor e sua ex-banda.

Recentemente, eu vi o filme Cazuza, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, que é até uma boa reconstituição do espírito dos anos 80. Excelente atuação de Daniel de Oliveira - hoje na novela Passsione - no papel do cantor. O filme só peca por algumas omissões como o breve romance que Cazuza teve com o cantor Ney Matogrosso. Nem tudo é perfeito.

Uma grande curiosidade e, hoje, uma grande relíquia da nossa imprensa musical, foi o Entrevistão da revista Bizz que, em 1988, promoveu um bate-papo entre Cazuza e Renato Russo. Dois roqueiros brasileiros hoje falecidos, os dois foram chamados pela revista para uma "entrevista-conversa" de um com o outro, o que era curioso na época.

Aparentemente uma entrevista banal, que passou pouco percebida, ela no entanto se tornou um grande documento que poderia ser publicado em livro ou na Internet, porque reúne não somente dois cantores e artistas prestigiados, mas também duas personalidades bastante diferentes.

No fim, Cazuza sobreviveu ao próprio óbito, tornando-se sempre lembrado como um grande cantor e poeta. Músicas politizadas como "Ideologia", "Brasil" e a irônica "Burguesia", tornaram-se seus grandes sucessos no final da vida.

Cazuza foi um dos beneficiados pelo reconhecimento recente do Rock Brasil pela MPB (reconhecimento que, apesar do lobby e da grande torcida, é pouco recomendável se reproduzir para a música brega-popularesca), já que traduziu no rock uma peculiaridade bem brasileira, com um quê de Noel Rosa, de Cartola (quase-xará de Cazuza, porque se chamava Angenor) e de Lupicínio Rodrigues. Ou mesmo uma resposta masculina e roqueira a Dolores Duran.

Enfim, o tempo não pára e o prestígio de Cazuza vai sobrevivendo sem um arranhão.

TEXTO DE BIA ABRAMO VAI CONTRA OS MOVIMENTOS SOCIAIS


BIA ABRAMO ENTRA EM CONTRADIÇÃO COM A MISSÃO ESQUERDISTA DE DEFENDER AS LUTAS SOCIAIS

É muita incoerência que o discurso político da mídia esquerdista se desencontre com o discurso cultural. Este, mais alinhado para o pensamento de direita no que diz ao julgamento do povo pobre, aposta na defesa de tendências do grotesco, com forte apelo popularesco, que apesar de supostamente anunciadas como "movimentos sem apoio da mídia" ganham o apoio imediato, até automático, da própria mídia conservadora combatida pela mídia esquerdista.

Bia Abramo, no famoso artigo "O funk e a juventude pobre carioca", dotado de uma visão claramente etnocêntrica em relação ao povo do Rio de Janeiro, faz argumentações discutíveis em todo o texto. No conjunto da obra, o texto entra em contradição com a missão esquerdista de seu pai, Perseu Abramo, e de seu tio, Cláudio Abramo, ambos figuras combativas e corajosas da imprensa de esquerda, que defenderam o autêntico jornalismo em pleno regime militar.

Não vamos aqui fazer a análise de todo o texto, mas de duas contradições fortíssimas que complicam a situação da jornalista, tomada daquela mentalidade yuppie de Ilustrada que revelou tanto picaretas como Pepe Escobar quanto fez escola para gente como a própria Bia e Pedro Alexandre Sanches, entre outros que atuaram e ainda atuam no periódico do empresário e dublê de jornalista-intelectual Otávio Frias Filho.

A primeira contradição aparece logo na frase que anuncia o texto:

"O funk, assim como a axé-music, o rap e a chamada música sertaneja , sofre os efeitos de uma espécie perversa de exclusão estético-ideológica do que se chama de MPB".(grifo meu)

Nem é preciso dizer que perversa foi Bia Abramo nesta frase infeliz, já que nos convida para o desprezo estético com base na ideia de que "é o que o povo sabe fazer". Mas o que chamou a atenção foi a inclusão da "música sertaneja", ou melhor, o breganejo, na retórica de defesa da filha de Perseu Abramo.

O que Bia não sabe, ou talvez não queira saber, é que o breganejo representa, no plano da música, as mesmas forças sociais, econômicas e políticas que oprimem o povo pobre, seja pela opressão econômica, seja pelo controle social da mídia, seja pela violência que dizimou milhões.

A "música sertaneja" é claramente ligada aos grandes proprietários de terras, não pode ser confundida com a música caipira autêntica, hoje ameaçada de desaparecer. A geração de 1985-1990 que se celebrizou tocando para Fernando Collor na sua vitória eleitoral de 1989 representa os interesses das tradicionais oligarquias do latifúndio. De Bruno & Marrone até os "universitários", o breganejo passou a representar também os interesses emergentes dos novos latifundiários, que são os jovens fazendeiros do agronegócio.

Por isso Bia Abramo se contradiz com sua solidariedade a um estilo musical que simboliza exatamente o oposto ao foco de defesa do seu pai e do seu tio, que como jornalistas eram comprometidos em defender a luta dos movimentos sociais, principalmente contra a concentração de poder econômico que, nas zonas rurais, se expressa pelo latifúndio.

Outra frase de Bia Abramo a põe novamente em contradição com a luta dos movimentos sociais, ao se solidarizar com o mau gosto como uma suposta provocação aos valores moralistas:

"Aos muxoxos dos moralistas estéticos juntaram-se as exclamações da patrulha dos costumes. "Denúncias" escabrosas que davam conta de "orgias" e sexo desregrado nos bailes funk apareceram na imprensa e várias autoridades apressaram-se em tecer considerações alarmadas2. As tais denúncias versavam sobre menores fazendo sexo, sexo sem proteção, gravidez precoce, nada muito diferente do que acontece todos os dias em outros grupos juvenis e não apenas entre as classes populares. Ao mesmo tempo que os meios de comunicação abriam espaço para que os dedos da moralidade apontassem o escândalo, a mesma mídia estava explorando o sensacionalismo sexual que se criou em torno do funk, inventando novos objetos de babação masculina como a "Enfermeira do Funk" e exibindo meninas em trajes sumários executando coreografias explicitamente sexualizadas. Novamente, nenhuma novidade – antes das garotas do funk, tivemos as bundas do Tchan e as mascaradas de Luciano Huck. A única diferença, na verdade, foi a magra vitória feminista que o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo conseguiu quando, preocupado com o aumento de casos de assédio sexual e com a erotização da imagem das enfermeiras profissionais, anunciou que ia entrar com uma ação contra o empresário Alexandre Frota e assim impediu que a "Enfermeira do Funk" fosse exibida em capas de revista e na televisão (o empresário, entretanto, não perdeu tempo e transformou a "Enfermeira" em a "Proibida do Funk" e também lançou uma nova personagem, a "Ninja")". (grifo meu)

Isso é extremamente grave. Filha e sobrinha de jornalistas comprometidos com os movimentos sociais, Bia, num discurso paranóico que estabelece a psicologia do terror, chamando de "patrulha dos costumes" as pessoas que se dedicam a apenas reprovar os abusos da libertinagem, a ponto de escrever em defesa a uma dançarina que faz gozação contra uma categoria profissional das mulheres, no caso as enfermeiras.

Aqui, Bia Abramo comete deslizes que complicam ainda mais sua situação:

1) Defendendo a "Enfermeira do Funk" e ironizando a luta das feministas como uma "magra vitória" judicial contra a dançarina, Bia acaba agindo contra a luta social das mulheres, sobretudo com a luta das enfermeiras que, muitas vezes, chegam a trabalhar nos feriados e vão e vem de casa ao trabalho em longas distâncias, até mesmo de trem ou de ônibus lotados.

2) A posição de Bia Abramo também vai contra a luta dos movimentos feministas como um todo, desqualificando a mobilização das mulheres contra a violência, a opressão e a exploração pelo machismo, na medida em que trata as feministas como se fossem moralistas paranóicas e dá total apoio à vulgarização aberta da mulher, como se o fato da mulher, no "funk carioca", ser tratada como objeto fosse sinal de "liberdade de expressão" e "emancipação social".

3) Bia Abramo acaba violentando a ética, na medida em que consente que no "funk carioca" e mesmo em fenômenos como É O Tchan haja a pornografia aberta, sem medir escrúpulos para permitir a "suruba" das adolescentes nos "bailes funk", enquanto que aqueles que reprovam tudo isso são tidos como "moralistas", "patrulheiros dos costumes".

Aliás, essa acusação de moralismo é outra incoerência que já explicamos em outras ocasiões. Acusadores desta espécie acabam por cometer o equívoco de ver a sociedade atual como rigorosamente igual à de cem anos atrás. Não há como comparar o rigor moralista do início do século XX, de uma aristocracia dotada de valores sociais muito fechados, com a nossa atual reprovação da vulgaridade do grotesco, fruto de uma sociedade preocupada com a crise de valores morais e éticos.

Mal comparando, é como se nós fôssemos horrorosamente moralistas condenando a corrupção política, porque nossos acusadores comparam nossa posição com a dos aristocratas dos séculos XIX e XX que açoitavam ladrões de galinha. Evidentemente, nada a ver uma coisa com outra.

Bia Abramo foi tão infeliz na sua posição que o texto, até pouco tempo atrás publicado na Fundação Perseu Abramo, foi tirado do site. Mas, antes disso, acabou sendo resgatado por um blog funqueiro (do qual coloquei o link), que serviu de fonte para este questionamento.