terça-feira, 6 de julho de 2010

PROFISSÃO REPÓRTER NO RITMO DAS PALAVRAS DO PODER



Robert Fisk que o diga. O programa Profissão Repórter, comandado por Caco Barcellos, da Rede Globo, na edição de hoje entrou no ritmo das palavras do poder.

Pois o programa vai tentar mostrar o impossível: os diferentes sentidos da infame gíria "balada", que os barões da grande mídia presentearam para o colóquio da juventude atual.

Só que sabemos que isso é inviável. Se existe a tal "balada", só há um tipo: a das festinhas dançantes, destinadas a um público no máximo de 25 anos (desde que com QI de 16), com som tipo poperó (quando muito, um techno mais acessível), animadas por DJs de preferência tresloucados ou arrogantes.

Não existe "balada" da terceira idade, nem "balada" de rock suave nem rock pesado, nem de samba, nem de baião, nem de Bossa Nova etc. Como também nunca existiu "balada" nos anos 80, como tentou sugerir a revista Veja. Se tivesse "balada" de música lenta, seria o ideal, mas com o (des) andar da gíria, só existe "balada" de som poperó, "As Sete Melhores da Pan", "Energia 97" e por aí vai.

O Profissão Repórter, com isso, só está enchendo linguiça. Uma pauta feita às pressas, quando poderia aproveitar para usar temas melhores, como a volta da rotina dos brasileiros depois do fracasso da copa. Tipos diferentes de "balada"? Tenha dó!!

A VELHA MÍDIA ESTÁ DERRETENDO


COMENTÁRIO DESTE BLOG: A crise existencial da grande mídia é um fenômeno que acontece em vários países do mundo, sobretudo os EUA e incluindo o nosso Brasil. Trata-se da decadência de impérios eletrônicos ou impressos que durante décadas se julgaram donos da opinião pública.

A velha mídia está derretendo

Antonio Lassance - Agência Carta Maior

Pesquisa aponta que quase 60% das pessoas acham que as notícias veiculadas pela imprensa brasileira são tendenciosas. Oito em cada dez brasileiros acreditam muito pouco ou não acreditam no que a imprensa veicula. Quanto maior o nível de renda e de escolaridade do brasileiro, maior o senso crítico em relação ao que a mídia veicula.

Como um iceberg a navegar em águas quentes e turbulentas, a velha mídia está derretendo. O mundo está mudando, o Brasil é outro e os brasileiros desenvolvem, aceleradamente, novos hábitos de informação.

Um retrato desse processo pode ser visto na recente pesquisa encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-P.R.), destinada a descobrir o que o brasileiro lê, ouve, vê e como analisa os fatos e forma sua opinião.

A pesquisa revelou as dimensões que o iceberg ainda preserva. A televisão e o rádio permanecem como os meios de comunicação mais comuns aos brasileiros. A TV é assistida por 96,6% da população brasileira, e o rádio, por expressivos 80,3%. Os jornais e revistas ficam bem atrás. Cerca de 46% costumam ler jornais, e menos de 35%, revistas. Perto de apenas 11,5% são leitores diários dos jornais tradicionais.

Quanto à internet, os resultados, da forma como estão apresentados, preferiram escolher o lado cheio do copo. Avalia-se que a internet no Brasil segue a tendência de crescimento mundial e já é utilizada por 46,1% da população brasileira. No entanto, é preciso uma avaliação sobre o lado vazio do copo, ou seja, a constatação de que os 53,9% de pessoas que não têm qualquer acesso à internet ainda revelam um quadro de exclusão digital que precisa ser superado. Ponto para o Programa Nacional da Banda Larga, que representa a chance de uma mudança estrutural e definitiva na forma como os brasileiros se informam e comunicam-se.

A internet tem devorado a TV e o rádio com grande apetite. Os conectados já gastam, em média, mais tempo navegando do que em frente à TV ou ao rádio. Esse avanço relaciona-se não apenas a um novo hábito, mas ao crescimento da renda nacional e à incorporação de contingentes populacionais pobres à classe média, que passaram a ter condições de adquirir um computador conectado.

O processo em curso não levará ao desaparecimento da TV, do rádio e da mídia impressa. O que está havendo é que as velhas mídias estão sendo canibalizadas pela internet, que tornou-se a mídia das mídias, uma plataforma capaz de integrar os mais diversos meios e oferecer ao público alternativas flexíveis e novas opções de entretenimento, comunicação pessoal e “autocomunicação de massa”, como diz o espanhol Manuel Castells.

Ainda usando a analogia do iceberg, a internet tem o poder de diluir, para engolir, a velha mídia.

A pesquisa da Secom-P.R. dá uma boa pista sobre o grande sucesso das plataformas eletrônicas das redes sociais. A formação de opinião entre os brasileiros se dá, em grande medida, na interlocução com amigos (70,9%), família (57,7%), colegas de trabalho (27,3%) e de escola (6,9%), o namorado ou namorada (2,5%), a igreja (1,9%), os movimentos sociais (1,8%) e os sindicatos (0,8%). Alerta para movimentos sociais, sindicatos e igrejas: seu “sex appeal” anda mais baixo que o das(os) namoradas(os).

Estes números confirmam estudos de longa data que afirmam que as redes sociais influem mais na formação da opinião do que os meios de comunicação. Por isso, uma informação muitas vezes bombardeada pela mídia demora a cair nas graças ou desgraças da opinião pública: ela depende do filtro excercido pela rede de relações sociais que envolve a vida de qualquer pessoa. Explica também por que algo que a imprensa bombardeia como negativo pode ser visto pela maioria como positivo. A alta popularidade do Governo Lula, diante do longo e pesado cerco midiático, talvez seja o exemplo mais retumbante.

Em suma, o povo não engole tudo o que se despeja sobre ele: mastiga, deglute, digere e muitas vezes cospe conteúdos que não se encaixam em seus valores, sua percepção da realidade e diante de informações que ele consegue por meios próprios e muito mais confiáveis.

É aqui que mora o perigo para a velha mídia. Sua credibilidade está descendo ladeira abaixo. Segundo a citada pesquisa, quase 60% das pessoas acham que as notícias veiculadas pela imprensa são tendenciosas.

Um dado ainda mais grave: 8 em cada 10 brasileiros acreditam muito pouco ou não acreditam no que a imprensa veicula. Quanto maior o nível de renda e de escolaridade do brasileiro (que é o rumo da atual trajetória do país), maior o senso crítico em relação ao que a mídia veicula - ou “inocula”.

A velha mídia está se tornando cada vez mais salgada para o povo. Em dois sentidos: ela pode estar exagerando em conteúdos cada vez mais difíceis de engolir, e as pessoas estão cada vez menos dispostas a comprar conteúdos que podem conseguir de graça, de forma mais simples, e por canais diretos, mais interativos, confiáveis, simpáticos e prazerosos. Num momento em que tudo o que parece sólido se desmancha... na água, quem quiser sobreviver vai ter que trocar as lições de moral pelas explicações didáticas; vai ter que demitir os pit bulls e contratar mais explicadores, humoristas e chargistas. Terá que abandonar o cargo, em que se autoempossou, de superego da República.

Do contrário, obstinados na defesa de seus próprios interesses e na descarga ideológica coletiva de suas raivas particulares, alguns dos mais tradicionais veículos de comunicação serão vítimas de seu próprio veneno. Ao exagerarem no sal, apenas contribuirão para acelerar o processo de derretimento do impávido colosso iceberg que já não está em terra firme.

Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política.

HERDEIRO DA RBS É ACUSADO DE ESTUPRO - RBS ABAFA


COMENTÁRIO DESTE BLOG: Tinha que haver um escândalo sexual envolvendo um herdeiro do baronato midiático sulista, e logo na minha terra natal, minha querida e sofrida Florianópolis.

Herdeiro da RBS é acusado de estupro - A RBS abafa

Do blog Cloaca News

Um menor de 14 anos está, supostamente, sendo intimado pela 6ª Delegacia de Polícia de Florianópolis para depor sobre a acusação de um suposto estupro praticado contra uma menina da mesma idade, estudante de uma tradicional instituição de ensino daquela capital. O crime teria ocorrido há poucos dias, com a conivência de outro menor, filho de um delegado, mas a imprensa local estaria tratando de esconder o episódio dos noticiários. O acusado seria filho de um diretor da RBS TV em Santa Catarina, membro do Conselho de Administração da organização mafiomidiática RBS, que, não por acaso, controla absolutamente todos os meios de informação barrigas-verdes.
O caso está sendo divulgado pelo blog Tijoladas do Mosquito, que alega ter tido acesso ao documento da polícia que intima o adolescente para a oitiva.

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Já o tabloide Diário Catarinense, do Grupo RBS em Santa Catarina, está tratando desta maneira o episódio:

"Internet, crianças e adolescentes

Sobre informações que estão circulando na internet envolvendo menores, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com o intuito de proteger e evitar dano a cidadãos ainda em formação, proíbe, em seu artigo 247, a identificação de menores vítimas ou de alguma forma relacionados a atos infracionais.

O Grupo RBS obedece ao estatuto e reforça essa orientação em seu Guia de Ética, Qualidade e Responsabilidade Social: "Notícias e reportagens sobre crianças e adolescentes devem merecer redobrado cuidado de jornalistas da RBS. De acordo com o ECA, não é permitida a identificação de crianças e adolescentes envolvidos em crimes tanto pelo rosto quanto por outras partes do corpo ou pelas roupas. Também não podem ser divulgadas as iniciais do nome e nem identificados os pais de crianças e adolescentes envolvidos em crimes". O Guia de Ética da RBS está disponível no site da empresa www.gruporbs.com.br.

Confira aqui o Estatuto da Criança e do Adolescente (segue link para site governamental)".

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AGORA, A NOTÍCIA PUBLICADA PELO PORTAL R7:

Adolescente confessa estupro pela internet

Jovem de 14 anos afirmou ter estuprado adolescente de 13 anos
Do R7, com Rede Record

A troca de mensagens em um site de relacionamento da internet entre dois adolescentes trouxe à tona o estupro de uma menina de 13 anos, em Florianópolis, Santa Catarina. O crime aconteceu há 40 dias, mas a confissão do jovem de 14 anos, suspeito de ser um dos estupradores, foi o estopim para a história se espalhar pela cidade.

O jovem, que confirmou o estupro pela internet, é filho de Sérgio Sirotsky, diretor da RBS (Rede Brasil Sul de Comunicação), que controla jornais, rádios e as emissoras de tevê afiliadas da Rede Globo em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além dele, outros dois adolescentes, um filho de um delegado da cidade e outro não identificado também teriam participado do estupro.

A reportagem da Rede Record entrou em contato com a assessoria da RBS, mas foi informada de que Sirotsky não vai se pronunciar sobre o assunto.

Em depoimento à polícia, a menor estuprada disse que foi ao apartamento do filho de Sirotsky no início da noite. No local, ela e dois adolescentes começaram a beber. A jovem confirmou que bebeu vodka e que depois não lembra de mais nada. Ela suspeita que os amigos colocaram algum sonífero em sua bebida. O estupro teria acontecido no quarto do jovem com a menina inconsciente.

As investigações foram encerradas na semana passada e encaminhadas à Justiça. A delegada que cuidou do caso preferiu não fazer declarações.

O criminalista Marcos Soares disse que a pena para este tipo de delito cometido por adolescente é elevada.

- Não é uma pena, mas uma medida sócio-educativa, que deverá ser uma internação de no máximo três anos.

Os diálogos

Na conversa com o amigo pela internet, além de confirmar a agressão, o filho de Sirotsky ainda faz ameaças. Perguntado pelo colega se “estuprar está na moda”, o adolescente usa uma expressão vulgar e dar a entender que faz isso com quem quiser.

Durante a conversa, ele é questionado se não tem medo de ser preso. Certo da impunidade, o filho de Sirotsky diz: “tu tá zoando”, ou seja faz pouco caso do Justiça brasileira.

http://noticias.r7.com/rio-e-cidades/noticias/adolescente-confessa-estupro-pela-internet-20100705.html

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O blogueiro Hamilton Alexandre, o "Tijolaço do Mosquito", foi o primeiro a investigar e divulgar o caso. O Tijolaço do Mosquito chegou a sofrer dificuldades de carregamento, com tantos internautas interessados pela reportagem de Hamilton.