terça-feira, 29 de junho de 2010

RENATA VASCONCELLOS ESTÁ SOLTEIRA!!!!



Embora a (boa, aliás, ótima) notícia seja um tanto tardia e discreta, afinal as jornalistas brasileiras são muito desejadas por unir beleza e inteligência, vale divulgá-la em todo caso.

Pois a jornalista e apresentadora do Bom Dia Brasil, Renata Vasconcellos, está há um tempo solteira. Indício disso estava nos últimos anos, quando ela, em várias edições do noticiário, aparecia sem o anel de casada na mão esquerda.

De fato, é uma mulher bastante moderna para continuar casada com um presidente de uma empresa de consultoria empresarial, profissão que é marcada por uma conduta comportamental bastante sisuda, tanto devido às posições de poder quanto aos valores ainda arraigados, porém saturadíssimos, atribuídos supostamente ao tripé "maturidade, elegância e requinte".

Vale aqui ressaltar que, quando as mulheres se tornam elegantes, elas ficam mais interessantes, pondo mais cor, graça, poesia e charme nas suas posturas, no seu vestuário e nos seus gestos.

A elegância feminina é normalmente uma elegância moderada, espontânea, natural, alegre, diversificada e cheia de vida. É uma elegância acompanhada de inteligência, criatividade e simpatia.

Quando os homens, no entanto, querem ser elegantes, eles, salvo honrosas exceções (George Clooney e Rodrigo Santoro são exceções), tornam-se monótonos, forçados, sisudos, sobretudo abusando das cores tétricas de seus paletós e calças, com o desconforto de pontudos sapatos de verniz, numa obsessão pela elegância que chega ao ponto do patético, porque elegância é acima de tudo ser elegante nas ocasiões certas, e eles não medem ocasião para o rigor formal do seu vestuário.

A elegância masculina é normalmente uma elegância forçada, obsessiva, completamente sem graça, sem vida, sem valor, com o brilho dos sapatos engraxados tentando compensar a falta de brilho dos granfinos homens de negócio e profissionais liberais. É uma elegância ao mesmo tempo pedante, casmurra e viciada.

MARMANJÃO COM GÍRIA TEEN



No comercial do refrigerante Coca-Cola Zero, um marmanjão que fica dizendo "ih" já começa mal. Barbudo e aparentando o começo dos trinta, ele vai logo apelando para uma gíria que seria mais apropriada para a geração do Justin Bieber:

- E aí "galera", o que é que temos? - pergunta o cara, sendo depois respondido por uma linda morena que cita o referido produto.

Aí o cara vai para a geladeira, pensa que não achou o engradado de Coca-Cola Zero, fala "ih" e pensa em outras situações em que disse a mesma interjeição de esquecimento.

Mas aí, ao ouvir ele falando "galera" com sua barbona e adultão, me dá vontade de perguntar:

- Ô, rapaz, que idade você tem?

- Ih! - deve responder o referido rapaz, talvez se esquecendo que já é um trintão.

SERGINHO GROISMAN COMPLETA 60 ANOS HOJE


Bom, adiantamos a comemoração dos 60 anos de Serginho Groisman dias atrás, mas é hoje a data do seu aniversário.

Em todo caso, não custa lembrar da natural jovialidade do apresentador do programa Altas Horas, da Rede Globo, que deve servir de uma grande aula para os cinquentões que hoje estão casados com mulheres mais jovens e que não observam sua humilhante obsessão por padrões ultrapassados de "amadurecimento".

Pois com tantas transformações sociais atingindo vários setores da vida humana, principalmente as profissões nas quais esses cinquentões se dedicam, é urgente que eles tenham que se repaginar totalmente, antes que suas esposas se enjoem deles.

O oftalmologista carioca Almir Ghiaroni, que iniciava sua carreira de romancista e apareceu até em programas de TV - eu o vi até no Programa do Jô - , desapareceu do mundo das celebridades quando este não dava mais espaço ao velho modelo granfino que o médico de 56 anos insiste em seguir. Pelo contrário, forçou a esposa Geórgia Worthman a se tornar uma madame granfina antes do tempo, e só no final deste ano ela fará 40 anos. O tom da sisudez do dr. Ghiaroni parece ter agravado numa de suas últimas aparições em Caras, quando ele posou com cara de poucos amigos em fotos dos bastidores de um show de Charles Aznavour.

O empresário, ex-tenista e diretor de elenco da Rede Record, Eduardo Menga, deveria aprender e também seguir a jovialidade dos seus filhos, mas prefere sucumbir a um espírito desanimado e limitar a um tipo de traje "casual" de 25 anos atrás, sem renovar o senso de humor, desleixando até na forma física dos seus 57 anos e se isolando na sua sisudez deprimente, enquanto sua jovem esposa Bianca Rinaldi capricha na beleza ensolarada e deslumbrante.

Roberto Justus, coitado, até tenta ter um grande senso de humor, mas insiste na mesmice dos trajes antiquados do terno sem gravata - que era moderno lá pelos idos de 1974-1975, quando o autor deste blog classificava os homens engravatados como vestidos em "traje de ministro" - ou das camisas abotoadas em tom grafite, o que faz com que o granfino publicitário, convertido em celebridade, tornasse um sujeito tão cafona quanto Fábio Jr., por exemplo.

Malcolm Montgomery tenta usar roupas joviais e até encara tênis, jeans e camiseta. Mas em eventos como a pré-estreia de um filme, ou o lançamento de uma novela da Record (onde trabalha sua esposa Carla Regina), Malcolm usa terno sem gravata e sapatos de verniz, no já velho estilo yuppie.

Todos eles nem chegaram aos 60 anos e, na obsessão em soar "maduros", tornam-se mais imaturos ainda. Empresários ou profissionais liberais, eles ignoram que as transformações que acontecem nos seus ambientes profissionais é apenas um reflexo das transformações gerais da humanidade, que atingem também a vida social.

Mal sabem esses cinquentões, que confundem espontaneidade e prazer com o rigor das normas de etiqueta e elegância, que Serginho Groisman esteve sempre à frente deles, e nem por isso o apresentador de Altas Horas deixa de amadurecer.

Sim, Serginho amadurece, envelhece e ele sabe bem disso. Mas envelhecer e amadurecer na vida não significa ficar brigado com o ser jovem que era antigamente, não é criar um contraste entre o que um homem era aos 22 anos e o que ele mesmo é depois dos 50.

Mal sabe boa parte dos homens que tantos prazeres supostamente tolos da juventude, na medida em que são abandonados, consistem na eliminação de meios de defesa, física e psicológica, contra as doenças, amarguras e pressões da vida.

Ser sisudo, entre os 35 e 60 anos, é muito fácil e cômodo, quando significa sucesso financeiro e prestígio social. Quando significa poder, liderança, experiência. Mas depois vem a aposentadoria e a sisudez tão associada à "elegância", "bom gosto" e "requinte" não será além do que sinônimo de tédio, depressão, tristeza, doença e morte.

Daí que a melhor idade tem que ser hoje, não dá para esperar sobreviver ao primeiro enfarte da velhice para buscar melhorias na qualidade de vida. De que adianta, por exemplo, desposar moças lindas e jovens, se a personalidade dos homens se torna irritantemente velha e ultrapassada?

Serginho Groisman está prevenido. Parabéns, saúde e longa vida a esse verdadeiro garoto de meia-idade.

ETNOCENTRISMO PAULISTA A RESPEITO DA CULTURA POPULAR



Grande problema têm os intelectuais paulistanos que cortejam a ideologia brega-popularesca como se fosse a "verdadeira manifestação" da cultura popular.

Sabe-se que eles adotam uma postura etnocêntrica, e não é difícil explicar que visão etnocêntrica eles têm e que trata a cultura popular de forma estereotipada e subordinada aos padrões da grande mídia.

Nomes como Pedro Alexandre Sanches, Hermano Vianna, Bia Abramo e Rodrigo Faour têm origem na crítica musical, sua formação é algo entre o Rock Brasil e a apreciação do rock e do pop internacional dos anos 80.

Imagine então que "pesquisas etnográficas" eles realizam? Vão para as danceterias e passam pelo comércio de camelôs nas ruas. Pura analogia ao que eles faziam na capital paulista, visitando boates e percorrendo a Rua 25 de Março e os sebos da cidade.

Cientistas sociais frustrados - apesar de Hermano Vianna ter mestrado e doutorado, ele está longe de ter uma reputação de grande antropólogo - , eles tentam costurar seus argumentos sobre os modismos brega-popularescos de regiões distantes (como o arrocha da Bahia, o tecnobrega do Pará, a tchê-music do Rio Grande do Sul e o "funk carioca" do Rio de Janeiro) com referenciais mais díspares possíveis de comparação.

Seu preconceito etnocêntrico acaba sendo provado na medida em que julgam tais modismos, todos de valor artístico duvidoso e resultantes de uma "educação cultural" midiática dirigida pelas elites regionais (não precisamos aqui detalhar as concessões de rádio FM feitas por ACM e Sarney para políticos e empresários simpatizantes), de acordo com a formação cultural desses "pesquisadores".

Tentam comparar a estrutura de mídia e de divulgação de ritmos como o tecnobrega, o arrocha, o "pagodão" (também baiano) e o "funk carioca" de acordo com as avaliações que seriam mais apropriadas para definir o rock alternativo paulistano. Como se não tivesse diferença alguma entre uma Baratos Afins heroicamente sustentada pelo farmacêutico e produtor musical Luís Carlos Calanca e um selo paraense investido por um grande fazendeiro da região. Ou uma rádio FM controlada por um deputado federal de Salvador (Bahia) e uma rádio alternativa feita por uma universidade paulistana.

Dependendo das comparações, que deixam cada vez mais evidente a visão etnocêntrica, ou seja, um preconceito positivo de enxergar o "outro", referenciais dos mais distantes são usados para costurar as argumentações numa base teórica verossímil, mas exagerada e discutível.

No caso do tecnobrega do Pará, costura-se as comparações com o punk rock para definir a mídia supostamente "alternativa" - claro, seus "pesquisadores" vivem em São Paulo, querem ver o Pará como uma sucursal do underground paulistano - , enquanto tenta-se comparar o povo que frequenta seus espetáculos com as tribos indígenas analisadas por Claude Levi-Strauss. E, como fenômeno supostamente cultural, o tecnobrega é também comparado com o evento da Semana de Arte Moderna, e sua (baixa) estética com o Tropicalismo, quando atribui-se aos ídolos do tecnobrega uma suposta missão provocativa.

Esses intelectuais só ouviam Manu Dibango, Specials, Miriam Makeba e Gregory Isaacs e acham que o grotesco Psirico é igual a eles. Eles ouviam Beastie Boys, Afrika Bambattaa, Grandmaster Flash e Public Enemy e acham que MC Créu vai fazer igualzinho a eles.

Eles ficavam o tempo todo nos sebos do Centro de São Paulo, no comércio da 25 de Março e nas boates da Zona Sul paulistana. Eles passavam o tempo lendo revistas londrinas, assinando o New Musical Express, conheceram o underground pela MPB da cena da Lira Paulistana ou do rock alternativo da Baratos Afins, Wob Bop e outros selos indies.

Só conheciam sua cena alternativa de São Paulo (com alguma inclinação para o melting pop londrino, mesmo a Jamaica intermediada por Londres, a África intermediada por Paris) e de repente eram convidados pelas circunstâncias a pesquisar sobre cultura popular do interior do Brasil.

Eles nem conhecem as armadilhas do brega-popularesco. Só conheceram o brega através das paródias dos Titãs (quando Titãs do Iê-iê, tendo Ciro Pessoa na formação), do Premê (Premeditando o Breque) e do Língua de Trapo. Mal puderam perceber o quanto Waldick Soriano era um cantor ultraconservador e o venderam como um "guerrilheiro vanguardista". Coitados.

Sua formação intelectual não ia além do território delimitado entre o Cassino do Chacrinha e a 97 Rock FM. Tinham que analisar a cultura popular numa pesquisa apressada nas bibliotecas da USP e da PUC-SP que não conseguiu diminuir os preconceitos etnocêntricos dessa intelectualidade.

Daí ser mole definir um modismo da música comercial como se fosse um "fenômeno etnográfico", uma "cultura pós-moderna", cheio de divagações intelectualóides, ainda que "generosas". Imagine se a disco music, em todo o seu vazio intelectual, tivesse uma retórica de defesa típica do punk rock? Village People vendido como se fossem os Sex Pistols disco? Não faz o menor sentido.

Mas no Brasil politicamente correto de hoje, Claude Levi-Strauss, Oswald de Andrade, Malcolm MacLaren, Antônio Conselheiro e Hélio Oiticica são igualmente usados a bel prazer pelos intelectuais etnocêntricos que defendem a caricatural "cultura" do brega-popularesco.

Isso tudo, a ponto desses intelectuais atribuírem aos ídolos popularescos uma "sabedoria cultural" que esses ídolos não têm. Eles mal sabem a diferença entre Mário de Andrade e Oswald de Andrade e os intelectuais dizem que eles entendem de "antropofagia".

Pura lorota. O que os ídolos popularescos fazem é juntar o repertório que eles ouvem nas rádios e criar uma linha de montagem estético-musical para fazer sucesso na mídia. Tudo por dinheiro. Nada por cultura. Só a intelectualidade etnocêntrica não vê isso.

EX-RIDE ENCONTROU JESUS



O ex-integrante do Ride, Loz Colbert, atualmente toca com o Jesus & Mary Chain.

Rock alternativo é isso aí.

JESUS VOLTOU!!!!!!



Há um bom tempo a banda Jesus & Mary Chain voltou às atividades. Enfim Jesus reconciliou os irmãos William e Jim Reid.



Mas quem foi cantar aleluia mesmo foram os Happy Mondays.