domingo, 27 de junho de 2010

MERCADO EDITORIAL PRESSIONOU IMPRENSA ESQUERDISTA A APOIAR BREGA-POPULARESCO



APOIO DE IMPRENSA DE ESQUERDA A RITMOS COMO "FUNK" E TECNOBREGA TERIA OCORRIDO POR PRESSÕES DO MERCADO EDITORIAL.

O mercado editorial brasileiro pode esconder um esquema mafioso que fez com que até a imprensa de esquerda tivesse seus momentos de tendenciosismo.

Afinal, são os barões da grande mídia, com seu grande poderio, que privilegiam o mercado de papel para impressão de periódicos. É necessário que se investigue melhor esse esquema, mas tudo indica que a pressão dos distribuidores de papel para órgãos de imprensa teria influído no tendenciosismo da imprensa de esquerda em elogiar ritmos da música brega-popularesca.

Isso porque a blogosfera de esquerda não aderiu à propaganda apologista de ritmos como "funk carioca" (FAVELA BASS) e tecnobrega, enquanto a imprensa escrita - Caros Amigos, Carta Capital, Brasil de Fato e revista Fórum - , até pela questão do caríssimo preço do papel utilizado para impressão, aderiram de forma bastante suspeita.

Não pode ser outra coisa, por exemplo, a contratação de um militante funqueiro, que pouco se incomoda em ser lisonjeado pelas Organizações Globo, e de um ex-crítico musical da Folha de São Paulo, para colaborarem nos periódicos de esquerda.

A explicação para isso é que a pressão dos fabricantes de papel, de um lado, e das associações e instituições ligadas ao mercado editorial, de outro, fez com que a imprensa de esquerda, no que se diz ao tema da cultura popular, praticamente adotasse um discurso análogo ao que a mídia golpista já adota, como podemos ver, da forma mais explícita, nos textos de Ilustrada e do Segundo Caderno de O Globo.

Não é coincidência nem fato inócuo que o mesmo discurso que Caros Amigos faz do "funk carioca" e que a revista Fórum fez do tecnobrega sejam, de forma imediata e entusiasmada, reproduzidos com surpreendente fidelidade retórica pelos programas da Rede Globo e pelas páginas da Folha e de O Globo, com os mesmos argumentos, as mesmas alegações.

É porque ritmos como o "funk carioca" e o tecnobrega, derivativos de uma ideologia fundada pela música brega de Waldick Soriano, Odair José e Gretchen, trabalham pela domesticação do povo pobre, transformando as classes populares em caricatura, contribuindo, muito mais do que os rancorosos artigos da imprensa golpista, com os objetivos de controle social dos barões da grande mídia.

A imprensa esquerdista, visando a sobrevida econômica, sucumbiu a esse verdadeiro jabaculê editorial.

NOTARAM QUE BREGA-POPULARESCO NUNCA TEM MÚSICA DE PROTESTO?


NÃO ESPEREM UM EQUIVALENTE AO CANTOR GERALDO VANDRÉ EM AXÉZEIROS, BREGANEJOS, FUNQUEIROS ETC.

Notaram que, na Música de Cabresto Brasileira, não existe uma única canção de protesto?

Que, quando muito, as "canções de protesto" - como o "Rap da Felicidade" de MC Cidinho & MC Doca, "Firme e Forte" do Psirico e "Favela" do Parangolé não passam de canções inofensivas em prol do conformismo social?

Que as "músicas de protesto" de Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo & Luciano chegam ao nível do risível de tão anódinas?

Que "Eu Não Sou Cachorro Não", de Waldick Soriano nunca foi canção de protesto, nem a pau, queiram ou não queiram as teses conspiratórias fabricadas por Paulo César Araújo?

E que o próprio Odair José afirma em suas entrevistas que não é mais do que um simples cantor romântico?

Que o "funk carioca" (FAVELA BASS) nunca fez um protesto real contra os verdadeiros problemas que atingem o povo, mas sempre se empenh0u no suspeitíssimo "orgulho de ser pobre" que tenta aquietar as massas populares ante a opressão das elites?

Que mesmo nas covers oportunistas de MPB, os ídolos da música brega-popularesca sempre tomam cuidado para não gravar uma canção 'contundente' do artista em questão? Ou alguém vai ouvir um conjunto ou cantor de sambrega gravando "Apesar de Você" de Chico Buarque?

Que música realmente de protesto a "alegria" da axé-music vai encarar? "Chega de bobeira, chega de bobagem, já virou sacanagem?". Não.

Quem é que disse que tecnobrega é "música de protesto"? "Hoje eu tô solteira"? Fala sério!!

Este é o tom da música brega-popularesca. Música de mero entretenimento, que já não é comprometida, de forma alguma, com a produção social de conhecimento, nem com a qualidade artística, nem com a transmissão de valores sociais edificantes.

Não bastasse isso, a música brega-popularesca não se compromete em coisa alguma a alertar dos reais problemas dos brasileiros, sendo mais uma música anestesiante, patrocinada pelas elites detentoras do poder político, econômico e midiático para exercer o controle social através da manipulação cultural das mesmas.

Só isso deveria causar preocupação a mais para nossos analistas acerca das manobras político-midiáticas dos donos do poder sobre o povo.

GATAS NO GLASTONBURY FESTIVAL. JÁ NO BRASIL...



Lá na Inglaterra, acontecem eventos como o Glastonbury Festival, com a maioria das atrações sendo música de qualidade e farta presença de gatas inteligentes na plateia.

Só de famosas, apareceram na edição 2010 do festival as atrizes Sienna Miller, Emma Watson e Kate Judson e a modelo Kate Moss, para dar uma ideia das gatas que pintam por lá.

Enquanto isso, no Brasilzinho brega e medíocre, mulheres-frutas e BBBoazudas ficam dançando festinhas juninas, como se fosse a coisa mais moderna do mundo. Ah, e dançando festas juninas sozinhas, sem namorado, apesar dos pretendentes à altura delas que existem aos montes.

Oh, dia, oh, céus...

E SE AINDA HOUVESSE ELEIÇÕES PARA VICE-PRESIDENTE?



Há 50 ou 55 anos, por conta da Constituição de 1946, foi realizada, junto à eleição para Presidente da República, a eleição para Vice-Presidente. Foi através dos pleitos para vice em 1955 e 1960 que o gaúcho João Goulart foi eleito vice-presidente, chegando, em 1955, a ter mais votos do que o candidato titular à Presidência, Juscelino Kubitschek.

O fato enfureceu a direita brasileira da época, rendendo até discurso do então coronel Bizarria Mamede durante o enterro do general Canrobert Pereira da Costa (nome que os mais jovens, pelo menos os cariocas, conhecem mais como uma rua que liga Deodoro a Realengo) e uma ameaça de golpe militar envolvendo Carlos Lacerda e até o então presidente em exercício, Carlos Luz (que havia substituído Café Filho, que estava doente, e que já estava substituindo Getúlio Vargas, que se suicidou). Foi preciso um contragolpe do general Henrique Lott para botar ordem na casa. E Lott depois foi promovido marechal.

Há 50 anos, a votação em separado para presidente e vice permitiu que formasse uma composição do Governo Federal com chapas rivais. Jânio Quadros conseguiu ser eleito, mas não conseguiu garantir o Planalto para o vice de sua chapa, o jurista Milton Campos. Já Henrique Lott não conseguiu se candidatar presidente, mas seu vice, João Goulart, foi eleito.

Essa realidade surreal foi extinta com a ditadura militar e, quando veio a Constituição de 1988, a eleição para vice foi extinta. Hoje o presidente é eleito e vai o vice junto.

Mas, se ainda houvesse votação para vice, vejam os abacaxis que teríamos que encarar. Ambos insossos, conservadores, politicamente intragáveis, o peemedebista Michel Temer e o tucano Álvaro Dias. Não havia como votar nesses "malas". Não havia mesmo. Seria escolher entre o fisiologismo sem sal de Temer e o conservadorismo paranaense de Álvaro Dias.

Temer, além disso, é um pedófilo enrustido e Dias vem de uma cidade em que os "ultramodernos" ônibus, visualmente, parecem variação das frotas das forças armadas de tanta mesmice uniformizada.