sábado, 26 de junho de 2010

FICHA LIMPA DA DITADURA


PAULO MALUF - Ex-militante do IPES nos anos 60, político civil que contribuiu com o regime militar, símbolo da direita reacionária dos anos de chumbo.

COMENTÁRIO DESTE BLOG: Excelente ideia tem o jornalista Emir Sader de pensar num meio de repudiar políticos (ou mesmo ex-políticos) que participaram ativamente da ditadura militar, defendendo o regime militar enquanto ele era firme e forte. Dançariam até mesmo o "moderno" Fernando Collor e o (dublê de) radiojornalista baiano Mário Kertèsz, para não dizer muita gente que ficou do lado dos milicos e contra o povo brasileiro.

Ficha limpa da ditadura

Emir Sader - Agência Carta Maior

A anistia decretada pela ditadura tentou limpar tudo, igualar tudo – torturadores e torturados. A forma como se deu a transição da ditadura à democracia permitiu que políticos que estiveram vinculados à ditadura, aparecessem como convertidos à democracia.

Porém nunca esqueceremos que o golpe militar rompeu o processo democrático brasileiro, depôs um presidente que havia sido eleito vice-presidente, tinha assumido a presidência com a renúncia de quem tinha sido eleito para este posto, aceitando inclusive recortar seus poderes, com a imposição do parlamentarismo. Posteriormente, João Goulart convocou um referendo sobre a forma de governo e venceu, democraticamente, o retorno do presidencialismo.

Esse presidente, legítimo e legalmente presidente, foi derrubado por um movimento militar golpista, que terminou com a democracia e impôs uma ditadura ao país. Se valeram dos recursos públicos para reprimir ao povo e a tudo o que tivesse que ver com democracia: organizações populares, Parlamento, Judiciário, partidos, movimentos culturais, imprensa popular. Contaram com o apoio e o beneplácito da imprensa, do governo dos EUA, de boa parte da elite política, do grande empresariado e suas associações. Prenderam arbitrariamente, torturaram, assassinaram a milhares de brasileiros, os condenaram sem processos, promoveram um regime do terror.

A volta à democracia foi tutelada pelos próprios militares que haviam dado o golpe e imposto a ditadura. Decretaram uma anistia que os poupasse de pagar pelos crimes que tinham cometido, assim como seus beneficiários – que se enriqueceram com o arrocho salarial, a intervenção nos sindicatos, a política econômica favorável aos grandes monopólios daqui e de fora.

Está bem o Ficha Limpa da corrupção. Mas por que não o Ficha Limpa da ditadura? Por que não impugnar todos os que participaram da ditadura, a apoiaram, se beneficiaram dela, foram políticos do regime, ocuparam cargos, foram governadores, prefeitos biônicos? Todos foram cúmplices, por ação ou por inação do episódio mais brutal da vida política brasileira.

Muitos deles ainda andam por ai. Façamos uma lista dos que foram políticos da ditadura e impunemente andam por ai, querendo definir quem é democrático e quem não é, quando eles foram, de corpo e alma, adeptos da ditadura e nunca fizeram autocrítica do seu passado.

Só para começar, me recordo de alguns deles:

Marco Maciel
José Sarney
José Agripino
Jorge Bornhausen
Romeu Tuma
Paulo Maluf

DAKOTA FANNING & MIRANDA COSGROVE



Elas eram duas simpáticas, talentosas e adoráveis criancinhas.



Hoje elas são uma explosão de beleza e sensualidade.

No Brasil, elas causariam um impacto tão violento que as tão "desejadas" boazudas passariam a sentir trauma de si mesmas diante de gatas verdadeiramente sensuais, belas e charmosas.

O FENÔMENO "CALA BOCA GALVÃO"



COMENTÁRIO DESTE BLOG: A prepotência da Rede Globo, tanto no ufanismo patético de Galvão Bueno, quanto pela intransigente obsessão em monopolizar entrevistas exclusivas, numa clara demonstração de anti-jornalismo, começa a gerar problemas nesta copa. Diante de episódios como "Cala Boca Galvão" e "Cala Boca Tadeu Schmidt", a Globo tentou neutralizar transformando soda cáustica em soda limonada, aludindo a supostas campanhas ecológicas (tal qual se fez com Geisy Arruda no Twitter) e reduzindo o impacto das campanhas a meras piadas que apenas reafirmam o poderio midiático de Galvão Bueno em particular e das Organizações Globo (sobretudo Rede Globo) em geral.

O fenômeno "Cala Boca Galvão"

Carlos Castilho - do Observatório da Imprensa

A TV Globo passou a ter um problema sério depois do impacto alcançado pela mensagem “Cala Boca Galvão”, no Twitter, um sistema de micromensagens disseminadas pela internet e que na semana passada chegou a ter repercussão mundial.

A emissora não vai afastar o polêmico locutor durante a Copa do Mundo, mas provavelmente dará férias prolongadas a Galvão Bueno depois do fim do torneio para tentar reverter a propaganda negativa gerada pela surpreendentemente rápida veiculação da mensagem entre os usuários do Twitter.

É a internet mostrando como o fenômeno das redes está mudando comportamentos que no passado eram considerados utópicos, como, por exemplo, a Globo ter que deflagrar uma operação emergencial de marketing para evitar danos maiores à imagem de seu mais importante nome na Copa do Mundo.

Esta não é a primeira vez que o slogan "Cala Boca Galvão" aparece em faixas levadas por torcedores em estádios de futebol. A diferença agora é que mais do que um protesto ele se transformou num fenômeno de marketing viral na Web. E aí a Globo não pode ignorá-lo. Ela agiu rápido para tirar as faixas levadas para os estádios sul-africanos, A faixa ficou só 3 minutos na arquibancada usando o peso de sua influência junto aos organizadores do evento, e contra-atacou em seus programas de esporte brincando com a repercussão do fato.

A emissora teve o cuidado de evitar a polêmica com os twiteiros, mesmo depois que estes criaram toda a espécie de confusões e equívocos misturando futebol com proteção a papagaios em extinção e supostos hits da cantora Lady Gaga. Até um clip com Hitler xingando o locutor circulou pela Web. Uma resposta mais agressiva atearia ainda mais fogo aos críticos de Galvão Bueno e a Globo sabia que o problema era menos visível.

Não se tratava apenas dos exageros verbais e os erros informativos de Galvão Bueno, mas do fato de que sua onipresença nas telas da Globo serviu como catalisador para um segmento do público que não gosta da hegemonia global na mídia brasileira. A emissora trata este tema com luvas de pelica porque sabe que na era digital uma fagulha pode se transformar num incêndio avassalador, em matéria de marketing de imagem.