quinta-feira, 24 de junho de 2010

AMANHÃ É DIA DO "CALA BOCA REDE GLOBO"



Vamos ajudar a botar abaixo o Ibope da Rede Globo. É de lei!! Vamos sintonizar o jogo Brasil X Portugal em outra emissora.

ATENÇÃO!!!! O CALA BOCA VALE TAMBÉM PARA A SPORTV!!!! VAMOS BOICOTAR O CANAL SPORTV DE QUALQUER JEITO!!

Não vamos comprar O Globo. Nem o jornal Extra, nem Expresso.

Nem sintonizar a Globo News.

Nem sintonizar Rádio Globo, CBN, Beat 98, Bahia FM, 102 FM BH etc.

Nem os gaúchos podem sintonizar qualquer veículo da Rede Brasil Sul (RBS), que anda assim de mãos dadas com as Organizações Globo.

Não vamos comprar Época, nem Quem Acontece. E temos que fugir do G1, do portal Ego.

Vamos fugir de TUDO que significar Globo, para derrubar esse império de bosta que contamina a mídia brasileira e tenta viciar nossa população tão indefesa.

Vamos dar um CALA BOCA REDE GLOBO no dia 25 de junho de 2010.

Pelo bem do Brasil.

VERDES ÁRVORES QUE ACOLHEM TUCANOS



Em tese, o Partido Verde (PV) era um partido de esquerda. Mas recentemente se afastou gradualmente do grupo de apoio ao PT e parece namorar o PSDB, servindo de verdes árvores que acolhem tucanos em pouso.

Nem precisamos detalhar o ensaio disso, quando o verde Gilberto Gil foi atuar, em Salvador, na equipe do então prefeito de Salvador Mário Kertèsz, político ultradireitista enrustido, falso amigo das esquerdas, hoje fantasiado de radiojornalista imparcial. Mas isso foi só um ensaio do PV se tornar um partido cada vez mais identificado com a direita política.

Fernando Gabeira foi outrora um histórico jornalista e guerrilheiro, participante do sequestro de um embaixador dos EUA no Brasil, um dos primeiros atos que abalou o então nascente AI-5, já em 1969, permitindo que vários prisioneiros políticos da ditadura se tornassem exilados.

Mas hoje ele, que havia também participado do espírito de desbunde da intelligentzia brasileira, nos últimos anos havia adotado posições conservadoras e moralistas, além de usar com gosto os espaços da Rede Globo, Folha de São Paulo e Veja para expor seus atuais pontos de vista.

Marina Silva acabou se contagiando com a veia direitista. Como candidata, escolheu como vice o empresário da marca de cosméticos Natura, Guilherme Leal. Além disso, em entrevista dada à temível "dama de ferro" da grande imprensa, a mineira Miriam Leitão, Marina Silva defendeu o "enxugamento" do Estado e o incentivo ao agronegócio.

A grande mídia andou gostando muito do PV ultimamente. Enquanto que nós, da esquerda, ficamos decepcionados com o desfecho desse outrora simpático partido.

DIA 25 - DIA DE BOICOTE À REDE GLOBO DE TELEVISÃO!!



Já rola na Internet uma campanha para que todos os brasileiros BOICOTEM a Rede Globo de Televisão, durante a partida Brasil X Portugal, pela copa de 2010. Aconselha-se sintonizar a transmissão pela TV Bandeirantes, embora esta não seja uma mídia confiável, mas pelo menos neste momento é o que oferece de opção para fugirmos da Globo, que é o que mais interessa aqui.

Não aconselhamos que o pessoal vá sintonizar emissoras FM, porque estas, funcionalmente, são a "rede globo" do rádio, com todo seu tendenciosismo e pretensão.

Até porque quem vai abrir mão de ver imagens e som de qualidade, para ouvir, sem qualquer imagem à mostra, os sons de "fita-cassete antiga" ou de "dublagem da AIC São Paulo" das transmissões esportivas em FM ou do "puro som de FM" produzido pelas transmissões-cascata plugadas nas TVs por assinatura?



Para quem não curte futebol o jeito é fazer outra coisa. É desligar a televisão. Ler livros, consultar Internet, fazer MSN com aquela amiga de escola, tentar dormir ou, tendo televisão por assinatura, pode ver seriados, programas educativos, documentários.

Mas o que importa mesmo é que tenhamos que derrubar o Ibope da Rede Globo de Televisão, porque o CALA BOCA REDE GLOBO está bem acima de qualquer Cala Boca Galvão, Cala Boca Tadeu Schmidt, Cala Boca Alex Escobar e outros calabocas similares.

Porque o CALA BOCA REDE GLOBO é o calaboca de todos os portavozes da alienação midiática que quer dominar o país.

OS PALESTINOS DE LÁ E DE CÁ



Os palestinos do Oriente Médio e seus equivalentes no resto do mundo vivem o drama de não possuírem uma nação. São oprimidos e tratados injustamente como supostos defensores do terror e da guerra.

Eles querem uma nação, querem o reconhecimento de sua identidade. Mas, perseguidos, se refugiam, não raro como nômades, pelo mundo afora, pelo menos para salvar suas vidas e buscar lugares com um mínimo de tranquilidade.

Eles têm sua cultura, não reconhecida pelo "Ocidente", sobretudo o imperialismo que usa o Estado de Israel como massa de manobra para seus interesses.

Ironicamente, os palestinos são os judeus de hoje. Não que o povo judeu seja favorecido pela política imperialista sobre Israel, mas porque são os palestinos que sofrem hoje diante da supremacia de um Estado supostamente associado ao povo judeu, cuja multidão, indiferente aos senhores da guerra, é também batalhadora e sofredora na sua realidade.

No Brasil, além dos próprios palestinos residentes no país que são solidários ao sofrimento geral de seu povo, temos o povo pobre que na prática se tornam os palestinos de cá, com sua realidade de opressão e sofrimento.

A perseguição que os nossos "palestinos" sofrem é a dos proprietários de terras, dos detentores do capital, dos barões da grande mídia e mesmo de outros "coronéis" ou "capangas" militantes e enrustidos, uns camuflados na esquerda midiática, numa brecha editorial de seus militantes, que abrem suas redações para os intelectuais etnocêntricos educados nas bancadas da mídia golpista.

Os palestinos de cá têm sua cultura de mais de 500 anos dizimada diariamente pela condenação da grande mídia, por um lado, e pelo circo do entretenimento popularesco, por outro.

Aos palestinos do Oriente Médio, a "civilização ocidental" seduz pela narcose imperialista da gororoba consumista ianque da mass culture.

Aos palestinos do Brasil, a "democracia brasileira" seduz pela narcose brega-popularesca da gororoba cafona, ora chorosamente piegas, ora grotesca, da mass media tupiniquim.

A mass media dos EUA tenta nos seduzir sob o rótulo de "modernidade" da indústria pop.

A mass media brasileira, mais enrustida, tenta nos seduzir sob o rótulo de "verdadeira cultura popular".

Mas pelo menos a "cultura de massa" dos EUA não é muito sutil nem convincente, apesar de ser desesperadamente persuasiva.

A "cultura de massa" brasileira torna-se sutil, diante do povo indefeso, com seu discurso seduzindo até quem deveria combater todas as manobras da grande mídia local.

O latifúndio, a contravenção, o baronato midiático, os direitistas enrustidos, combatem os palestinos de cá, destruindo sua cultura, seus valores, sua cidadania.

Os palestinos do Oriente Médio fogem para qualquer lugar que, ainda que degradado, lhes ofereça um mínimo de segurança e dignidade.

A opressão imperialista pune os palestinos de lá lhes impedindo de ter um lugar próprio, condenando-os ao nomadismo sem pátria ou ao exílio distante.

A opressão doméstica das elites brasileiras pune os palestinos de cá empurrando-os para o exílio eterno das favelas que desmatam o meio ambiente, para os cortiços nos prédios antigos fedorentos e focos de graves doenças, ou para o nomadismo retirante num Brasil sem futuro.

O "paraíso" de luzes neon, prédios megalomaníacos e praças arrogantes não consegue esconder o drama dos palestinos do Oriente Médio.

O "paraíso" da periferia multicolorida, superproduzida, da cafonice espetacular de boates em luzes coloridas, das grandes avenidas e antigas praças transformadas em calçadões pseudo-coloniais e dos complexos empresariais futuristas, não consegue esconder o drama dos palestinos de cá do Brasil.

A luta dos palestinos do Oriente Médio e de seus semelhantes do mundo inteiro está em construir sua nação, e ter seus direitos sociais e políticos reconhecidos pela "civilização" moderna.

A luta dos palestinos de cá do Brasil está em romper com a opressão latifundiária e grão-midiática, com o paternalismo dos intelectuais etnocêntricos, e ter seus direitos sociais e políticos reconhecidos, sem hipocrisia, pela "democracia brasileira".

Expressamos nossa igual solidariedade aos palestinos de cá e de lá, com suas lutas humanas e dignas.