domingo, 20 de junho de 2010

ENQUANTO A TORCIDA CELEBRA MAIS UMA VITÓRIA DA "SELEÇÃO"...



Enquanto a torcida comemora alegremente a vitória da seleção brasileira de futebol contra o time da Costa do Marfim, na copa do mundo da África do Sul, um grande incêndio ameaça casas na Zona Sul do Rio de Janeiro, na área do Morro dos Cabritos, próximo ao Humaitá.

Eduardo Paes está transtornado e, sinceramente, ele deveria tomar vergonha na cara.

Ele quer transformar a Av. Rio Branco num grande calçadão enquanto deixa de investir de forma firme e adequada na recuperação ambiental do Rio de Janeiro.

Ele vai acabar queimando sua imagem política, com toda a certeza.

LIA KHEY PREFERE MACHISTAS



Em entrevista à seção Retratos da Vida, do jornal Extra (Organizações Globo), a ex-BBB Lia Khey, também dançarina, afirmou que gosta de homens que saibam dominá-las em todos os sentidos.

O que significa, em outras palavras, que Lia Khey prefere machistas, porque dominar mulher é quase que a missão existencial de um machista na sociedade capitalista moderna.

O efeito dominó vai se fazendo e, depois de Elisa Pereira (ex-Mulher Caviar), Renata Frisson (Mulher Melão) e Solange Gomes, mais um ícone da vulgaridade feminina é reprovada pelo termômetro sociológico dos caras legais. Que, por sinal, estão mais ligados pelas dinâmicas e inteligentes ninfetas tipo Emma Watson, Dakota Fanning e as garotas da Disney e Nick.

MÚSICA DO PiG BRASILEIRA


TATI QUEBRA-BARRACO E MARLBORO - A "MPB" do PiG.

A mídia golpista não quer que a MPB autêntica entre no gosto musical dos futuros brasileiros. Seria abrir as mentes demais da criançada, seria reativar toda uma conscientização cultural que a direita civil e militar, desde a militância do IPES, CAMDE, CCC, dos rosários do padre Peyton, em 1963-1963, até as pregações "etnográficas" da intelectualidade etnocêntrica, tentou destruir.

Por isso, a mídia, quando tenta noticiar algum projeto revolucionário, tenta distorcer as coisas. Isso é mídia tendenciosa. Foi o que se viu na reportagem de quinta-feira passada no Jornal das Dez, do canal noticioso Globo News - parceria dos irmãos Marinho com o magnata Rupert Murdoch - , quando foi noticiado o projeto MPB nas Escolas, que valerá obrigatoriamente nas escolas de ensino básico de todo o país, no ano que vem, mas que já é ensinado em várias escolas do Rio de Janeiro.

Como não se pode maquiar a reportagem, manipula-se a edição. Enquanto a repórter Denise Barbosa narra a definição do projeto educativo, idealizado por Ricardo Cravo Alvim (presidente da fundação Instituto Cravo Alvim), mostram-se, a princípio, imagens de mestres da música brasileira, como Cartola, Sinhô, Pixinguinha e Ary Barroso.

No entanto, quando a narrativa da repórter chega à parte da formação da identidade cultural brasileira, depois de mostrar uma foto de Cartola tocando violão e outra com os Doces Bárbaros (grupo formado por Caetano Veloso, Maria Bethania, Gilberto Gil e Gal Costa), aparece uma imagem de fundo, editada pelo jornalismo, que digitalmente associa o logotipo do projeto com as fotos de Tati Quebra-Barraco e DJ Marlboro.

Quer dizer, apesar do discurso oral ser totalmente correto e sem problemas, a edição de imagem investiu no tendenciosismo, na tentativa desesperada de proteger o brega-popularesco cujo mercado é patrocinado pela grande mídia conservadora, sobretudo as Organizações Globo.

Com isso, juntando o discurso honesto com a imagem tendenciosa, a Globo News passa a ideia de que a história da MPB termina sempre no brega-popularesco, sobretudo no "funk carioca" que é a menina dos olhos dos irmãos Marinho, queiram ou não queiram os "caros amigos".

Em outras palavras, a mídia conservadora não quer grandes mudanças. E vai fazer o possível para neutralizar os efeitos da penetração da MPB autêntica no reaprendizado cultural do povo pobre.

E, em se tratando de uma corporação midiática que havia defendido o golpe de 1964 que destruiu os Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC-UNE), com proposta similar ao do projeto "MPB nas Escolas", dá para perceber que os irmãos Marinho querem mesmo é um povo culturalmente subnutrido, escravo de "rebolations", "batidões", "tecnobregas" e dos medalhões do neo-brega que fazem rodízio nas visitas ao Domingão do Faustão.