quinta-feira, 17 de junho de 2010

MÉXICO 2 x FRANÇA 0



Os jogadores mexicanos deram um baile nos jogadores franceses hoje na copa do mundo da África do Sul, deixando a seleção derrotada próximo de ser desclassificada.

Mas, pelo jeito, não foi só no futebol que deu dois a zero. Em um certo casal, também, já que a jovialidade aos 44 anos da mexicana Salma Hayek derrotou completamente a sisudez envelhecida e prisioneira do terno-gravata-e-sapatos-de-verniz do marido, o todo-empresário François Henri Pinaut.

Ou ele dá uma repaginada total na sua vida, ou ele será passado para trás, de tão fora do tempo que ele vive.

O ENTRETENIMENTO É A NOVA POLÍTICA DOS BARÕES DA MÍDIA


O GRITO DE DOR DE ELDORADO DOS CARAJÁS É ABAFADO PELA MEDIOCRIDADE DO TECNOBREGA, NO PARÁ

Vamos pensar como estrategistas. Quando derrubamos um grande navio pirata e alguns piratas correm para esconder no nosso navio, o que nós imaginamos?

Se for como a crítica da mídia tradicionalmente imagina, certamente comemoramos a derrubada do navio, acreditando que todos os piratas ali ocupantes foram diizimados. E, ingenuamente, creditamos os piratas remanescentes que invadem nosso navio como pessoas que necessariamente são nossas aliadas.

Grande engano. De fato a direitona que está no Instituto Millenium assusta e ameaça, mas a direita que falta as aulas deste órgão mas que segue suas lições é que é a mais perigosa. A direita que não aparece, que não grita contra nós, pode ser o ovo da serpente.

Durante anos acreditamos que a Isto É, Bandeirantes e até Folha de São Paulo, por representarem antíteses da Veja, Rede Globo e Estadão, estavam no nosso lado. Era a chamada "mídia boazinha". Nessa época, quem alertava contra essa mídia "boa", parecia falar para o deserto. Durante muito tempo a intelectualidade endeusava a Folha, comprava e exibia sua edição diária com muito orgulho, quem era assinante do UOL tinha a impressão de ter comprado uma passagem para o paraíso celestial. A Folha, como antítese de O Globo, no âmbito nacional, carregou anos com a imagem totêmica da "imprensa corajosa" e "perfeita".

De repente, nos últimos anos, Folha tirou sua máscara "progressista" e tornou-se o "anjo caído" da mídia "boazinha". Pior: suposta antítese de O Globo, a Folha participa, através de seus articulistas, do banquete dos barões da mídia do "café Millenium" do famigerado "instituto". E começou a praticar com mais frequência os mesmos pecados das empresas dos Marinho. E não é só isso: Folha deixou vasar seu passado trevoso, de colaboradora da ditadura militar até com mais intensidade que a Rede Globo, porque ajudou o trabalho do DOI-CODI, órgão de prisão, tortura e morte no regime militar.

E agora? Refeitos do choque de ver a "boazinha" Folha passar a ser uma das grandes megeras da mídia, os críticos de esquerda ainda mantém uma mágoa com a Isto É se tornando mais reacionária e a Bandeirantes, amiga dos latifundiários, trocando o jornalismo reflexivo pelo fait divers.

Mas a ingenuidade não pára por aí. Ninguém imagina que a nova política dos barões da grande mídia é o entretenimento. Imprensa policialesca, programas sensacionalistas, música brega-popularesca. Ninguém desconfia, mas este "saudável entretenimento" é a estratégia máxima de manobra dos barões da grande mídia e do empresariado mais dominador.

Alguém acha que o grande público conhece o Diogo Mainardi, o famoso pit-bull de Veja? A periferia já ouviu falar de Carlos Alberto Sardenberg? Ou alguém tem a ingenuidade de acreditar que as pregações desse pessoal, como de Arnaldo Jabor, Gilberto Dimenstein, Miriam Leitão, José Neumanne Pinto, Eurípedes Alcântara, William Waack e outros é que combatem com eficácia os movimentos sociais? Que basta Diogo Mainardi despejar suas pregações em Veja - que o povo pobre mal consegue folhear nas barbearias e salões de beleza da periferia - ou Arnaldo Jabor despejar seu mau humor em rede nacional para as classes populares serem intimidadas com êxito pelo baronato da grande mídia?

Enquanto os críticos de esquerda pensam assim, Pedro Alexandre Sanches, feito um pirata que se salvou do barco em naufrágio, silenciosamente vai difundindo as lições da Folha de São Paulo na imprensa de esquerda, exaltando os mesmos nomes da música brasileira que os barões da grande mídia patrocinam. E ninguém estranha.

De repente, Pedro Sanches faz muito mais para o Instituto Millenium do que seus próprios membros, porque a direita mais explícita fala para as paredes, não tem sequer o senso de humor de se comunicar com a periferia. Se até o humorista Marcelo Madureira parecia ranzinza e mal-humorado nas reuniões do Millenium... E o Casseta & Planeta dando espaço para os mesmos ídolos popularescos que fazem os olhos de Pedro Alexandre Sanches brilharem.

O entretenimento é a nova política dos barões da grande mídia. O povo pobre, manipulado de todas as formas pelo poder dominante, oprimido pela fome, pelo analfabetismo, é também obrigado a se tornar "analfabeto político". O que o povo da periferia sabe das questões acerca da direita e da esquerda? O que o povo acha dos barões da grande mídia? "Ainda se concede título de barão nesse país? Ué, a monarquia não acabou?", perguntaria algum pobre um pouquinho mais avisado.

Por isso as discussões a respeito das tramóias da mídia de direita ainda se limitam a um debate de cúpula. E que se limita puramente ao jogo político propriamente dito. Mas ninguém desconfia a respeito do contraste que se faz do Pará político, com suas explosivas e trágicas tensões sociais, com o Pará do entretenimento, que mais parece o Paraíso de Adão e Eva convertido apenas em entulhos, barracos e ruas esburacadas.

Ou seja, enquanto Dorothy Stang e os agricultores de Eldorado dos Carajás morrem sob tiros, seus gritos de dor, hoje gritados não por seus corpos silenciosos, mas pelos entes que clamam por justiça, são abafados não pelo mau humor distante dos comentaristas da mídia em São Paulo. Seus gritos de dor são abafados pela barulheira cafona do tecnobrega, que a mídia de esquerda permite exaltar, sem perceber que naquele ovo lindo e redondo poderá sair uma serpente perigosa.

Quando a crise do Petróleo, no Oriente Médio, estourou, em 1973, pondo em xeque o projeto ufanista do "milagre brasileiro" da ditadura militar, os barões da mídia tiveram que se mexer antes que as tensões sociais de 1963-1964, combatidas pelo Golpe de 1964, e de 1966-1968, combatidas pelo AI-5, voltassem à tona no Brasil.

A ditadura, desacreditada com o fracasso do seu projeto econômico, enquanto a ação intensiva dos órgãos de tortura começava a criar outro fantasma, talvez outro Frankestein, da insubordinação militar dos sargentos e soldados torturadores, teve que investir na tal "abertura lenta, gradual e segura".

Mas, culturalmente, a brecha ditatorial estabeleceu um preço: promover o isolamento da verdadeira cultura popular, referência do espírito do povo brasileiro, e substitui-la aos poucos por uma "cultura" brega-popularesca que se tornaria predominante nas décadas seguintes, viciando os hábitos do povo pobre, problema que a mídia de esquerda ainda se encontra míope em compreender.

Aí, antes que a UNE, então clandestina, exploda toda sua fúria contra a tirania fracassada do governo Médici, antes que o campesinato explodisse na sua histórica revolta em favor dos mortos pelo poder do latifúndio, antes que greves se multiplicassem pelo país (o que não impediu a ascensão de um líder sindical que hoje está a encerrar seu mandato presidencial), o baronato da mídia logo fez crescer a onda brega-popularesca já testada durante o "milagre brasileiro".

E dá lhe Gretchen, Magal, Genghis Khan, Fernando Mendes, José Augusto, Wando etc, enquanto Ernesto Geisel, apavorado com o renascimento dos movimentos sindicais e estudantis, fechou o Congresso Nacional e editou o chamado "pacote de abril", em 13 de abril de 1977, que instituiu o senador "biônico" (nomeado sem a intervenção do voto popular).

A ideologia brega-popularesca significou a lavagem cerebral dos barões da grande mídia, sobretudo durante governos de cunho conservador. Falsos sambistas e falsos violeiros melosos, axézeiros arrogantes e megalomaníacos, falsos forrozeiros esquizofrênicos e superproduzidos, sem falar do grotesco mais explícito impondo a ditadura do mau gosto para um povo sedento por melhorias de vida.

É essa manobra, pela Música de Cabresto Brasileira, que controla e manipula o povo pobre, que imobiliza as classes populares diante do circo vulgar, seja grotesco ou meloso, do entretenimento.

Essa é a nova política dos barões da mídia, dos grãos-senhores do poder econômico, que através da música brega-popularesca e também da imprensa policialesca, do circo das boazudas, da mídia fofoqueira etc, para controlar as classes populares e afastá-las do debate público.

Desta forma, o povo pobre, o mais interessado pelas questões do país, fica de fora do debate que deveria ser público. Continua apanhando dos "coronéis", dos capitalistas, dos barões da grande mídia, e, dançando o "rebolation", o tecnobrega, o fricote e o "pancadão", ou se comovendo diante dos melosos cantores e grupos de "sertanejo" e "pagode mauricinho", mantém tranquilo o sono dos poderosos diante dessa "cultura popular" que não traz conhecimento, não cria valores sócio-culturais, não contribui em coisa alguma para o fortalecimento da identidade, da auto-estima e do espírito de nosso povo.

Isso os críticos da grande mídia se esquecem, e correm o risco de beberem felizes o veneno cultural que os barões da mídia dão para a mídia esquerdista. É preciso abrir o olho.

PiG MUSICAL: LATINO CITOU GLOBO EM LETRA DE "TREM DA ORGIA"


LATINO TÁ EM CASA E À VONTADE NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO, OLIMPO DOS ÍDOLOS BREGA-POPULARESCOS.

Antes que os talifãs, os intelectuais etnocêntricos e outros se mexam diante das críticas que fiaz a um ídolo da música brega-popularesca, é bom eles engolirem mais essa, em vez de porem seu tradicional reacionarismo em ação.

A música "Trem da Orgia", que Latino escreveu a partir da usurpação de um clássico de Ozzy Osbourne, "Crazy Train", inclui um trecho que fala, da forma mais explícita possível:

EU VI TODO MUNDO
NA DIVERSÃO
PORQUE ATÉ A GLOBO
TÁ NO NOSSO VAGÃO

Perfeito. Antes que algum intelectual etnocêntrico ponha Latino na próxima edição da revista Fórum, por conta de sua militância (?!) cultural (?!?!) - o tal projeto do "tudo junto e misturado", o princípio da Gororobização Musical Brasileira - , é bom deixar claro que esse trecho é uma gratidão explícita que Latino, figurinha fácil nos programas da Xuxa e no Domingão do Faustão e contratado da Som Livre, tem para a Rede Globo de Televisão.

A Globo é a mesma rede que os talifãs do brega-popularesco fingem que odeiam, escrevem falando mal de seus programas na Internet, mas assistem à sua programação mais tendenciosa feito carneirinhos. E seguem as lições do PiG direitinho, fazendo dever de casa e tudo. Dá para acreditar?

LATINO SE AUTOPROMOVE ÀS CUSTAS DE OZZY E RANDY RHOADS


OZZY CARREGA SEU AMIGO E GUITARRISTA RANDY RHOADS, QUE MORREU SEM VER SUA PARCERIA COM O CANTOR USURPADA POR UM ÍDOLO BREGA.

Na música brega nada se cria, tudo se copia. Pois o astro do "funk melody", Latino, havia feito uma versão para uma música de Ozzy Osbourne e do falecido guitarrista Randy Rhoads, "Crazy Train", um dos clássicos do heavy metal mundial.

Não que mexer numa música dessas fosse inadmissível, pois o programa Microsoft Songsmith possibilitou fazer uma simpática versão polka da música de Ozzy, que, creio, até o jovial cantor de metal, que de diabólico nada tem, iria gostar.

Mas, em se tratando da música brega-popularesca e suas intenções mais diabólicas que qualquer heavy metal supostamente satânico, há que se preocupar com o oportunismo do canastrão Latino, que, como a maior parte dos ídolos popularescos, prefere se apropriar de sucessos estrangeiros a criar algo que preste. De "Hunting High and Low" do A-ha a "Single Ladies" de Beyoncé. Isso quando não parasita algum sucesso manjado da MPB.

E aqui a apropriação inclui um clássico do rock pesado, cuja versão original é de apreciação restrita aos fãs do gênero, enquanto Latino, transformando a música de Ozzy em lixo, despejará "Crazy Train" - agora "Trem da Orgia" - para um público bem maior.

Quem quiser saber da letra da música, clique no arquivo abaixo, extraído de um tópico de uma comunidade anti-funqueira do Orkut.

GEISY ARRUDA GANHA ATÉ BIOGRAFIA. E A "ROSA" DO COMERCIAL DA FORD?



A atriz que fez a "Rosa" do comercial da Ford (aquele do "tudo bem") está aí, no comercial da Aspirina, no comercial do produto de limpeza Veja, mostrando toda sua encantadora beleza morena e seu admirável talento. Fez vários comerciais, fez reportagem no Telecurso 2010, fora o que ela estudou e batalhou antes e no decorrer de sua carreira.

Infelizmente, no Brasilzinho cafona, essa atriz não é reconhecida. O problema nem é apenas saber o nome dela, mas é dar o reconhecimento devido a ela, batalhadora, inteligente, dedicada. Ela tem um nome a zelar, mas qual é o nome dela? Ela tem méritos, mas qual é o mérito de quem não é reconhecido pelo grande público?

Enquanto isso, Geisy Arruda, lançada numa "pegadinha" numa universidade paulista, que fez a imprensa sensacionalista fazer Contracultura em copo d'água, com a mesma choradeira do "preconceito", da "liberdade de expressão" etc. Surgida do nada, Geisy até tem o direito de cursar faculdade e até virar celebridade, mas é muito estranho que ela passe a ser superestimada por isso, tal qual uma genérica de uma Big Brother Boazuda.

Geisy está a ganhar uma biografia própria, cheia de fatos "picantes", escrita pelo jornalista do portal Terra, Fabiano Rampazzo, que será publicada pela editora Matrix, do jornalista, publicitário e empresário Paulo Tadeu.

Não dá para negar que Geisy é um produto desse mundo de futilidades, de inutilidades. Que já vimos na "jornalista" Priscila Pires, cuja única coisa que faz é ir para noitadas, noitadas e noitadas. Ou nas clones de Priscila Pires, como Anamara, Lia Khey e outras, que também só sabem ir para noitadas e, quando dão entrevista, só falam de banalidades sobre ex-colegas de "riélite", sobre namoro, e, sobretudo, sobre noitadas. Ninguém merece!!

E nossa doce "Rosa" do comercial da Ford, que, além de ser uma mulher de uma beleza fascinante e apaixonante, é uma talentosa atriz, dotada de natural desenvoltura e inteligência, mas isso não é suficiente para torná-la reconhecida, muito menos popular. Porque hoje em dia as pessoas não se tornam famosas porque têm talento, se tornam famosas porque "aparecem".

Como se vê, este é o Brasil, "campeão" da mediocridade, que até no futebol ganha todas sem fazer uma jogada que preste. É o Brasil onde o descartável se torna célebre, e o que deveria ser célebre torna-se completamente descartável.

PRETENSIOSISMO À BRASILEIRA



Este é o discurso que anuncia um modismo comercial dançante nos EUA:

"O ritmo do momento! A mais nova sensação! Ritmo quente! A febre da juventude! A mais nova dança, para você curtir a noite inteira! O grande sucesso da temporada! Ritmo alucinante, para alegrar a moçada! Sinta o calor, sinta o sucesso! É dançar até o sol raiar!".

Já este é o discurso que anuncia um modismo comercial dançante no Brasil:

"Expressão da dor do povo pobre da periferia, o ritmo tal toma conta das danceterias da cidade e é tocada a toda hora nos bares, nos camelôs, em toda parte das ruas. No entanto, o ritmo tal sofre a rejeição da crítica especializada, líder de uma cruzada moralista (sic) dotada de muito preconceito e inveja. Mas, reconhecendo os signos, os símbolos e os ícones do ritmo tal, nota-se que esse ritmo não conta com qualquer espaço na grande mídia e que estabelece todo um sistema próprio de distribuição, divulgação e produção artística, num cenário de novos significantes e significados dentro da moderna sociedade globalizada".

Cá para nós, o discurso feito nos EUA é bem menos pretensioso, bem menos demagógico e, sobretudo, bem menos mentiroso.