quinta-feira, 3 de junho de 2010

MULHER MELÃO TERIA SE ENVOLVIDO COM CARA BRONCO


Que caras legais, que nada!! Gravidez como a que a Mulher Melão teve só tinha de vir de caras broncos.

Pelo jeito é mais uma funqueira que fecha seu próprio caminho para os caras legais. Depois da primeira Mulher Caviar ter um passado amoroso bastante trevoso, com um ciumentíssimo líder de um perigoso grupo de extermínio, agora é a vez de Renata Frisson, a Mulher Melão, mostrar que a última coisa que ela merece é namorar caras legais.

Recentemente, ela estava grávida, chegando a atingir quatro semanas. No entanto, ela sofreu aborto espontâneo e perdeu o bebê. O nome do possível pai da criança é um grande mistério, simplesmente não foi mencionado quem engravidou a dançarina.

Mas sabemos bem que, provavelmente, a dançarina engravidou por consequência de uma noitada que ela teve numa casa noturna. Afinal, não seria numa recatada noite de sábado, na casa de um nerd que ainda mora com os pais, temperada a biscoitos Mabel e Toddynho, que a Mulher Melão teria optado gerar um bebê. As musas popularescas se envolvem com qualquer cara, na curtição noturna, onde os instintos falam mais do que a razão.

Pensa que nós somos trouxas? Musas assim, ligadas ao grotesco, se envolvem mesmo é com caras broncos, na gandaia mais promíscua, e provavelmente razões contratuais fizeram simplesmente omitir o nome do "felizardo", porque o celibato é o mercado da fama dessas mulheres-frutas. Mas que o cara está longe de ser o tal "cara legal" que essas moças tanto falam, isso tem tudo para ser verdade.

Se essas mulheres são capazes de namorar tipos que vão do craque Adriano para baixo, para não dizer coisas piores, o celibato delas é muito perigoso. O que elas querem mesmo é namorar brutamontes, esse papo de "cara legal" não passa de conversa para boy dormir.

Ainda bem. Elas não fazem mesmo o tipo que os caras legais adorariam namorar. Além deles ficarem livres dessas verdadeiras "malas", eles não se expõem a ações vingativas dos antigos namorados dessas moças. É evitar o inútil, o desagradável e o trágico.

NÃO QUERO PARECER CHATO, MAS...



Vejam só as coisas. Na foto à esquerda, vemos o empresário Eduardo Menga, com sua esposa e atriz Bianca Rinaldi, usando sapatos de verniz bicudo e cor marrom-glacê, levando o carrinho das gêmeas do casal.

Na foto à direita, vemos o músico inglês Mick Jagger, nosso grande conhecido por suas contribuições para o rock desde os anos 60, com sua namorada L'Wren Scott. Jagger usa um arrojado par de tênis.

Os contextos e as idades dos referidos cidadãos dão conta do quanto o Brasil está atrasado e do quanto parte da geração born in the 50's do nosso país, mesmo com as transformações sociais mundo afora atingindo até mesmo a turma com mais de 45 anos, resistem a tais mudanças, mantendo certos rigores de comportamento e vestuário tidos como "sofisticados" e "maduros".

Eduardo Menga, de 57 anos (mesma idade do jovial Lulu Santos), usa sapatos de verniz para um simples passeio num shopping. A revista Isto É Gente, que publicou uma outra foto do mesmo evento, definiu o passeio como "Diversão em Dobro".

Já Mick Jagger, de 67 anos, o grande cantor dos Rolling Stones (já com 45 anos de carreira fonográfica), usa tênis num evento em que, aparentemente, os calçados são simplesmente proibidos, que é um evento de gala.

O que leva um roqueiro inglês a arriscar informalidade num evento formal, enquanto um empresário (e ex-tenista!) brasileiro carrega no rigor ortopédico - mas naquela linha de sacrificar os pés em prol do "bom gosto" - , por achar que passear no shopping usando tênis é coisa de meninão (por acaso ele não viu os "coroas" à sua volta?), realmente nos faz refletir o quanto o Brasil ainda é muito atrasado nas transformações sociais que atingem o mundo.

Seria ideal que nossos empresários cinquentões, tão à vontade no uso de tecnologia moderna, com seus carros do ano, celulares da hora, DVDs de última geração e tudo o mais, e que ainda por cima são casados com mulheres bem mais jovens que eles, trocarem os calçados do padrão 1973-1974 por pares de tênis, até porque um dia seus pés pedirão socorro. É o reflexo ortopédico das inevitáveis transformações que acontecem mundo afora, das modernas teorias da Administração até mesmo ao modo de se fazer almoços em entidades como Lions Clube e Iate Clube.

Botar solas acolchoadas nos sapatos de verniz bicudos ou enfiar algodão para o calcanhar será inútil.

BREGA-POPULARESCO: QUANDO FOR A HORA DE PARAR



A música brega-popularesca está no auge, sobretudo impulsionada pelas Organizações Globo, pela Folha de São Paulo e pela revista Contigo, entre outras mídias que se tornam seus satélites.

Mas esse auge está longe demais e, se compararmos a época de ouro da MPB autêntica com a "época de ouro" da música brega-popularesca, veremos que esta última, comprometida com o comercialismo musical e com o tendenciosismo artístico, foi um período longo demais e já mostra sinais de esgotamento.

A MPB autêntica havia brilhado entre o grande público a partir de 1937, quando o folclore pesquisado pela equipe do poeta Mário de Andrade é redescoberto e influencia toda uma difusão de cultura popular pelo rádio. Seu período se deu até 1976, quando a música brasileira autêntica reinava soberana ante o grande público, apesar de, nos últimos anos, haver a concorrência feroz da música brega-popularesca, apoiada pelas forças midiáticas que respaldaram o regime militar. Mais ou menos entre 1958 e 1976, a hegemonia da MPB autêntica atingia zonas urbanas com melhor qualidade de vida, enquanto a música brega-popularesca exercia influência em regiões atrasadas e controladas por grupos oligárquicos.

Pois a música brega-popularesca, por sua vez, começou em 1958 com a divulgação dos primeiros ídolos cafonas nas cidades do interior (controladas por oligarquias conservadoras) e seu auge se dá nos tempos atuais, aparentemente sem indícios de que seu ciclo está no fim.

É só comparar: 39 anos de MPB autêntica versus 52 anos de música brega-popularesca. E se notarmos apenas o auge, também o período áureo da MPB autêntica torna-se, infelizmente, mais curto que o da música brega-popularesca (ou Música de Cabresto Brasileira). A MPB autêntica viveu seu auge entre 1958, época da Bossa Nova, e 1976, às vésperas de sua pasteurização pelas gravadoras. Apenas cerca de 18 anos. A música brega-popularesca, no entanto, viveu seu auge de 1989 até agora. Já são 21 anos.

No entanto, a frágil reputação da música brega-popularesca tnta adiar seu desgaste inevitável. A mídia estabelece uma campanha maciça, sem medir escrúpulos para promover a superexposição de seus ídolos. Em certos casos, cria até clones ou concorrentes que se revezam quando um deles se desgasta. Se uma dupla breganeja se superexpôs demais, é hora de colocar outra no lugar. Se um cantor de sambrega se superexpôs, coloca-se outro para "poupar" a reputação do outro.

Toda uma retórica apologética é usada. Ídolos que já estão no topo do sucesso comercial tentam convencer de que "ainda não fizeram o sucesso desejado". Os ídolos em geral se dizem "vítimas de preconceito", e se autopromovem até às custas de mães doentes, irmãos mortos, ou de supostos períodos de fome no começo de suas carreiras. Tentam se infiltrar na imprensa de esquerda usando o mesmo discurso da TV Globo e da Folha. Põem estagiários ou secretários de seus fãs-clubes oficiais para rastrear quem fala mal de seus ídolos para fazer uma réplica ofensiva e arrogante.

Fora isso, são os mesmos CDs/DVDs ao vivo, discos de duetos, covers, especiais da TV, tudo para ao mesmo tempo compensar o esgotamento criativo - esses ídolos têm que lançar discos todo ano - e o desgaste de suas imagens de ídolos. Gravam muitos covers e discos ao vivo para não ter que lançar, às pressas, músicas inéditas. Gravam duetos para tentar salvar sua reputação, principalmente usando nomes em evidência da MPB autêntica.

Só que sabemos que até essa medida vai cansar. Grupos de axé-music chegam a lançar três discos ao vivo sucessivos, e outras tendências brega-popularescas também recorrem a isso, em vários contextos. É um grupo de sambrega que lança um CD/DVD ao vivo para comemorar 25 anos de carreira (às vezes nem 20 tem direito), no ano seguinte lança um CD/DVD ao vivo para a estreia de um novo integrante, e um ano depois lança um CD/DVD ao vivo porque é especial de um programa de TV, e, mais um ano depois lança outro CD/DVD ao vivo com muitos convidados.

Isso vai praticamente congelar a música brasileira, que já não representava renovação nas mãos do espetáculo triunfante da mediocridade musical. Ver que, em cerca de 20 anos de carreira, 3/4 da discografia de um ídolo de sambrega e 2/3 de uma dupla breganeja são só de regravações, e que uma dita "diva" da axé-music alimenta sua carreira quase sempre de covers e duetos, é estarrecedor, se notarmos a pretensão desses ídolos em passar uma imagem de "grandes criadores" da nossa música.

Isso transformará a música brasileira num fenômeno paralítico, o que não resolverá quando os ídolos popularescos despejarem também sua escassa e eventual produção autoral, normalmente lançada de três em três anos ou, aos poucos, em discos anuais cuja metade do repertório é de covers. Porque essas músicas autorais não são mais do que meras sombras dos poucos grandes sucessos desses ídolos, lançados quando eles podiam passar uma falsa imagem de "novidades", afinal estavam lançando seus primeiros discos.

O QUE ACONTECERÁ SE A MODA DO BREGA-POPULARESCO PASSAR?

Só que o desgaste vem, e não haverá dinheiro do grande empresariado a toda hora para lançar antigos nomes do brega-popularesco com êxito, seja a memória de Waldick Soriano e o novo disco de Odair José, seja a volta de Michael Sullivan e do É O Tchan. A mídia grande têm que manter os atuais medalhões do brega-popularesco, não pode sacrificar a cantora de axé-music, o ídolo mineiro do sambrega e a dupla breganeja goiana para ressuscitar um ídolo brega esquecido. E ainda tem que investir nos infames ídolos "universitários".

Não terá jabaculê o tempo todo, a grana um dia acabará, e o lobby na imprensa esquerdista também não convence. A ideia do "tudo junto e misturado" cria mal-estar, na medida em que a separação continuará sempre existindo, porque nunca deixaremos de perceber a música brasileira boa diante de outra nem tão boa assim. E o poder da mídia dominante já não consegue mais ocultar seu apoio aos ídolos brega-popularescos, mesmo quando eles também são agraciados pela imprensa esquerdista.

Nem sempre será possível reinventar modismos e fenômenos, e o espetáculo da reciclagem dos ídolos e tendências popularescos tende a ser como um cão enlouquecido que persegue o próprio rabo. E, a cada época, será mais difícil convencer a opinião pública da valiedade da música brega-popularesca, de valor artístico sempre duvidoso, mesmo quando corteja de alguma forma o cancioneiro e o elenco da MPB autêntica.

Se a moda toda passar, o que restará a eles? Forçar a barra e insistir na já suicida superexposição da mídia, na choradeira do "preconceito", nos eternos discos ao vivo, de covers e de duetos? E se tudo isso cansar, não convencer, não repercutir, terão que recorrer à ação kamikaze dos talifãs e seu bullying verborrágico?

Como o brega-popularesco, por mais que os defensores tentem negar, não é a verdadeira cultura brasileira - a verdadeira cultura não se expressa por meros lotadores de plateias - , ela se desgastará um dia.

Mas seus ídolos, que se gabam tanto em administrar bem o seu sucesso, não se prepararam, até agora, quando o sucesso deles um dia terminar. É notória a arrogância com que uma cantora de axé-music reage quando alguém pergunta quando seu sucesso um dia terminar.

Nos EUA, vemos que um cantor como Chubby Checker, que lançou o modismo do twist, assim que o modismo terminou, ele humildemente largou a carreira e virou empresário. Se ele seguisse a lógica do popularesco brasileiro, ele teria se achado "mais importante que Bob Dylan" e, arrogantemente, teria se apropriado dos louros da Contracultura. Não fez, e isso foi uma grande virtude do intérprete de "Let's Twist Again" e "The Twist".

Todavia, os ídolos popularescos não pensam assim. Imprevidentes e imprudentes, falam que "querem" gravar muitos CDs. Acham que seu sucesso nunca vai acabar, que vão alcançar o primeiro escalão da MPB assim do nada, bastando fazer amizade com Caetano Veloso. Acham que sua repetida lorota de "vítimas de preconceito" continuará convencendo e que sua música medíocre será lembrada na posteridade, só porque foi apresentada sob aplausos no Domingão do Faustão.

SITUAÇÃO PREOCUPANTE

O quadro é preocupante, pois, por mais que os defensores do brega-popularesco batam o pé, a música brega-popularesca nunca foi, nem é e nem será a verdadeira MPB. De "música popular", só tem um aspecto, o de lotar plateias. Mas não se pode dizer que essa música de mercado, medíocre, esquizofrênica, tendenciosa, seja de fato uma canção popular. Daí o futuro lhe reservar o ostracismo certo e inevitável.

Quem é que garantiu que teríamos rock brasileiro até depois dos anos 2000? Hoje o Rock Brasil não é mais hegemônico, parou em 1990 e a geração 1994-2003 foi um horror. E olha que o Rock Brasil oitentista era dotado de uma inegável qualidade artística e informativa, de fazer inveja aos medalhões do brega-popularesco de hoje que forjam sua "sabedoria" com covers de MPB tendenciosamente gravados.

Imagine se uma cantora de axé-music, um grupo ou cantor de sambrega e uma dupla breganeja não conseguirem, daqui a cinco anos, fazer o sucesso hegemônico que ainda fazem. Imagine se a chance deles serem (pretensamente) reconhecidos pela MPB se tornar cada vez mais distante. Será que eles estão preparados para o fim do ciclo brega-popularesco? Será que, terminado esse ciclo, eles estarão acomodados ao lado de Chico Buarque e João Gilberto na festa da MPB autêntica? Certamente, não estarão.

O que preocupa é o mal-estar que esses ídolos vão sentir quando eles perceberem que eles, não sendo a verdadeira MPB, tiverem que largar a música ou focar sua carreira apenas para seus fãs mais extremados. Preocupa é quando um grupo de sambrega terá que se dissolver com o fim do ciclo brega-popularesco, obrigando seus integrantes a fazer atividades fora da música.

Montar um negócio fora da música, se aposentar como ídolo musical, não é ruim. O próprio caso de Chubby Checker, que depois do auge do twist se limita a apresentações esporádicas e saudosistas, mostra que, sabendo gerir o fim do sucesso, o antigo cantor de sambrega pode se converter num empresário de supermercado, por exemplo.

Mas, infelizmente, ninguém pensa assim e todos acreditam que vão fazer sucesso fazendo as mesmas coisas de hoje por 50 ou 55 anos, época média para a validade de sua saúde física. Preocupa o risco de depressão que ídolos do sambrega e do breganejo poderão sofrer quando o sucesso terminar por definitivo.

Preocupa a ira dos fanáticos, dos defensores, o esnobismo dos intelectuais etnocêntricos, preocupa a reação dos beneficiários da hegemonia brega-popularesca quando seu ciclo terminar e quando nem as alegações de "diversidade cultural" poderão salvar tais tendências, senão para a modesta difusão para fanáticos em modestos redutos de música brega e neo-brega.

Quando for a hora de parar, o freio terá que ser dado. Sem desculpas, sem cara feia, sem chantagens. É preciso auto-crítica, humildade e respeito próprio. É muitas vezes melhor encerrar a carreira do que se passar por "grande criador da música" com sucessivos e excessivos CDs/DVDs ao vivo e com excessos de covers e duetos.