quarta-feira, 26 de maio de 2010

TECNOBREGA NÃO É FENÔMENO ALTERNATIVO



É totalmente incoerente a ideia de que o modismo do tecnobrega é um movimento musical alternativo. Não faz sentido algum.

Em primeiro lugar, a música brega sempre foi establishment. Se não foi establishment na casa do professor mineiro Eugênio Raggi nem do jornalista paulistano Pedro Alexandre Sanches e nem do antropólogo paraibano-carioca Hermano Vianna, o problema é deles.

O sucesso da música brega foi um subproduto da mentalidade hit-parade introduzida na cultura de massa brasileira, através da adoção da mídia paulista aos ídolos cafonas patrocinados pelos latifundiários regionais. Os primeiros ídolos cafonas sempre seguiram a lógica da música comercial, da "música de sucesso", e isso valeu para TODAS as tendências bregas e neo-bregas, até mesmo para a axé-music.

Aliás, só a mentalidade provinciana existente no Brasil, em que vimos um bando de roqueiros de butique de São Paulo endeusarem a revista Billboard e desprezarem a New Musical Express, que permite trabalhar a ideia de que o tecnobrega é "alternativo", porque surgiu supostamente pela ação de pequenas gravadoras, pela divulgação de vídeos na Internet e pelo aparente respaldo do público local.

É um provincianismo que só admite o cosmopolitismo cultural pelas lentes da Rede TV! e do portal Ego. Com essa malandragem de creditar o tecnobrega como "alternativo" ou "independente", supostamente sem o respaldo da grande mídia (mas dentro daquela ideia paulistocêntrica de "grande mídia", como se o poder da mídia só tivesse sentido se o veículo da mídia tiver escritório na Av. Paulista), vemos as seguintes incoerências:

1) Se o tecnobrega é um fenômeno "alternativo", por que a principal cantora do gênero, Gabi Amarantos, se inspira em Beyoncé Knowles, cantora que simboliza muito bem o hit-parade do hit-parade do hit-parade, nos mais altos escalões do establishment do mainstream?

2) As rádios que tocam tecnobrega seguem o formato "rádios do povão", portanto em nenhuma hipótese podem ser tratadas como "rádios alternativas" nem ser dissociadas do esquema da grande mídia, no caso regional.

3) Como o tecnobrega pode ser considerado um fenômeno de pequenas mídias se usa equipamentos caros e suas apresentações são superproduzidas e com muitos dançarinos? Certamente existem poderosos empresários por trás desse modismo.

4) As gravadoras "independentes" que lançam o tecnobrega e lançou a Banda Calypso (agora promovida a precursora do tecnobrega), na verdade, são pequenos selos que nada tem a ver com a verdadeira filosofia indie e que são sustentadas por empresários e fazendeiros regionais. Selos cuja mentalidade mercantilista salta nos olhos.

Além do mais, existe o esquema do jabaculê, do apoio de políticos e fazendeiros locais, sobretudo nos festivais que tocam tecnobrega e o forró-brega. O que prova, por A mais B, que o tecnobrega NUNCA foi um fenômeno "alternativo" e "independente".

Alternativo e independente, de fato, foi por exemplo o rock underground de São Paulo, de bandas como Fellini, Violeta de Outono e Vzyadoq Moe. E gravadora independente, mesmo, é a Baratos Afins, como podemos confirmar com a trajetória corajosa e batalhadora do farmacêutico Luiz Carlos Calanca (que até fez uma ponta num episódio do seriado Aline, da Rede Globo, num leilão na Galeria do Rock de um suposto vestido usado por Rita Lee). Calanca, sim, é um batalhador solitário de sua gravadora, e tem uma filosofia em que o valor artístico está acima e independente do sucesso comercial. Coisa que não existe no cenário pseudo-indie do tecnobrega paraense.

EDUARDO PAES NÃO CONSEGUE AVALIAR CUSTO BENEFÍCIO





Enquanto o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sonha tanto com um lindo parque tomando o lugar da Avenida Rio Branco, dentro de um novo calçadão a ser construído sob um investimento de R$ 300 milhões, no mínimo, não há um projeto que possa, a curto prazo, transformar visualmente a área do Complexo do Alemão, que está no caminho dos turistas que desembarcam no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão).

Ou seja, de que adianta construir um grande calçadão no centro carioca, cuja megalomania acompanhará o deserto de mármore da atual Praça Quinze de Novembro, se temos uma paisagem feia, desorganizada e de alto risco para a vida dos moradores - vide as épocas de temporais - no caminho entre o Galeão e o centro carioca?

Será que Eduardo Paes e sua equipe não avaliam o custo-benefício de certas medidas? Será que eles não sabem o que deve ser tomado como prioridade?

Dizer que o PAC resolverá tudo, ou que vai chover dinheiro para sanar todos os problemas, enquanto nada se vê de concreto, nem de definitivo, e as obras do PAC, mesmo em andamento, nada garantem que vá transformar o Complexo do Alemão numa bela região de bairros, com residências dignas para o povo e uma concepção urbanística de arrepiar.

Pelo contrário, enquanto a tradicional vida urbana da Av. Rio Branco sofre um golpe tal qual a da Praça 15 - cuja Av. Alfred Agache se resume a um humilhante túnel cheirando a urina - , o visual tétrico das regiões de Bonsucesso, Olaria, Penha e Ramos continuará por longos anos, apenas parcialmente resolvido por alguns paliativos.

Eduardo Paes tem que governar para os cariocas, e não para os turistas estrangeiros.

O GASTO ESTIMADO PARA FECHAR A AV. RIO BRANCO, NO RIO DE JANEIRO



O dinheiro previsto para ser investido no fechamento da Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro, que se transformará num calcadão supostamente ecológico e destinado à indústria turística, será de R$ 300 milhões, de acordo com as expectativas do prefeito carioca Eduardo Paes.

A grana daria para investir em uma parte da desfavelização da enorme região da Penha e de Bonsucesso, na rota entre o Galeão e o centro do Rio. Trezentos milhões, neste caso, é pouco, mas daria uma boa ajuda para reduzir o lamentável retrato suburbano que os turistas estrangeiros inevitavelmente observam quando vão do Galeão ao Centro.

Mas Eduardo Paes acha que capital de Primeiro Mundo se faz com praças e calçadões megalomaníacos, de transporte "futurista" com ônibus que não passam de arremedos de trem e fardados (note a herança da ditadura) conforme o trajeto ou o tipo de serviço.

Sem falar que, se a moda do fechamento da Av. Rio Branco pegar, veremos a Avenida Paulista, em São Paulo, ser também transformada em calçadão, complicando os motoristas.

Vá entender...

POR QUE TEM TANTA SOLTEIRA NO BRASIL BREGA?



Advinhem qual é a mais nova solteira na praça: GEISY ARRUDA, que realizou a maior pegadinha de 2009, que foi aquele "escândalo" na faculdade que enganou muita gente, até nós, e fez a mídia popularesca fazer Contracultura em copo d'água, com aquele papo de "anti-moralismo".

Ah, e tem Solange Almeida, ex-Aviões do Forró e agora evangélica. E tem Lia, Fernanda, Fran, Fani, Tessália, e até a ex-casadona Cida, todas ex-BBB's, todas sem namorado.

Por que será que no Brasil o brega-popularesco, de uma maneira ou de outra, tem tanta mulher solteira? Definitivamente, Brasil não é França, e entre uma Leandra Leal e Regiane Alves que se tornam solteiras, há dezenas de ex-BBB's, cantoras de forró-brega, mulheres-frutas (com passado amoroso tenebroso) e tudo mais.

Na França, quem fica solteira são as mulheres inteligentes, porque aproveitam a solteirice para enriquecer suas vidas, buscando conhecimento, aprimoramento profissional, crescimento pessoal como mulheres.

Aqui no Brasil parece que o conceito de mulher solteira é meio desviado, é coisa de mulher amorosamente "suicida" que recusa os pretendentes ideais para tirar onda de "emancipada", ou é mulher que só quer curtição. Ou então são aquelas mulheres que não sabem mais o que querem dos homens. Porque eles estão aí, atrás delas, elas é que não querem.

E nós, homens diferenciados, NÃO queremos essas mulheres. Que elas tirem o burrico do temporal. Os homens legais também querem mulheres legais.

MAIOR VIAGEM...



A "viagem" de Sérgio Dias (D), guitarrista dos Mutantes:

Eliminar a criatividade psicodélico-tropicalista de sua famosa banda e transformar o grupo numa pretensiosa banda de rock progressivo, nos anos 70.

A "viagem" de Sérgio Dias (E), secretário de Urbanismo do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes:

Fechar a Av. Rio Branco a pretexto de "ecologia" e "turismo" e transformar a movimentada avenida num gigantesco, arrogante e megalomaníaco calcadão.

Mó viagem. Sóóóóóóó...

FRIAS E A REFORMA DA FOLHA


COMENTÁRIO DESTE BLOG: Folha de São Paulo botou botox!!

FRIAS E A REFORMA DA FOLHA

Por Maurício Caleiro - blog Cinema & Outras Artes

A Folha de S. Paulo está de cara nova. Agora, além dos infográficos pululando em profusão, há todo um design padronizado, privilegiando o azul. Impossível não pensar em Dorian Gray, personagem de Oscar Wilde que mantém uma bela e jovem aparência física a ocultar uma essência putrefata e carcomida.

Não passa de coincidência, é claro, que azul seja a cor primária do PSDB e que, embora a mais recente pesquisa eleitoral presidencial divulgada pelo enquadrado Datafolha tenha constatado empate em 37%, Serra, em foto favorável (na medida do possível, é claro...), continue ocupando o canto superior esquerdo, em harmonia com o azul dominante que lhe é graficamente destinado, enquanto Dilma, em sisudo close, venha depois, devidamente borrada com o vermelho do comunismo comedor de criancinhas.

Como se sabe, o leitor do diário da Barão de Limeira – essa espécie de mulher de malandro que adora ser enganada - só foi informado do empate entre Serra e Dilma porque o outrora respeitável Datafolha, agora na mira do Ministério Público, subitamente divulgou números bem diferentes dos alegadamente auferidos por suas pesquisas anteriores. O receio que o motiva, porém, não é tanto a ponto de o site do instituto atualizar manchetes. Lá, a mais recente - das que dizem respeito às eleições presidenciais - é de 03/05 e faz companhia a outras em que Serra continua bem à frente. Ficam lá, mofando, misto de saudade e wishful thinking vindo do passado.

Mas não sejamos maldosos: talvez a demora em atualizar a página se deva à concepção anacrônica que os Frias têm da internet. A se basear nas palavras do intelectual da famiglia sobre o jornalismo na web, talvez eles sequer saibam o quão fácil é renovar um site. Vejam o que o chefe do clã, após cometer a declaração desprovida de clichês de que o jornalismo tem sete vidas, escreveu:

“Muito desse novo jornalismo tem qualidade discutível, quando não é produto de mera pirataria. Os blogs e o jornalismo cidadão parecem oportunidades promissoras, mas quase sempre seu alcance fica limitado, seja em termos de recursos ou abrangência, seja porque expressam visões demasiado particulares e engajadas. Para piorar, o jornalismo que emerge está eivado de entretenimento, culto à celebridade, inconsequência”.

O velho Freud deve estar se remoendo no túmulo! Até um primeiroanista em Psicologia reconheria o quanto há de projeção referente a seu próprio jornal na fala de Frias. Faça um favor, leitor(a): releia o trecho pensando na Folha e gargalhe junto comigo.

Poderíamos utilizar a lógica para contrapôr à afirmação de que muito do jornalismo virtual teria qualidade discutível, a constatação decorrente de que há ilhas de qualidade – certamente muito mais recorrentes e de melhor qualidade do que na própria Folha, onde tal coisa é artigo rarefeito. Ou nos resfestelar apontando a contradição de alguém responsável há tantos anos pela Ilustrada e pelo Folhateen – que fazem um tal culto aos ídolos do pop/rock estrangeiro que até o nada nacionalista Caetano Veloso se viu instado a criticar-lhes – acusar o culto à celebridade. Mas minha parte favorita é quando Frias acusa os blogues de expressarem visões engajadas. Vindo de quem vem, é hilário.

Certamente para evitar tal risco, a reforma do jornal incluiu a demissão até do Paulo Nogueira Batista e a contratação de colunistas afinados com a linha editorial da Veja, digo, da Folha.

Frias prossegue, evidenciando que a sua teimosia em ser publisher está privando o público brasileiro de um humorista de mão cheia:

“Conforme mais pessoas imergem no oceano de dados e versões que giram pela rede, maior a demanda por um veículo capaz de apurar melhor, selecionar, resumir, analisar e hierarquizar. Esse veículo, no papel ou na tela, se chama jornal”.

Ou seja, tal qual uma Maria Antonieta recomendando ao povo que coma brioches, o publisher da Folha ainda acredita que seu diário, violador sistemático da ética jornalística, tem a função de hierarquizar a notícia de forma a conduzir o leitor – uma pretensão reveladora não apenas de seu anacronismo, mas de suas tendências autocráticas.

Ao ler o artigo de um dos próceres da plutocracia midiática, fica evidente que a crise da imprensa brasileira é ainda pior do que se imagina: ele não está entendendo nada, absolutamente nada da nova dinâmica da comunicação na era digital.

Mas numa coisa eu concordo com Frias Filho: o jornalismo tem sete vidas. A Folha está na sétima.

PTB ANUNCIA APOIO À CANDIDATURA DE JOSÉ SERRA


Mudam a História e os personagens.

Em 1964, foi realizado no dia 13 de março, na Central do Brasil, no Rio de Janeiro - que era então o Estado da Guanabara - , um gigantesco comício com o presidente da República João Goulart, também presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro.

Entre os presentes, além de políticos como Leonel Brizola (que estava em processo de mudança de domicílio político, do Rio Grande do Sul para a Guanabara), estava também um líder estudantil, o presidente da União Nacional dos Estudantes, José Serra, uma jovem figura de esquerda.

2010. O presidente nacional do PTB é outro e o último presidente da UNE antes do golpe civil-militar de Primeiro de Abril de 1964 tardiamente aderiu à mesma causa direitista que derrubou João Goulart e instaurou a ditadura militar (reforçada depois pelo AI-5).

No almoço de ontem, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson - o mesmo que participou do populareco programa O Povo na TV - e o pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra - o economista que "entende" de Matemática, com sua fórmula tecnobrega para a divisão entre 170 e 37 - acertaram o apoio do PTB ao tucano. Oficialmente, o PTB passou para a chapa do PSDB, no plano federal.

HOMENS SACRIFICAM OS PÉS EM ATÉ 42% DE HORAS POR SEMANA



A vaidade, acima de tudo. Em detrimento do conforto para os pés, e a pretexto do "bom gosto".

A constatação que temos é que boa parte dos homens considerados "de sucesso", desde os universitários com carreira em ascensão até os profissionais liberais e empresários com uma boa carreira, sacrificam os próprios pés usando os desconfortáveis e sisudos sapatos de couro e de verniz.

Mesmo alguns sapatos com calços acolchoados e pontas redondas não resolvem o problema. E, ainda assim, são justamente os sapatos pontudos e de calços menos confortáveis que continuam sendo os prediletos dos homens, sobretudo para os eventos considerados "sociais". Não é à toa que esses sapatos ganham o tendencioso nome de "sapatos sociais".

A frequência de uso desses sapatos chega a ocupar até 42% do total de horas por semana. Geralmente nas 10 horas diárias que compreendem ida e volta da casa para o trabalho e almoço, mais os compromissos sociais dos fins de semana. Se estes compromissos ocuparem dias consecutivos, como sexta-feira, sábado e domingo, quando se estima um total de pouco mais de quatro horas, o tempo total de uso desses sapatos fica em torno de 70 horas por semana, ou seja, 42% de um total de 168 horas semanais.

Isso faz uma diferença negativa para os homens que, sem brilho próprio, dependem do brilho artificial desses sapatos bem engraxados. Não se pode ser uma usina de ideias o tempo todo, e os empresários e profissionais liberais considerados "de sucesso" têm nesses sapatos "sociais" um piloto automático para suas carreiras, um símbolo de ostentação e luxo que lhes dá a falsa impressão de "homens sérios".

Só que, nessas cerca de 70 horas, ao longo de 40 anos de uso desses sapatos "sociais", podem render sérias dores nas articulações na velhice. Não adianta disfarçar os malefícios com andanças lentas, que é o que os homens considerados "finos" fazem, quando vão e vem das festas e dos eventos em caminhadas pachorrentas, quando não têm os carros a seu dispor (eles ou não dirigindo tais veículos).

Isso pode causar problemas quando eles se aposentarem, pois o semi-sedentarismo sobre sapatos que eles usam por cerca de quatro décadas pode se converter no sedentarismo dolorido de colunas problemáticas, pés quase sangrando, articulações sofridas.

Por isso é que muitos idosos acabam tendo dor de coluna, dores nas articulações, dores nos pés, não aguentando mais de tanto andar, ou mesmo não aguentando sequer a menor e mais lenta caminhada. É porque, em nome da "sofisticação", da "seriedade" e do "bom gosto", eles maltataram os próprios pés. Atitude que, no fundo, é de muito mau gosto.