quinta-feira, 20 de maio de 2010

REGIANE ALVES ESTÁ SOLTEIRA!!!!!



Sim, a deliciosa, lindésima, fascinante e tudo, tudo, tudo Regiane Alves, atriz da novela Tempos Modernos, está solteira, segundo se noticia hoje.

Regiane é uma das mulheres mais quentes do Brasil. A garota é tão fascinante que não é por acaso que a primeira novela em que atuou se chamou Fascinação. E como protagonista, o que é o fino.

Inteligente, charmosa, graciosa e sexy, Regiane aparece aqui em três fotos coladas, todas com camisas para dentro, coisa que as boazudas, mesmo as com mais de 30 e 35 anos, até agora não se encorajaram a fazer. Nem no inverno.

Mas pelo menos há uma mulher classuda no "mercado", novamente. Uau!

11 ANOS DEPOIS, O "MASSACRE CULTURAL" ESTÁ MAIS INTENSO



Há cerca de onze anos depois do artigo Massacre Cultural Sem Precedentes, o referido "massacre cultural", a hegemonia brega-popularesca denunciada lucidamente pelo jornalista Mauro Dias, num dos raros momentos em que a crítica musical da grande imprensa possuía autonomia e competência (hoje a crítica musical, na prática, não passa de meros RP do establishment do entretenimento), não somente se firmou, como se tornou cada vez mais ameaçador.

Ídolos que, naqueles idos de 1999, simbolizavam a baixaria musical no nosso país, como Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, Leonardo, Daniel, Só Pra Contrariar (com Alexandre Pires já planejando sua carreira-solo), Chiclete Com Banana e Mastruz Com Leite, hoje vendem a falsa imagem de "sofisticados". Grupos risíveis como É O Tchan são vistos como se fossem "vanguardistas" e "polêmicos". Os patéticos funqueiros de 1990 agora "fazem funk de raiz" e foram promovidos a "cantores de protesto". E, para piorar, existe toda uma "patrulha" de internautas contra quem falar mal de todo esse universo brega-popularesco na Internet, sobretudo no Orkut, no Facebook e no Twitter.

Quem imaginaria, por exemplo, que um Frankestein verborrágico tipo o "professor" Eugênio Raggi apareceria em 1999? Por outro lado, as denúncias de que o Brasil vivia um processo de pagodização, tão lucidamente descritas por Arnaldo Jabor na mesma época do artigo de Mauro Dias, perderam o sentido quando o cineasta-jornalista converteu sua sincera desilusão com os últimos tempos em um reacionarismo rabugento e ranzinza.

A mídia passou a ser proibida de falar mal do brega-popularesco, com a mesma coragem heróica de Mauro Dias, enquanto cedia espaço para uma intelectualidade que se vendeu para a promiscuidade midiática, e dela se infectou seriamente. Essa intelectualidade, poucos anos após os lúcidos textos de Mauro Dias ou de outros como o Jabor das antigas e Ruy Castro, passou a desenvolver um discurso demagógico que prolongou ainda mais a permanência do brega-popularesco no mainstream, e, o que é pior, empurra cada vez mais os ídolos popularescos para invadir os últimos redutos da MPB autêntica, seja na mídia, seja nos bares da vida, nas universidades, seja em qualquer lugar.

Se, já em 1999, Só Pra Contrariar e Chitãozinho & Xororó causavam apreensão na sociedade invadindo tributos de MPB, e É O Tchan e seu "genérico" Gang do Samba apareciam em documentários sobre folclore, em 2002 preocupava a explosão retórica que se seguiu e que só estimulou cada vez mais a escalada do brega-popularesco para, feito um parasita, cooptar e matar a Música Popular Brasileira.

Essa retórica tentava omitir o fato de que tais ídolos já haviam conquistado, há anos, o establishment musical brasileiro. Falavam desses ídolos como se eles nunca haviam conquistado o sucesso que possuem. Falavam que esses ídolos eram "vítimas de preconceito" e os creditavam cinicamente como "a verdadeira música popular brasileira", em detrimento aos ídolos de classe média que, barrados nas rádios, não conseguiram mais fazer sucesso, senão através da tendenciosa inclusão nas trilhas de novelas das oito da Globo.

A retórica avançou tanto que fala-se em "tudo junto e misturado". Transforma-se a cultura brasileira numa gororoba, num vale-tudo, numa coisa qualquer nota, tudo definido como uma suposta diversidade cultural. A música brega-popularesca, homogênea mesmo nas suas diferentes tendências - diferentes de fachada, porque, essencialmente, não há diferença alguma entre Zezé Di Camargo e Alexandre Pires, entre É O Tchan e Gaiola das Popozudas, entre Chiclete Com Banana e Aviões do Forró, entre o "injustiçado" Waldick Soriano e o "injustiçado" Mr. Catra - , vende a falsa imagem de "diversidade cultural", como se ser medíocre fosse o mesmo que ser "democrático", como se a liberdade passasse sempre pelo caminho da burrice, que não pode ser confundida com a natural ignorância.

É certo que ninguém nasce sabendo, mas o verdadeiro artista guarda sua inicial ignorância para si mesmo. Os falsos artistas, não, transformam a ignorância em milhões de CDs vendidos, convertem ignorância em burrice, porque a burrice resulta da soma da ignorância com o pretensiosismo.

O verdadeiro artista aprende, humildemente e sem alarde, a sua arte, e possui vocação natural para isso. O falso artista, não, parece que veio para nos chatear, só pra contrariar a lógica e o bom-senso. Expõe sua ignorância para plateias enormes, e, depois de tantos discos constrangedores, que venderem milhões e milhões e fizeram o falso artista enriquecer, este, de forma cínica, diz que vai "evoluir sempre" na sua carreira e inicia toda uma maratona de discos ao vivo, duetos, covers, sem medir escrúpulos em parasitar o cancioneiro da MPB autêntica, conforme permite a sua fachada musical. Se é um falso sambista, grava-se sucessos de samba e músicas de Djavan e Wilson Simonal. Se é um falso cantor caipira, grava-se sucessos da música rural autêntica e músicas do Clube da Esquina.

O massacre cultural sem precedentes anunciado por Mauro Dias tornou-se cada vez pior. O brega-popularesco invadiu o Circo Voador e a Fundição Progresso, esvaziando seu antigo potencial vanguardista. Invadiu rádios e TVs educativas, invadiu universidades públicas e privadas. O jabaculê da MPB FM e da Nova Brasil FM tornou-se pior do que aquele que Mauro citou da extinta Musical FM. Hoje empurra-se Odair José, Alexandre Pires, Benito di Paula, Exaltasamba e Fábio Jr. aos poucos para as rádios de MPB que, se deixarmos, serão apenas cópias requentadas das rádios popularescas de uns cinco anos atrás.

A cultura brasileira corre perigo, e os críticos da mídia grande só falando em política. Vamos falar de política, sim, mas, enquanto Gilberto Dimenstein, William Waack, Diogo Mainardi, Miriam Leitão e outros oferecem suas caras a tapas, cantores de sambrega, breganejo, axé-music e "funk carioca" combatem os movimentos sociais com seus sorrisos arreganhados nos palcos de vaquejadas, micaretas, "bailes funk", festivais diversos e plateias de TV. A mídia reacionária dorme tranquila, por mais que receba pedradas verbais: seus "artistas" da música completam o serviço de controle e dominação da sociedade.