quarta-feira, 19 de maio de 2010

EXISTEM RENATAS E RENATAS


DA ESQUERDA PARA A DIREITA, A MODELO RENATA BANHARA E A JORNALISTA RENATA CAPUCCI.

Quanta diferença para duas mulheres com o mesmo nome, que aparecem na TV, fazendo até reportagens, são mães e nasceram em épocas bem próximas, quase sob o mesmo signo. Renata Banhara e Renata Capucci nasceram, respectivamente, em 1975 e 1973, e a jornalista da Rede Globo, por uma questão de dois dias, quase não se torna uma taurina quanto a modelo e ex-mulher do cantor de forró-brega e político Frank Aguiar.

Até para comparar as duas fotos, mostra o quanto a jornalista ganha em charme da outra. Renata Banhara aqui aparece num evento de moda, com uma camisa abotoada muito curta, que parece ser feita para seus filhos. Poderia ter usado uma camisa bem maior, uma calça menos folgada e enfiar a camisa para dentro da calça, algo que sua referida xará já fez em uma reportagem.

Mas não é só a camisa abotoada que Renata Capucci enfia para dentro. Aqui vemos a jornalista em um passeio comum, com a camisa sem manga para dentro da bermuda, com um charme que, em comparação com a foto da esquerda, faz a Renata Banhara dar pena com um vestuário tão chinfrim.

O pior é que Renata Capucci é casada - com um cirurgião sisudo - e Renata Banhara, embora tenha sido casada antes, está hoje solteira, sem namorado. Mas nem para se espelhar na sua xará a Banhara se interessa! Sem falar que a ex do Frank Aguiar tem um gosto musical lamentável e referenciais culturais duvidosos.

Será que são mulheres como Renata Banhara é que sonham em namorar caras legais? O problema é que os caras legais também gostariam de namorar mulheres legais.

BOAZUDAS



I

A modelo Nana Gouveia fez uma participação no humorístico SOS Emergência. Advinhe que papel ela fez: de boazuda. Aos 35 anos, duas filhas crescidas, ela ainda insiste em se comportar como se fosse uma popozuda de 19 anos.

II

O portal R7 fez uma enquete perguntando qual é a funqueira mais bonita. Daqui a pouco vão fazer uma enquete perguntando qual é o protozoário mais atraente.

III

Enquanto existem Renatas legais mas casadíssimas, verdadeiras Renatas Superiores, há outras Renatas que nem namorado têm. Um exemplo é a modelo Renata Banhara, ex do forrozeiro-brega Frank Aguiar (espécie de "ponte" entre Beto Barbosa e o tecnobrega).

Mas Renata Banhara não foi vista lendo livros teóricos de Umberto Eco, nem apareceu usando um discreto conjunto de camisa abotoada para dentro da calça e sandálias de salto médio, não fez reportagem sobre um novo movimento de artes plásticas ou teatro performático, não foi vista num festival de jazz, e nem entrevistou o Peter Hook (ex-Joy Division, ex-New Order) na vinda deste ao Brasil.

Ela até apareceu em Paris, mas não há registros de que ela tenha feito um relato sobre a história e os movimentos literários mais importantes da capital francesa. Citações filosóficas, nem pensar!

É mais outra que falou que quer "caras legais". Mas ela aprovou o "funk carioca" e diz que curte forró (forró-brega, dá para imaginar).

IV

Como diz Renato Machado: "Vem aí uma frente fria para o próximo fim de semana no Brasil...".

SITE DE FAMOSOS CHAMA MARIDO DE SALMA HAYEK DE "VELHO"


FRANÇOIS-HENRI PINAUT - 48 ANOS, COM CORPINHO E MENTE DE 58 (E SEGUNDO OS PADRÕES DE ANTIGAMENTE!).

O que é ser um empresário na velha linha do engravatado obsessivo, que contagia sobretudo homens de 40 a 69 anos no mundo inteiro.

Aquele comportamento sisudo, aquela elegância forçada - que, no fundo, se nivela, em essência, à falta de elegância das ex-BBB's e das "mulheres-frutas" brasileiras - , que homens considerados importantes, dotados de poder político e econômico, adotam, por mal-disfarçada presunção que as rígidas normas de etiqueta convertem numa conduta tendenciosamente discreta.

Isso faz com que os homens sisudos, que já causam constrangimento aos colunistas sociais - hoje, coluna social é Rodrigo Hilbert pegando onda no Arpoador, há cada vez menos espaço para a chique ostentação dos engravatados e suas belas esposas (estas acabam aparecendo sozinhas em certos eventos, preservando os maridos do vexame da elegância obsessiva).

FRANÇOIS-HENRI PINAUT TEM MAIS CARA DE MARIDO DE PAMELA ANDERSON

É incrível o aspecto degradante do CEO (chief executive officer, ou diretor-executivo) da rede de comércio varejista francês PPR, François-Henri Pinaut, que tem apenas 48 anos. A mesma idade de boa parte dos roqueiros nacionais, como Nasi, Edgard Scandurra, Paulo Ricardo, João Barone.

Pinaut tem 48 anos mas exibe uma aparência e um comportamento de 58, e fala-se 58 anos de acordo com os padrões antigos de comportamento cinquentão. Vá botar François-Henri diante do sessentão Mark Mothersbaugh (que, embora mais gordo e grisalho, mantém a jovialidade dos primórdios do Devo)! Quanta diferença!

No comportamento, Pinaut, hoje marido da belíssima atriz e produtora mexicana Salma Hayek (que oficialmente adotou o sobrenome do marido), chega a destoar até do empresariado de sua geração, pois, pelo menos no Brasil e nos EUA, os empresários nascidos em 1962 adotam um comportamento mais jovial e nos momentos de lazer usam um vestuário informal, deixando os ternos, gravatas e smokings junto aos sapatos de couro e verniz para ocasiões rigorosamente formais. Até o mega-empresário Bill Gates, de 55 anos, dá uma rasteira no senhor Pinaut em jovialidade.

Combinando o comportamento extremamente sisudo do monsieur Pinaut com a sua aparência envelhecida pela idade, e contrastando com sua bela esposa, que, nascida em 1966, não parece estar com seus 44 anos de tão jovial e formosa é sua beleza, consequências duras acabam vindo.

Pois o portal de celebridades Moe Jackson (antigo Bastardly) chamou o empresário francês de sugar daddy, termo que no Brasil equivale a "velho babão" e é um nome dado aos homens velhos que se casam com mulheres bem mais novas. Se um homem que é casado com uma mulher apenas quatro anos mais nova - em termos de diferença etária, é como se eu, por exemplo, me casasse com a Ana Paula Arósio - é chamado de sugar daddy, então a coisa é muito grave.

Se for pela aparência, seria certamente muito mais adequado que o sr. Pinaut se casasse com a atriz Pamela Anderson porque ela, apesar de um ano mais nova que Salma Hayek, também tem a aparência envelhecida que causaria menos contraste para o empresário francês.

Além do mais, isso seria a união de dois elementos chave do machismo tradicional, o homem-líder e a mulher-objeto (não nos esqueçamos que Pamela Anderson é uma espécie de popozuda ianque), pela personalidade marcada pela mesmice e pela própria função que o machismo atribui ao homem à racionalidade e à mulher o culto ao corpo.

A Internet mostra essa pressão social que pode causar dor-de-cabeça para muitos homens sisudos, duramente criticados pelo seu comportamento fora dos parâmetros sociais de hoje. Gente que vive fechada entre os escritórios e mansões, entre os seminários sobre negócios e as festas de gala. Verdadeiros autistas chiques.

É por isso que muitos desses homens sisudos evitam a Internet. Correm o risco de terminar a conexão com o cibermundo estressados, e, quando muito, só consultam e-mails e noticiários.

No Brasil, empresários e profissionais liberais sisudos, casados com belas jornalistas e atrizes, já aparecem menos ou simplesmente evitam aparecer até em Caras, até para eles, de ternos ou smokings, não serem comparados com os Thiago Lacerda, Rodrigo Hilbert e Mateus Solano que aparecem de bermudão e tênis all-star até quando vão ver filmes com suas mulheres.

REDE GLOBO APOSTA NO TECNOBREGA


Valeu a retórica "etnográfica" da esquerdista revista Fórum? Valeu desperdiçar páginas e espaço de htm da mídia de esquerda, gastos para promover um ritmo que agora entra pelas Organizações Globo pela porta da frente, através do mesmo discurso que promoveu o "funk carioca"?

O tecnobrega, cuja trilha na verdade foi aberta pela Banda Calypso, apareceu no Domingão do Faustão, apareceu no temível jornalístico Jornal da Globo, e ontem apareceu no Mais Você, de Ana Maria Braga, conhecida por sua postura domesticamente conservadora.

No Jornal da Globo, teve direito até a comentário em discurso "pós-moderno" de Nelson Motta (que, para quem não sabe, participa do Instituto Millenium), que tentou promover o tecnobrega como um fenômeno "alternativo" divulgado pela cibercultura e difundido pelos camelôs.

De uma forma paternalista, Nelson Motta argumentou que o tecnobrega, combinando o brega romântico (Waldick Soriano, Odair José) com a música eletrônica, é "o que o povo quer ouvir".

Mais um hype que vira modismo sem ser considerado como tal. Mais um hype que vem acompanhado de discurso "etnográfico", "sociológico", "pós-moderno". Mais um hype que fatura com um discurso que evoca de Antônio Conselheiro a Malcolm McLaren, passando por Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Claude Levi-Strauss, Hélio Oiticica, Rogério Sganzerla e o escambau. Mais um modismo a querer, como a axé-music, tomar parte da herança do Tropicalismo.

O que a revista Forum foi publicar que vai de acordo com o interesse do Instituto Millenium é um mistério. No fim, os esnobes jornalistas de Veja acabam sempre fazendo chacotas da intelectualidade de esquerda, que teima em usar a mesma trilha sonora da mídia de direita (Faustão, Gugu e similares). A imprensa de esquerda permite, ela mesma, esse verdadeiro bullying jornalístico...

Mas a imprensa de esquerda quebra a cara, porque as Organizações Globo e o Grupo Folha fazem o mesmo discurso, até com mais entusiasmo, para defender modismos da Música de Cabresto Brasileira. "É o que o povo sabe fazer", "É o que o povo quer ouvir", dizem os intelectuais etnocêntricos ao defenderem a música brega-popularesca.

E é o que o Brasil todo será obrigado a ouvir, mais uma vez, até depois de cinco anos de sucesso, quando virão os sucessivos DVDs e CDs de eternas regravações de seus sucessos. Os eternos duetos, os eternos tributos, os eternos covers, mal-disfarçados por mornas canções inéditas de trabalho, esquecíveis depois de seis meses. E tudo isso por pelo menos 55 anos (tempo estimado para os ídolos popularescos de hoje manterem alguma saúde física para aparecer nos palcos).

Haja paciência para assistirmos passivos à cultura brasileira transformada em penico.

CENTRO DE ESTUDOS BARÃO DE ITARARÉ: O ANTI-MILLENIUM



COMENTÁRIO DESTE BLOG: As principais forças de oposição ao poder da grande mídia fundaram o Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, em homenagem a um dos pioneiros da mídia alternativa no Brasil, o humorista Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão de Itararé. O centro pretende fazer frente ao Instituto Millenium, com um projeto oposto ao deste "instituto" formado pelas grandes corporações da grande mídia.

Entre um e outro, porém tomarmos muito cuidado com certos oportunistas que faltam às "aulas" do Instituto Millenium mas seguem direitinho suas "lições", seja Eugênio Arantes Raggi, Mário Kertèsz, Bóris Casoy, Fernando Mitre, Domingos Alzugaray, Luís Estevão, Pedro Alexandre Sanches e outros lobos em pele de cordeiro, fingindo amigos da democracia mas fazendo o jogo sujo da mídia golpista (que eles dizem se opor), só que de forma menos aberta que seus amigos do Grupo Abril, do Grupo Folha, do Grupo Estadão e das Organizações Globo.

Um começo promissor para o Centro de Estudos “Barão de Itararé”

André Cintra - Blog Vermelho

Quase 300 pessoas, entre comunicadores e lideranças sociais, “batizaram”, na noite de sexta-feira (14), o Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”. Um debate sobre “A Cobertura Jornalística da Sucessão Presidencial” abriu o seminário “A Mídia e as Eleições de 2010” e marcou o lançamento da entidade, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.

Não faltaram denúncias, relatos incisivos e até autocríticas na atividade — que confrontou as opiniões dos jornalistas Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), Leandro Fortes (CartaCapital), Maria Inês Nassif (Valor Econômico) e Altamiro Borges (Vermelho). Numa das intervenções mais polêmicas, Amorim cobrou os jornalistas independentes que abusam da opinião — mas sonegam notícias — na internet, sobretudo na blogosfera.

“Até agora, estamos vendendo opinião. Só vamos parar de falar para nós mesmos e ampliar quando houver informação. O que decide é a notícia, o hard news. Os blogs sobreviverão à medida que forem mais informação e menos opinião”, disparou o jornalista do Conversa Afiada — e também da TV Record.

Sobre a grande mídia — ou PiG (Partido da Imprensa Golpista), como costuma dizer —, Amorim não poupou qualificativos. “A mídia é sombria e gordurosa. Os textos do Fernando Henrique Cardoso no Estadão estão cheios de colesterol”, discursou. “Mas há, em contrapartida, um panorama de sinistro de unanimidade contra o Lula, que perdeu, em seus governos, a oportunidade de criar mecanismos para enfrentar o PiG. O Lula encantou e dobrou o PiG, mas o PiG continua forte.”

De todo modo, prevaleceram no debate os petardos contra a grande mídia e seus expoentes. Leandro Fortes afirmou que o noticiário político produzido em Brasília é “basicamente uma farsa” — e o Senado, “uma casa de comadres, uma pantomima absurda”: “A quem interessa saber o que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), ou o Arthur Virgilio (PSDB-AM), vai falar todos os dias na tribuna?”.

Boa parte disso, segundo ele, é de responsabilidade da própria categoria de jornalistas. “Nem todo mundo que trabalha no PiG está ideologicamente aprumado (com os patrões), mas é o próprio jornalista quem faz o jogo sujo hoje”, acredita. Fortes desmascarou, ainda, a classe média brasileira, que, em sua opinião, é “iletrada e apavorada”, “está distanciada da sociedade” e “vive basicamente com o que sai na revista Veja”.

“Imaginar os jornais como partidos exige uma articulação orgânica dos jornalistas, que fazem parte do jogo, do movimento ideológico”, concordou Maria Inês Nassif. Citando o revolucionário italiano Antonio Gramsci (1891-1937) e o jornalista brasileiro Perseu Abramo (1929-1996), a repórter especial do Valor avançou na comparação entre as estruturas dos partidos e das redações. Enquanto as legendas têm programas, estatutos, filiados, militantes e quadros, os jornais ostentam linha editorial, manual de redação, comando, profissionais fiéis e leitores.

Para Mania Inês, essa configuração dita as regras da grande mídia nos dias de hoje. “Existem explosões de pânicos, a sensacionalização da informação política e econômica. Ao recorrer a isso, os jornais falam para setores restritos, não fazem mais a opinião pública”, diz Maria Inês. “A internet e a mídia alternativa também não podem falar para si próprio. Têm de ampliar o escopo de cada site.”

Já o primeiro presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”, Altamiro Borges, também evocou análises de Perseu Abramo e de outros especialistas da mídia. “O Perseu estava certo ao dizer que a manipulação não está na mentira, mas no que você realça ou oculta da verdade”, disse de início. “A mídia, como diz muito bem o professor Denis de Moraes, exerce duplo poder — um econômico e outro político”, agregou posterioremente.

Segundo Altamiro, a nova entidade nasce com quatro funções: lutar de forma mais sistematizada e eficiente pela democratização dos meios de comunicação; fortalecer as mídias alternativas atuais; investir em pesquisas; e formar comunicadores sob os princípios da emancipação humana.