quarta-feira, 12 de maio de 2010

DEPOIS DE O GLOBO, FOLHA FALA DE MICHAEL SULLIVAN



Depois de O Globo publicar artigo sobre Michael Sullivan, a Folha de São Paulo, com um pouco menos de pretensiosismo (pelo menos não tentou nivelar o cantor brega a Tom Jobim), publicou um texto favorável ao cantor e compositor brega.

Talvez o pretensiosismo de O Globo se deva ao fato de que Michael Sullivan ter sido protegido da Rede Globo nos anos 80.

Mesmo assim, Michael Sullivan falou mal das rádios segmentadas e disse que queria ouvir uma música sua ao lado da de Chico Buarque. Neste caso, o pretensiosismo foi da parte do próprio compositor.

Numa época que a mídia golpista tenta reabilitar a música brega, as manobras se tornam mais sutis e agressivas, com direito até mesmo a tráfico de influência na imprensa de esquerda, recurso favorecido pela visão etnocêntrica de muitos intelectuais de esquerda, pessoas de classe média alta com uma visão fantasiosa do povo pobre.

Tem-se a impressão, falsa, de que é muito bonito a classe média ouvir Michael Sullivan, Alexandre Pires, dançar o "rebolation" e o "pancadão", curtir tecnobrega e endeusar Waldick Soriano. Mas ninguém diz que é bonito as classes pobres ouvirem Turíbio Santos, Rafael Rabello, Jacob do Bandolim.

Pura hipocrisia de quem quer ver a música brega e seus derivados dominando o país do Oiapoque ao Chuí, das "moradias" debaixo da ponte às universidades.

GOLPISMO CULTURAL ENVERGONHA


PARA OS REACIONÁRIOS DE PLANTÃO, LULA É CRITICÁVEL, MAS ALEXANDRE PIRES NÃO. NEM DE FORMA CONSTRUTIVA.

Veja como o reacionarismo dos defensores dos ídolos popularescos causa vergonha entre nós e que poderia causar vergonha até nos próprios defensores.

O presidente Lula é criticável. Tudo bem. E mesmo o grandioso Jesus Cristo, até certo ponto, também é criticável para outras pessoas. Podemos discordar das críticas feitas a Jesus, mas ainda é compreensível.

Mas não se pode criticar Alexandre Pires, Ivete Sangalo, Zezé Di Camargo & Luciano, Vítor & Léo, João Bosco & Vinícius, Banda Calypso, Belo e Chiclete Com Banana, cuja mediocridade artística salta nos olhos e nos ouvidos.

Não se pode falar mal de um espirro de cantor de axé-music para fulano mandar mensagem nos mandando para p... e dizendo mil desaforos num texto escrito em português catastrófico e errado.

Alexandre Pires mal consegue fazer um samba, dentro daquela linha estereotipada do "pagode mauricinho", e temos que considerá-lo "grande sambista" senão a milícia Talifã, de verdadeiras marionetes da grande mídia, põe seu reacionarismo em ação. Zezé Di Camargo fala muita besteira nas entrevistas, e temos que chamá-lo de "sábio", senão os Talifãs despejam sua fúria em nós.

Isso mostra o quanto o reacionarismo dos fãs, adeptos ou até de assessores de ídolos popularescos, que vitimou até Artur Xexéo (no caso das fãs do breganejo Leonardo) e Bruno Mazzeo (no caso das fãs de Luan Santana) e que, no fundo, não passa de uma tradução contemporânea do antigo Comando de Caça aos Comunistas, torna-se uma grande ameaça para quem defende os valores culturais ameaçados de desaparecimento no nosso país, graças ao império milionário do brega-popularesco.

Mas esses talifãs pensam que isso vai beneficiar a imagem desses ídolos? DE JEITO NENHUM!!

Afinal, eles, expondo suas fúrias, sua ironia, seus textos muito mal-escritos, causam problemas sérios com isso, porque a música que defendem depende de uma aura de alegria e alto astral, e como o brega-popularesco vive só de emoção, daí para o público achar que seus ídolos têm fãs fascistas, é um grande pulo.

Aliás, um recado para o tal "Vinícius": limpe seu vocabulário, porque você, no calor de sua raivinha mesquinha, pode soprar suas palavras porcas para Joelma e Chimbinha, arruinando suas carreiras.

ANTES QUE ALGUÉM CONSIDERE 'CENTRAL DA PERIFERIA' UM CLÁSSICO DA TV...


COMENTÁRIO DESTE BLOG: Antes que algum desavisado e incauto considere o programa Central da Periferia um clássico da televisão brasileira, vamos relembrar um artigo de quatro anos atrás de Ricardo Calil comentando o programa.

Central da periferia é reacionário e autocongratulatório

Por Ricardo Calil - 14.05.2006

O programa “Central da periferia”, apresentado pela Globo aos sábados, e o quadro “Minha periferia”, exibido pelo Fantástico aos domingos, partem de um conceito louvável: mostrar que as favelas e outros cantões pobres do país não produzem apenas episódios de violência, mas também ricas manifestações culturais.

Além do enorme poder de comunicação da apresentadora Regina Casé, o “Central da periferia” conta com algumas idéias interessantes, como mostrou o episódio deste sábado: apresentar o punk da banda Cólera como semente do movimento de contestação da periferia, juntar Olodum com Salgueiro, Jair Rodrigues com Rappin’ Hood.

Mas, na ânsia de combater preconceitos e semear auto-estima, o programa incorre no problema oposto: apresentar uma visão idealizada da periferia, usar a origem pobre dos artistas como único critério de qualidade, retratar seus moradores quase como “bons selvagens”.

“Central da periferia” mostra de passagem alguns problemas da favela, como a falta de saneamento básico. Mas, na visão do programa, esses obstáculos, enfrentados sempre com um sorriso no rosto, só ajudam a transformar o povo da periferia em um pessoal mais bem-resolvido.

No programa de sábado, um velho barraco de madeira – no meio das casinhas de alvenaria de Heliópolis, em São Paulo – foi praticamente elevado à categoria de exemplar artístico remanescente do estilo “favela vintage”.

Aqui vai uma pequena seleção de chavões proferidos no episódio de sábado que reforçam essa visão conformista: “Quem mora na periferia é alegre por natureza” (do cantor e compositor Leandro Lehart); “Na favela eu me sinto mais gente” (do rapper Rappin’ Hood); “Alegria é uma força revolucionária” (da apresentadora Regina Casé).

Por trás de sua falsa aparência de modernidade, “Central da periferia” talvez seja a atração mais paternalista e reacionária da TV brasileira hoje. Mas há um problema ainda maior no programa: sua feroz autocongratulação. Regina Casé nos lembra a cada cinco minutos como a Globo está fazendo história por abrir espaço para esses pobrinhos tão criativos (da mesma forma que ocorreu alguns meses atrás com “Falcão – Meninos do tráfico”). Na “Central da periferia”, não basta ser bacana. É preciso gritar a plenos pulmões que se é bacana.

Boa parte dos convidados do programa – como Leandro Lehart, Exaltasamba, Limão com Mel – bate cartão em programas populares, como os do Gugu e Gilberto Barros. Só que esses apresentadores nunca se vangloriaram por isso. A lógica do sistema dipensa explicações: eles vendem mais discos, nós aumentamos a audiência. Mas na Globo, que sempre teve enorme receio de parecer popularesca, essa fórmula precisa ser mascarada por lições sobre a periferia de seus PhDs em povão.

QUAIS OS ÍDOLOS POPULARESCOS QUE TÊM OS PIORES TALIFÃS?



Sim, aqui neste blog todos sabem que existem jovens reacionários, defendendo as causas da grande mídia e de seus pretensos totens, mesmo no ramo do entretenimento.

A música brega-popularesca não é diferente, com seus herdeiros da música brega original, os ídolos neo-bregas (que disfarçam a cafonice original com elementos da "MPB pasteurizada" dos últimos 30 anos), contando com defensores violentos, sempre querendo justificar e até fazer crescer a hegemonia que os ídolos neo-bregas exercem no mercado musical, impedindo que a verdadeira cultura brasileira se expresse livremente para o grande público.

Pois aqui vai uma lista de ídolos que contam com defensores fanáticos, a milícia talifan ou talifã que o humorista Bruno Mazzeo tanto fala. Os talifãs são adeptos do pensamento único, do fundamentalismo midiático, e mal sabem eles que eu não tenho o menor interesse de invadir os blogs dos seus ídolos para espinafrá-los. Mas eles invadem blogs como o meu quando eu falo mal dos ídolos deles, querendo que tais blogs pensem como eles ou ao menos fiquem calados.

Nunca fiz um comentário grotesco como o que Olavo Bruno fez sobre João Gilberto (Olavo queria que o mestre bossa-novista morresse de fome), mas são talifãs como ele que querem deter o monopólio da razão, tal como os Talibans querem impor seu modelo de "civilização" através do terror. Osama Bin Laden faz escola.

OS ÍDOLOS DA MILÍCIA TALIFÃ/TALIFAN:

IVETE SANGALO
CHICLETE COM BANANA
CLÁUDIA LEITTE
ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO
ALEXANDRE PIRES / SÓ PRA CONTRARIAR
EXALTASAMBA
VÍTOR & LÉO
LUAN SANTANA
JOÃO BOSCO & VINÍCIUS
LEONARDO / LEANDRO & LEONARDO
DANIEL / JOÃO PAULO & DANIEL
MICHAEL SULLIVAN & PAULO MASSADAS
FÁBIO JR.
MC JÚNIOR & MC LEONARDO
DJ MARLBORO
BENITO DI PAULA
BELO
BANDA CALYPSO