terça-feira, 11 de maio de 2010

BAIXOU ESPÍRITO DA FOLHA DE SÃO PAULO NA REVISTA FÓRUM



Baixou o fantasma da Falha de São Paulo na Revista Fórum, não bastasse outros veículos da imprensa de esquerda, como Brasil de Fato, Carta Capital e Caros Amigos.

O vírus folhista fica por conta de Pedro Alexandre Sanches, ex-jornalista de Ilustrada, caderno cultural da Folha de São Paulo, e que hoje anda "passeando" pelas redações de esquerda.

No entanto, ele faz a mesma pregação que a Folha e os veículos das Organizações Globo fazem. Nesse artigo sobre o tecnobrega que, como outros "movimentos" da Música de Cabresto Brasileira, apela para a choradeira do "preconceito", que foi publicado na edição de março último da Revista Fórum, a mesma choradeira que vimos outras tendências bregas e neo-bregas, do brega original de Waldick Soriano ao "funk carioca". Mas mesmo os medalhões do breganejo, sambrega e axé-music apelaram para a mesma choradeira da pose de "vítimas de preconceito", que não passa de uma grande lorota.

Primeiro, porque TODOS os ritmos e tendências do brega-popularesco fazem sucesso na grande mídia, nas rádios e TVs de maior audiência e que são ligados a grupos poderosos nacionais ou locais. Segundo, porque eles fazem parte do mainstream local ou nacional, seja rebolation, tecnobrega, e por aí vai. Terceiro, não há motivo algum para pose de vítima, se eles são o poder da grande mídia, através da cultura, que eles são a música comercial em versão brasileira, não tendo o menor compromisso com a verdadeira arte e cultura, que envolve produção de conhecimento, finalidade social e transmissão de valores, coisa que o brega-popularesco, mera música de entretenimento, não tem.

Pedro Alexandre Sanches apela até para alguns argumentos mentirosos, como lamentar que a grande mídia confunde cultura e entretenimento, quando ele mesmo se compartilha do mesmo discurso?

Que diferença tem O Globo falando de Michael Sullivan e a Revista Fórum falando de tecnobrega, se são rigorosamente os mesmos argumentos, as mesmas apologias, a mesma choradeira? Que diferença tem Caros Amigos falando de "funk carioca" com a Folha de São Paulo falando do mesmo tema? Que diferença tem MC Leonardo e Gilberto Dimenstein escrevendo praticamente o mesmo texto, os mesmos argumentos? Definitivamente, nenhuma.

O brega-popularesco não é arte nem cultura, porque não produz conhecimento nem valores sociais sólidos. E Pedro Alexandre Sanches ainda tenta usar o escritor Oswald de Andrade em causa própria. Ele diz que o tecnobrega segue os princípios de antropofagia previstos por Oswald. Mentira. O tecnobrega não representa adaptação local alguma de influências estrangeiras, porque não as converte em conhecimento cultural e artístico. Apenas faz uma reles tradução de sucessos estrangeiros em prol de um entretenimento momentâneo. E o tecnobrega é subordinado ao hit-parade estrangeiro, o que tira qualquer mérito em defini-lo como "antropofagia cultural".

É bom deixar claro que a verdadeira arte e a verdadeira cultura, pelo compromisso que tem com a produção de conhecimento e com os valores sociais, focam seu olhar à posteridade, sua produção artística é algo feito a longo prazo. O brega-popularesco, como mera música de entretenimento, não visa a posteridade, mas tão somente ao sucesso momentâneo. Seja "funk carioca", "brega de raiz", axé-music, tecnobrega, breganejo e outros.

Por isso não dá para comparar o tecnobrega ao mangue beat, por exemplo. O ritmo pernambucano tem compromissos culturais, artísticos, não é uma subordinação ao hit-parade como o tecnobrega. Por isso, foi lamentável incluir o tecnobrega no RecBeat, um acinte à memória de Chico Science, uma redução de um festival cultural no mero circo do entretenimento descartável.

Além disso, o mesmo tecnobrega que aparece sob o verniz de "fenômeno etnográfico" na Revista Fórum é o mesmo que entra no Domingão do Faustão pela porta da frente. Sabe-se que o referido programa dominical é a menina dos olhos da Rede Globo, por sua vez veículo maior das Organizações Globo, que é uma das corporações que lideram o Instituto Millenium, a "academia" da mídia golpista brasileira.

O Instituto Millenium agradece Pedro Alexandre Sanches pelo seu trabalho. E o Grupo Folha presta sua moção de gratidão com o antigo profissional da casa.

NEYMAR NÃO VAI JOGAR NA COPA DE 2010



Não foi desta vez que o jovem craque Neymar, maior aposta dos torcedores brasileiros para integrar a equipe canarinha na Copa de 2010, foi chamado para participar do evento.

Da turma santista, somente Robinho foi chamado para atuar na Copa. De resto, a maioria é de "estrangeiros" (brasileiros que jogam em clubes de outros países) e nem mesmo o "império do amor" (Adriano e Vagner Love) fará parte da equipe. Mas a seleção terá Grafite, terá o pastor Kaká e o maridão da estonteante Susana Werner, o goleiro Júlio César.

O treinador deu a palavra. Agora os torcedores terão que engolir a lista de Dunga.

HOJE TEM CONVOCA$$ÃO DA $ELE$$ÃO



O circo midiático da alienação do futebol brasileiro começa hoje oficialmente, com a convocação do treinador Dunga dos jogadores que participarão da Copa do Mundo da África do Sul, a ocorrer daqui a um mês.

O anúncio, para quem interessar, será às 13 horas, horário conhecido popularmente como "uma hora da tarde".

Advertimos aos caros torcedores que é pouco provável que Dunga atenda a todas as vontades da torcida brasileira. O que ele escalar, estará escalado.

JÁ QUE DUDU PAES QUER FECHAR A AV. RIO BRANCO...



...é bom que os cariocas se preparem para os gigantescos engarrafamentos que, atingindo o centro do Rio de Janeiro, façam o trânsito parar até mesmo nas imediações do Viaduto do Gasômetro e da Ponte dos Suspiros.

Uma boa sugestão, já que o fechamento da Av. Rio Branco foi defendido entusiasmadamente pelos tecnocratas e políticos sob pretextos "turístico-ecológicos", é criar acessos para pedestres nos viadutos que cortam o Trevo das Forças Armadas, entre as avenidas Francisco Bicalho, Presidente Vargas e Paulo de Frontin e a Praça da Bandeira, como o Viaduto dos Marinheiros e o Viaduto dos Pracinhas, para que os cidadãos possam ir ao centro carioca e vice-versa.

PiG CULTURAL: MÍDIA GOLPISTA TENTA REABILITAR MICHAEL SULLIVAN



A milícia talifan comemora. A mídia golpista - sobretudo as Organizações Globo - tentam a todo custo reabilitar os ídolos bregas mais antigos, como forma de tentar mudar o curso natural da música brasileira, sempre mantendo longe do legado cepecista-bossanovista de 1958-1967, considerado "subversivo" para o mercado e os detentores do poder.

Mais uma vez, O Globo tenta mudar a imagem do compositor Michael Sullivan, um dos artífices da música brega, sempre naquela pregação de que "brega é a verdadeira música popular" que a intelectualidade tendenciosa faz, sem saber que conta com o apoio mais explícito das duas maiores corporações do Instituto Millenium, o Grupo Folha e as Organizações Globo.

É bom deixar claro que Michael Sullivan foi protegido das Organizações Globo nos anos 80 e ele foi uma espécie de Roberto Campos da música brasileira, já que Sullivan traduziu fielmente na música as ideias que Roberto Campos lançou na economia quando era ministro do Planejamento do governo do general Castello Branco.

Mas, em tempos de "ditabranda", onde até os movimentos "universitários" de hoje (Vítor & Léo, Dário Jeans, Aviões do Forró, Luan Santana) são a realização plena dos sonhos dos tecnocratas do MEC-Usaid, que muitos dos jovens internautas são herdeiros ideológicos do Comando de Caça aos Comunistas e que hoje vemos "fantasmas" do Opus Dei, da TFP, do IPES-IBAD rondando a sociedade organizada, é lógico que Michael Sullivan é reabilitado, não sem uma boa parcela de jabaculê que faz até com que Arnaldo Antunes pareça ter recebido orientação espiritual de Marcelo Fromer.

Infelizmente, não se considera mais a música brasileira pela melodia, pela arte, pela produção de conhecimentos, de valores éticos, de valores sociais sólidos. Agora valem apenas os lotadores de plateias, os vendedores de discos, os astros dos programas de auditório, o puro entretenimento.

Cria-se num momento ou outro até um discurso "cabeça", de preferência mal escrito, tentando dizer que Sullivan "fez boas melodias" e por aí vai. Nada disso. Michael Sullivan vendeu discos, animou a TV aberta com suas músicas divulgadas em programas e trilhas sonoras, e só. A música de Sullivan & Massadas não passa de entretenimento. Mas a onda do 'kitsch' - que, segundo Umberto Eco, é quando o grotesco tenta se passar por "cultura superior" - está no auge no Brasil.

Mas, como dizem os mestres, cultura fraca gera povo fraco. E essa "cultura popular" que domina na grande mídia só interessa à grande mídia e seus adeptos e simpatizantes.

MAIS UM NAMORO RELÂMPAGO DE PRISCILA PIRES?!



A "super-desejada" Priscila Pires, ex-BBB, terminou mais um breve namoro com um estudante de faculdade.

Mais um namoro-relâmpago para o currículo de rápidas relações amorosas da moça.

Não é hora dela passar a namorar alguém mais sério, um empresário, um consultor financeiro, um executivo de banco? Esses caras se afinariam com Priscila Pires na mesmice da vida, já que, enquanto a ex-BBB só pensa em noitadas, noitadas e noitadas, os engravatados só pensam em negócios, negócios e negócios.

Aí dá até para esses ternos e gravatas falantes se afinarem melhor na vida amorosa, sem depender de esposas jornalistas que leem livros científicos de Umberto Eco e ouvem New Order e Sonic Youth, coisas de embrulhar os estômagos desses pós-yuppies de pés calejados de tanto usar sapatos de verniz.

Com Priscila Pires, a combinação perfeita de noitadas, noitadas e noitadas com negócios, negócios e negócios dá exatamente nas festas de gala e outros eventos formais que dariam o maior cartaz na revista Caras. As duas partes sairiam ganhando.

DEFESA DO BREGA-POPULARESCO: DE ONDE VEM O DINHEIRO?



A Música de Cabresto Brasileira conta com muitos defensores espalhados em comunidades do Orkut, sobretudo dedicadas à cultura de qualidade ou contra ídolos popularescos. A comunidade MPB, por exemplo, foi invadida por um fã do grupo de porno-pagode Psirico, que usou uma canção "de protesto" do grupo para justificar a defesa.

Toda comunidade assim tem pessoas reagindo contra. Tudo bem se seria uma simples discordância, mas a coisa parece mais uma epidemia, sempre com alguém querendo defender o ídolo popularesco de forma enérgica, com textos mal escritos, com desaforo e arrogância. E às vezes com certa insistência. E com a fúria que fez com que Bruno Mazzeo os apelidasse de "talifãs".

Por que será que "fãs" de axé-music, breganejo ou sambrega aparecem muito em comunidades contra seus ídolos, para fazer defesas arrogantes? Eles não tem seus sites, fóruns, comunidades virtuais, blogs e todo o espaço para falar bem desses ídolos? Por que uma Francielle Siqueira nos envia um texto longo e nervoso defendendo o cantor Alexandre Pires, se nos blogs favoráveis a ele ela escreve textos tão lacônicos? Será que eles não sabem que perdem tempo querendo converter quem é incapaz disso?

O que está por trás disso? Possivelmente, muito dinheiro. É muito dinheiro investido na campanha de fazer a Música de Cabresto Brasileira, "universo" musical com tendências derivadas da música brega original, uma pretensa unanimidade no Brasil.

Afinal, não é pela "qualidade artística" de glúteos balançantes, de crooners medíocres e enrustidos, de ídolos com vozes fanhas ou esganiçadas, de axézeiros ocos, sambregas engraçadinhos e breganejos abobados e outros cafonas cada vez mais patéticos, que o ritmo anda crescendo muito no establishment do entretenimento brasileiro. É porque há muito investimento por trás, muito dinheiro do empresariado, fora o que há de jabaculê ou mesmo da mais literal lavagem de dinheiro dos corruptos.

Não devemos nos esquecer que esses ídolos popularescos são grandes vendedores de discos, grandes lotadores de plateias e grandes alimentadores do sucesso da grande mídia.

Mas agora, depois de cerca de 20 anos de sucesso, acumulado ao longo dos anos, esses "artistas", através de seus supostos fãs - provavelmente gente que trabalha para a mídia ou para os próprios ídolos - , tentam passar a imagem de "injustiçados", "discriminados", isso porque não são levados a sério pela maior parte dos verdadeiros universitários e porque ainda não conquistaram sua reserva de mercado no âmbito da MPB.

É muito cinismo, muita cara de pau mesmo. Eles há muito tempo simbolizam o mainstream da música comercial brasileira, e agora querem passar a imagem de "cultura", usando de argumentos "intelectuais" ou "democráticos". Fica bonito falar em "tudo junto e misturado", mas o que ninguém percebe é que esse argumento encontra consonância na ideia reacionária de "liberdade" defendida pela mídia associada ao Instituto Millenium.

Por isso, é impossível que por trás dessa campanha toda, não haja dinheiro envolvido. Afinal, a Música de Cabresto Brasileira envolve grande investimento financeiro, de origem honesta ou não. Há desde trabalhos honestos de divulgadores até mesmo o trabalho desonesto de subornar intelectuais ou criar "patrulheiros" para neutralizar qualquer crítica à música brega-popularesca veiculada na Internet.

É o golpismo cultural querendo que a MPB autêntica e a música popular de verdade - hoje rebaixada a um mero folclore de museu - desapareçam não só do gosto das classes populares, como até mesmo da memória da classe média. Se o povo pobre há muito era proibido de apreciar com prioridade a MPB autêntica, agora é a classe média que sofre a mesma proibição.

Mas a música brega-popularesca move um mercado movido a jabaculê, a propina. Por isso, cabe perguntar de onde vem o dinheiro todo investido na campanha pela prevalência de seus ídolos no gosto musical da maior parte dos brasileiros.