segunda-feira, 10 de maio de 2010

VERGONHA: EM FLORIANÓPOLIS, ADOLESCENTES INVESTEM EM PANCADARIA



Coisa vergonhosa, constrangedora e triste acontece na minha terra natal, Florianópolis (SC), nos últimos dois meses.

Adolescentes simplesmente aderiram a eventos de pancadaria chamados "lutas do lixo". A violência é gratuita, o inimigo é espancado até sangrar, e várias lutas são marcadas até no Orkut.

É um verdadeiro ato irresponsável, antiético, que estimula a violência pura e simples e terá reflexos negativos no futuro.

A negligência dos pais e dos professores permite que tão lamentável atitude seja adotada, envergonhando as pessoas de bem, que tanto desejam que nossos adolescentes aprendam a exercer valores positivos, e não essa barbaridade sem tamanho.

BRASIL DOS ANOS 90-00 REPETE PADRÃO LÚDICO-CULTURAL DA ERA REAGAN


RONALD REAGAN, PRESIDENTE DOS EUA ENTRE 1981 E 1989,

"Eu não gosto dos anos 80. Os anos 80 foram uma década perdida, sob todos os aspectos". Este é o lamento muito comum entre as pessoas, mesmo os jovens brasileiros, da década de 80 que conheceram superficialmente, mesmo tendo muito deles nascido nessa época.

Certamente esse pessoal subestima ou não conhece o cenário guerra de estilos que representou o pós-punk, quando grupos dos mais diversos como Wire, Television, Buzzcocks, Talking Heads, Monochrome Set, Bauhaus, Public Image Limited, Devo, Durutti Column, B-52's, Cars, Gary Numan, Echo & The Bunnymen e The (English) Beat, entre milhares de outros, significou a renovação surgida no final dos anos 70 no Primeiro Mundo, desenhou o som dos anos 80 e hoje influencia diretamente a geração pós-2000 de grupos como Strokes, Franz Ferdinand, Datarock, Kaiser Chiefs, Interpol, Empire of The Sun e tantos outros.

Pois os anos 80 não representaram tão somente a bobagem mainstream da música com excesso de sintetizadores, dos espetáculos cheios de luzes, muitos dançarinos, vídeos com efeitos especiais e coreografia demais. Mas foi o que o pessoal de hoje entende como o espírito da década. O irrit-pareide dos EUA dos anos 80 representou o vazio existencial de parte do que aconteceu nessa década.

Só que, percebendo bem o que simbolizou os anos 80 de forma negativa, ele está associado a um contexto sócio, cultural e político relacionados sobretudo ao projeto conservador da sociedade norte-americana durante a Era Reagan. O próprio Ronald Reagan, famoso por ter sido um ator canastrão, foi a vitória do espetáculo no jogo eleitoral, e inspirou na sociedade estadunidense um projeto ao mesmo tempo conservador e festivo.

É desse cenário que vieram ídolos como Madonna e Michael Jackson, comandando todo um cenário de pop dançante que diluiu o funk autêntico numa overdose de sintetizadores, num excedente de vocalistas de apoio e numa multidão exagerada de dançarinos. A música deixava de falar por si mesma, a coreografia e o visual falavam mais alto. Letras tão tolas do tipo "vamos dançar / é o calor do momento / eu no meu lado e você no seu / a noite brilha e sei que está tudo bem" tornaram-se a regra maior.

Havia também o pretenso pop sofisticado de Lionel Richie, Whitney Houston, Kenny G e Michael Bolton fazendo a trilha sonora yuppie daqueles tempos. E havia também nomes importados do Reino Unido, de Phil Collins a Billy Idol, passando por George Michael ou mesmo por nomes até certo ponto legais como Eurythmics e Duran Duran, todos simbolizando, "naturalizados", o pop dos EUA na medida em que praticamente eram expulsos por uma poderosa cena independente do Reino Unido.

Por isso ninguém entende bulhufas das coisas que realmente acontecem. Como no Brasil as novidades se introduzem com muito atraso - mesmo nos dias de hoje, a "modernidade" do culto brasileiro ao hip-hop e ao tecno são sombras pálidas do que ocorreu há 20, 25 anos atrás - , todo aquele "universo" lúdico da Era Reagan foi introduzido no Brasil a partir de 1989, de forma mais explícita ainda depois de 1990.

Mas, no lugar de Ronald Reagan, havia as concessões de rádio FM comandadas pelos canhestros José Sarney e Antônio Carlos Magalhães. Havia Fernando Collor de Mello, o mais próximo equivalente de Reagan que o Brasil pôde oferecer, que no entanto mais parecia uma versão yuppie de Jânio Quadros (que, ironicamente, morreu durante o governo collorido). Havia Fernando Henrique Cardoso, um dos primeiros intelectuais à margem do IPES-IBAD que mergulharam de corpo e alma no neoliberalismo.

Então, se pergunta: se, com base nesse cenário lúdico que faz a imagem mais negativa dos anos 80 entre os jovens brasileiros atuais, por que se valoriza tanto o cenário lúdico brasileiro dos anos 90 até hoje se ele é reflexo justamente do que havia de negativo nos anos 80, que foi o cenário pop comercial da Era Reagan?

Se observarmos bem muitos dos aspectos da indústria do entretenimento da Era Reagan, ela encontra equivalentes brasileiros nos últimos 20 anos:

- Nos anos 80, a country music dos EUA passou por uma violenta diluição, resultando num som sem pé nem cabeça, que ora parecia um rock mais frouxo, ora parecia uma balada romântica mais chorosa. O que não é o breganejo brasileiro senão a tradução de tudo isso?

- O starsystem dos EUA que gerou Madonna, Michael Jackson, Prince e outros e que importou Boy George e George Michael da Grã-Bretanha, estabeleceu os padrões que, no Brasil, geraram mais tarde Ivete Sangalo, Alexandre Pires, Zezé Di Camargo & Luciano, Belo, Latino, Kelly Key e muitos outros. O que não é Ivete Sangalo senão a nossa Madonna?

- As rádios de rock dos EUA passaram por uma diluição tão violenta que lá se falava que elas perderam o amor pela música. A mesma coisa ocorreu no Brasil entre 1989 e 2006.

- O padrão de apresentações ao vivo que, no lugar de concertos musicais, apresentava espetáculos com muitos tecladistas, muitos vocalistas de apoio e muitos e muitos dançarinos, que o pop mais comercial dos EUA adotou nos anos 80, é seguido com fidelidade religiosa pelos medalhões do brega-popularesco e por estilos como axé-music e forró-brega.

- O miami bass apareceu nos anos 80 diluindo o funk eletrônico de Afrika Bambataa e outros,com o agravante que criou um mercado mafioso, jabazeiro e violento. A partir de 1990, o "funk carioca", no Brasil, representou fielmente a realidade.

- Não é à toa que o poser metal dos EUA tornou-se bastante popular entre os jovens brasileiros a partir de 1990. O estado de espírito neoliberal dos jovens ianques da Era Reagan e dos jovens brasileiros da Era Collor e Era FHC, com reflexos na Era Lula, é exatamente o mesmo.

- As musas vulgares dos EUA, que geralmente eram louras magricelas que injetavam silicone nos glúteos e seios para simular formosura física, estavam em alta nos anos 80, sobretudo em vídeos de miami bass e poser metal. Pamela Anderson veio dessa época. No Brasil, as Sheilas do Tchan, as mulheres-frutas e as "boazudas do BBB" são a tradução fiel desse processo de promover o corpo feminino como uma simples mercadoria. Mesmo Gretchen e Rita Cadillac, lançadas pela mídia golpista nos anos 70 e integrantes do circo popularesco dos anos 80, tornaram-se ícones nos anos 90.

- O fanatismo ao basquetebol nos EUA dos anos 80 encontra ressonância exata no fanatismo ao futebol no Brasil.

- A pretensa sofisticação musical de Lionel Richie, Whitney Houston, Kenny G, Michael Bolton e, mais tarde, Celine Dion, encontra ressonância na suposta sofisticação musical de Alexandre Pires, Zezé di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó, Belo, Exaltasamba e outros.

- O cenário "emo", que tenta transformar o rock brasileiro numa coisa oca, não é mais do que a tradução dos rocks bobos que, surgidos nos anos 80 nos EUA e outros países, caíram no mais absoluto esquecimento. Vale lembrar que, no que se refere ao QI, os ritmos "universitários" da música popularesca ("sertanejo universitário", "arrocha universitário", "brega universitário" etc) equivalem a uma tradução brega da atitude emo.

PARA LEMBRAR O CASO DA ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL


AS PUSSYCAT DOLLS ERAM UMA CANTORA E VÁRIAS DANÇARINAS, MAS A MÍDIA A DEFINIA COMO "BANDA": ISSO É TÃO RUIM PARA OS MÚSICOS QUANTO O AUTORITARISMO DE WILSON SÂNDOLI NA OMB.

Este texto escrevi há alguns anos, mas vale lembrar dele quando algumas pessoas insistirem em chamar grupos sem instrumentistas como "bandas".

É sintomático da esquerda brasileira, viciada em velhos estigmas. Assim como os esquerdistas brasileiros se esquecem que as armadilhas da direita são muito mais sutis e traiçoeiras, e se limitam a reconhecer apenas velhas armadilhas oriundas de um capitalismo sisudo e ortodoxo. Ninguém percebe que o capitalismo pode manipular as pessoas no ramo da cultura, e, se alguém reconhece essa manipulação, se limita a vê-la a partir da matéria bruta dos panfletos e mensagens jornalísticas.

Por isso, vemos a visão viciada de pensar a direita como se ela fosse algo imutável. Muitos ainda pensam o jabaculê ainda no contexto de 1984. A visão crítica sobre a imprensa, para muitos, ainda se congelou na tríade Globo/SBT/Estadão, ignorando a escalada da Bandeirantes ao poder pelo rádio FM. E ninguém imagina que o "funk" carioca é uma armação da Rede Globo tão grave quanto os históricos casos Proconsult (que adulterou as pesquisas para o governo carioca, tentando desfavorecer o favorito Leonel Brizola, em 1982) e a famosa eleição de Fernando Collor de Mello, em 1989. Mesmo gente dotada de alguma inteligência, mesmo vendo a escancarada campanha da Rede Globo em torno do "funk", ainda acredita que o ritmo está longe do establishment e que ainda não faz sucesso. Isso é o mesmo que dar o Prêmio Nobel de Física ao coelhinho da Páscoa pelo "simples" fato do coelho, normalmente um mamífero, botar ovos de chocolate.

Enquanto condenam a campanha da revista Veja contra os agricultores sem-terra, condenação justa e indispensável, os esquerdistas no entanto não percebem que a direita latifundiária não envia somente pistoleiros para desmoralizar os trabalhadores rurais, mas arma de Zezé Di Camargo & Luciano para explorar o estereótipo do homem rural, enfraquecendo a cultura caipira que pode desaparecer do país. Ou seja, golpear os trabalhadores rurais pela cultura, que é sua expressão espiritual, garantindo assim o poderio dos latifundiários que tanto respaldaram os dois filhos de Francisco Camargo.

Caso semelhante ocorre com a classe dos músicos brasileiros. Há o episódio da Ordem dos Músicos do Brasil, que explicaremos a seguir, que tem o problema de ser comandado há 43 anos pelo mesmo interventor, o advogado Wilson Sândoli, nomeado pela ditadura militar. Os músicos certamente têm uma luta muito justa para banir os abusos de poder desta gestão e condenar os atos da mesma, mas eles ignoram uma armadilha da grande mídia que igualmente desmoraliza a classe: o mito das "bandas sem instrumentistas".

A GESTÃO AUTORITÁRIA DA ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL

A Ordem dos Músicos do Brasil deveria ser uma entidade com atribuições similares à Ordem dos Advogados do Brasil. A entidade, no entanto, apresenta sérias distorções na sua administração. Por exemplo, para quem quiser se filiar à OMB, não precisa ter formação musical nem ter certificado de que fez algum curso em um conservatório ou universidade. No entanto, tornando-se filiado, há a obrigação de pagar as mensalidades e a filiação é obrigatória, contrariando a lei, que permite a livre escolha tanto para se associar quanto para se desligar de uma entidade representativa.

A "indústria das carteiras" é uma das principais queixas dos músicos profissionais, porque está depreciando a categoria, na medida em que músicos sem qualquer formação podem obter a carteira da OMB. Desempregados de outras áreas, que nada têm a ver com música, estão fazendo bico em bares e boates apenas porque sabem memorizar, com violão e teclado, alguns acordes musicais, sem no entanto saber sobre teoria musical, partituras ou mesmo discernimento quanto às tendências musicais.

O abuso de poder de Wilson Sândoli através do acúmulo de cargos e de seus artifícios para a permanência no poder, assim como o superfaturamento de contratos de artistas internacionais, ao lado do faturamento ilícito pelas carteiras de músicos filiados, faz com que a classe dos músicos, com muita razão, partisse para uma luta justa pelos reais direitos da categoria. A mobilização contra a OMB apenas se divide em duas correntes: uma pedindo a extinção da entidade, outra pedindo a sua reformulação.

O grande problema é que, vendo algumas armadilhas, não se vê outras, externas à OMB, mas que podem prejudicar igualmente a categoria dos músicos.

O MITO DAS "BANDAS SEM MÚSICOS"

É como deixar de enxergar a armadilha de um buraco camuflado. Os músicos estão corretos em lutar contra a gestão abusiva de Sândoli, mas devem tomar cuidado com outro fenômeno que pode desmoralizar a classe musical.

Trata-se do mito das "bandas sem instrumentistas", tão grave quanto os abusos da OMB. Surgida de uma interpretação errada do termo "band" relativo a boys bands, a armação, que contagiou até veículos da mídia roqueira e livros de temas badalados, transformou em epidemia o já galopante emburrecimento musical que atinge, no Brasil, níveis alarmantes. O fenômeno se refere à onda de grupos de pop descartável para adolescentes cujos integrantes apenas cantam (ou parecem cantar) e não tocam um instrumento sequer, nem caixa de fósforos.

O autor deste texto, quando participava do Orkut, se associou a uma comunidade da Ordem dos Músicos do Brasil. Buscando divulgar outra comunidade, "Banda tem que ter instrumentista", pôs uma mensagem convidando os membros da comunidade da OMB (na maioria, pessoas descontentes com os rumos da entidade) para participarem. Ninguém aderiu.

Só para se ter uma idéia da gravidade da coisa, band, no que diz a boys bands, teve o significado em português escolhido errado. Band significa "banda", mas também significa "bando", "turma". O documentário Band Of Brothers, produzido por Tom Hanks e Steven Spielberg, não fala sobre música e o título nunca iria se referir a "banda de irmãos", mas a "turma de irmãos". Mas os equívocos vieram assim mesmo. A Roadie Crew, numa resenha de discos, foi infeliz se referindo ao Menudo - que se tornou referência jocosa a um grupo de rock "engraçadinho" - como se fosse uma banda, sem aspas. O escritor Antônio Carlos Cabrera, autor dos livros Mofolândia e Almanaque da Música Brega comete erros piores. No primeiro livro, ele erra feio quando batiza um capítulo de "Bandas de garotos" e dedica-se a essas "bandas" sem músico algum e sem sequer um compositor entre seus membros. No segundo, chama o grupo Ciclone de "banda", ignorando que o grupo, que fez sucesso em 1985 com apenas uma música, "Do tipo One Way", não fazia coisa alguma a não ser fazer um coro sofrível e interpretar músicas de seus produtores. Chamar grupos assim de "bandas" é uma grande demonstração de desserviço para seus leitores.

Embora haja antecedentes mais antigos, a onda, como conhecemos, havia começado nos anos 80 com Menudo e depois New Kids On The Block e Take That. No Brasil, vieram então o Dominó e seus clones, como o citado Ciclone. Nos anos 90 é que veio a confusão, e aí os "bandos de garotos" viraram "bandas" por um simples capricho de colóquio pseudo-roqueiro dos DJs de dance music. Como se sabe, a gíria roqueira tinha por hábito chamar cantores e grupos de "bandas", genericamente. Mas isso tinha uma razão: no rock, mesmo os cantores solo tinham uma banda por trás. Ozzy Osbourne tem uma banda lhe acompanhando. Morrissey também. Mas no pop dançante, isso não ocorre.

No pop dançante, quase não existem bandas. Só antes dos anos 80 é que se ouvia falar em verdadeiras bandas de pop dançante, mas a tecnologia permitiu que hoje haja grupos em que há apenas um DJ e vários vocalistas-dançarinos.

No caso das boys bands - na verdade, "turmas de garotos" - , vieram grupos como Backstreet Boys, N'Sync, Boyzone, entre tantos outros. No ramo feminino, as girl bands - na verdade, "turmas de garotas" - vieram com Spice Girls, All Saints e mais recentemente Pussycat Dolls e Girls Aloud. Principalmente as Pussycat Dolls, às quais virou vício a imprensa brasileira referir as garotas como uma "banda". Com um agravante de que é praticamente uma vocalista e um coro, que fica ocioso a maior parte do tempo.

MÚSICOS VÃO "DANÇAR"

A maior desvantagem disso tudo é o "reconhecimento popular", motivado pela mídia, dessas "bandas" sem instrumentistas e às vezes sem compositores. Pouco importa se, desfeito o grupo, tardiamente seus integrantes passam a ser compositores e instrumentistas, porque aí é outra trajetória.

Isso vai desestimular as pessoas a se tornarem músicos. Afinal, "ser músico" também é apenas "dançar e cantar". Já não basta o papelão que se fez com a palavra "artista", quando qualquer um que aparece na mídia, mesmo sem ter o que fazer, recebe este nome?

O que será daqueles que, para serem músicos, preferem ensaiar seus instrumentos e estudar composição pra valer, se prevalecer aquela visão de que, para "ser músico", basta apenas caprichar no guarda-roupa, no visual e dançar e cantar (e, muitas vezes, cantar muito mal, porque para qualquer problema, há o Pro-Tools para "arrumar" a voz)? Certamente a caravana dos verdadeiros músicos passará adiante no seu caminho, apesar dos latidos da mídia.

Voltando à Ordem dos Músicos do Brasil: certamente os músicos não ligarão para boys bands e derivados porque acham que isso é piada adolescente. Mas o problema é que os adolescentes crescem e sua burrice ganha um verniz de "inteligência", de algo impositivo. E, dependendo dos arrogantes aborrecentes, eles, crescidos, são capazes de resolver a situação no braço, em defesa dos "dotes musicais" (?) das Pussycat Dolls. E será mais uma noite tranqüila para Wilson Sândoli, que dormirá feliz ao som delas, do Menudo e dos Backstreet Boys.