quarta-feira, 5 de maio de 2010

ANGELINA JOLIE TAMBÉM PÕE A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA


ALGUÉM IMAGINARIA A TESSÁLIA OU A FERNANDA DO BBB10 COM ESSE TRAJE?

E agora? Será que as "garotas normais" do Brasil ainda resistem ao figurino da camisa abotoada para dentro da calça? Com mais uma das grandes musas, a atriz Angelina Jolie, esbanjando charme através deste traje?

JULIANA PAES BOTA A CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA


ALGUÉM IMAGINARIA A FRANCINE PIAIA VESTIDA ASSIM?

A moda discretamente sensual das camisas abotoadas para dentro da calça conquistou também a atriz Juliana Paes, uma das maiores referências em se falando de musas nacionais em todo o Brasil nos últimos anos.

Se a atriz Juliana Paes, hoje gestante, também usa camisa abotoada para dentro da calça, então a coisa fica complicada para as boazudas (mesmo as "charmosas" ex-BBBs) que acham este tipo de traje uma roupa de freira.

Será que essas musas vão usar camisas abotoadas curtíssimas, mais adequadas para suas afilhadas de 12 anos, até mesmo nos dias de outono e inverno? Será que elas, mesmo de vez em quando, não têm interesse em agasalhar suas barriguinhas saradas quando a situação recomenda?

Elas sempre terão que usar top a todo momento, ou aquelas camisas abotoadas curtas demais, que parecem terem sido encolhidas por água sanitária? Será que continuarão usando blusas curtíssimas até quando vão para entrevistas de emprego, achando que isso é moderno?

O pior é quando se vê muitas moças comuns abaixando as camisas curtinhas toda vez que a barriga fica mais à mostra. Vestem blusas curtíssimas porque é mais "moderno" e "sensual" (nem todas podem vestir blusas curtíssimas, e não é toda hora que isso cai bem), mas puxam as mesmas blusas para baixo, para esconder as barrigas que ficam à mostra. Querem mostrar e depois querem esconder.

Quanta ignorância!!

BRUNO MAZZEO CONTRA A MILÍCIA "TALIFAN"


Bruno Mazzeo enfrentou a ira dos defensores de um ídolo brega-popularesco.

Não é exclusividade deste blog enfrentar a fúria reacionária dos defensores do brega-popularesco. Até famosos carregam o mesmo pepino.

O ator Bruno Mazzeo (filho de Chico Anysio com a atriz Alcione Mazzeo, musa dos anos 70) é um dos que não vão com a cara do brega-popularesco. Se ele nem aguenta a MPB "feijão-c0m-arroz" de Jorge Vercilo - pelo menos é o que indica o seriado Cilada, criado e protagonizado por ele - , imagine então a "MPB falsificada" de ídolos neo-bregas.

Certa vez ele fez uma crítica ao cantor de breganejo "universitário" Luan Santana - isso pouco depois do amigo Bruno Melo, xará do humorista, ter feito o mesmo - , e vários fãs reagiram furiosamente contra o ator. Verdadeira cilada. Mas, no seu Twitter, Bruno Mazzeo logo deu um apelido interessante para quem defende a Música de Cabresto Brasileira com unhas e dentes: TALIFAN.

A comparação é exatamente com a milícia Taliban, um dos grupos terroristas fundamentalistas mais conhecidos do mundo. E, sabemos, como todo terrorista que prefere destruir o inimigo e arriscar-se a morrer com ele, os defensores do brega-popularesco não medem escrúpulos em "queimar seu filme", interessados cegamente em combater quem fala mal dos seus ídolos.

Daí vemos um Olavo Bruno, defendendo o breganejo, a axé-music e o brega setentista, às custas de ataques violentos contra nomes da MPB como Rita Lee, João Gilberto e Maria Rita Mariano, mas "queimando seu filme" num fórum de um dos maiores portais virtuais de breganejo do país, o Movimento Country, que apagou várias mensagens "entusiasmadas" do "dócil" internauta.

Vide também o professor mineiro Eugênio Raggi, que desqualifica a MPB autêntica - que para ele não passa de um subproduto do Estado Novo - e prefere defender falsos sambistas e endeusar o charlatão Paulo César Araújo.

Há também a Francielly Siqueira, defendendo Alexandre Pires, e tantos outros que defendem Ivete Sangalo, Chiclete Com Banana, Vítor & Léo, João Bosco & Vinícius, Luan Santana, Zezé Di Camargo & Luciano, Sullivan & Massadas, Belo etc, etc e etc, que em 1968 poderiam muito bem ter militado com Bóris Casoy junto ao Comando de Caça aos Comunistas.

E, como os terroristas talibans, os "talifans" acabam causando problemas para os próprios ídolos que defendem. Pois a música brega-popularesca está associada a um ambiente de alegria e alto astral, e, uma vez que ocorre conflito nos bastidores, a fúria dos defensores desses ídolos se expõe de tal forma que a alegria acaba, o encanto se desfaz e as cabeças-quentes de Olavo Bruno, Eugênio Raggi e companhia se convertem em pés-frios para os próprios ídolos, que passam a ter sua imagem associada a fãs violentos, intolerantes e reacionários.

BREGA-POPULARESCO NÃO REPRESENTA DIVERSIDADE CULTURAL


Um dos discursos que a música brega-popularesca, a Música de Cabresto Brasileira, fez há anos para defender sua hegemonia, ameaçada pelo natural desgaste de seus ídolos e tendências, é que ela fazia parte da diversidade cultural de nosso país.

Sabemos, aqui, que os mesmos ritmos e tendências popularescos que, nas décadas passadas, foram lançados como "monocultura", como modismos forçadamente empurrados para o grande público nas chamadas rádios "povão" - seja a suposta "música sertaneja", o breganejo, o tal "pagode romântico", o sambrega e a pretensa "música baiana", a axé-music, fora tantos outros - , a partir de 2002 ou 2003 passaram a ser "relançados" como se fossem "expressão máxima" de nossa diversidade cultural.

Pura hipocrisia. Nomes como Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Exaltasamba, Chiclete Com Banana, Calcinha Preta, Zezé Di Camargo & Luciano, É O Tchan e DJ Marlboro, entre tantos e tantos outros similares, representavam a baixaria musical brasileira e hoje eles passam a falsa imagem de "verdadeira música popular".

Eles alimentaram suas carreiras através do jabaculê radiofônico, subornando produtores de rádio todo ano, e hoje passam a falsa imagem de "arte verdadeira". Defenderam os valores mais reacionários, por vezes grotescos, por outras piegas, e se acham "modernos". Estão no establishment do establishment da mídia brasileira mas insistem em dar a falsa impressão de que eles nunca fizeram sucesso na vida.

Eles não representam diversidade cultural porque, fora a roupagem estilística que apresentam, não têm a menor diferença artística uns dos outros. Que diferença tem o breganejo Leonardo do sambrega Alexandre Pires? Nenhuma. Qual a diferença entre a porno-grosseria do É O Tchan com a da Gaiola das Popozudas? Nenhuma. Que diferença faz Chiclete Com Banana e Odair José? Nenhuma. E o sambrega "universitário" Jeito Moleque e o breganejo "universitário" João Bosco & Vinícius, que diferença eles têm? Nenhuma.

Nos tempos do Rock Brasil, sabíamos bem as diferenças artísticas dos seus grupos e músicos. Eles tinham personalidade e sonoridade próprias. Legião Urbana tinha sua personalidade, Paralamas do Sucesso outra, Titãs outra, Barão Vermelho outra, Plebe Rude outra. Lulu Santos não era igual a Celso Blues Boy, que não era igual a Lobão, que nunca quis imitar os amigos deste, Cazuza e Júlio Barroso. Marina Lima também nunca quis imitar Ângela Ro Ro, por exemplo, cada uma tinha seu estilo bem próprio. E o grupo paulista Fellini, dos jornalistas Cadão Volpato e Thomas Pappon, conquistou até o saudoso DJ inglês John Peel!

Mas o brega-popularesco não conta com personalidade. Seus ídolos não diferem muito, são apenas pequenas "variações" de uma mesma coisa, sem gosto e sem graça. São fantoches da grande mídia que contam com uma assessoria tão grande que não é preciso raciocinar muito de onde vem todo esse patrulhamento de defensores desses ídolos, quando veem textos como neste blog, criticando os erros dos cantores e grupos popularescos.

Isso não é fruto de comentários raivosos. É só comparar uma antiga entrevista de um roqueiro brasileiro na Bizz nos anos 80, por exemplo, e a entrevista recente de um ídolo breganejo na revista Tititi. Quanta diferença. Mas certamente a cegueira sentimentalóide dos fãs de popularesco não percebe.

Se um breganejo fala, por exemplo, em sua entrevista: "Traição não tem problema. A gente briga, reclama, voa vaso pela sala e depois resolve e se ama. Depois de tentar ser monôgamo de várias mulheres, no fim viro polígamo de uma só mulher", só quem não tem senso crítico para avaliar o nível da besteira. Ou então, quando o pagodeiro baiano fala somente da "galera da Capelinha apoia a gente, a galera do Curuzu vai bombando no nosso show", é impossível desconhecer, em sã consciência, o nível de superficialidade da declaração dos "artistas".

Por isso mesmo, esse papo de "diversidade cultural" é conversa fiada para quem quer se manter no mercado por muito mais tempo. Como é também a falácia de ídolos comerciais que se dizem "não-comerciais" e acusam os verdadeiros artistas de comercialismo. Isso é outra história que se falará em breve.