sábado, 17 de abril de 2010

PORTAL EGO IRONIZA CRÍTICAS E DEFENDE A MESMICE DAS BOAZUDAS



Na maior cara-de-pau, o portal Ego, das Organizações Globo, ironizou as críticas sobre a mesmice das boazudas com o título de uma nota sobre Nana Gouveia: "E dá para enjoar? Veja Nana Gouvêa de biquíni em versão frente e verso".

Pobres de nós, nerds, que estamos à procura de mulheres com conteúdo, e temos que ver musas popularescas que se limitam apenas a mostrar o corpo na praia ou nas noitadas. Só praia e noitadas, só praia e noitadas, só praia e noitadas, só isso, só isso, SÓ ISSO!!

Nós estamos enjoados, enjoados mesmo, para não dizer enojados, de ver mulheres que só mostram o corpo, como se fossem embalagens ocas que de bonito só têm o embrulho (afinal, por dentro, simplesmente são vazias).

Nada de vestir uma camisa abotoada para dentro da calça - a gente fica babando vendo a Ana Paula Araújo (que é casada) no RJ TV com esse tipo de roupa - , ou de sentar numa praça para ler livros científicos de Umberto Eco (como fez Renata Vasconcellos) ou mesmo demonstrar tietagem a nomes como o New Order (como fez a jornalista Elaine Bast, hoje sumida por conta dos filhos). Nada de dizer coisas interessantes, de nos trazer novos conhecimentos, de nos mostrar coisas bacanas.

Para sentir o drama, Nana Gouveia fez tietagem com o brega José Augusto, isso com tanto Edu Lobo e Flávio Venturini precisando de chamego das fãs. José Augusto não precisa, ele já tem o Fausto Silva para dizer que ele é o maior cantor do planeta.

Sinto muita tristeza quando, por outro lado, uma atriz de comerciais que fez reportagens para o Telecurso 2010, lindíssima e inteligente, que é aquela "Rosa" do comercial da Ford (do bordão "Tudo bem"), não tem nome divulgado e não recebe reconhecimento algum, mesmo tendo certeza de que ela seria uma das mulheres famosas mais interessantes do país, no que diz à inteligência, simpatia e charme.

A gente reclama da mesmice dessas boazudas, e a mídia golpista do Ego faz a maior gozação, de forma bem cínica. Bom mesmo é mulher-objeto. Muito corpo, nenhum cérebro. Mídia machista, machista, machista. Arre!

MASSACRE DE ELDORADO DE CARAJÁS COMPLETA 14 ANOS



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Criminoso passional é que é "boa pessoa". Tem até um com sobrenome de Pacífico, em Belo Horizonte. "Criminosos" são os agricultores que lutam por um pedaço de terra para plantar, por escola, serviços de saúde e outras garantias de qualidade de vida. Para a mídia gorda que criminaliza os movimentos sociais, o machismo sanguinário é mais cordial.

Publicado do blog Sem Categoria

17 de abril de 1996
Município de Eldorado de Carajás
2 mil sem terra marcham na rodovia PA-150 por reforma agrária
Governador Almir Gabriel (PSDB) ordena desocupar a rodovia
Ação da Polícia Militar do Pará

19 trabalhadores rurais executados a sangue-frio
69 feridos
3 mortos dias depois
66 mutilados físicos
2 mil pessoas mutiladas na alma e na memória (palavras do jornalista Eric Nepomuceno)

144 incrimidados
2 condenados (coronel Mario Colares Pantoja e major José Maria Pereira Oliveira, da PM-PA)
Nenhum dos responsáveis está preso
A violência contra os sem-terra continua
Não saiu a Reforma Agrária

MÍDIA MACHISTA MOSTRA IMAGEM "INJUSTIÇADA" DE ASSASSINO IMPUNE



A mídia golpista é sutilmente machista. Não satisfeita em noticiar a impunidade de homens que assassinam mulheres, tenta mostrar o cotidiano deles, tentando fazer propaganda de uma pretensa imagem de "vítimas" desses assassinos.

Imagine se você, caro leitor, sabe que um empresário matou a esposa com dois tiros, sai impune por conta da lei e ainda sai com aquela garota que você está a fim? Isso não ocorreu pessoalmente comigo, mas pode ocorrer com qualquer cidadão de bem, que perde sua garota para os braços de alguém que já acabou com a vida de outra mulher.

Pois é. Doca Street tornou-se o "bom velhinho", Pimenta Neves cometeu uma "besteira", Guilherme de Pádua é "injustiçado" e agora o ex-médico Farah Jorge Farah, que esquartejou uma amante, é um "simpático solitário". Todos posando de vítimas em declarações à imprensa, nos últimos anos. Todos "coitadinhos", supostamente desprovidos das vantagens na vida.

Agora o portal G1 mostra o cotidiano "simples" do estudante Farah, que cursa duas faculdades, dando a crer que ele tornou-se um "sofredor", um "solitário".

E os familiares da vítima de Farah, como vivem? Será que o criminoso sofre mais que a vítima, ou que os entes que a vítima deixou sofrendo de saudades? Farah tenta fazer pose de "nerd sofredor", mas quando seu acesso de fúria o fez massacrar sua antiga paciente, ele nada teve de simpático. Se ele se arrependeu ou não, é outra história, porque o crime que ele cometeu traz consequências morais muito sérias para ser compensado com uma aparente pose de coitado ou por algum sentimento de depressão ou tristeza.

A mídia quer promover o machismo como se fosse um sistema de valores onde os homens cometem grandes erros e fingem grande arrependimento. Cometem erros gravíssimos e querem sair deles como se nenhum prejuízo tivessem feito. Não conseguem ser punidos pela Justiça, e agora querem a reintegração social mais do que os verdadeiros cidadãos de bem.

É até irônico que os pacíficos agricultores que lutam por um pedaço de terra e um lugar na escola sejam, aos olhos da grande mídia, muito mais criminosos do que homens que matam esposas, namoradas, ex-pacientes ou ex-colegas de novela.

Pedir uma passarela para a comunidade de um subúrbio é "crime". Pedir terra para plantar, pedir escolas melhores, pedir aumento salarial é "crime". Mais do que um machista que nunca amou sua própria mulher e que, cobrando dela o amor que ele não dá em troca, é capaz de massacrá-la por um simples anúncio de fim de relação.

Ou seja, os machistas não amam, mas querem ser amados. Cometem crimes, mas se dizem vítimas de injustiças. Sofrem ataques de fúria, mas não querem sucumbir à depressão. E são mais protegidos do que qualquer movimento social edificante.

Mídia vergonhosamente machista.

OAB FAZ CAMPANHA PELA REABERTURA DE ARQUIVOS DA DITADURA


A PASSEATA DOS CEM MIL, IMPORTANTE MANIFESTAÇÃO OCORRIDA NO RIO DE JANEIRO EM 1968, NÃO IMPEDIU QUE O GOVERNO MILITAR TORNASSE MESES DEPOIS MAIS REPRESSIVO, TORTURANDO E MATANDO PRESOS POLÍTICOS.

A Ordem dos Advogados do Brasil lançou ontem uma campanha pela abertura dos arquivos da repressão militar da ditadura. A mobilização tem como objetivo pedir esclarecimentos quanto ao desaparecimento de vários prisioneiros políticos durante o regime militar. além de reivindicar à opinião pública o conhecimento dos crimes cometidos pelos militares.

A campanha foi lançada com uma série de vídeos de 30 segundos em que atores como José Mayer, Fernanda Montenegro e Osmar Prado interpretam pessoas que foram torturadas e mortas durante o período ditatorial.

Esta é uma boa iniciativa para que o país acerte contas com a ditadura militar, período político há muito superado mas cujos efeitos continuam refletindo até os nossos dias.