quinta-feira, 25 de março de 2010

LEILA DINIZ FARIA 65 ANOS



Hoje é a lembrança dos 65 anos de nascimento de Leila Diniz. Atriz niteroiense, não foi exatamente uma militante feminista nem uma alienada. Ela era uma mulher moderna, em seu tempo, talvez moderna até hoje, num país de muitas marias-coitadas.

Leila foi mal compreendida em seu tempo. Não falava palavrão por falar. Falava quando ela achava necessário, e mesmo assim com um jeito peculiarmente feminino. Era inteligente, graciosa, sexy, lindíssima, tinha um corpão maravilhoso. Era atriz talentosa, e expressava bem o espírito de liberdade dos anos 60.

Mas ela se foi muito cedo, pois teve o azar de pegar um avião às pressas de ver a filha Janaína, que explodiu ainda em voo, em 14 de junho de 1972. Não pôde rever a filha, que hoje trabalha com cinema. E ficamos sem uma das musas que, embora polêmica, era adorável. Leila pode ter sido enérgica, mas, no fundo, ela era também uma doçura.

Hoje, provavelmente, ela seria uma idosa bem bonita e muito atraente.

A FALTA DE RESPEITO DE OLAVO BRUNO


O MESTRE JOÃO GILBERTO TAMBÉM FOI ALVO DA GROSSERIA DO DEFENSOR DOS BREGANEJOS OLAVO BRUNO

Que o blog Mondo Pop espinafre os grandes nomes da MPB, é compreensível, pois é dedicado ao rock, sua perspectiva anti-MPB é ridícula, mas tem um motivo. Mas um cara como o Olavo Bruno querendo puxar o tapete da MPB para defender os ídolos breganejos, não se pode admitir.

Olavo Bruno que, como sabemos, é colega de reacionarismo de Eugênio Raggi, tem apetite em dobro para baixar a lenha na cultura de qualidade. É como se baixasse o espírito de Marcelo Fromer e suas defesas da música brega no pessoal do Instituto Millenium. Raggi já espinafrou a coitada da Roberta Sá, que tem uma luta, não foi pupila de empresário de bloco carnavalesco baiano, nem de empresário ligado a rodeios e vaquejadas, com o mesmo apetite desmoralizador que Olavo Bruno teve quando espinafrou Maria Rita Mariano.

No caso de Olavo, quando o Mondo Pop baixa a lenha na MPB, o internauta baixa em dobro. Se o Mondo Pop tem sede de destruir a MPB, Olavo tem fome, e que fome. E quando eu tentei consultar a palavra-chave "Olavo Bruno", para procurar o paradeiro do bregaiato que espinafrou até este blog, deparei com outras mensagens que o reacionário despejou no mesmo Mondo Pop, desta vez para fazer mais barulho que o articulista, nos seus ataques aos grandes nomes da MPB.

E o alvo desta vez, foi João Gilberto, definido como "mala sem alça". Olavo Bruno Ferreira de Souza, o nome completo do reaça, chega a dizer, de forma bem grosseira: "se for por mim joão gilberto morreria de fome o cara fresco".

Depois sou eu que, fazendo críticas duras porém não caluniosas contra Alexandre Pires e Zezé Di Camargo & Luciano, é que sou grosso, baixo nível. Nunca disse para Alexandre Pires morrer de fome. Nunca fiz qualquer comentário maldoso contra ele ou quem quer que seja. Só falei que eles eram cantores medíocres e critiquei dentro dessa perspectiva.

Mas o reacionário Olavo Bruno tem coragem de depreciar um dos mestres da música brasileira, considerado o inventor da linguagem definitiva da Bossa Nova, e tem a coragem de se achar com a moral alta para isso. Ele, como Eugênio Raggi, pensa ser o juiz maior de nossa cultura, o possuidor da verdade definitiva e inquestionável, a ponto de ambos partirem para grosserias sem tamanho. E ainda veio Francielle Siqueira para fazer coro a eles, no reacionarismo.

Até que ponto a mediocridade musical de nosso país chegou. Chegamos ao triste ponto de não podermos mais defender a MPB autêntica, ou de criticar os ídolos bregas e neo-bregas que, sim, são tutelados pela mídia. E não adianta Eugênio e Olavo espinafrarem a Rede Globo, porque eles deveriam se ajoelhar para a emissora dos irmãos Marinho que tanto fez para fazer crescer o sucesso de seus ídolos.

Olavo Bruno tem que agradecer à Globo porque, sem ela, a axé-music já teria voltado ao seu provincianismo original de Salvador e Ivete Sangalo não estaria fazendo sequer propaganda de tintura pirata para cabelos. E nem a Boca do Lixo teria interesse em fazer Os Dois Filhos de Francisco.

Isso também mostra que os defensores do brega-popularesco não estão aí para ética, nem para estética, nem para respeito humano. Só que o feitiço se virá contra o feiticeiro e há algum tempo Olavo e Eugênio fugiram da Internet. Como covardes que, quando são visados por algum delito, fogem de medo.

ENSAIOS PATRIMONIAIS DIVULGA IPHAN E ANALISA CIÊNCIAS SOCIAIS



Há pouco mais de quatro anos, o site Ensaios Patrimoniais se dedica a divulgar os eventos mais importantes e os assuntos ligados às Ciências Sociais no Brasil, e, às vezes, em outros países do mundo que tenham algum reflexo no Brasil, direto ou indireto.

Ele surgiu diante de minha indignação por ter sido reprovado no concurso do IPHAN em 2005, fato consequente de uma greve de bibliotecários da UFBA, num momento inoportuno, uma greve abusiva que poderia ter sido substituída por algum protesto alternativo, sem causar prejuízo aos alunos que querem pegar livros emprestados e devolvê-los.

Enquanto os aprovados do concurso do IPHAN de 2005 começavam a ser chamados, eu começava meu envolvimento externo com a entidade, lançando uma nota sobre o roubo de objetos de arte no Rio de Janeiro. Foi o ponto de partida de um site que aparentemente é desprezado por muita gente, mas que tem o apoio silencioso de muitos internautas.

De início, Ensaios Patrimoniais foi hospedado pelo Yahoo! Geocities. Tinha só texto. Mas como o Geocities se extinguiu, a página foi toda para o Fotopages, com inclusão de fotos. A transferência dos textos se deu através do mecanismo "Edit Past/Future" que permite creditar um texto a uma data anterior ou posterior. No caso, coloquei as datas anteriores, conforme a publicação original.

Ensaios Patrimonais é um dos primeiros sites sobre ciências sociais feito fora do âmbito acadêmico. Não tenho mestrado e não sou figurão de ciências sociais, mas Ensaios Patrimoniais se compromete à produção de conhecimento à altura dos antigos cientistas sociais, sem no entanto se aprisionar no rigor acadêmico.

É evidente, no entanto, que Ensaios Patrimoniais, dentro do contexto de anti-intelectualismo em que vivemos, não é um sucesso estrondoso na Internet. Mas, por outro lado, o site também é desprezado por uma intelectualidade que o vê com desconfiança, porque não é escrito por um cientista social de nome dotado de títulos de pós-graduação e livros publicados.

Afinal, parece que, para esses intelectuais "profissionais" - cujo termo "profissão" não se usa no sentido de trabalho propriamente dito, mas como uma tarefa "mercenária" na qual não se sentem naturalmente identificados - , uma página da Internet que tenha artigos de alguém que não tem sequer mestrado é considerada desprezível. Mas eles fazem um trabalho acadêmico, cumprem todo um ritual profissional, mas, indiferentes à função social de seu trabalho, abandonam a causa logo que termina o expediente, como quem abandona um fardo pesado. Salvo exceções, esses intelectuais não possuem o envolvimento humano na causa que trabalham.

Mas Ensaios Patrimonais veio para ficar, nesses quatro anos de existência. Ele divulga as principais atividades do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), além de textos relacionados às áreas de Ciências Sociais. Foi a única página da Internet a publicar uma biografia abrangente de Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Além de textos próprios por mim escritos, Ensaios Patrimonais publica textos alheios informando sobre atividades ligadas às Ciências Sociais.

O endereço dos Ensaios Patrimonais está na lista de blogs e sites no canto direito deste blog.