terça-feira, 23 de março de 2010

CHEGA DE "TUDO BEM"!!



Priscila poderia ser alguém na vida. Mas ficou famosa por um reles reality show.

- TUDO BEM!!

Priscila se formou jornalista, mas preferiu não seguir a profissão.

- TUDO BEM!!

Priscila poderia ter um namorado, um marido, mas preferiu ter namoricos de duas semanas.

- TUDO BEM!!

Priscila poderia ir a exposições de artes plásticas, a um cinema ou seminário, mas preferiu as noitadas nas boates.

- TUDO BEM!!

Priscila poderia ir a eventos de MPB autêntica e jazz, mas foi para micaretas, eventos de forró-brega e "bailes funk".

- TUDO BEM!!

Priscila poderia formar uma família, ter filhos, mas se contenta em ficar para titia ou brincar com sobrinhos e afilhado.

- TUDO BEM!!

Priscila até tem sobrenome, mas não tem um nome que mereça zelar.

- TUDO BEM!!

CHEGA DE TUDO BBBEM!!!!!!!!!!!!!

EXALTASAMBA DÁ CONSELHO PARA AS PRÓPRIAS FÃS



Sambrega não é cultura, mas às vezes pode dar bons conselhos. Pois a música "Se Liga", do grupo Exaltasamba, tem uma frase que serve exatamente como um recado para as fãs do grupo, que ficam sonhando com nerds intelectualizados que sejam caseiros, românticos e fiéis.

As fãs do Exaltasamba recusam os próprios pretendentes, e, com medo dos homens, correm para as saias de suas mães ou para o convívio com os sobrinhos. Mas quando veem um excêntrico boa gente no Orkut, investem insistentemente num assédio, com um atrevimento que pode ser sutil, mas é incômodo. Basta o orkuteiro ser um nerd ou parecer roqueiro inglês e dizer que ainda mora com os pais, não bebe álcool e fica em casa nas noites de sábado, para essas moças converterem o acanhamento em assanhamento.

Só que essas moças escolhem demais, enquanto recusam os pretendentes que são do seu próprio meio social, pessoas que essas moças conhecem na vida cotidiana. Elas exigem muito, porque são ao mesmo tempo ingênuas e sonhadoras demais. O meio brega em que elas vivem não lhes permite escolher muito os homens, não, mas elas escolhem. Aí elas se dão mal. Ficam na solidão. No fim das contas, elas não sabem se, para a vida amorosa, sonham com um clone do Belo ou com um similar brasileiro do Ian Curtis.

O trecho da música do Exaltasamba diz, com todas as letras: "Se escolhe muito, cai na solidão".

GRANDE MÍDIA É DEVEDORA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL



A grande mídia vai contra os interesses e as próprias necessidades dos aposentados. Essa é a constatação que temos quando deparamos com a notícia divulgada por Paulo Henrique Amorim no seu blog Conversa Afiada sobre as dívidas que os principais veículos da mídia acumulam na Previdência Social, não bastasse a própria mídia não denunciar que os governos estaduais do PSDB em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul desviaram quase R$ 7 nilhões de reais das verbas federais para a Previdência em programas de ajuste fiscal, segundo os princípios neoliberais do "choque de gestão", em detrimento ao atendimento à saúde de cerca de 75 milhões de habitantes.

A grande mídia, que cinicamente sempre está pronta a denunciar os "desmandos" dos serviços públicos e o déficit da Previdência Social, nos estarrece na sua situação de devedora, e aqui até mesmo a "mídia boa" do Grupo Bandeirantes - um dos "gazeteiros" das aulas do Instituto Millenium - aparece na lista. O que nos deve dizer sobre a situação da "inocente" grande mídia regional, se o silêncio dos blogueiros provincianos, como os da Bahia, fosse rompido...

Vejamos os dados divulgados por Paulo Henrique Amorim:

- A Infoglobo Comunicações, empresa das Organizações Globo, tem nove processos por dívidas com a Previdência Social, totalizando R$ 17.664.500,51. A Editora Globo, por sua vez, tem dois processos e deve R$ 2.078.955,87;

- A Editora Abril deve R$ 1.169.560,41;

- A Rádio e Televisão Bandeirantes tem sete processos, totalizando R$ 2.646.664,15, sendo que três deles são de “Pedido de Penhora e/ou Reforço de Penhora”;

- A Folha de S.Paulo tem quinze processos e deve à Previdência Social R$ R$ 3.740.776,10;

- O Estado de S.Paulo tem dois processos e deve R$ 2.078.955,87.

SISUDEZ DE ROBERTO JUSTUS SÓ TRAZ PROBLEMAS


ATÉ A APRESENTADORA TICIANE PINHEIRO SE SENTE INCOMODADA COM A SISUDEZ DO MARIDO, CONFORME DISSE EM ENTREVISTA: "ELE É MUITO SÉRIO", ELA DISSE.

"Eu aceito desafios. Sou um empresário arrojado, moderno, atuante, sempre atualizado com as novas tendências da Administração. Não temo novos desafios, minha coragem nos negócios me fez avançar muitas etapas. E vou seguindo em frente".

Esta é uma provável síntese do pensamento do empresário e publicitário Roberto Justus que, sorridente, diz aceitar novos desafios. Só que os desafios que ele passou a encarar são muito difíceis e amargos do que sua mente trabalhólatra pode supor.

Primeiro, ele passou a ter o apresentador Sílvio Santos como seu patrão, já que o homem-sorriso também é o todo-poderosos do SBT. Segundo, Justus passou a apresentar um game show para jovens, num contexto que sua personalidade granfina não está acostumado a encarar.

O resultado não podia ser outro. Roberto Justus, que nas páginas de Caras é tratado como um rei, na TV aberta ele tem que suportar baixos índices de audiência, numa emissora cujo dono tem a tradição de cortar repentinamente as atrações, se elas não têm o resultado esperado na audiência ou se a novelista Íris Abravanel simplesmente detesta tal atração.

Roberto Justus ainda vive nos anos 70. Estranhamente, ele e seus colegas de geração - Almir Ghiaroni, Edmar Fontoura, Malcolm Montgomery, Walter Zagari, Eduardo Menga e outros - são da mesmíssima geração da maior parte dos ingleses que fizeram o punk rock, o que mostra o quanto o Brasil pré-industrial gerou senhores tão elegantemente cafonas.

O empresário brasileiro da NewComm ainda parece uma versão grisalha daqueles modelos que apareciam em anúncios de cigarros, automóveis ou mesmo roupas de grife nas antigas revistas dos anos 70, como Manchete, Fatos e Fotos, Senhor e Visão, sem falar de Veja (então sem o reacionarismo dos últimos 30 anos). Como cantor, parece se pautar no estilo crooner que só não chega a cafonice explícita de Julio Iglesias porque este está bem escoltado pela "nata" da música neo-brega brasileira: Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano e Alexandre Pires.

O agravante da geração de Roberto Justus não é o fato desses empresários, executivos e profissionais liberais, usuários "doentes" de ternos e frequentadores "afobados" de eventos de gala, parecerem mais velhos e caretas que a nossa geração.

O agravante é que a geração de Roberto Justus é mais antiquada e envelhecida que os atores, apresentadores e cantores da mesma geração que eles. O oftalmologista Almir Ghiaroni não enxerga o fato de que ele é um ano mais novo que Lulu Santos, um dos pioneiros do Rock Brasil pós-AI 5, com idade para ser amigo de infância e tudo. A diferença etária de Tom Jobim e Vinícius de Morais era de 14 anos.

E o que dizer quanto a geração de Justus ser mais nova que Serginho Groisman? Ou seja, por mais que os empresários, profissionais liberais e executivos carreguem na "maturidade" e nos clichês de elegância (com o claro objetivo de agradar os colegas, patrões ou mestres mais velhos que esses cinquentões), nos seus sorrisos artificiais, nos padrões antiquados de perfeição masculina, é sempre o apresentador de Altas Horas que chega à maturidade primeiro que a geração Justus que brinca de ser idoso aos 50 anos.

De que adianta o empresário Roberto Justus fazer festinhas com seus empregados no final do ano expediente, num clima artificial de recreação, se ele, na intimidade, não passa de um careta sisudo? Como também de que adianta Malcolm Montgomery escrever sobre Beatles se ele coloca dentro do livro alguma pregação moralista típica de papai conservador? Se bem que os Beatles de Malcolm Montgomery são quatro rapazes isolados no tempo e no espaço, trancafiados entre orquestras, quando a realidade mostrou que os quatro rapazes de Liverpool se entrosavam mesmo era com Rolling Stones, Who, Beach Boys, Jimi Hendrix, Deep Purple (Ian Paice tocou com Paul McCartney!), Led Zeppelin e Pink Floyd (sobretudo a fase Syd Barrett).

A sisudez certamente afastou os cinquentões de hoje de suas esposas anteriores. Se hoje eles parecem elegantes e refinados, nos anos 80 eles eram yuppies apenas profissionalmente bem sucedidos. Numa entrevista a uma revista, Ticiane Pinheiro reclamou da sisudez do marido. "Ele é muito sério", ela disse. O que mostra o quanto essa geração de empresários, profissionais liberais e executivos, por trás de seus sucessos na publicidade, nos meios de comunicação, na medicina etc, está fora do tempo, totalmente antiquada, não passando de um cinquentões brincando de serem velhos e ainda assim posando de "jovens" (o machismo brasileiro infelizmente mantém os "coroas" como símbolos de beleza e virilidade).

Serginho Groisman amadurece sendo jovem. Roberto Justus se infantiliza sendo velho. Se comparar o Serginho Groisman de hoje com o de 35 anos atrás, as duas imagens, a antiga e a atual, se dialogam e se convergem. Mas se virmos Roberto Justus em 1975 e o de hoje, a impressão que se tem é que são duas pessoas diferentes que nem sequer se entendem.

Pior é que a sisudez da geração Roberto Justus já faz acostumar mal uma nova geração de homens de negócios e profissionais liberais, hoje entre os 40 e 45 anos, já ensaiando seus tiques de sisudez que se agravarão na casa dos 50.

AMOSTRA DA INTOLERÂNCIA DOS DEFENSORES DO BREGA-POPULARESCO



Vamos mostrar um caso hipotético que dá uma amostra da intolerância dos defensores do brega-popularesco. Nós não invadimos os blogs dos ídolos deles para espinafrá-los, esculhambá-los, mas eles invadem nosso blog para nos ridicularizar com sua fúria intolerante. Devem ter saudades do AI-5.

Digamos que um blog tenha escrito o seguinte:

O cantor Leonardo apareceu gripado ontem num programa de auditório da TV. Rouco, mostrando que o nariz estava entupido, ele teve que cantar em pleibeque para evitar constrangimentos. Sendo sempre obrigado a cumprir compromissos profissionais, ele poderia muito bem estar descansando em casa, tomando um bom suco de frutas cítricas, em vez de aparecer a toda hora. Ele ainda teve que participar, no mesmo dia, de um show da cantora Ivete Sangalo, também afeita a tais transtornos.

No dia seguinte ao comentário, uma garota chamada Gislaine Mendonça escreve, furiosa:

COMO É QUE VC PODE FALAR ISSO DO CANTOR LEONARDO? VC PENSA QUE ELE É ASSIM, TODO FRACO, É? VC NÃO CONHECE A CARREIRA DELE NAUM? E VC TEM A IDÉIA DE QUANTO ELE SOFREU COM A DOENÇA DO IRMÃO? ESSA COISA DE VC QUERER QUE ELE FIQUE EM CASA É BAXO ASTRAL, SEU MANÉ! ELE TEM OS COMPROMISSOS A CUMPRIR VC NAUM TEM NADA HAVER COM ISSO! ELE TEM MILHARES DE FÃS EM TODO O PAÍS, SÓ PARA AVISAR A VC, DESINFORMADO! RESPEITE A CARREIRA DELE FEITA DE MUITO SUCESSO FLW?

GUERREIRO, O BOMBEIRO, QUER CONQUISTAR A "REDENTORA"



Guerreiro, o Bombeiro, se prepara para uma nova conquista. É a "Redentora", como os milicos de 1964 chamavam a sua "Revolução".

A "Redentora", apesar dos seus 46 anos - a mesma idade da gatinha Vera Zimmermann - , é uma velha caquética, antiquada, sem qualquer noção da realidade brasileira.

Deslumbrada com os enlatados estadunidenses, que lhe oferecem os referenciais de "democracia" e "civilização" que ela gostaria que fossem implantados no Brasil, a "Redentora" tem no seu histórico a extinção de partidos políticos, sindicatos, entidades civis das mais diversas, além de ter cassado direitos políticos, aprisionado, torturado e assassinado muita gente.

Mas tem gente que tem muitas saudades da "Redentora". E, pelo jeito, até quem a princípio lutava contra ela. Guerreiro, o Bombeiro, como se sabe, já tentou salvar o Instituto Millenium de ser queimado nos seus sucessivos incêndios provocados pela blogosfera. Mas parece que andou apagando os fogos com querosene, porque a coisa continua feia nas bancadas millenares.