quarta-feira, 17 de março de 2010

O REACIONARISMO DO PIG CULTURAL FAZ BARULHO



Tudo para manter o modelo de sociedade e de cultura brasileiras que as elites desejavam desde o Golpe de 1964. Pelo menos para manter a "cultura popular" dentro dos parâmetros da mídia dominante durante a Era FHC.

O MERCENARISMO DOS "CÃES DE GUARDA" DA INTERNET


Recentemente, foi anunciado que José Serra mobilizará uma equipe de internautas "mercenários" destinada a desmoralizar quem faz campanha contra o governador paulista, já muito distante do passado de militante estudantil de esquerda.

O processo é conhecido. A campanha será feita por blogs e páginas do Orkut, Twitter e Facebook ligados ao tucano, aspirante a candidato à Presidência da República, ou em textos em fóruns ou espaços de comentários na Internet. Gente "anônima" ou "comum" irá defender José Serra e espinafrar, da forma mais agressiva que puderem e as circunstâncias permitirem, ora com argumentações sutis, ora com xingações. Haverá textos escritos em internetês entre eles.

O "mercenarismo" virtual é muito comum. De repente, você questiona alguma coisa e é bombardeado com textos caluniosos, violentos, agressivos. Uns tentando defender a causa que você contesta humildemente, com argumentos objetivos e procurando não ofender. Você tenta não ofender o objeto de sua crítica, apenas reprovando seus procedimentos, afinal você não iria mesmo aplaudir um erro que você viu nele. Mas você é ofendido, porque sua crítica, apesar de construtiva, vai contra o privilégio e a ascensão sócio-econômica do criticado, e aí vem textos violentos contra você, fora eventuais processos judiciais de iniciativa dos "lesados".

Isso não se dá apenas quando políticos querem atropelar a liberdade de informação para manter a escalada fácil ao poder. Se dá também com determinados fenômenos da mídia e do entretenimento.

RÁDIO CIDADE E 89 - No caso da programação "roqueira" da Rádio Cidade, houve um reacionarismo furioso da dita "nação roqueira", quando passei a publicar textos questionando a diluição do radialismo rock por parte da emissora. Também questionei o mesmo processo pela 89 FM paulista, e vieram manifestos furiosos, geralmente de produtores das duas rádios e de pessoas mais próximas, num reacionarismo ofensivo que lembrava o Comando de Caça aos Comunistas.

Mas o reacionarismo pegou tão mal que eles nem tiveram coragem de desmentir, o que mostra que eram reacionários mesmo. E, ironicamente, depois de tanto criticarem o brega-popularesco, "abominando" funqueiros, "pagodeiros" e "sertanejos", eis que os antigos produtores da 89 FM hoje estão na Nativa FM (que toca sambrega e breganejo) e os antigos produtores e locutores da Rádio Cidade estão na Beat 98 (que toca sambrega e "funk carioca").

OLAVO BRUNO E EUGÊNIO RAGGI - Quando passei a questionar com mais frequência o brega-popularesco, passei também a receber mensagens reacionárias de vários internautas, e dois deles se destacaram, como Olavo Bruno e Eugênio Raggi.

Eram carinhas conhecidos em vários fóruns da Internet e pretensos "juízes da verdade absoluta", capazes de ofender quem não concorda com eles. Queriam julgar a cultura brasileira segundo suas vontades, sem qualquer visão objetiva dos fatos, e não raro partiam com ironias, comentários raivosos e ofensivos.

Olavo Bruno aparece em vários fóruns sobre mídia, cultura e até mesmo em fotologs de ônibus no Fotopages, enquanto Eugênio Raggi, professor mineiro, na verdade tinha relações com algum produtor da TV Alterosa, afiliada do SBT em Belo Horizonte, por dois motivos: um discurso que ao mesmo tempo defendia nomes popularescos em voga na TV aberta - Alexandre Pires, Exaltasamba, Banda Calypso - e questionava a própria mídia que apoiava os mesmos ídolos, como a Rede Globo. Um e-mail de Raggi foi lido num programa da TV Alterosa. Raggi "colabora" também no fórum do portal de Luís Nassif. O que indica que Raggi tem relações com algum representante do SBT ou da Record em BH, ou simplesmente tem algum protegido seu trabalhando numa emissora afiliada e, talvez, com experiência em outra.

Na medida em que divulguei estas informações, Olavo e Eugênio parece que "sumiram" da Internet. Na busca do Google, no critério "Resultados Recentes", o tópico mais recente envolvendo o "nosso" Olavo Bruno, pois desconta-se aqui seus homônimos, é de janeiro deste ano. Já o de Eugênio Raggi, que havia "sumido" durante alguns meses em 2008 do fórum "Samba & Choro" (principal arena para a arrogância do professor mineiro), aparece num tópico correspondente a fevereiro último.

Recentemente, o reacionarismo ganhou a adesão de Francielle Siqueira, aspirante a dama-de-ferro dos defensores do brega-popularesco, com suas histéricas defesas ao cantor neo-brega Alexandre Pires.

OUTROS CASOS - Há também outros casos. Em 2001, eu tive um site chamado "Boys Not Band", que questionava a mania da mídia em denominar de "bandas" grupos jovens que só tinham cantores e dançarinos. Era a dance music querendo usar gírias roqueiras, uma vez que no jargão roqueiro era comum chamar conjuntos e cantores generalizadamente de "bandas", até porque mesmo um Ozzy Osbourne solo tem uma banda por trás. Mas no pop dançante, não.

No pop dançante, o que há são grupos de dançarinos sem instrumentista algum, que destoa até mesmo das raízes do funk autêntico (que musicalmente inspira esses grupos), porque no funk autêntico, muitos grupos vocais, na verdade, são bandas, porque seus vocalistas tocavam instrumentos nos estúdios, seguindo a tradição da soul music, em que até cantores solo como Marvin Gaye, Otis Redding, James Brown e Tim Maia, que apareciam no palco apenas cantando, eram na verdade multi-instrumentistas e arranjadores, e arranjadores de primeira.

Fui criticar o fenômeno Rouge, que nem era muito popular se comparado a tantos mega-ídolos comerciais, só repercutindo então com a música "Ragatanga", e não passava de uma imitação requentada das já então decadentes Spice Girls, e aí recebi e-mails indignados dos "fãs" do Rouge, que tentaram defender o rótulo "banda" porque uma integrante toca violão. Mas ela praticamente tocava violão nas horas vagas, assim como, só no final das carreiras grupais, conjuntos como Take That e Backstreet Boys mostram membros tocando instrumentos. Mas porque esses grupos não mostram gente tocando instrumento o tempo todo? Não confundir com o caso Polegar, porque os caras só faziam pleibeque. Estava na cara que os defensores do Rouge, hoje extinto, eram membros do fã-clube do grupo.

A axé-music também tem muito disso. Ivete Sangalo, Cláudia Leitte e Chiclete Com Banana têm um exército de divulgadores, estagiários e tudo o mais, que se inscrevem até em comunidades contra esses ídolos no Orkut, para defendê-los da forma mais desesperada possível. E, como o breganejo é filho do coronelismo, famoso por seu reacionarismo e represália, houve até mensagens de defensores de Zezé Di Camargo & Luciano na página de recados de orkuteiros associados à comunidade contra a dupla goiana. Em busca da unanimidade impossível, o reacionarismo desses mercenários virtuais não encontra limites.

O próprio jornalista Artur Xexéo, quando reprovou a regravação (sempre as regravações!) do breganejo Leonardo da música "Nervos de Aço", de Lupicínio Rodrigues (um dos injustamente acusados de brega hoje em dia), recebeu mensagens indignadas de toda natureza, incluindo "anônimas", que o jornalista descobriu mais tarde virem de uma campanha organizada pelo fã-clube do cantor goiano. As mensagens teriam vindo de gente associada a esse fã-clube.

Como se vê, na Internet existe mesmo esse reacionarismo virtual. Não é de gente que realmente admire seus ídolos ou causas, porque quem ama alguém não se preocupa em odiar quem odeia esse alguém. Quem gosta se preocupa em gostar, amar, admirar. Não vai perder tempo perseguindo quem não gosta.

E, quando são desmascarados, os "mercenários" virtuais fogem de medo, como um pit-bull que é apedrejado. Ou então fogem para outra causa em evidência, como a "nação roqueira" da Cidade que hoje defende os ex-desafetos funqueiros na Beat 98 FM.

Afinal, onde estão mesmo os reacionaríssimos fãs do Charlie Brown Jr.? Nas assessorias de Vítor & Léo?

BREGA-POPULARESCO NADA TEM A VER COM EXPRESSÃO DO POVO POBRE


CHITÃOZINHO & XORORÓ - RICOS MAGNATAS DE UMA "CULTURA POPULAR" ESTEREOTIPADA.

A música brega-popularesca não representa a cultura do povo pobre. Não representa os anseios, as crenças nem os valores das classes populares. É apenas uma "cultura popular" estereotipada pela associação entre a indústria fonográfica e a grande mídia, sendo ela de caráter nacional, através das grandes redes, e de caráter regional, através da mídia regional.

E a música brega-popularesca se torna um negócio milionário de tal forma que hoje o que vemos são apresentações superproduzidas, pesado investimento em campanhas na mídia e em toda a modernização visual, técnica e tecnológica de seus ídolos. Por isso, não faz sentido eles trabalharem a falsa imagem de injustiçados, porque são eles que estão no poder.

Além disso, a tendência atual dos DVDs ultraproduzidos, dos duetos seja dos ídolos popularescos entre si ou entre eles e os medalhões da MPB, e a compra aos montes de músicas do cancioneiro da MPB autêntica para virarem covers na regravação dos ídolos popularescos mostra o quanto esse universo musical nada tem a ver com a verdadeira cultura das classes populares.

O investimento pesado nesses ídolos, como os breganejos, sambregas, axézeiros, funqueiros etc, mostra o quanto as oligarquias, as elites, ou seja, quem há de mais rico financeiramente no país, deposita suas granas nesse processo incessante e desesperado de pasteurização da cultura popular. E isso, cinicamente, sob o rótulo de "cultura dos excluídos", numa argumentação falaciosa que só não define o breganejo como "música dos sem-terra" porque o MST é tratado como vilão até pela mais boazinha da mídia fofa.

Está na cara que isso não é a verdadeira cultura popular. A verdadeira cultura popular não é aquela que se nutre por plateias lotadas. É a que transmite arte genuína, valores sólidos, conhecimento, honestidade, integridade. Essa "cultura popular" que vemos sobretudo em veículos que variam do Domingão do Faustão às pregações de Rodrigo Faour e Hermano Vianna é estereotipada, falsa, alimentada pelo propinoduto do jabaculê musical durante anos. Agora eles tentam fingir que nunca cometeram jabaculê. Finjem até que nunca fizeram sucesso, tudo para entrar na festa da MPB autêntica pela porta dos fundos.

Mas os ídolos popularescos podem fazer todas as manobras, porque elas sempre são falhas. Só porque eles fazem sucesso e ainda contam com muita grana para evitar ou ao menos adiar a decadência inevitável, não significa que eles sejam os donos da MPB. Eles não são, e é melhor que não tentem. Nosso patrimônio cultural não deve se servir à farsa de bregas e neo-bregas que só estão na música por dinheiro.

REACIONÁRIA DEFENDE ALEXANDRE PIRES


Uma tal de Francielle Siqueira despejou o comentário a seguir, com todo o reacionarismo a que ela se acha com direito. O texto é nervoso, mal escrito e extremamente ressentido:

"QUAL É O SEU NOME MESMO??? SE NÃO QUIZER ACEITAR ESSE COMENTÁRIO NÃO IMPORTA ,ME ADIMIRA UMA PESSOA QUE LÊ QUE TEM UMA CERTA CULTURA JA QUE É JORNALISTA NÃO DAR VALOR A UM CANTOR COMO ALEXANDRE QUE É SUCESSO INTERNACIONAL, VC NÃO GOSTAR É PROBLEMA SEU + PODIA RESPEITAR O TRABALHO DELE E DOS OUTROS QUE VC CITOU, COMPOSITORES MARAVILHOSOS QUE NOS PRESENTIARAM COM TANTAS MÚSICAS LINDAS HAHAHA QUEM É VC...ONDE VC ACHOU ESSAS PESQUISAS QUE VC DISSE ,DE QUE MUNDO VC É ? SOU FÃ PRA MIM É O MELHOR CANTOR DO MUNDOOO E PODE TER CERTEZA QUE ELE NÃO ESTÁ PRECISANDO DE SUA OPINIÃO NEM EU + NÃO GOSTEI DA FORMA QUE SE EXPRESSOU FOI MUITO BAIXO...VAI LÊ SABER + DA VIDA, DO TRABALHO E DAS CONQUISTAS DELE DEPOIS VC SE PRONUNCIA OK? VALEU".

Em primeiro lugar, Francielle, não vou tirar satisfações com você. Quem escreveu comentários baixos não fui eu, mas você. Além disso, nunca invadi blogs sobre Alexandre Pires para falar mal dele, NUNCA parti para baixarias contra ele. Critico ele como artista, mas não o critico como pessoa. Se você se sentiu ofendida, é porque esperaria que todo mundo pensasse como você, o que é impossível, falou?

Além disso, você é mesmo fã? Será mesmo? Ou será que não é uma divulgadora disfarçada? Ouvi falar que José Serra vai mandar seus internautas espinafrarem jornalistas que falem mal do governador paulista. Tudo indica que você está a serviço da mídia, da indústria fonográfica, dos empresários do entretenimento. Não disfarce.

Além disso, por onde eu ia, nos supermercados, passando pela vizinhança, pelas lojas etc, rolava um disco de Alexandre Pires. Tentei prestar atenção, de modo imparcial, apesar de não gostar da música dele. Não é culpa minha se ele faz música brega, se ele canta como um calouro do programa Ídolos, se ele sempre foi ligado ao tal "pagode mauricinho".

Claro que meu comentário não vai influir no sucesso dele, porque ele já tem protetores e tudo o mais. Por isso mesmo minha avaliação se dá por pesquisas culturais, sou jornalista e entendedor de música, repito.

Você está nervosinha porque acha que a popularidade do seu ídolo (ou cliente?) vai ser arranhada pelo meu blog. Não vai. Um comentário como o seu, Francielle, é que tem mais chances de botar a carreira de Alexandre Pires a perder do que minhas críticas, que NADA têm de ofensivas. Porque, para alguém que ler a sua mensagem espalhar que você é uma dama-de-ferro furiosa é um pulo, e de recado em recado as fãs do Alexandre Pires vão acreditar que o cantor tem defensores violentos.

Se você gosta mesmo do Alexandre Pires, Francielle, por que você se preocupa tanto com quem não gosta? Por que você perde seu tempo lendo o meu blog? Quer que eu pense como você e joga assim na minha cara o fato de minha visão ser diferente da sua? De que mundo você é, Francielle, o mundo dos que impõem o pensamento único?

Pois, repito, NUNCA invadi um blog a favor do Alexandre Pires para disparar desaforos contra ele. Como pessoa, desejo muita felicidade a ele. Mas, como artista, não posso me iludir nem fingir que ele é um grande sambista. Você já ouviu algum samba na vida, Francielle?

A quantidade de cantores negros que eu conheço e respeito é enorme. Para um Brasil que teve Donga, Ataulfo Alves, Clementina de Jesus, Cartola, Nelson Cavaquinho, João do Vale, Zé Kéti, Agostinho dos Santos, Noite Ilustrada, Jorge Veiga, Wilson Simonal - que teve um sucesso internacional muito mais espontâneo que Alexandre Pires, porque este precisou do apoio do casal Gloria Estefan e Emílio Estefan Jr. - e que continua com Milton Nascimento, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Djavan e Martinho da Vila, querer endeusar a mediocridade artística de Alexandre Pires, sabendo o tipo de som que ele faz, é um contrasenso.

Segundo você, eu, como jornalista, tenho que me calar diante da mediocridade artística dominante. Sabe o que isso significa, Francielle: que você defende a CENSURA, ouviu? Você demonstrou ser intolerante, porque não aguenta críticas. Você é reacionária, e ainda vai levar gozação dos amigos por causa disso.

Limpe os ouvidos, Francielle, ou então mostre seu crachá de assessora ou divulgadora do cantor, ou sua carteira da Rede Globo, da revista Contigo, do Instituto Millenium ou de qualquer veículo ligado à grande mídia!!

O que é o som do Alexandre Pires? Mistura-se Alejandro Sanz com Bobby Brown. Isso está claro na comparação entre estes dois cantores estrangeiros e o cantor de sambrega. Ou então o som do cantor José Augusto misturado com pandeiro e cavaquinho. É ouvindo os discos que é a melhor pesquisa, e não as palmas que o cantor recebe quando vai ao Faustão.

Sua arrogância, Francielle, pode voltar contra você, até porque não fui eu que escrevi um texto de baixo nível. Critiquei como um crítico deve criticar, até causando polêmica. Mas você parece que é golpista, não age como verdadeira fã. Parece viver na Idade Média, com essa atitude tão reacionária.

Noto muita arrogância, nervosismo e esnobismo no seu texto, Francielle. Sem falar que é um texto muito mal escrito. Lamento por você ter tomado essa infeliz iniciativa de, no vão esforço em pregar o pensamento único, você espinafrar meu blog de forma mais suja e grossa.

Eu, repito mais uma vez, nunca fui a um blog favorável a cantores como Alexandre Pires para mandar mensagens ofensivas falando mal dele. Nunca. E nunca fiz comentários ofensivos à pessoa dele. Se ele simboliza a mediocridade musical, o problema não é meu. Ou então vou ter que me encher do pó de pirlimpimpim e fingir que o misto de Alejandro Sanz com Bobby Brown das suas músicas é "fusão de samba com Bossa Nova", fingir que é genial, revolucionário etc?

Ora, vá trabalhar Francielle!! Não perca tempo com sua raiva ressentida. Você pode se dar mal com um impulso desses. Quer que eu fale para o seu patrão que você "fila" o seu trabalho mandando e-mails ofensivos (que, logo vi, foram enviados depois do almoço)? Porque sua tarefa de espinafrar meu blog não é de uma verdadeira fã, mas de uma funcionária da mídia, mais preocupada com aqueles que não gostam do seu ídolo.

A verdadeira fã, repito, se preocupa em gostar do seu ídolo e não em perseguir quem não gosta.

LEANDRA LEAL ESTÁ SOLTEIRA


FINALMENTE MAIS UMA LINDA MULHER BACANA NO "MERCADO". COM TODO O RESPEITO E ADMIRAÇÃO AO EX DELA, O MÚSICO LIRINHA.

É até excelente haver notícias de mulheres legais voltando à solteirice, como o da belíssima, inteligente, graciosa e encantadora Leandra Leal. Mas tem que envolver casais cujos maridos ou namoridos a gente também admira, como no caso o músico Lirinha, líder da recém-extinta banda Cordel do Fogo Encantado. E pelo jeito ele quer vida nova, banda nova, e deve querer namorada nova.

Repito, é até excelente haver mulheres solteiras assim. Até aí não há problema. O problema é quando casais cujos maridos ou namoridos não são admiráveis, sobretudo aqueles empresários que, no lazer, são maridos songamongas, pais estressados e amigos molengas.

Por isso mesmo, brindamos a volta de Leandra Leal à solteirice, alegremente, porque no árido e estéril mundo das brasileiras solteiras - na sua maioria boazudas, BBBs e marias-coitadas - , é uma ótima notícia haver uma moça bem bacana no "mercado". Mas mantendo todo o respeito e a admiração a pessoas como Lirinha.

E aqui ficam os pêsames para as demais mulheres classudas que, casadas com empresários e profissionais liberais sisudos, continuam "carregando" o casamento, em troca de um conforto sócio-econômico e de contatos amistosos "influentes".

O RISCO DO BIPARTIDARISMO À AMERICANA


DILMA ROUSSEFF E JOSÉ SERRA - À ESPERA DA CAMPANHA PRESIDENCIAL.

Há um grande risco para a nossa democracia. O risco do jogo político se tornar polarizado entre apenas dois partidos, o PT e o PSDB. O risco de ambos os partidos adotarem uma "política de café-com-leite" se alternando no poder a cada quatro ou oito anos é enorme, e isso pode prejudicar nossa democracia, uma vez que, há pouco mais de 30 anos, reconquistamos o pluripartidarismo.

Na ditadura militar, o antigo pluripartidarismo vigente até 1964 foi extinto pelo AI-2, quando o dito "governo revolucionário" do general Castelo Branco determinou que, no lugar dos diversos partidos então existentes, fossem criados dois: a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), na prática reencarnação do partido conservador UDN, e Movimento Democrático Brasileiro (MDB), composto de "restos" do PSD, setores moderados do PTB e até do PCB.

A ARENA seria o partido oficial do regime militar e o PMDB, um partido moderado, supostamente de oposição. De fato, alguns políticos realmente fizeram oposição à ditadura, mas no todo o MDB era um partido frouxo, submisso ao regime militar. Há controvérsias sobre qual dos dois partidos era o partido do "sim" e o outro o do "sim, senhor", mas numa análise mais cuidadosa, a ARENA, que mandava na jogada, era o partido do "sim" (por causa de sua convicção como o partido do poder na época) e o MDB, o partido do "sim, senhor", mais subordinado, mais enfraquecido.

Passado o período mais enérgico da ditadura militar (1968-1978), voltou o pluripartidarismo em 1979, que depois mostrou seus defeitos uma vez que a vida política ficou em frangalhos devido à ditadura militar e a corrupção que ocorria durante o regime militar transformou a profissão parlamentar em um processo preguiçoso, desonesto e traiçoeiro.

O único partido originário da ditadura militar, MDB, permaneceu, transformando-se em PMDB. E os muitos partidos que surgiram acabaram se tornando meros partidos de aluguel, meros acampamentos políticos, todos vagamente defendendo a cidadania, a justiça social, a democracia e outros princípios nobres, mas ideologicamente vazios, frouxos, ineficazes. Até mesmo os outrora históricos PTB e PDT hoje não passam de meros partidos de aluguel - categoria infeliz de partido sem pé nem cabeça, sem projeto político, corrompido, frouxo - , categoria que envolve o PMDB e os partidos nanicos de "centro" (na verdade, centro-direita, como PR, PP, PHS e outros). Os demais partidos, de direita ou esquerda (PT, PC do B, PSDB, DEM, PSOL, PSTU, PCO, PPS), possuem algum projeto político, em tese, mas são tendenciosos na sua prática política, e alguns já apresentaram casos explícitos de corrupção.

Mesmo assim, apesar dos partidos políticos não serem confiáveis, isso não significa que se deva limitar o jogo político ao bipartidarismo. Nos EUA, a hegemonia bipolar do Partido Republicano e do Partido Democrata ofusca os demais partidos que existem na política estadunidense. Pois existem vários partidos políticos nos EUA, mas eles não têm expressão. Deveriam ter, se o processo democrático nos EUA fosse perfeito. Mas lá até o processo eleitoral é anti-democrático, pois a votação final fica com os membros do Colégio Eleitoral.

Por isso, sou contra o bipartidarismo, mesmo disfarçado num pluripartidarismo formal. É preciso diversificar o jogo político, embora também seja preciso fazer uma reforma política que elimine a corrupção, a infidelidade partidária ou mesmo o vira-casaquismo político, pois nos últimos anos muitos políticos direitistas foram se acomodar no PSB, PDT e outros partidos esquerdistas por causa da moda do primeiro governo Lula. Só fizeram desmoralizar a esquerda que já tinha dificuldades de ser íntegra num país definido como capitalista até por sua Constituição.

O REACIONARISMO DE JOSÉ SERRA CONTRA BLOGS IMPORTANTES


COMENTÁRIO DESTE BLOG: José Serra pretende iniciar uma campanha na Internet desmoralizando blogs. Os alvos são os blogs de Luís Nassif, Paulo Henrique Amorim, Maria Frô e Luiz Carlos Azenha. A denúncia foi divulgada por um dos ameaçados, o jornalista Luís Nassif.

A GUERRA POLÍTICA SEM QUARTEL - EM OBSERVAÇÃO

No dia 29 de dezembro passado recebi e-mail de um leitor, com informações sobre a guerra política a ser deflagrada este ano pela Internet.

Segurei as informações que me foram passadas, até ter uma ideia mais clara sobre os desdobramentos e conferir se as informações se confirmariam. Aparentemente estão se confirmando.

No final do ano passado, a FSB – empresa de assessoria de comunicações – foi incumbida pelo governador José Serra de preparar a guerra política na Internet, especificamente nas redes sociais. A empresa tem um contrato formal com a Sabesp e, aparentemente, outro com a Secretaria de Comunicação. Pensou-se em um terceiro contrato, com o Centro Paula Souza. Debaixo desses contratos, encomendou-se o trabalho.

Houve reunião em Brasília e a coordenação foi entregue ao jornalista Gustavo Krieger.

A primeira avaliação foi a de que a campanha anterior, pela Internet, tinha sido muito rancorosa e afastado o eleitorado. A nova estratégia consistiria em desviar os ataques para blogs críticos de Serra. Inicialmente, definiram-se quatro blogs: este, o do Paulo Henrique, o do Azenha e o da Maria Frô. Pessoas que tiveram acesso às informações da reunião não conheciam o da Maria Frô e estranharam sua inclusão. Mas quem incluiu conhecia.

Indaguei se, eventualmente, não poderia ser um monitoramento das análises, para se produzir argumentos contrários. Mas a fonte me garantiu que a ideia seria preparar ataques contra os quatro blogs através de um conjunto de blogueiros e twitteiros arregimentados na blogosfera: os «mercenários», como a fonte os definia.

O trabalho preliminar teria doze pessoas de escritórios de diferentes lugares do país. Durante o ano, a equipe seria enxugada, mas seriam mantidas cinco pessoas permanentemente dedicando-se à ofensiva contra esses blogs e outros que estavam em fase de avaliação. Haveria também a assessoria do ex-chefe de gabinete da Soninha – que está sendo processado por montar sites apócrifos injuriosos – e que se tornou o twitteiro de Serra.

Coloco a nota "em observação" porque, antes, busquei informações sobre Krieger e recebi avaliações positivas dele. Fica a ressalva.

Mas movimentações recentes em Twitters e Blogs indicam uma grande coincidência com o que me foi relatado. Especialmente o fato de parte relevante dos ataques contra os demais blogs estarem sendo produzidas justamente pelo assessor de Serra.

Lembro o seguinte: uma hora a guerra acaba. Passadas as eleições, os comandantes ensarilharão as armas e celebrarão a paz. Sobrará para os guerreiros contratados, que poderão ter sua imagem manchada indelevelmente. E, especialmente, para quem trabalha com comunicação corporativa.

VEREADOR CENSURA BLOGUEIRO POR REPORTAGEM ALHEIA


O BLOGUEIRO RICARDO GAMA (E) É VÍTIMA DE UM PROCESSO MOVIDO PELO VEREADOR PAULO MESSINA (D).

Fonte: Blog do Ricardo Gama.

terça-feira, 16 de março de 2010

Vereador Paulo Messina do Rio está processando o meu blog

E-mail do Vereador Paulo Messina messina@camara.rj.gov.br por favor mandem e-mail's para ele, dando a opinião de vocês.

Acabo de ser informado que o Vereador Paulo Messina da cidade do Rio está processando o meu blog (Blog do Ricardo Gama), por uma postagem que eu fiz, aonde apenas reproduzi uma matéria do jornal.



Processo No 0057928-52.2010.8.19.0001 - 38ª Vara Cível



Ao que parece já foi deferida uma liminar, determinando que eu retire a postagem feita, sob pena de multa diaria de R$ 100 reais por dia, e meu blog ser suspenso.

Aonde está a liberdade de expressão, e a liberdade de imprensa ?

O pior, é que eu apenas reproduzi a matéria de um jornal, o que vemos são os poderosos querendo esconder a verdade do povo.

ATENÇÃO blogueiros, temos que lutar contra esta "ditadura branca", senão amanhã os blogs não poderão mais informar a verdade ao povo.

Clique aqui e vejam a postagem que fez o Vereador Paulo Messina me processar.

Reproduzo a decisão do juiz, pega na internet.

'Trata-se de medida cautelar inominada em que se requer a suspensão imediata dde conteúdo que reputa ofensivo, veiculado no ´blog´ do segundao réu. Os documentos acostados à inicial traduzem a presença do fumus boni iuris, bem como o periculum in mora, que se comprova pela necessidade urgente do atendimento, tendo em vista o conteúdo do ´blog´, no que se refere às ofensas desferidas contra o autor. Todavia, a medida deve ser inicialmente direcionada ao autor das ofensas e não ao indigitado provedor, pois o que se pretende é a suspensão do conteúdo relativo ao autor e não de todo o conteúdo do blog, medida demasiadamente gravosa face ao pretendido. Assim sendo, concedo parcialmente a liminar requerida, para determinar ao segundo réu que retire do ´blog´ http://ricardo-gama.blogspot.com, qualquer conteúdo que diga respeito ao autor, Paulo Santos Messina, imediatamente, sob pena de incidir em multa cominatória diária no importe de R$ 100,00 e de suspensão do próprio ´blog´. Citem-se e intime-se por Oficial de Justiça, com urgência, para cumprir o ora decidido."



Informo desde já que ainda não fui citado, e que as informações veiculadas pelo site do Tribunal de Justiça não tem valor oficial, logo após a minha citação cumprirei toda e qualquer determinação judicial.

Postado por RICARDO GAMA às 10:36

JOSÉ ROBERTO ARRUDA FOI CASSADO POR INFIDELIDADE PARTIDÁRIA



O TRE do Distrito Federal, por quatro votos a três, decidiu cassar o mandato do ex-governador do DF, José Roberto Arruda, preso há pouco mais de um mês por envolvimento no "mensalão do DEM".

O motivo da cassação foi infidelidade partidária. Arruda teria saído do DEM antes de ser expulso, na tentativa de salvar sua vida política. Não salvou e se deu mal. E o DEM mais uma vez perdeu um anel podre para poder salvar seus dedos.

MICHEL DO BBB DIZ QUE KAREN PILA É PÁGINA VIRADA


Falando em Pila ou Pilla, alguém por acaso se lembra do famoso político gaúcho Raul Pilla, do antigo Partido Libertador, que foi um dos maiores defensores do parlamentarismo que o Brasil já teve?