quarta-feira, 3 de março de 2010

WALDICK SORIANO DEFENDEU A DITADURA MILITAR


Paulo César Araújo, definitivamente, sua tese rolou ladeira abaixo. Os ídolos bregas, tidos como "perseguidos" pela ditadura militar, na verdade viveram muito bem sob o regime dos generais, do contrário que tentou pregar o historiador no livro Eu Não Sou Cachorro Não. Prova disso é a postura de Waldick Soriano, já falecido, em relação à ditadura.

Em entrevista à jornalista Marília Gabriela, no programa TV Mulher, o cantor Waldick Soriano fez defesa aberta ao regime militar. Sobre a crise da ditadura militar, Waldick afirmou que, se o Brasil fosse governado por um civil, ficaria pior ainda.

Não é surpresa alguma o perfil conservador de Waldick Soriano. Até machista ele era. No entanto, a pregação idealista de Paulo César Araújo, que tentou dar ao cantor a suposta imagem de um cantor de protesto, e de Patrícia Pillar, fazendo um documentário "revisionista" sobre o cantor, forjaram uma "visão oficial" de Waldick Soriano que dá aos jovens a falsa impressão de que ele era revolucionário e vanguardista.

Waldick Soriano, além disso, sempre afirmou que foi bem tratado pelos militares. O mito de que sua música apavorava os generais foi bem construído por PC Araújo, mas os breves anos de fama do autor do livro Eu Não Sou Cachorro Não podem ter seduzido, anos atrás, as antigas gerações de blogueiros, mais acomodadas e alienadas que a atual turma com potencial senso crítico. Mas não conseguiu reabilitar os ídolos cafonas. Senão, Odair José estaria fazendo turnê em tudo quanto é lugar, aparecendo até mesmo no Planta Atlântida e no Festival de Verão Salvador.

Infelizmente, o link do vídeo, presente na lista do Google, foi removido, não se sabe por que razão, do acervo da Globo Vídeos. Será que pesou o lobby de Paulo César Araújo e, sobretudo, da global Patrícia Pillar?

Se algum samaritano tiver a entrevista de Waldick no TV Mulher, ponha no You Tube e não tema a cara feia dos tietes de Paulo César Araújo e seus ídolos musicais.

PIZZA JORNALÍSTICA: BAND E BÓRIS CASOY GANHAM AÇÃO NA JUSTIÇA



A "mídia fofa" também mostra suas maldades, dando um alarme aos ingênuos "líderes de opinião" com seu senso crítico fragilizado. E suas maldades, que também são uma vergonha, podem também terminar em pizza, como no episódio que narraremos a seguir.

O Grupo Bandeirantes de Comunicação, através da TV Bandeirantes de São Paulo e seu âncora, Bóris Casoy, apresentador suplente do Jornal da Band, ganharam causa na ação judicial movida por entidades de garis contra a emissora e o jornalista.

Com isso, Bóris Casoy e a TV Bandeirantes estão dispensados de indenizar os dois garis que, aparecendo dando saudações de feliz 2010 durante o referido telejornal, receberam um comentário de bastidor de Bóris, que ironizou cinicamente a alegria dos dois trabalhadores. O comentário foi vasado por causa de uma falha técnica que fez o comentário grotesco de Casoy ser transmitido durante a exibição de uma vinheta de intervalo do programa. Os garis, depois da repercussão do comentário, passaram a viver com medo da sociedade, temendo gozações ou implicâncias.

O episódio também mostrou o lado sombrio da "defesa da cidadania" da TV Bandeirantes (aquela que sonhava fazer a "revolução francesa" no Brasil através do "jornalismo"), que demitiu os dois operadores, traindo os espectadores na medida em que a "cidadania" defendida pelo jornalismo da Band e veículos derivados, como a rádio Band News FM, deixa de ser defendida nos bastidores da radiodifusão. O que dá uma dura lição: na grande mídia, a defesa da cidadania para fora dos estúdios esconde a cidadania combatida dentro da classe dos jornalistas e radialistas, sofrendo a opressão dos mesmos patrões elogiados por colunistas de rádio e especialistas em Comunicação.

Outra lição amarga é que a "mídia fofa" não é tão "boazinha" quanto parece. Se ausenta dos fóruns do Instituto Millenium apenas para não se expor à crítica pública. Mas de que adianta esse recuo, se a "mídia boazinha" também ataca os movimentos sociais e os próprios profissionais de rádio e TV?

Será que Fernando Mitre, o chefe de jornalismo da Band, teve medo de expor suas verdadeiras opiniões no Fórum Democracia e Liberdade dos "barões da mídia"?

IVETE SANGALO INICIA "CARREIRA" DE DVDS REVISIONISTAS


Como prevemos, trata-se de revíval mal-disfarçado, pois a aposta dos medalhões do brega-popularesco é gravar sucessivos DVDs e CDs ao vivo, um monte de covers em álbuns próprios ou em discos-tributo, discos de duetos e tudo o mais. Praticamente vampirizando repertório alheio ou vivendo às custas dos antigos sucessos.

Esses ídolos não têm álbuns conceituais, não possuem potencial criativo, são apenas o hit-parade na sua forma brasileira, música comercial, "MÚ$ICA" com cifrão. Nada a ver com arte nem com cultura, mas por mero entretenimento, que serve para a badalação presente e ao fanatismo momentâneo, mas não se garante para a posteridade.

Depois de Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Banda Calypso e tantos outros, Ivete Sangalo começa também a viver de revisitar seu repertório ou gravar covers.

Ivete Sangalo é apenas uma entertainer, como a imprensa especializada dos EUA já define ídolos como Beyoncè. Isso nada tem a ver com a verdadeira arte, nem com a verdadeira cultura, nem, no nosso caso, com a verdadeira MPB. Até porque MPB de verdade não se define através de plateias lotadas, mas com qualidade artística, com música.

Além disso, rainha da MPB, mesmo, é Marisa Monte, que está muito bem escoltada com Maria Rita Mariano e Roberta Sá (engolem essa, Olavo Bruno e Eugênio Raggi).

Também não venha reacionário defender a cantora de axé-music porque sei que é assessor disfarçado ou filhinho-de-papai querendo descontar neste blog os R$ 500 que deixou de receber de mesada para ir ao fórum do Instituto Millenium ver seus heróis vejistas, folhistas e globais.

ABAIXO-ASSINADO PEDE INVESTIGAÇÃO DE CRIMES DO AGRONEGÓCIO


DEPUTADOS RURALISTAS DO CONGRESSO NACIONAL CONTAM COM O APOIO ATÉ DA "MÍDIA FOFA" NA CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS.

Circula na Internet, conforme lembra o blogueiro Altamiro Borges, uma campanha pedindo para que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que, pelas pressões da bancada ruralista do Congresso Nacional, investiga os supostos crimes atribuídos ao Movimento dos Sem-Terra (MST), para que investigue também os crimes relacionados aos grandes proprietários de terras, representados politicamente pelos citados ruralistas.

A criminalização dos movimentos dos trabalhadores rurais é uma medida apoiada pela mídia claramente golpista e até mesmo pela "mídia fofa", como o Grupo Bandeirantes de Comunicação, que na Hora H não comparece nos fóruns do Instituto Millenium mas quando o assunto é MST, sofre dos mesmos surtos paranóicos vejistas, folhistas e globais. A Isto É, a Rede Brasil Sul, a Rádio Metrópole de Salvador também sofrem eventuais surtos semelhantes, como se baixasse em cada um desses veículos o espírito reacionário dos articulistas de Veja.

Na verdade, o MST acabou sendo, sem qualquer propósito de seus verdadeiros manifestantes, um balaio de gatos, onde aproveitadores e arruaceiros se infiltram para provocar desordem ou lucrar politicamente com a luta. Essas pessoas, corruptas ou pelegas, acabam estimulando a imagem criminosa que a mídia golpista inventa dos manifestantes rurais, impossibilitando que os trabalhadores do interior do país se manifestem não apenas por um pedaço de terra, mas também por escola, cursos de trabalho agrícola, melhores condições de trabalho, serviços básicos de saúde e educação etc.

O abaixo-assinado é puxado pela mensagem que deve ser copiada para solicitar a investigação. A Carta Aberta ao Presidente da CPMI, copiada na mensagem, deve ser enviada para o Deputado Federal Jilmar Tatto - dep.jilmartatto@camara.gov.br - , relator da Comissão, e para o Senador Almeida Lima - almeida.lima@senador.gov.br - , presidente da CPMI.

MARIA-COITADA: BOAZINHA, MAS FÃ DE BARBARIDADE



Vamos comparar duas mulheres de pouco menos de 40 anos, residentes no Grande Rio.

A primeira mulher é classuda, refinada, seu caráter moral é até mediano, mas pelo menos seu nível de discernimento e senso crítico era tal que ela não era fã sequer de Roberto Carlos. E isso desde sua adolescência. A terrível fase do cantor, nos anos 80, seguramente não contaria com a apreciação dessa moça, também conhecida por sua notável beleza. E, certamente, a moça não é receptiva a canções cafonas, pois se não é capaz de gostar sequer das boas canções de amor de Roberto feitas nos anos 60-70, quanto mais as cafonices que vieram depois da fase cafona de Roberto, com os cantores breganejos, sambregas, Fábio Jr. e quejandos.

Já a segunda mulher, uma maria-coitada que ainda mora com a mãe, tem um caráter moral até superior à outra, mas, em compensação, vivendo numa classe social (classe média baixa e suburbana) vulnerável às armadilhas da grande mídia, ela gosta de brega-popularesco a ponto de curtir até mesmo as músicas melosas do cantor Belo, que é conhecido por seu currículo social não muito confiável.

A primeira mulher pode ser insensível, mas sabe discernir as coisas. A segunda mulher é um amor de pessoa, mas não tem discernimento algum. Neste caso, uma erra pelo aspecto moral, outra pelo aspecto da observação crítica da realidade. Ambas se dão mal na vida com isso.

ÔNIBUS DE SÃO PAULO SÃO DESVALORIZADOS NA BUSCA DO GOOGLE



A padronização visual e o método tecnocrático de sistema de ônibus, no padrão "chinês" ou "stalinista de mercado" - ou seja, concentração de poder político das prefeituras e concentração de poder econômico e político dos empresários de ônibus, apesar deles perderem a autonomia operacional das linhas, compensada com o aumento de influência deles até no jogo eleitoral - anda desvalorizando os ônibus das cidades envolvidas.

Enquanto os tecnocratas e seus "cães de guarda" - busólogos pelegos - ficam esnobando porque ônibus não é para ser valorizado "pela beleza" ou que a "profissão de busólogo" vai acabar, a desvalorização dos ônibus que eles tanto defendem apresenta provas concretas do seu fracasso.

Pois a busca do Google, cuja primeira página costuma ser cartão de visitas para qualquer palavra-chave, mostra os resultados decepcionantes tanto na expressão "Curitiba" + ônibus quanto na expressão "São Paulo" + ônibus.

Na primeira página da busca, esperaríamos que aparecesse o melhor relacionado a esses assuntos, uma porção de CAIO Mondego de São Paulo, uma porção de Marcopolo Gran Viale de Curitiba, como deveria ser se houvesse valorização real desses sistemas. Pouco importa se esses resultados apareçam aos poucos nas páginas seguintes, pois a primeira página, o cartão de visitas, simplesmente não mostra os resultados esperados.

Em vez disso, se mostra apenas um e outro mondego, além de alguns ônibus rodoviários, outros de páginas sobre carrocerias de ônibus e tem até uma foto com ônibus do Rio de Janeiro.

Portanto, é mais um resultado medíocre sobre ônibus no padrão "curitibano" que os tecnocratas tanto defendem.